domingo, 23 de agosto de 2015

SANTA ROSA DE LIMA, PRIMEIRA SANTA DA AMÉRICA DO SUL


Na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, 
Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo
Para todos nós, hoje, 23 de agosto, é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa de Lima. Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: “Você é bonita como uma rosa!”.
Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência”.
A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: “O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto”.
Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: “Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco”.
Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.
Santa Rosa de Lima, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PAPA FRANCISCO AUMENTA PRESENÇA DE FIÉIS NAS IGREJAS, INDICA PESQUISA


ROMA - Além de empolgar os jovens, trazer para o debate assuntos considerados tabus pela instituição e incentivar a punição de lideranças religiosas que cometeram deslizes, o Papa Francisco conseguiu o que talvez fosse o seu maior desafio ao assumir o Pontificado: estancar a queda no número católicos praticantes. Segundo um pesquisa do sociólogo italiano Massimo Introvigne, que comanda o Centro de Estudos de Novas Religiões (Cesnur, na sigla em italiano), 51% dos 250 padres entrevistados relataram um aumento significativo de público nas igrejas italianas desde a eleição do cardeal argentino, em março.

O fenômeno, que já foi intitulado por especialistas de Efeito Francisco, também teve resultados em outros países. No reino Unido, onde a pesquisa visitou 22 catedrais, 65% dos cardeais entrevistados disseram ter notado um aumento no número de frequentadores.
Dois importantes clérigos da Igreja reconheceram esses avanços alcançados por Francisco. O cardeal Giuseppe Betori, arcebispo de Florença, disse ao jornal britânico “The Guardian” que “muitos estão voltando aos sacramentos, em alguns casos depois de décadas”. Já o bispo auxiliar de L’Aquila apontou ao jornal italiano “La Stampa” que “Francisco vem fazendo progressos, sobretudo entre aqueles que haviam se distanciado da vida cristã”.

Real e virtual


Além dos resultados vistos dentro das paróquias e catedrais, o Papa Francisco também foi responsável por uma mudança cultural na forma como a Igreja lidava com as ferramentas digitais. O argentino assumiu o pontificado em março com 2 milhões de seguidores no Twitter, herdados de Bento XVI. No fim de outubro, atingiu a marca de 10 milhões de seguidores na rede social - um aumento de 400% em apenas sete meses. O Papa publica, em média, um tuíte por dia.


Fonte: O Globo

10 FILMES FANTÁSTICOS SOBRE A VIDA CONSAGRADA


A produção cinematográfica sobre a vida consagrada é numerosa. A seguir, selecionamos alguns filmes que apresentaremos como sugestão aos nossos leitores, especialmente para o mês das vocações:

Homens e deuses (2010)


O filme de Xavier Beauvois é um dos que melhor refletem os diferentes aspectos da vida consagrada. A verdadeira dimensão procede do testemunho de martírio dos 7 monges trapistas da abadia de Nossa Senhora do Atlas, em Tibhirine (Argélia), assassinados em 1996.
 
No filme, reflete-se a consistência da vocação pessoal dos monges, bem como sua oração, suas dúvidas e decisões; a comunidade como Igreja em inserção e transparência de Cristo presente entre os pobres e sinal de diálogo e perdão para a humanidade; o discernimento comunitário, difícil e doloroso, ao mesmo tempo que alegre, sintetizado magistralmente na última cena, que mostra a passagem da dúvida e do medo até chegar à entrega e à paz.
 
Do ponto de vista da teologia da vida religiosa, o filme é cativante: um ícone da dimensão escatológica, reconciliadora e fraterna da vida consagrada.

Andrei Rublev (1966)


Este filme é uma obra-prima de um dos grandes do cinema espiritual, Andrei Tarkovsky. O longa mostra como a existência dos monges em meio à barbárie conservou a presença da beleza como manifestação de Deus.

Os últimos passos de um homem (1995)


Este filme de Tim Robbins mostra a vida real da irmã Helen Prejean, no corredor da morte, acompanhando um condenado. O amor paciente e o sacrifício da religiosa, apoiada pela sua comunidade, ajudarão Patrick Sonnier (Sean Penn), um homicida condenado à morte, na descoberta do perdão e da redenção.

