terça-feira, 3 de março de 2015

A HISTÓRIA DE WILLY - O "MORADOR DE RUA" QUE FOI ENTERRADO NO VATICANO

                                                                                       Foto: Paul Badde / Grupo ACI.


Todos na zona externa do Vaticano chamada Borgo conheciam o Willy Herteleer. “Borgo” é o bairro que fica ao norte da Praça São Pedro. Além dos bispos, religiosas, cardeais e romanos que moram por lá, nessa área há também muitos “moradores de rua”.

Participava toda manhã da Missa na Paróquia Pontifícia de Sant’Anna, justo fora de Borgo e dentro dos muros do Vaticano.

Seu aspecto ascético, a cruz pendurada no pescoço e seu carrinho de supermercado se converteram na bagagem que levava.

Willy recebia a eucaristia todos os dias. “O meu remédio é a Comunhão”, dizia sempre. Estava sempre bem asseado, mas não procurava atendimento médico com muita frequência.

Um de seus amigos mais próximos era um monsenhor italiano, uma religiosa norte-americana e um jornalista alemão. Eles foram as pessoas que o acompanharam no final de seus dias.

Willy morreu em dezembro, no hospital que costumava visitar perto do Vaticano, para usar os serviços higiênicos ou assear-se um pouco.

Ele tinha que ter uma boa aparência, pois passava os seus dias como um evangelizador nas ruas. Depois da Missa matutina, dedicava tempo para conversar com as pessoas.

“Quando foi a sua última confissão” perguntava para todos aqueles que encontrava. Você vai comungar? Vai à Missa?”.

Fazia a mesma pergunta aos outros “moradores de rua” com quem decidiu viver. Ele tinha escolhido essa vida.

Por um tempo viveu em um abrigo. “Sim, é bonito, acolhedor e limpo. Sim, comemos bem e as pessoas são boas”, dizia às pessoas. “Mas necessito liberdade. Amo a liberdade!”.

Willy preferia os seus amigos. Preferia as ruas. Preferia o bispo que lhe levava laranjas, os jornalistas que tiravam fotos.

Depois da missa, falava com o seu amigo, o Pe. Amerigo. “Obrigado por sua homilia pronunciada com tanta calma. Consegui entende-la bem e me ajudou a meditar ao longo do dia”, disse ao sacerdote.

Tantas breves conversas, mas também retratos. Aqueles apresentados durante o seu funeral, no Colégio Alemão, chamado o Cemitério Teutónico, no Vaticano.

Mons. Amerigo Ciani foi durante muito tempo pintor, assim como cônego da Basílica de São Pedro. Suas exposições foram apresentadas inclusive internacionalmente, e fez dois quadros de Willy em seu ambiente.
Ele era uma das muitas pessoas que moram nas ruas ao redor de São Pedro, homens e mulheres que moram nas margens das rotas turísticas, que têm amigos em toda a vizinhança.

Em 12 de dezembro de 2014, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa Francisco estava celebrando a Missa na Basílica de São Pedro pela padroeira da América e Willy faleceu. Seus amigos não o viram durante essa semana na Missa matutina, e começaram a procurá-lo.

Um deles, um alemão, Paul Badde, converteu-se recentemente em confrade da Confraria do Cemitério Teutônico. Ele propôs que Willy seja enterrado aí, entre os “confrades”.

O cemitério se remonta aos tempos de Carlos Magno, que concedeu essa parcela de terra junto à basílica para enterrar os peregrinos de terras alemãs e flamencas que pereceram em sua viagem.

A confraria está conformada de sacerdotes, homens e mulheres descendentes de alemães. Os sacerdotes alemães residem no campus, em uma residência justo ao lado do cemitério. Tudo está dentro do Vaticano, mas é de alguma forma autônomo e independente, um pequeno pedaço da Alemanha.

Seus amigos organizaram tudo, desde as difíceis permissões da Itália e Bélgica, onde Willy começou a sua vida. Fizeram contato com a sua família, seus quatro filhos, a quem Herteleer, de mais de 80 anos, não tinha visto em décadas.

