segunda-feira, 9 de março de 2015

TODO DIA É DIA MUNDIAL DA MULHER! MAS... DE QUE MULHER?



É bem provável que não haja muita gente assinando a revista Capricho para se informar sobre os campeonatos estaduais de futebol. Nem muita gente acessando o site da revista Quatro Rodas para se informar sobre as últimas tendências da moda em Milão. No entanto, não é pequena a quantidade de pessoas que "se informam" sobre a doutrina católica na Folha de S.Paulo, nas revistas Marie Claire Superinteressante, nas aulas de sociologia do professor Fidelênin ou no YouTube da pastora Valdirene. São fontes a se considerar, é claro, mas talvez não sejam, necessariamente, as fontes mais isentas...
 
Em datas como o Dia Internacional da Mulher, é comum que "especialistas em estudos femininos" atribuam à doutrina católica um modelo de mulher submissa, passiva, inferior ao homem em tudo, menos em habilidades como servir a ele o jantar e perguntar-lhe se deseja mais alguma coisa. Mesmo entre uma relevante parcela dos próprios católicos, por acomodamento ou por não terem contado com expositores claros da doutrina objetiva da Igreja, não se conhece a genuína visão católica sobre a mulher (ou sobre o homem, a família e o que quer que seja).
 
Assim, quando há "embates argumentativos" entre esse tipo de laico e esse tipo de católico, baseados em noções truncadas e parciais de uns sobre os outros, o diálogo civilizado parece impossível. Mas o diálogo é não apenas possível: é urgente.
 
 
COMO É QUE A IGREJA REALMENTE ENXERGA A MULHER?
 
- Falando em nome da Igreja, o papa Francisco enfatiza com frequência a importância da mulher no catolicismo, desde lembrar que Maria é mais importante que os próprios apóstolos até contextualizar visões culturais hoje superadas, a fim de incentivar o respeito igual entre os sexos. Francisco também nos convida a superar o clericalismo entre os próprios leigos, em especial entre as mulheres, que, erroneamente, se consideram a parte passiva e sem voz dentro da Igreja.
 
- Na mesma linha, o papa Francisco critica abertamente a sociedade machista e sua visão diminuidora da mulher, dentro e fora da Igreja. Mas atenção: ele também critica com clareza as versões extremistas e sectárias do feminismo. A Igreja afirma a necessidade da verdadeira autonomia das mulheres, mas não concorda com posturas radicais que fragmentam a pessoa humana, nem vê avanço algum nas facções intolerantes do feminismo, que atacam e agridem quem pensa diferente.
 
- Mulher e homem, para o cristianismo, são idênticos em dignidade, mas não são mutuamente substituíveis. Homem e mulher são complementares por natureza, já que, também por natureza, cada sexo tem as suas especificidades que enriquecem um ao outro.
 
- A visão católica da pessoa humana é integral: para ser plena e atingir a sua unidade, cada pessoa tem o desafio de harmonizar as suas dimensões física, psíquica, espiritual, cultural, política e econômica, além de abrir-se ao outro sexo, que a complementa. Por isso, a Igreja questiona os modelos fragmentadores e dissociativos da identidade e unidade pessoal, baseados em teorias que estão constantemente mudando e que, não raro, caem em contradição ou, pior ainda, provocam verdadeiras catástrofes.
 
- Entre os modelos que tendem à fragmentação humana, a Igreja discorda de toda ideologia que prega uma total e irreal autonomia de um sexo em relação ao outro. O tipo de feminismo radical que afirma que "A mulher precisa do homem tanto quanto um peixe precisa de uma bicicleta" é tão arrogante e prejudicial quanto o machismo que sentencia que "Homem não chora" ou que "Lugar de mulher é na cozinha". A pretensão utópica da autonomia total reduz o outro a objeto, alimenta devaneios de superioridade e destrói sutilmente as relações, como admitiram esta mulher, ao refletir sobre os seus erros como esposa vitimista, e este homem, ao reconhecer que o amor sem reservas pela namorada o tornou um homem mais sadio, mais completo e mais feliz.
 