A missão (1986)


Este filme de Roland Joffé mostra a vida dos jesuítas nas reduções do Paraguai. É interessante observar o antagonismo entre o Pe. Gabriel (Jeremy Irons), com as opções dos jesuítas no meio dos guaranis, e o capitão, caçador furtivo de índios, Rodrigo Mendoza (Robert De Niro), que se converte do seu passado violento e se torna irmão jesuíta. Mas nem o pacifismo espiritual de um nem a defesa organizada de forma militar do outro conseguem salvar os indígenas.

Monsieur Vincent (São Vicente de Paulo) (1947)


Entre os clássicos, é preciso destacar o vencedor do Oscar, Monsieur Vincent, de Maurice Cloche, um retrato interessantíssimo de São Vicente de Paulo, fundador dos Missionários Paulinos e das Filhas da Caridade. Destaca-se sua luta a favor dos pobres e seu testamento à jovem religiosa no final.

Visão: Da Vida de Hildegarda de Bingen (2009) 


A história de Hildegard von Bingen é marcada pelo rigor histórico e pela personalidade poliédrica da santa beneditina, ainda que tenha mais dificuldades para representar a dimensão espiritual das suas visões.

A História de Uma Freira (1959)
 

A protagonista, Gabrielle van der Mal (Audrey Hepburn), depois de muitas dúvidas e da renúncia à sua vida acomodada, emitiu seus votos perpétuos, tornando-se Luc. No hospital em que trabalha como enfermeira, conhece o doutor Fortunati (Peter Finch), por quem se apaixona. A trama mostra o conflito que a jovem tem diante de sua consciência e sua necessidade de ser coerente e é um convite à reflexão.

Adeus, meninos (1987)
 

Neste filme de Louis Malle, uma comunidade de carmelitas resiste aos nazistas, escondendo os alunos judeus entre seus pupilos: uma preciosa herança de coragem para os sobreviventes.

Diálogos das carmelitas (1960)
 

Esta adaptação da obra de Bernanos, de Philippe Agostini e do religioso dominicano Raymond Leopold Bruckberger, mostra como uma comunidade religiosa enfrenta a morte de maneira heroica.

Ostrov - A ilha (2006)
 
Fonte: Aleteia

IMAGEM DE NOSSA SENHORA INEXPLICAVELMENTE INTACTA APÓS INCÊNDIO

@JMZavalaOficial


(Para confirmar a veracidade da imagem, a equipe espanhola da Aleteia entrou em contato com o porta-voz da base militar de Madri, que confirmou o fato e a autenticidade da fotografia)

Na base militar de El Goloso, nas proximidades da capital espanhola, Madri, sede da brigada de Infantaria Blindada “Guadarrama”, se desatou um incêndio incontrolável que consumiu importante área verde, noticiaram diversos sites espanhóis como Infovaticana e Religión en Libertad.  

A vegetação ficou calcinada. Mas, para surpresa dos militares, na superfície carbonizada se encontrou intacta uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes

A surpresa foi tanto maior quando os fardados descobriram que o gramado perto da imagem não foi atingido pelo fogo e que em volta da imagem havia uns vasos com flores, também incólumes, que ninguém sabia quem tinha posto.

O fato aconteceu no dia 30 de julho, em plena onda de calor que afligia Espanha.

Os militares não conseguiam explicar como foi possível que a imagem e as flores nada sofressem, nem mesmo um natural escurecimento e murchamento pelo calor.

O caso se espalhou pelas redes sociais e não faltou quem supusesse uma montagem. Porém, a investigação visando o esclarecimento revelou a improcedência da suspeita. 

Nas fotos pode se apreciar que toda a terra está queimada, com exceção das proximidades da imagem.


A bem dizer, a maioria dos soldados sequer sabia que havia uma estatueta da Virgem de Lourdes no jardim, malgrado eles fizessem rotineiras giros de vigilância. 

Alguns soldados, porém, lhe tinham uma devoção especial, e se tinham encomendado a ela. Aquela imagem de Nossa Senhora de Lourdes até tinha participado em atos oficiais na base militar.

A dimensão restrita do caso dispensa uma investigação científica de alto bordo. O inquérito das autoridades locais, na ocorrência militares, parece suficiente para esclarecer os aspectos naturais do fato.

Há realidades que o conhecimento humano não consegue decifrar. Mas a fé explica. E a ciência humana e a fé cooperando sem se confundir contribuem para a interpretação certa.