Mons. Ciani concelebrou a Missa com o reitor do Cemitério Teutônico, Pe. Hans-Peter Fischer. Só alguns amigos assistiram, incluindo as Irmãs Franciscana da Eucaristia Judith Zoebelein.

Willy vivia sozinho, mas não se sentia sozinho, disse Mons. Ciani na homilia. “A presença de Deus era forte e viva dentro dele. Rezava e rezava. Rezava pela conversão de todos, inclusive para que os estrangeiros se arrependam”.

E assim foi como acabou a história de Willy sobre a terra, com uma sepultura no cemitério do Vaticano, que por tradição aceita peregrinos alemães e flamencos, rodeado pelo carinho daqueles que estiveram perto dele em vida. Sua vida foi só aparentemente uma vida vivida nas margens.

O mais impressionante sobre a sua vida e morte não apareceu nas notícias. Nos jornais, sua história foi apresentada somente como um enterro “privilegiado” desejado por seus amigos, no discreto silêncio do amor.

Por Angela Ambrogetti

Fonte: Acidigital


SANTOS MARINO E ASTÉRIO - MÁRTIRES ROMANOS


Hoje, 03 de março, a Igreja nos apresenta, Santos Marino e Astério. O testemunho deles nos convida a evangelizarmos a partir da nossa vida, e em todos os lugares da sociedade.

Os santos de hoje foram mártires no século III. São Marino era oficial romano, mas sobretudo, cristão. Já tinha feito seu caminhar com Cristo, estando em constante aprofundamento. No Império, não era reconhecido como cristão, e nem era possível uma evangelização aberta. Mas com sua vida, seu jeito profissional de ser, comunicava a verdade e o amor. Era cogitado para ocupar uma posição chave: a de centurião romano na Cesareia.
Outros queriam esse cargo, e sabiam que ele era cristão. Por isso, um deles levantou uma lei antiga, onde para assumir o cargo era preciso antes sacrificar aos deuses. Imediatamente, Marino revelou publicamente que não poderia fazer isso e professou sua fé. Pela admiração que muitos tinham por ele, não o mataram na hora. Deram a ele três horas para escolher entre apostatar da fé ou morrer.
Ao sair do pretório, encontrou-se com o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para uma espada e para o Evangelho, o motivou a fazer uma escolha digna de cristão. O oficial livremente abraçou o Evangelho.
Passado o tempo, as autoridades o quiseram ouvir. Marino permaneceu fiel por amor a Cristo e à Igreja e acabou sendo degolado. Isto no ano de 260.
De repente, Astério se aproximou do corpo, cobriu-o e enterrou o oficial. Ele sabia que isso poderia levá-lo ao martírio também. E foi o que aconteceu.
O testemunho deles nos convida a evangelizarmos a partir da nossa vida, e em todos os lugares da sociedade, e a nunca renunciarmos nossa fé, mesmo que o martírio nos espere.

Santos Marino e Astério, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 2 de março de 2015

NUNCA É MUITO TARDE - UMA MENSAGEM DO PAPA NA QUARESMA PARA OS CATÓLICOS AFASTADOS DA IGREJA

                                                      Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez / Grupo ACI


VATICANO, 02 Mar. 15 - Os católicos não praticantes e aqueles que por diversas razões estão afastados da Igreja têm um convite especial do Papa Francisco para “voltar para casa” neste tempo de Quaresma, um momento especial para a conversão e a reconciliação.

“Com muita frequência as pessoas têm medo de voltar para a Igreja ou para o sacramento da Confissão porque sentem que, como estiveram fora por muito tempo, não podem mais voltar”, afirma o Pe. Geno Sylva, encarregado da seção em inglês do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

“Esta iniciativa fará com que as pessoas saibam que nunca é muito tarde e que sempre há a possibilidade de voltar”, disse o sacerdote ao Grupo ACI em Roma.