- A visão católica sobre o relacionamento de complementaridade e harmonia entre mulher e homem é acusada com frequência de ser fantasiosa e "castradora" por alguns setores do mundo laico. No entanto, a visão realista do catolicismo desmascara continuamente as frustrações amorosas alimentadas pela indústria da ficção, bem como as mentiras e a falta de caráter incentivadas por ideias laicas como o "amor livre" e descompromissado, que necessariamente coisifica o outro e impede o florescimento da confiança mútua. A Igreja desafia os casais a serem melhores do que isso, construindo relações maduras e sinceras, que resistam às atrações até naturais, mas capazes de machucar a muitos; que superem instintos comuns, mas capazes de traumatizar profundamente. 
 
- Assim, a Igreja incentiva os casais a apreciarem e viverem a beleza e a plenitude do sexo e dos seus prazeres - mas não a qualquer custo. Ela propõe que se descubra um nível mais profundo de intimidade e prazer, não apenas físico, mas também psíquico e espiritual. As visões ideológicas que reduzem o sexo a "instrumento de empoderamento feminino" costumam levar a mulher ao vazio e à frustração, assim como a ideologia do homem dominador em relação à mulher costuma ser sintoma da mesma frustração e vazio nele.
 
- A complementaridade entre homens e mulheres vai além do sexo e se estende ao seu potencial como pais e mães, que têm qualidades educativas diferentes e mutuamente enriquecedoras, além de insubstituíveis para a formação plenamente saudável dos filhos. A falta de um dos genitores não é indiferente para uma criança. Neste sentido, a Igreja é uma das instâncias mais enfáticas em chamar os pais (homens) à sua responsabilidade, que, incoerentemente, algumas vertentes do feminismo procuram diminuir. O equilíbrio nas relações mulher-homem dentro da família é fundamental, segundo a Igreja, para formar filhos e filhas confiantes, respeitosos uns dos outros e capazes de superar de verdade os preconceitos machistas e femistas (o "femismo" é umas das radicalizações do feminismo).
 
- A parceria harmônica entre paternidade e maternidade não surge automaticamente, nem costuma ser beneficiada por ambientes onde o sexo é culturalmente dissociado da responsabilidade conjunta e da valorização madura de um parceiro pelo outro. O planejamento responsável da geração de filhos, incentivado pela Igreja, é reconhecido e elogiado pelas mulheres e homens que o adotam. E são eles mesmos que testemunham a sua eficácia.
 
- Quando propõe positivamente a abertura responsável e natural à vida, a Igreja não se posiciona "contra a liberdade feminina", mas a favor do exercício consciente e consequente da liberdade tanto feminina quanto masculina. Além disso, ao se posicionar contra o uso de métodos artificiais de contracepção, a Igreja alerta para os riscos reais que eles representam para a saúde feminina: excessos em medicação desnecessária, medicamentos fortemente relacionados com câncer e com óbitosefeitos colaterais graves e resultados mal explicados pela indústria farmacêutica.
 
- Ao contrário de acusações comuns, a Igreja não pretende controlar a consciência das pessoas. O papa Francisco reitera ao próprio clero que eles não devem fazer isso. Mais ainda: a Igreja denuncia corajosamente que existem segmentos do mundo laico dispostos a exercer exatamente o controle de que acusam a ela. Trata-se de segmentos que abrangem grupos civis organizações militantes, mas também setores da própria ONU e governos de países tidos por livres, como a França e os EUA, que chegam a prender quem questiona a sua definição de "liberdade".


- Os alertas da Igreja diante das ideologias falsamente libertárias são reforçados por personalidades laicas que sofrem censura ao discordarem de "dogmas intocáveis" do radicalismo feminista e da teoria de gênero, por exemplo. E não faltam mulheres que, depois de experimentar os piores lados do sectarismo feminista, redescobrem profundos valores femininos justamente na Igreja.
 
- O que o cristianismo propõe a mulheres e homens é o amadurecimento afetivo, a responsabilidade, a consciência e, justamente por isso, a autêntica liberdade e respeito pelo outro. Esta proposta desmascara, naturalmente, a falta de transparência em muitos discursos supostamente "pró-escolha".
 