Do ponto de vista moral, o fato foi revelador de uma proteção especial de Nossa Senhora por aquela imagem, aliás, simples e despretensiosa. Foi também um sorriso para os minoritários devotos que tinha no quartel.

E trouxe uma lição para todos. 

Podem vir a acontecer fatos inesperados que toquem fogo a um mundo que já está muito carregado de males e ameaças.

Nessas possíveis eventualidades próximas futuras, em meio a desastres que não conseguimos sequer imaginar, Nossa Senhora – especialmente sob a invocação de Lourdes – atravessará intrépida e incólume junto com os símbolos da devoção de seus fiéis.

E esses fiéis, ainda que tenham sido uma minoria desconsiderada pela maioria incrédula ou ateia, acabarão levando a melhor e serão reconhecidos ante todos como os amados do Céu em meio à tragédia.

Fonte: Aleteia

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A MAIS ALTA ESTÁTUA DE NOSSA SENHORA EM TODO O MUNDO É INAUGURADA NO MAIOR PAÍS MULÇUMANO DO PLANETA


"Gua Maria", ou a "Gruta de Maria", é um importante santuário mariano da Indonésia. Localizado em Ambarawa, na região central da ilha de Java, o santuário acaba de celebrar os seus 61 anos de existência de maneira grandiosa: após uma concelebração eucarística com sete bispos e 15 sacerdotes da arquidiocese de Semarang, os cerca de 30.000 fiéis presentes assistiram com emoção à bênção de uma estátua de Maria de nada menos que 42 metros de altura.

A imagem de Nossa Senhora da Assunção, uma obra do famoso trio de escultores religiosos indonésios Kuncoro, Adi Nugroho e Agung, é a estátua mariana mais alta do mundo - e é chamativo que ela tenha sido erguida não num país tradicionalmente católico, mas sim no país com a maior população islâmica do planeta: dos 250 milhões de habitantes da Indonésia (mais que o Brasil, que tem 203 milhões), 87,2% são muçulmanos.  

Também é significativo que a imagem já tenha "nascido" em um contexto de paz e diálogo inter-religioso: dias antes da inauguração, a arquidiocese de Semarang organizou no santuário um encontro com líderes de várias religiões do país, em iniciativa que contou com o apoio de todos os partidos políticos locais.

O arcebispo, dom Johannes Pujasumarta, em uma declaração pública após o encontro, agradeceu às autoridades por terem incentivado o encontro inter-religioso e por terem pedido à população que receba com grande hospitalidade os milhares de peregrinos esperados no santuário.

De fato, os peregrinos já começaram a chegar aos milhares. Só na cerimônia da bênção da estátua, eles excederam em mais de 10.000 pessoas o número previsto pela organização, tanto que um terço deles ficou sem comungar na missa porque não havia hóstias suficientes para todos os fiéis participantes.


A bênção da estátua precisou ser feita com a ajuda de um guindaste

Fonte: Aleteia

terça-feira, 18 de agosto de 2015

SANTA HELENA - DEDICOU-SE AO CRISTIANISMO


Santa Helena se dedicou na ajuda ao Cristianismo no tempo da liberdade religiosa acontecida durante o Império Romano

Hoje, 18 de agosto, a Igreja celebra Santa Helena. Nascida no ano de 255 em Bitínia, de família plebeia, no tempo da juventude trabalhava numa pensão, até conhecer e casar-se com o oficial do exército romano, chamado Constâncio Cloro.

Fruto do casamento de Helena foi Constantino, o futuro Imperador, o qual tornou-se seu consolo quando Constâncio Cloro deixou-a para casar-se com a princesa Teodora e governar o Império Romano. Diante do falecimento do esposo, o filho que avançava na carreira militar substituiu o pai na função imperial, e devido a vitória alcançada nas portas de Roma, tornou-se Imperador.

Aconteceu que Helena converteu-se ao Cristianismo, ou ainda tenha sido convertida pelo filho que decidiu seguir Jesus e proclamar em 313 o Édito de Milão, o qual deu liberdade à religião cristã, isto depois de vencer uma terrível batalha a partir de uma visão da Cruz. Certeza é que no Império Romano a fervorosa e religiosa Santa Helena foi quem encontrou a Cruz de Jesus e ajudou a Igreja de Cristo, a qual saindo das catacumbas pôde evangelizar e com o auxílio de Santa Helena construir basílicas nos lugares santos.