“24 horas para o Senhor” é um evento anual que se realiza na quarta sexta-feira e sábado de Quaresma, que começou no ano passado, sob o auspício do dicastério e animado pelo Papa Francisco que surpreendeu todos ao ser ele o primeiro em confessar-se na Basílica de São Pedro em 2014.

Este ano o evento será realizado nos dias 13 e 14 de março sob o lema “Deus rico em misericórdia”, um tema que “é muito importante para o nosso Santo Padre”, afirma o Pe. Sylva

O evento, que espera que seja realizado no mundo todo, fará que todas as Igrejas de Roma permaneçam abertas para que os fiéis tenham a possibilidade de confessar-se e de participar da Adoração Eucarística com material preparado especificamente para a ocasião.

O sacerdote recordou que no ano passado teve a oportunidade de confessar na Igreja de Santa Inês da Agonia: “foi incrivelmente emocionante e inspirador ver tanta gente que voltava para o sacramento depois de décadas. Quando lhes perguntava a razão, muitos me disseram que era porque o Papa os havia convidado e efetivamente assim foi. Havia convidado no Ângelus do domingo anterior”.

Fonte: Acidigital


SÃO SIMPLÍCIO - PAPA DOS PRIMEIROS SÉCULOS


Hoje, 02 de março, a Igreja nos apresenta, São Simplício. Papa da Igreja, pertencente ao Clero de Roma, o santo viveu mergulhado num contexto de grande instabilidade, seja por parte das heresias que rondavam a Igreja, como também por parte externa, da sociedade e do Império que estava para ruir.
Foi escolhido para sucessor de São Pedro no ano de 468. Um homem de testemunho e oração, sensível aos ataques internos que a Igreja sofria por parte do Nestorianismo – que buscava espalhar a mensagem entre os cristãos de que Cristo não teria nenhuma ligação com Deus, negando o mistério da Encarnação – e também o Monofisismo, onde pregavam como verdade que a natureza divina suprimiu a natureza humana de Cristo.
Simplício se deparava com essa realidade, mas com autoridade, cheio do Espírito Santo e em comunhão com o Clero, se tornou cada vez mais canal da luz, que é Cristo, para essas situações.
São Simplício demonstrou com a vida que vale a pena caminharmos com o coração fixo na recompensa que o Senhor quer nos dar na Glória.
Faleceu em 483, e hoje intercede por nós.
São Simplício, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sábado, 28 de fevereiro de 2015


SANTOS ROMÃO E LUPICINO - IRMÃOS PEREGRINOS


Hoje, 28 de fevereiro, a Igreja nos apresenta, São Romão e São Lupicino. Os irmãos, apaixonados pelos Padres do deserto, fundaram mosteiro baseado nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.
Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.
Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.
Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.
O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.

Santos Romão e Lupicino, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CINCO SANTOS DA IGREJA CATÓLICA QUE TINHAM SUPERPODERES

Deus age de maneiras misteriosas. Esta verdade se faz particularmente evidente nas coisas que ele faz com aqueles que estão especialmente próximos a ele.

Aqui estão alguns santos que tiveram superpoderes:



1) São José Cupertino: Levitação



Chamado de “o santo voador”, não estamos falando sobre algumas historias em que São José Cupertino tenha voado de maneira privada ou para algumas pessoas. Estamos falando sobre ele regularmente voar em frente a grandes grupos de pessoas.

Fosse durante a Missa, Liturgia das Horas, ou apenas durante a menção do nome de Jesus ou de um santo, José podia involuntariamente entrar êxtase e começar a levitar. Isso aparentemente aconteceu uma vez durante uma procissão publica em frente toda a cidade, e durante uma audiência do Papa.

Sua constante e incontrolável levitação na ocasião se tornou um problema. Seus superiores consideravam o fenomeno perturbador. Ao final de sua vida, ele foi transferido para diferentes mosteiros e permaneceu em celas particulares.

Mas ele continuava a levitar ao nome de Jesus de qualquer maneira…



2) Christina the Astonishing: 

Indestrutibilidade




Embora ela não seja oficialmente canonizada pela Igreja, era considerada uma santa durante toda a sua vida (séculos 12 e 13), e tem algumas histórias bem interessantes apesar de tudo, as quais demonstram basicamente que ela era indestrutível.