- Em sua proposta positiva de liberdade adulta e responsável, a Igreja chama a atenção para fatos reais que são tergiversados por teorias laicistas de suposta liberdade sem limites, mas que deixam marcas de dor tanto na mulher quanto no homem. Como exigir responsabilidades conjuntas se, ao mesmo tempo, se nega o direito de um dos parceiros a participar das decisões do casal? A participação do marido, aliás, pode ser decisiva para o final feliz até mesmo de casos brutais, como a gravidez decorrente de estupro.

- A proposta católica de paternidade e maternidade vai além do utilitarismo meramente econômico, por mais importante e óbvio que seja o planejamento financeiro para a geração de filhos. A proposta católica foca na celebração da vida, capaz de dar sentido e esperança às situações mais desesperadoras, em nome de um amor mais sublime, mais total, mais forte do que a morte. E mais forte do que a própria vida!
 
- A Igreja não pede o martírio. Ela entende que um aborto, às vezes, pode ser o mal inevitável decorrente da lícita e dolorosa escolha por privilegiar um bem maior. Mas ela também sabe das consequências de se banalizar o aborto e seus efeitos. Há gestos de coragem que valem muito a pena. Os filhos enxergam isto. Assim como sentem quando podia ter havido mais coragem...
 
- Na defesa da vida, a Igreja destaca soluções perfeitamente possíveis para que a vida triunfe. Mas são soluções que pedem generosidade e superação de egoísmos. No fundo, o mundo laico também enxerga a beleza da opção pela vida.
 
- A Igreja, enfim, não pede tanto assim nem das mulheres nem dos homens. É verdade que ela lança desafios que nem todos são chamados a aceitar, mas seus conselhos de virtude possível e suas recomendações de abertura à vida são naturais, responsáveis,amadurecedores e libertadores.
 
Num mundo que ainda comercializa mulheres, é preciso heroísmo para libertá-las.

Mas também é preciso diálogo, num mundo cheio de cartilhas para as mulheres, a fim de se entender que os aparentes inimigos podem ser, na verdade, os propositores de uma liberdade muito mais sublime.

Fonte: Aleteia


SÃO DOMINGOS SÁVIO - PADROEIRO DOS ACÓLITOS


Hoje, 09 de março, a Igreja nos apresenta, São Domingos Sávio. Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Riva, na Itália. Era filho de pais muito pobres, um ferreiro e uma costureira, cristãos muito devotos. Ao fazer a primeira comunhão, com sete anos, jurou para si mesmo o que seria seu modelo de vida: "Antes morrer do que pecar". Cumpriu-o integralmente enquanto viveu.

Nos registros da Igreja, encontramos que, com dez anos, chamou para ele próprio a culpa de uma falta que não cometera, só porque o companheiro de escola que o fizera tinha maus antecedentes e poderia ser expulso do colégio. Já para si, Domingos sabia que o perdão dos superiores seria mais fácil de ser alcançado. Em outra ocasião, colocou-se entre dois alunos que brigavam e ameaçavam atirar pedras um no outro. "Atirem a primeira pedra em mim" disse, acabando com a briga.

Esses fatos não passaram despercebidos pelo seu professor e orientador espiritual, João Bosco, que a Igreja declarou santo. Dom Bosco encaminhou o rapaz para a vida religiosa. Domingos Sávio se consagrou à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Em 1856, fundou entre os amigos a "Companhia da Imaculada", para uma ação apostólica de grupo, onde rezavam cantando para Nossa Senhora.

Mas Domingos Sávio tinha um sentimento: não conseguiria tornar-se sacerdote. Estava tão certo disso que, quando caiu doente, despediu-se definitivamente de seus colegas, prometendo encontrá-los quando estivessem todos na eternidade, ao lado de Deus. Ficou de cama e, após uma das muitas visitas do médico, pediu ao pai para rezar com ele, pois não teria tempo para falar com o pároco. Terminada a oração, disse estar tendo uma linda visão e morreu. Era o dia 9 de março de 1857.

Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar. Curta, pois morreu com quinze anos de idade, mas perfeita para os parâmetros da Igreja, que o canonizou em 1954.

Nessa solenidade, o papa Pio XII o definiu como "pequeno, porém um grande gigante de alma" e o declarou padroeiro dos cantores infantis. Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Torino, Itália, não muito distantes do seu professor e biógrafo são João Bosco. É considerado também o padroeiro dos acólitos.

São Domingos Sávio, Rogai por nós!

Fonte: Paulinas

domingo, 8 de março de 2015

SÃO JOÃO DE DEUS - PATRONO DOS HOSPITAIS


Hoje, 08 de março, a Igreja nos apresenta, São João de Deus. São João doou parte da sua vida aos cuidados com os doentes e os mais necessitados.
São João, depois de viver longa aventura distante de Deus, como João Cidade, aventurou-se ao Evangelho e hoje, é aclamado como São João de Deus, o patrono dos hospitais. João nasceu em Évora, Portugal, em 1495; com oito anos fugiu de casa e foi para a Espanha, onde fez obras e vivenciou inúmeras aventuras.
Começou João suas histórias, cuidando do rebanho, depois com os estudos tornou-se administrador, mas encantado pelo militarismo, tornou-se soldado e combateu na célebre batalha de Pávia, onde saiu vitorioso ao lado de Carlos V. Certa vez foi morar em Granada e lá abriu um pequeno negócio de livros, sendo que, ao mesmo tempo, passou a ouvir o grande santo pregador João de Ávila, que no Espírito Santo suscitou a conversão radical de João.
Do encontro com Cristo, começou sua maior aventura, que consistiu em construir com Cristo uma história de santidade. Renunciou a si mesmo, assumiu a cruz e se colocou radicalmente nos caminhos de Jesus, quando no distribuir os bens aos pobres, e acabou sendo lançado num hospital de loucos por parte dos conhecidos, já que João começava a ter inúmeras atitudes voluntariamente estranhas, que visavam não o manicômio, mas a penitência pela humilhação. Como tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, acabou sendo providencial o tempo que João passou sofrendo naquele hospital, pois diante do tratamento desumano que davam para os pobres e doentes mentais, o Senhor suscitou no coração de João o carisma para lidar com os doentes na caridade e gratuidade.
Desta forma, São João, experimentando a vida na Providência, passou a acolher numa casa alugada, indigentes e doentes, depois entregou-se ao cuidado exclusivo num hospital fundado por ele em Granada (Espanha) e assistido por um grupo de companheiros que, mais tarde, constituíram a Ordem Hospitalar de São João de Deus, o qual entrou no céu em 1550.
São João de Deus, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova


sábado, 7 de março de 2015

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE - MÁRTIRES DO SEGUNDO SÉCULO


Santas Perpétua e Felicidade foram até as últimas consequências defendendo a fé que professavam

Hoje, 07 de março, a igreja celebra Santas Perpétua e Felicidade. Numa perseguição que se desencadeou em Cartago, foram presos nesta cidade cinco catecúmenos, entre os quais uma escrava chamada Felicidade e uma mulher, ainda nova e de posição, chamada Perpétua. A primeira estava grávida de oito meses e a segunda tinha uma criança de peito. Receberam o batismo enquanto estavam presas.

Permitiram a Perpétua que levasse consigo o filho para o cárcere. Chegado o interrogatório, ambas confessaram abertamente a fé e foram condenadas a ser lançadas às feras no aniversário do imperador Geta. A mãe foi então separada do seu filhinho. “Deus permitiu que ele não voltasse a pedir o peito e que ela não fosse mais atormentada com o leite”, escreveu Perpétua no diário que foi fazendo até o dia da sua morte. Narra em seguida uma visão em que lhe apareceu seu irmão Dinócrates, ao sair do Purgatório graças às suas orações, e outra em que lhe foi prometida a assistência divina no último combate.