Faleceu em 327 ou 328 em Nicomédia, pouco depois de sua visita à Terra Santa. Os seus restos foram transportados para Roma, onde se vê ainda agora, no Vaticano, o sarcófago de pórfiro que os inclui.

Santa Helena, rogai por nós!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SÃO JACINTO - APÓSTOLO DA POLÔNIA



São Jacinto era pregador em Cracóvia, pregava a cruzada contra os Prussianos

Hoje, 17 de agosto,  a Igreja comemora São Jacinto. Jacinto nasceu no ano de 1183 em Cracóvia (Polônia) e chamava-se Jacó. Com o apoio da família, ingressou para a vida religiosa tendo conhecido São Domingos de Gusmão em Roma no ano de 1221. Desta forma, passou a fazer parte da Família Dominicana. Os Dominicanos, por sua vez, deram-lhe o nome de Frei Jacinto.

Documentos seguros indicam-nos que era pregador em Cracóvia, em 1228, no convento da Santíssima Trindade, e que pregava a cruzada contra os Prussianos em 1238. Morreu a 15 de agosto de 1257.

Era parente do Bispo de Cracóvia e durante a sua vida foram fundados os conventos de Breslau, Sandomir e Dantziga. Em 1228, a partir do capítulo geral dominicano de Paris, Jacinto juntamente com outros dominicanos foram transferidos para Rússia, onde sua evangelização atingiu também os Balcãs, a Prússia e a Lituânia. Substituíram os Cistercienses, menos bem preparados. Mas os Tártaros, em 1241 e 1242, destruíram numerosos conventos e fizeram muitos mártires.

Depois da passagem deles, a obra apostólica foi retomada e Jacinto retornou à Cracóvia. Jacinto é considerado o apóstolo da Polônia. Desde 1260, três anos após sua morte, o seu túmulo atraía peregrinos. O culto dele abrangeu toda a Polônia. Foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 1594.

São Jacinto, rogai por nós!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE


Hoje, 14 de agosto, a Igreja celebra São Maximiliano Maria Kolbe. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria. 

Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. 

Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos: 

“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”. 

A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971. 

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SANTA CLARA - PATRONA DA TELEVISÃO


Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos

Hoje, 11 de agosto, a Igreja celebra Santa Clara. “Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.
Santa Clara, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SÃO LOURENÇO - SERVO DE DEUS NA IGREJA DE ROMA



Hoje, 10 de agosto, a Igreja nos apresenta, São Lourenço. Nós festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.
Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… Todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou – no Espírito Santo – força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.
Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.
São Lourenço, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

domingo, 9 de agosto de 2015

SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ - TAMBÉM CONHECIDA COMO SANTA EDITH STEIN


Juntamente com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena é uma das “Patronas da Europa”

A santa de hoje, 09 de agosto, também é conhecida pelo nome de Santa Edith Stein. Santa Teresa Benedita da Cruz, foi beatificada em 1 de Maio de 1987 e acabou sendo canonizada 11 anos depois, em 11 de Outubro de 1998, pelo Papa João Paulo II.

Última de 11 irmãos, nasceu em Breslau (Alemanha), a 12 de Outubro de 1891, no dia em que a família festejava o “Dia da Expiação”, a grande festa judaica. Por esta razão, a mãe teve sempre uma predileção por esta filha. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: “Com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde. Edith dedica-se então a uma vida de estudos na Universidade de Breslau tendo como meta a Filosofia. Os anos de estudos passam até que, no ano de 1921, Edith visita um casal convertido ao Evangelho. Na biblioteca deste casal ela encontra a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Edith lê o livro durante toda a noite. “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”, declarou ela mais tarde. Em Janeiro de 1922, Stein é batizada e no dia 02 de fevereiro desse mesmo ano é crismada pelo Bispo de Espira. Em 1932 lhe atribuída uma cátedra numa instituição católica, onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933 a noite fecha-se sobre a Alemanha.