Pra começar, ela aparentemente morreu de um infarto por volta dos vinte anos de idade. Seu corpo foi preparado para o enterro e um funeral foi realizado, mas no meio do funeral ela se levantou, cheia de energia. Ela disse que teve uma experiência sobrenatural do paraíso, inferno, e purgatório. Ela disse à sua família e amigos que a única razão pela qual ela havia retornado era para sofrer pelo alívio dos que estão no purgatório e pela conversão dos pecadores ainda na terra.

Foi quando ela começou a fazer algumas coisas muito intensas.

Primeiro, ela jejuou e privou-se de quaisquer confortos corporais de forma muito severa. Mas isso não foi suficiente. Ela também se jogava regularmente em fornos ardentes, mas saia deles sem queimaduras. No auge do inverno, ela ia nadar em um rio congelado proximo, as vezes permanecendo nas aguas por dias ou mesmo semanas a cada vez. As vezes, ela se permitia ser sugada por um moinho criado no rio e ser girada em volta dele. Ela também se permitia ser atacada por cães, ou correr entre espinhos. Mas mesmo com todas estas coisas, ela sempre saia ilesa.

E não obstante tudo isso, ela viveu até os 74 anos de idade.



3) Santa Catarina de Alexandria:

 Poder da Persuasão




Santa Catarina foi uma princesa no Egito no terceiro século e recebeu uma boa educação. Embora tenha nascido como uma pagã, quando era uma adolescente pediu para que a Santíssima Virgem Maria aparecesse para ela, disse a ela que havia se casado com Cristo em um casamento místico, e se converteu à fé cristã.

Logo depois, ela teve uma audiência pessoal com o Imperador Romano Maxêncio e tentou convence-lo a parar a perseguição aos Cristãos. O imperador trouxe os seus melhores filósofos e retóricos para debater com Catarina – mas, incrivelmente, ela venceu o debate. Alguns dos seus interlocutores ficaram tão impressionados, que se converteram ao Cristianismo.

Furioso, o imperador a aprisionou. Mas seu poder de persuasão continuou na prisão. Entre aqueles que ela conheceu na prisão e aqueles que a visitaram, 200 pessoas foram convertidas através da sua evangelização. Quando ela se negou a parar de converter pessoas à fé cristã apesar de estar sendo torturada, o imperador tentou persuadi-la a parar pedindo para que ela se casa-se com ele. Ela se recusou, e ele a sentenciou à morte.



4) São Vicente Ferrer: Trazendo pessoas 

de volta dos mortos




São Vicente Ferrer é mais conhecido por seu trabalho missionário, pregação, e teologia. Mas ele tinha uma habilidade sobrenatural bastante surpreendente: ele podia trazer pessoas de volta da morte. E ele aparentemente fez isso em muitas ocasiões.

De acordo com uma história, São Vicente entrou em um igreja com um cadaver dentro. Na frente de um número de testemunhas, São Vicente simplesmente fez o sinal da cruz sobre o cadáver, e a pessoa voltou à vida.

Em uma história particularmente impressionante, São Vicente se deparou com uma procissão para um certo homem ser executado por enforcamento por ter cometido um grave crime. De alguma forma, São Vicente soube que a pessoa era inocente, e ele a defendeu perante as autoridades, mas sem sucesso. Coincidentemente, um cadaver estava sendo carregado por uma maca. Vicente perguntou ao cadaver, “Este homem é culpado? Me responda!” O homem morto imediatamente voltou à vida, sentou-se, e disse, “Ele não é culpado!” O homem então deitou-se novamente na maca. Quando Vicente ofereceu ao homem uma recompensa por ajudar a reivindicar o homem inocente, o homem disse, “Não, Padre, eu já estou certo da minha salvação.” E então ele morreu novamente logo após.