Felicidade receava que, devido ao seu estado, não lhe permitissem morrer com a companheira, mas, três dias antes dos espetáculos públicos, deu à luz. Como as dores do parto lhe arrancassem gritos, um dos carcereiros observou-lhe: “Se tu te lamentas já dessa maneira, que será quando fores lançada às feras?”. “Hoje sou eu que sofro, respondeu a escrava; nesse dia, sofrerá por mim Aquele por quem eu sofro”. Deu à luz uma menina que foi adotada por uma mulher cristã.

Perpétua e Felicidade entraram alegremente no anfiteatro com os três companheiros. Envolveram-nas numa rede e entregaram-nas às arremetidas duma vaca furiosa. O povo cansou-se depressa de ver torturar as duas jovens mães, uma das quais ia perdendo o leite, e pediu que se acabasse com aquele espetáculo. Abraçaram-se então pela última vez. Felicidade recebeu o golpe de misericórdia impavidamente. Perpétua caiu nas mãos dum gladiador desastrado que falhou o golpe, “tendo-se visto ela própria na necessidade de dirigir contra o pescoço a mão trêmula do gladiador inexperiente”. Estes martírios deram-se na era de 203.

Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de março de 2015

QUARESMA - TEMPO DE RECONCILIAÇÃO COM DEUS - MAS, COMO CONFESSAR-ME ?


A Confissão explicada passo a passo numa criativa animação (vídeo)
iMissio (25-02-2015)

Deus não se cansa de perdoar! Quaresma aproximemo-nos dele que quer transformar o nosso coração. 

Uma das melhores práticas neste tempo da Quaresma é aproximar-se do sacramento da confissão ou da reconciliação. 
Este vídeo educativo que faz parte de uma série de vídeos de VCAT (Vídeo Catecismo), recorda-nos a bênção que significa que podemos receber (sempre que necessário), o perdão e a misericórdia de Deus. Se o transferirmos para a experiência humana, compreender a natureza deste sacrmento é tão difícil como perdoar inúmeras vzes a mesma pessoa que nos ofende; repetir os mesmo erros. Humanamente isto seria imposível. Mas para Deus não é. Esta é uma das maiores riquezas da confissão: o perdão sem limites e com a única condição de estar verdadeiramente arrependido e disposto a cooperar com a graça que Deus nos dá.






Deus, em sua infinita bondade, sabe que os seres humanos precisam de sinais sensíveis para experimentar realidades concretamente invisíveis. Ninguém se sente perdoado se ao pedir desculpas recebe em troca o silêncio de seu agressor, é necessário um gesto, uma palavra, um sinal de perdão. Este sinal sensível do perdão de Deus torna-se concreto nas palavras do padre no momento da absolvição. Deus realmente perdoa, apaga do nosso coração a ferida dos pecados atuais, falhas conscientes e vergonhosas; a sua misericórdia é capaz de restaurar os nossos corações e devolver-nos um espírito novo, renovado na sua graça, amizade e proximidade com Ele.
  
Por que não apreciar o grande dom deste sacramento? Por que privar-nos de receber o impulso da graça, apenas por causa da vergonha ou medo? Já dizia o santo: “o Diabo tira a vergonha na hora de pecar e a devolve em dobro na hora de pedir perdão”.Não permitamos que a vergonha ou medo nos mantenham afastados da bondade de Deus, um bom Pai que nos espera no confessionário com o mesmo abraço com que abraçou o filho pródigo. Aproximemo-nos dele e peçamos para curar as feridas do nosso coração e nos mantenha cada dia mais unido a ele.
 
Lembre-se as palavras do Papa Francisco: "Deus não se cansa de perdoar, nós é que nos cansamos de pedir perdão".

Fonte: iMissio

SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ - RELIGIOSO DE VIDA EREMÍTICA


João José da Cruz sempre apresentava o Senhor Jesus e levava o povo à oração

O santo de hoje, 05 de março,  nasceu no século XVII, e muito cedo descobriu seu chamado a uma consagração total. São João José da Cruz pensou na vida sacerdotal, mas percebeu que muitos buscavam o sacerdócio somente para obter honras e dignidades.