Edith Stein tem que deixar a docência e ela própria declarou nesta altura: “Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo”. E no dia 14 de Outubro desse mesmo ano, entra para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz. Após cinco anos, faz a sua profissão perpétua. Da Alemanha, Edith é transferida para a Holanda juntamente com sua irmã Rosa, que também é batizada na Igreja Católica e prestava serviço no convento. Neste período do regime nazista, os Bispos católicos dos Países Baixos fazem um comunicado contra as deportações dos judeus. Em represália a este comunicado, a Gestapo invade o convento na Holanda e prendem Edith e sua irmã. Ambas são levadas para o campo de concentração de Westerbork. No dia 07 de Agosto, ela parte para Auschwitz, ao lado de sua irmã e um grupo de 985 judeus. Por fim, no dia 09 de Agosto, a Irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás e depois tem seu corpo queimado. Assim, através do martírio, Santa Teresa Benedita da Cruz, recebe a coroa da glória eterna no Céu.

Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

sábado, 8 de agosto de 2015

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - HOMEM DE ORAÇÃO, PENITÊNCIA E AMOR A PALAVRA DE DEUS


Não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho

Neste dia, 08 de agosto, lembramos, São Domingos de Gusmão. Aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.

São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.

Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.

No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.

São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

AGOSTO - MÊS DAS VOCAÇÕES


O termo vocação vem do verbo em latim “vocare” que significa chamar. Todos nós somos vocacionados, chamados por Deus à santidade. E a resposta a este chamado que Deus faz a cada um é dada através de vocações específicas. Dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
No primeiro domingo de agosto, é dedicado ao ministério ordenado (bispos, padres e diáconos). Essa comemoração se deve ao fato de celebrarmos o dia do Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, no dia 04, patrono dos padres, e, o dia de São Lourenço, no dia 10, diácono e mártir, patrono dos diáconos.
No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, logo é dedicado à vocação matrimonial, à qual é dedicada a Semana Nacional da Família. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.
No terceiro domingo, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades, motivados pela solenidade da Assunção de Maria ao Céu, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para uma entrega total.
O quarto domingo de agosto é dedicado ao Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto pela sua presença no seio da Igreja quanto pelo seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Todos nós recordamos com gratidão os nossos catequistas. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado também no último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei (22 de novembro).
No quinto e último domingo de agosto são recordados todos os ministérios leigos. Na Igreja, louvamos a Deus por todas as vocações! Percebemos a mão e a voz de Deus que nos chamam e nos conduzem.
Que o Senhor nos ajude e ilumine e que cada um de nós descubra cada vez mais a beleza da vida cristã e do chamado que Deus nos faz para as diversas vocações e, de modo especial, para sermos santos!
Que todos os fiéis se unam às suas comunidades para rezar pelas vocações, ao longo do mês de agosto, cumprindo o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para a sua Vinha” (Mt 9,38). Trabalhemos na grande vinha do Senhor! (MT/CNBB/Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira (PB).
(from Vatican Radio)


Fonte: ARQRIO

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SANTO APOLINÁRIO - BISPO DE RAVENA - LUTOU CONTRA AS TENTAÇÕES E PERMANECEU FIEL


Lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor

Neste mesmo dia, 05 de agosto, em que comemoramos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, lembramos com alegria da vida de santidade do mais antigo Bispo de Ravena: Santo Apolinário.

Nascido no Séc. I numa família pagã, foi convertido por Deus em Roma, através da pregação do apóstolo São Pedro.

No tempo de Apolinário o paganismo e sincretismo estavam dominando todo o Império e, por isso, todo evangelizador corria grandes riscos de vida. Com a missão indicando a evangelização do Norte da Itália, foi ele edificar a Igreja de Ravena, a qual tornou-se na Itália, depois de Roma, pólo do Cristianismo.

Por causa de Jesus Cristo e do Seu Reino, lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor e, mais tarde, o martírio. Conta-nos a história que diante do Édito de Milão em 313, a Igreja Católica adquiriu liberdade religiosa e com isso pôde livremente evangelizar o Império Romano, assim como venerar seus santos; é deste período que encontramos em Ravena grande devoção ao Santo Bispo do qual celebramos hoje, herói da nossa fé.

Santo Apolinário, rogai por nós!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY - O CURA D'ARS - PADROEIRO DOS SACERDOTES


Hoje, 04 de agosto, a Igreja nos apresenta, São João Maria Vianney. Exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus
Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.
Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.
Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.
Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.
São João Maria Vianney, rogai por nós!