5) São Padre Pio: Super poderes 





Um famoso santo que viveu no século 20, São Padre Pio teve cada super poder que você pode pensar: há alegações de que ele podia se bi-locar (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo), ler a mente das pessoas (normalmente nas confissões – ele era Padre), levitar, e curar pessoas doentes.



Em uma história, um matemático profissional estava confessando seus pecados ao Padre Pio no seu confessionário, mas de fato não disse ao Padre Pio que ele era um matemático. Quando ele estava um pouco confuso sobre quantas vezes havia cometido um pecado específico, Padre Pio respondeu firmemente: “Você é um matemático, saia do confessionário e volte quando souber quantas vezes você fez aquilo.”

Em 1950, Padre Pio foi visto atendendo ao funeral de um monge em Milwaukee, Wisconsin – mas sem nunca ter saído do seu próprio mosteiro na Itália. Em relação a sua habilidade de se bi-locar, uma pessoa contou que Padre Pio uma vez disse, “Eu posso fazer três coisas ao mesmo tempo: rezar, confessar, e ir ao redor do mundo.”


Fonte: ChurchPOP

SÃO GABRIEL DAS DORES - DEVOTO DA VIRGEM MARIA



Grande devoto da Virgem Maria, São Gabriel das Dores foi dócil ao deixar tudo e assumir sua vocação

Hoje, 27 de fevereiro, a Igreja celebra: São Gabriel das Dores. Nascido a 1838 em Assis, na Itália, dentro de uma família nobre e religiosa, recebeu o nome de batismo Francisco, em homenagem a São Francisco.

Na juventude andou desviado por muitos caminhos, e era dado a leitura de romances, festas e danças. Por outro lado, o jovem se sentiu chamado a consagrar-se totalmente a Deus, no sacerdócio ministerial. Mas vivia ‘um pé lá, outro cá’. Ou seja, nas noitadas e na oração e penitência.

Aos 18 anos, desiludido, desanimado e arrependido, entrou numa procissão onde tinha a imagem de Nossa Senhora. Em meio a tantos toques de Deus, ouviu uma voz serena, a voz da Virgem Maria, que dizia que aquele mundo não era para ele, e que Deus o queria na religião.

Obediente a Santíssima Virgem, na fé, entrou para a Congregação dos Padres Passionistas. Ali, na radicalidade ao Evangelho, mudou o nome para Gabriel, e de acordo também com a sua devoção a Nossa Senhora, chamou-se então: Gabriel da Dores.

Antes de entrar para a Congregação, já tinha a saúde fraca, e com apenas 23 anos partiu para a glória, deixando o rastro da radicalidade em Deus.

Em meios as dores, São Gabriel viveu o santo Evangelho.

São Gabriel das Dores, rogai por nós!


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015



SÃO PORFÍRIO - O PRIMEIRO BISPO DE GAZA


Hoje, 26 de fevereiro, a Igreja nos apresenta, São Porfírio. Ele nos deixou um testemunho de fé e caridade, que precisam ter uma ressonância dentro e fora da Igreja.
Nascido do ano de 353 em Tessalônica da Macedônia, Porfírio foi muito bem formado pelos seus pais, numa busca de piedade e vontade de Deus. Com 25 anos foi para o Egito, onde viveu a austeridade. Depois, seguiu para a Palestina, vivendo como eremita por 5 anos. Devido a uma enfermidade seguiu para Jerusalém, onde se tratou.
São Porfírio percebia que faltava algo. Ele tinha herdado uma grande fortuna, e já tendo discípulos – que vendo a ele seguir a Cristo, também quiseram seguir nosso Senhor nos passos dele – ele ordenou que esses discípulos fossem para Tessalônica e vendessem todos os bens. Ele então, pôde dar tudo aos pobres.
Ele estava muito doente, mas através de uma visão, o Senhor o curou. Mais tarde, passou a trabalhar para ganhar o ‘pão de cada dia’, sempre confiando na Divina Providência.
O Patriarca de Jerusalém o ordenou sacerdote, e depois Bispo em Gaza, tendo grande influência politica e na religiosidade de todo o povo. Por meio do Espírito Santo e das autoridades, conseguiu que os templos pagãos fossem fechados, e os ídolos destruídos. Não para acabar com a religiosidade, mas para apontar a verdadeira religião: Nosso Senhor Jesus Cristo, único Senhor e Salvador.
Faleceu no século V, deixando-nos esse testemunho: nossa fé, nossa caridade, precisam ter uma ressonância dentro e fora da Igreja, para a glória de Deus e Salvação de todas as pessoas.
São Porfírio, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A SEMANA DO PAPA DE 16 A 22 DE FEVEREIRO/2015