João José discerniu melhor, e descobriu que Deus o queria um religioso. Assim, partiu para a vida eremítica, segundo a Ordem de São Pedro de Alcântara. Ele viveu uma vida de oração profunda, se alimentando e dormindo somente o necessário. Recebendo a confiança de seus superiores, foi enviado para Piemonte, em Ávila, para começar um novo mosteiro. E de maneira braçal, iniciou a construção.

Com sua perseverança, a Providência Divina e a ajuda do povo, construiu o mosteiro. Recebeu de Deus o dom dos milagres, e muitos o buscavam. João José da Cruz sempre apresentava o Senhor Jesus e levava o povo à oração.

São João José da Cruz, rogai por nós!



quarta-feira, 4 de março de 2015





SÃO CASIMIRO - MODELO PARA A JUVENTUDE


Hoje, 04 de março, a Igreja nos apresenta, São Casimiro. São Casimiro soube renunciar aos prazeres e os bens dessa vida tendo sempre em vista a eternidade.

Mesmo sendo patrono da juventude da Lituânia, o santo de hoje é modelo para todas as idades. Seu nome significa ‘comandar’. De fato, com a graça de Deus e muito esforço, foi comandando ao longo de sua vida, todo o pensar, todo falar, todo o querer para Deus.
Filho do rei da Polônia e de família católica, Casemiro nasceu no ano de 1454. Com a ajuda da oração, da penitência, da direção espiritual e até do Papa do seu tempo, ele pôde discernir que seu chamado não era suceder ao seu pai. Renunciou ao trono, mas não deixou de ser solidário à realidade paterna, às necessidades do reino, sendo braço direito no governo de seu pai.
Teve toda uma vida de ascese e sacrifício, sendo modelo para a juventude.
Faleceu com apenas 26 anos.

São Casimiro, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 3 de março de 2015

A HISTÓRIA DE WILLY - O "MORADOR DE RUA" QUE FOI ENTERRADO NO VATICANO

                                                                                       Foto: Paul Badde / Grupo ACI.


Todos na zona externa do Vaticano chamada Borgo conheciam o Willy Herteleer. “Borgo” é o bairro que fica ao norte da Praça São Pedro. Além dos bispos, religiosas, cardeais e romanos que moram por lá, nessa área há também muitos “moradores de rua”.

Participava toda manhã da Missa na Paróquia Pontifícia de Sant’Anna, justo fora de Borgo e dentro dos muros do Vaticano.

Seu aspecto ascético, a cruz pendurada no pescoço e seu carrinho de supermercado se converteram na bagagem que levava.

Willy recebia a eucaristia todos os dias. “O meu remédio é a Comunhão”, dizia sempre. Estava sempre bem asseado, mas não procurava atendimento médico com muita frequência.

Um de seus amigos mais próximos era um monsenhor italiano, uma religiosa norte-americana e um jornalista alemão. Eles foram as pessoas que o acompanharam no final de seus dias.

Willy morreu em dezembro, no hospital que costumava visitar perto do Vaticano, para usar os serviços higiênicos ou assear-se um pouco.

Ele tinha que ter uma boa aparência, pois passava os seus dias como um evangelizador nas ruas. Depois da Missa matutina, dedicava tempo para conversar com as pessoas.

“Quando foi a sua última confissão” perguntava para todos aqueles que encontrava. Você vai comungar? Vai à Missa?”.

Fazia a mesma pergunta aos outros “moradores de rua” com quem decidiu viver. Ele tinha escolhido essa vida.

Por um tempo viveu em um abrigo. “Sim, é bonito, acolhedor e limpo. Sim, comemos bem e as pessoas são boas”, dizia às pessoas. “Mas necessito liberdade. Amo a liberdade!”.

Willy preferia os seus amigos. Preferia as ruas. Preferia o bispo que lhe levava laranjas, os jornalistas que tiravam fotos.

Depois da missa, falava com o seu amigo, o Pe. Amerigo. “Obrigado por sua homilia pronunciada com tanta calma. Consegui entende-la bem e me ajudou a meditar ao longo do dia”, disse ao sacerdote.

Tantas breves conversas, mas também retratos. Aqueles apresentados durante o seu funeral, no Colégio Alemão, chamado o Cemitério Teutónico, no Vaticano.

Mons. Amerigo Ciani foi durante muito tempo pintor, assim como cônego da Basílica de São Pedro. Suas exposições foram apresentadas inclusive internacionalmente, e fez dois quadros de Willy em seu ambiente.
Ele era uma das muitas pessoas que moram nas ruas ao redor de São Pedro, homens e mulheres que moram nas margens das rotas turísticas, que têm amigos em toda a vizinhança.

Em 12 de dezembro de 2014, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa Francisco estava celebrando a Missa na Basílica de São Pedro pela padroeira da América e Willy faleceu. Seus amigos não o viram durante essa semana na Missa matutina, e começaram a procurá-lo.

Um deles, um alemão, Paul Badde, converteu-se recentemente em confrade da Confraria do Cemitério Teutônico. Ele propôs que Willy seja enterrado aí, entre os “confrades”.

O cemitério se remonta aos tempos de Carlos Magno, que concedeu essa parcela de terra junto à basílica para enterrar os peregrinos de terras alemãs e flamencas que pereceram em sua viagem.

A confraria está conformada de sacerdotes, homens e mulheres descendentes de alemães. Os sacerdotes alemães residem no campus, em uma residência justo ao lado do cemitério. Tudo está dentro do Vaticano, mas é de alguma forma autônomo e independente, um pequeno pedaço da Alemanha.

Seus amigos organizaram tudo, desde as difíceis permissões da Itália e Bélgica, onde Willy começou a sua vida. Fizeram contato com a sua família, seus quatro filhos, a quem Herteleer, de mais de 80 anos, não tinha visto em décadas.

Mons. Ciani concelebrou a Missa com o reitor do Cemitério Teutônico, Pe. Hans-Peter Fischer. Só alguns amigos assistiram, incluindo as Irmãs Franciscana da Eucaristia Judith Zoebelein.

Willy vivia sozinho, mas não se sentia sozinho, disse Mons. Ciani na homilia. “A presença de Deus era forte e viva dentro dele. Rezava e rezava. Rezava pela conversão de todos, inclusive para que os estrangeiros se arrependam”.

E assim foi como acabou a história de Willy sobre a terra, com uma sepultura no cemitério do Vaticano, que por tradição aceita peregrinos alemães e flamencos, rodeado pelo carinho daqueles que estiveram perto dele em vida. Sua vida foi só aparentemente uma vida vivida nas margens.

O mais impressionante sobre a sua vida e morte não apareceu nas notícias. Nos jornais, sua história foi apresentada somente como um enterro “privilegiado” desejado por seus amigos, no discreto silêncio do amor.

Por Angela Ambrogetti

Fonte: Acidigital


SANTOS MARINO E ASTÉRIO - MÁRTIRES ROMANOS


Hoje, 03 de março, a Igreja nos apresenta, Santos Marino e Astério. O testemunho deles nos convida a evangelizarmos a partir da nossa vida, e em todos os lugares da sociedade.

Os santos de hoje foram mártires no século III. São Marino era oficial romano, mas sobretudo, cristão. Já tinha feito seu caminhar com Cristo, estando em constante aprofundamento. No Império, não era reconhecido como cristão, e nem era possível uma evangelização aberta. Mas com sua vida, seu jeito profissional de ser, comunicava a verdade e o amor. Era cogitado para ocupar uma posição chave: a de centurião romano na Cesareia.
Outros queriam esse cargo, e sabiam que ele era cristão. Por isso, um deles levantou uma lei antiga, onde para assumir o cargo era preciso antes sacrificar aos deuses. Imediatamente, Marino revelou publicamente que não poderia fazer isso e professou sua fé. Pela admiração que muitos tinham por ele, não o mataram na hora. Deram a ele três horas para escolher entre apostatar da fé ou morrer.
Ao sair do pretório, encontrou-se com o bispo Teotecno que o levou à igreja e, apontando-lhe para uma espada e para o Evangelho, o motivou a fazer uma escolha digna de cristão. O oficial livremente abraçou o Evangelho.
Passado o tempo, as autoridades o quiseram ouvir. Marino permaneceu fiel por amor a Cristo e à Igreja e acabou sendo degolado. Isto no ano de 260.
De repente, Astério se aproximou do corpo, cobriu-o e enterrou o oficial. Ele sabia que isso poderia levá-lo ao martírio também. E foi o que aconteceu.
O testemunho deles nos convida a evangelizarmos a partir da nossa vida, e em todos os lugares da sociedade, e a nunca renunciarmos nossa fé, mesmo que o martírio nos espere.