Dia 16
Na segunda-feira dia 16 de fevereiro o Papa Francisco afirmou que “o crescente número de pobres interpela-nos e exige um maior impulso de solidariedade”. Esta sua declaração ocorreu numa audiência concedida pelo Santo Padre no Vaticano à associação "Pro Petri Sede". O Papa também assinalou na ocasião que na Quaresma os cristãos são chamados a dedicarem-se aos outros, especialmente aos que passam por privações.
Dia 17
Na terça-feira dia 17 o Papa Francisco ofereceu a Missa em Santa Marta pelos cristãos coptas assassinados às mãos dos ativistas do auto proclamado Estado Islâmico. Que o Senhor os acolha como mártires – afirmou o Santo Padre nomeando na sua mensagem Tawadros II – Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa.
“Ofereçamos esta Missa pelos nossos 21 irmãos coptas, decapitados apenas pelo motivo de serem cristãos. Rezemos por eles, que o Senhor os acolha como mártires, pelas suas famílias, pelo meu irmão Tawadros, que sofre tanto.”
Também no dia 17 o Papa Francisco publicou a mensagem para o Dia Mundial da Juventude que se celebra a nível diocesano no Domingo de Ramos. Na sua mensagem o Santo Padre exorta os jovens a não banalizarem o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspeto sexual, desvinculando-o das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade.
Dia 18
Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, na Audiência Geral o Papa Francisco propôs uma catequese sobre os irmãos:
“Irmão, irmã são palavras que o cristianismo ama muito. E, graças à experiência familiar, são palavras que todas as culturas e todas as épocas compreendem.”
O Santo Padre prosseguindo com a catequese sobre a família, recordou, antes de mais, o exemplo bíblico negativo de Caim e Abel e convidou-nos a pensar nos irmãos e irmãs afirmando que “a educação para a abertura aos outros a partir do vínculo de fraternidade entre os filhos do mesmo tronco familiar é a grande escola de liberdade e de paz.”
Nem sempre se pensa nesta dimensão – continuou o Papa Francisco – mas é precisamente a família que introduz a fraternidade no mundo: partindo desta primeira experiência, o estilo da fraternidade irradia como uma promessa para toda a sociedade e para as relações entre os povos.
“Ter um irmão ou uma irmã que gosta de ti, é uma experiência forte, impagável, insubstituível.”
No final da audiência o Papa Francisco lançou um apelo à oração pelos irmãos egípcios mortos nos últimos dias na Líbia:
“Gostaria de convidar ainda a rezar pelos nossos irmãos egípcios que, há três dias atrás, foram mortos na Líbia pelo simples facto de serem cristãos. O Senhor os acolha na sua casa e dê conforto às suas famílias e às suas comunidades. Rezemos pela paz no Médio Oriente e no Norte de África, recordando todos os defuntos, os feridos e os refugiados. Possa a Comunidade Internacional encontrar soluções pacíficas à difícil situação na Líbia.”
Na tarde de quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o Papa Francisco presidiu à Missa com o rito da bênção e imposição das cinzas na Basílica de Santa Sabina em Roma.
Na sua homilia o Santo Padre afirmou que a Quaresma é o “tempo em que buscamos unir-nos mais estreitamente ao Senhor Jesus Cristo para partilhar o mistério da sua paixão e da sua ressurreição” – disse o Papa Francisco que acentuou ser a Quaresma um tempo de conversão interior e exortou, especialmente os ”sacerdotes", a pedirem neste início de Quaresma o dom das lágrimas, “de modo a tornar a oração e o caminho de conversão sempre mais autêntico e sem hipocrisia:
"Vai fazer bem a todos, mas especialmente a nós sacerdotes, no início desta Quaresma, pedir o dom das lágrimas, para tornar a nossa oração e o nosso caminho de conversão sempre mais autênticos e sem hipocrisia. Vai fazer bem perguntarmo-nos: "Eu choro? O Papa chora? Os cardeais choram? Os bispo choram? Os consagrados choram? Os sacerdotes choram? O choro está nas nossas orações?”
Dia 19
Quinta-feira, 19 de fevereiro – Feliz o homem que confia no Senhor – foi o que afirmou o Papa Francisco na sua homilia na Missa na Casa de Santa Marta. No centro da reflexão do Santo Padre a Leitura do Livro do Deuteronómio, em que Deus diz a Moisés: “Repara que coloco hoje diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Assim, ordeno-te hoje que ames o Senhor, teu Deus, que andes nos seus caminhos…”
“Um caminho errado é o de procurar sempre o próprio sucesso, os próprios bens, sem pensar no Senhor e sem pensar na família.”
Uma pessoa pode ganhar tudo, mas no final, pode-se tornar num fracassado e aquela vida torna-se numa falência, pois não soube escolher entre a vida e a morte – afirmou o Santo Padre que sublinhou esta frase do Salmo 1: ‘Feliz o homem que confia no Senhor’.
Dia 20
No dia 20, sexta-feira, o Papa Francisco recebeu os bispos da Ucrânia presentes no Vaticano em visita Ad Limina Apostolorum e nas palavras que lhes dirigiu o Santo Padre recordou a situação de grave conflito que vive este país e que se está a arrastar já por vários meses continuando a ceifar muitas vidas inocentes e a causar grandes sofrimentos a toda a população. O Papa disse aos bispos para procurarem a “paz possível”.
Na Missa em Santa Marta, na sexta-feira, o Papa Francisco afirmou que jamais se pode usar Deus para cobrir a injustiça e exortou os cristãos a serem coerentes:
Segundo o Santo Padre, os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. E devem recusar condutas meramente exteriores que servem para cobrir a injustiça:
“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso... mas tu dás esmola? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então está bem... Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de ti: filhos, avós, funcionários, tu és generoso, és justo? Não se pode fazer ofertas à Igreja e pelas costas, ser injusto com os teus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”. 
Dia 21
No sábado dia 21 o Papa Francisco recebeu em audiência a Chanceler alemã Angela Merkel com quem falou sobre a luta à pobreza. No final da manhã o Santo Padre recebeu na Sala Paulo VI uma delegação da Diocese italiana de Cassano allo Jonio. Na ocasião afirmou que os cristãos não podem fazer “gestos de violência contra os outros e contra o ambiente”, numa clara alusão à máfia calabresa.
Dia 22
No Angelus na Praça de S. Pedro, neste Primeiro Domingo da Quaresma o Papa Francisco afirmou que este é um tempo de luta contra as insídias do demónio e desta luta nasce a conversão dos corações. O Papa pediu as orações de todos para os seus exercícios espirituais e da Cúria Romana que se iniciaram neste domingo na Casa do Divino Mestre em Ariccia. A seguir à oração do Angelus o Papa fez distribuir aos presentes um pequeno livrinho de bolso para a reflexão pessoal na Quaresma. As cerca de 50 mil cópias do livro “Guardar o coração” foram distribuídas aos fiéis por pessoas sem-abrigo. Trata-se de um livro para ajudar os cristãos a guardarem o lugar do Espírito Santo que é o coração. Para tal o Santo Padre nesta Quaresma recomenda um exame de consciência diário que seja um momento para estar em silêncio consigo próprio e com Deus.
E com o Angelus deste domingo terminamos esta síntese das principais atividades do Santo Padre que foram notícia de 16 a 22 de fevereiro. Esta rubrica regressa na próxima semana sempre aqui na RV em língua portuguesa. (RS)
(from Vatican Radio)