Santos Marino e Astério, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 2 de março de 2015

NUNCA É MUITO TARDE - UMA MENSAGEM DO PAPA NA QUARESMA PARA OS CATÓLICOS AFASTADOS DA IGREJA

                                                      Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez / Grupo ACI


VATICANO, 02 Mar. 15 - Os católicos não praticantes e aqueles que por diversas razões estão afastados da Igreja têm um convite especial do Papa Francisco para “voltar para casa” neste tempo de Quaresma, um momento especial para a conversão e a reconciliação.

“Com muita frequência as pessoas têm medo de voltar para a Igreja ou para o sacramento da Confissão porque sentem que, como estiveram fora por muito tempo, não podem mais voltar”, afirma o Pe. Geno Sylva, encarregado da seção em inglês do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização.

“Esta iniciativa fará com que as pessoas saibam que nunca é muito tarde e que sempre há a possibilidade de voltar”, disse o sacerdote ao Grupo ACI em Roma.

“24 horas para o Senhor” é um evento anual que se realiza na quarta sexta-feira e sábado de Quaresma, que começou no ano passado, sob o auspício do dicastério e animado pelo Papa Francisco que surpreendeu todos ao ser ele o primeiro em confessar-se na Basílica de São Pedro em 2014.

Este ano o evento será realizado nos dias 13 e 14 de março sob o lema “Deus rico em misericórdia”, um tema que “é muito importante para o nosso Santo Padre”, afirma o Pe. Sylva

O evento, que espera que seja realizado no mundo todo, fará que todas as Igrejas de Roma permaneçam abertas para que os fiéis tenham a possibilidade de confessar-se e de participar da Adoração Eucarística com material preparado especificamente para a ocasião.

O sacerdote recordou que no ano passado teve a oportunidade de confessar na Igreja de Santa Inês da Agonia: “foi incrivelmente emocionante e inspirador ver tanta gente que voltava para o sacramento depois de décadas. Quando lhes perguntava a razão, muitos me disseram que era porque o Papa os havia convidado e efetivamente assim foi. Havia convidado no Ângelus do domingo anterior”.

Fonte: Acidigital


SÃO SIMPLÍCIO - PAPA DOS PRIMEIROS SÉCULOS


Hoje, 02 de março, a Igreja nos apresenta, São Simplício. Papa da Igreja, pertencente ao Clero de Roma, o santo viveu mergulhado num contexto de grande instabilidade, seja por parte das heresias que rondavam a Igreja, como também por parte externa, da sociedade e do Império que estava para ruir.
Foi escolhido para sucessor de São Pedro no ano de 468. Um homem de testemunho e oração, sensível aos ataques internos que a Igreja sofria por parte do Nestorianismo – que buscava espalhar a mensagem entre os cristãos de que Cristo não teria nenhuma ligação com Deus, negando o mistério da Encarnação – e também o Monofisismo, onde pregavam como verdade que a natureza divina suprimiu a natureza humana de Cristo.
Simplício se deparava com essa realidade, mas com autoridade, cheio do Espírito Santo e em comunhão com o Clero, se tornou cada vez mais canal da luz, que é Cristo, para essas situações.
São Simplício demonstrou com a vida que vale a pena caminharmos com o coração fixo na recompensa que o Senhor quer nos dar na Glória.
Faleceu em 483, e hoje intercede por nós.
São Simplício, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova