quarta-feira, 11 de novembro de 2015


SÃO MARTINHO DE TOURS - DE MILITAR ROMANO A BISPO DA IGREJA CATÓLICA



Hoje, 11 de novembro, a Igreja celebra São Martinho de Tours. Nasceu em 316 na Panônia (atual Hungria), numa família pagã que da parte do pai (oficial do exército romano) fez de Martinho um militar, enquanto o Pai do Céu o estava fazendo cristão, já que começou a fazer o Catecumenato.

Certa vez quando militar, mas ainda não batizado, Martinho partiu em duas partes seu manto para dá-lo a um pobre, e assim Jesus aparece-lhe durante a noite e disse-lhe: “Martinho, principiante na fé, cobriu-me com este manto”. Então este homem de Deus foi batizado e abandonou a vida militar para viver intensamente a vida religiosa e as inspirações do Espírito Santo para sua vida.

Com a direção e ajuda do Bispo Hilário, Martinho tornou-se monge, Diácono, fundador do primeiro mosteiro na França e depois sacerdote que formava os seus “filhos” para a contemplação e ao mesmo tempo para a missão de evangelizar os pagãos; diferenciando-se com isso dos mosteiros do Oriente.

Por ser fiel no pouco, São Martinho recebeu o mais, que veio com a sua Ordenação para Bispo em Tours. Isto não o impediu de fundar ainda muitos outros mosteiros a fim de melhor evangelizar sua Diocese. Entrou no Céu em 397.

São Martinho de Tours, rogai por nós!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

SÃO LEÃO MAGNO - UM DOS MAIORES PAPAS DA HISTÓRIA



Evangelizou e governou a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões


O santo de hoje, 10 de novembro, mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da história da Igreja, grande no trabalho e na santidade. São Leão Magno nasceu em Toscana (Itália) no ano de 395 e depois de entrar jovem no seminário, serviu a diocese num sacerdócio santo e prestativo.

Ao ser eleito Papa, em 440, teve que evangelizar e governar a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões. São Leão enfrentou e condenou o veneno de várias mentiras doutrinais, porém, combateu com intenso fervor o monofisismo que defendia, mentirosamente, ter Jesus Cristo uma só natureza e não a Divina e a humana em uma só pessoa como é a verdade.

O Concílio de Calcedônia foi o triunfo da doutrina e da autoridade do grande Pontífice. Os 500 Bispos que o Imperador convocara, para resolverem sobra a questão do monofisismo, limitaram-se a ler a carta papal, exclamando ao mesmo tempo: “Roma falou por meio de Leão, a causa está decidida; causa finita est”.

Quanto à dimensão social, Leão foi crescendo, já que com a vitória dos desordeiros bárbaros sobre as forças do Império Romano, a última esperança era o eloquente e santo Doutor da Igreja, que conseguiu salvar da destruição, a Itália, Roma e muitas pessoas. Átila ultrapassara os Alpes e entrara na Itália.

O Imperador fugia e os generais romanos escondiam-se. O Papa era a única força capaz de impedir a ruína universal. São Leão sai ao encontro do conquistador bárbaro, acampado às portas de Mântua. É certo que o bárbaro abrandou-se ao ver diante de si, em atitude de suplicante, o Pontífice dos cristãos e retrocedeu com todo o seu exército.

Dentre tantas riquezas em obras e escritos, São Leão Magno deixou-nos este grito: “Toma consciência, ó cristão da tua dignidade, já que participas da natureza Divina”.

Entrou no Céu no ano de 461.

São Leão Magno, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


SÃO NUNO DE SANTA MARIA - DE COMANDANTE DO EXÉRCITO IMPERIAL À FREI CARMELITA


São Nuno de Santa Maria, abandonou as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito

A Igreja católica comemora hoje, 06 de novembro, São Nuno de Santa Maria. Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, e recebeu a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo.

Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezesseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim.

Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei.

Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são os alicerces da sua vida interior.

O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acaba por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria.

Impelido pelo amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.

O Condestável do rei de Portugal, o comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, aos 71 anos de idade. Era o Domingo de Páscoa, dia 1 de Abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus” e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato.

O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ORAÇÃO DE BENÇÃO PARA A SEMANA


SÃO ZACARIAS E SANTA ISABEL - PAIS DE SÃO JOÃO BATISTA


São Zacarias e Santa Isabel, tiveram na Palavra de Deus o principal testemunho de sua santidade


Hoje, 05 de novembro, a Igreja celebra os Santos Zacarias e Isabel, pais de São João Batista e parentes de Nossa Senhora e Jesus. Embora os nomes destes santos não estejam presentes no Calendário Litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de São Zacarias e Santa Isabel, pais de São João Batista.

Encontramos a sua história narrada no magnífico Evangelho de São Lucas, onde ele descreveu que "havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Ábias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel" (Lc1,6). Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada família de Nazaré.

Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Zacarais e Isabe eram um casal de idosos e infelizmente Isabel era estéril. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do povo de Deus.

O anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e lhe disse que sua mulher Isabel teria um filho que levaria o nome de João. Zacarias inicialmente se manteve incrédulo e para que pudesse crer precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo.

Conta-nos o Evangelho que Maria esteve com Isabel auxiliando-a durante sua gravidez. Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel se recolheram à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, se alegraram e se satisfizeram com a santidade da missão dada ao filho, sendo fieis a Deus até a morte.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR



Oração: Que Deus conceda aos pais de família imitar Zacaria e Isabel, levando-os a viver uma vida santa, sendo justos diante do Senhor e observando como exatidão seus mandamentos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Fonte: Portal A12

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SANTUÁRIO BASÍLICA DE SÃO SEBASTIÃO - A MAIS NOVA BASÍLICA DO RIO DE JANEIRO

Foto: Emilton Rocha

O Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos, localizado na Tijuca, foi elevado pelo Papa Francisco ao grau de basílica menor, considerado o mais alto posto que uma igreja pode alcançar. A celebração foi realizada domingo, 1º de novembro, data escolhida em virtude da memória à última missa no Morro do Castelo, que completou 94 anos de sua realização.
No dia 17 de junho deste ano, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos autorizou o decreto que concedeu o título ao santuário. Na ocasião, o presidente do Dicastério, Cardeal Robert Sarah, enviou uma carta ao arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, na qual comunicava a autorização. “A concessão deste título a esta importante Igreja, intensificando o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, quer promover a sua exemplaridade como verdadeiro centro de ação litúrgica e pastoral na diocese”, afirmava o comunicado.
Dom Orani representou o Papa Francisco e presidiu a cerimônia de elevação, que contou com a participação da banda da Guarda Municipal. Também estiveram presentes autoridades religiosas e civis, entre elas: o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Luiz Henrique da Silva Brito; o ministro provincial da Bahia e Sergipe e presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB), Frei Liomar Pereira da Silva; o vigário provincial da Província do Maranhão, frei Nilson Leandro; representantes da Ordem dos Capuchinhos e reitores de outras basílicas.
Antes da cerimônia, Cardeal Tempesta entrou pela nave da igreja aspergindo a assembleia, sendo saudado por todos, orando diante do Santíssimo. Em seguida, foi lido o decreto que elevou o santuário ao status de basílica e, após a entrada dos dois símbolos, o Tintinabulo e a Umbela Basilical. O hino oficial do Vaticano foi cantado pelo Coral São Sebastião, enquanto os sinos da igreja tocavam, já oficialmente como basílica, seguido do “Canto do Glória”.
“Com alegria nós participamos desta celebração de elevação do Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos à basílica menor nesta solenidade de Todos os Santos. Além da ligação com Roma, da autorização do Santo Padre para que ocorresse essa elevação, nós sabemos que neste ano em que a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completa seus 450 anos trazemos à tona uma ligação muito importante que sempre existiu e que hoje nós, temos o compromisso de reavivá-la nessa nossa cidade, que quando foi criada já nasceu e foi fundada justamente com a devoção a São Sebastião, sendo marcada desde o início pela ligação com a fé católica. (...) Com a nova basílica, a Igreja Católica do Rio assume uma responsabilidade maior de ajudar a cidade e os habitantes. Não podemos deixar que percam sua essência, aquilo que os tornam fraternos, que leva paz e dá a vida”, afirmou Dom Orani.
Ao final, foi assinada a ata de elevação da igreja à basílica por Cardeal Orani, frei Luiz Carlos Siqueira, Provincial da Ordem dos Capuchinhos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, frei Arles de Jesus, atual reitor do Santuário Basílica de São Sebastião, e Marcelo Calero, secretário municipal de Cultura.
O Santuário Basílica de São Sebastião é a primeira basílica de um santo mártir e homem na cidade do Rio de Janeiro. As outras quatro são: Basílica Imaculada Conceição, na Praia de Botafogo; Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel; Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca; e a Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier.
Fonte: ARQRIO

SÃO CARLOS BORROMEU - PADROEIRO DE SÃO JOÃO PAULO II


Neste dia 04 de novembro, a Igreja celebra São Carlos Borromeu, o santo padroeiro de São João Paulo II e muito ligado à vida do Pontífice polonês. Conheça a história do valente São Carlos, que também é padroeiro dos catequistas e seminaristas.

São Carlos Borromeu nasceu na Itália em 1538, em uma família muito rica. Era sobrinho do Papa Pio IV e ocupou altos cargos eclesiásticos, chegando a ser Arcebispo de Milão e Cardeal.

Sua participação no Concílio de Trento foi a chave para este chegar a um término, no qual foram aprovados muitos decretos dogmáticos e disciplinares.

São Carlos se preocupou bastante com a formação dos sacerdotes. Destituiu alguns presbíteros indignos e os substituiu por pessoas que restauraram a fé e os costumes do povo.

A vida de São Carlos Borromeu correu grave perigo quando a ordem religiosa dos Humiliati, que possuía muitos mosteiros, terras e membros corrompidos, tentou desprestigiá-lo para que o Papa anulasse as disposições do santo. Não alcançando este objetivo, três priores da ordem armaram um complô para matá-lo.

Jerónimo Donati, um mau sacerdote da ordem, aceitou assassiná-lo por 20 moedas de ouro e disparou contra ele, quando estava rezando na capela de sua casa, mas a bala só tocou a roupa e o manto do Cardeal.

Quando se propagou em Milão uma terrível peste, São Carlos se dedicou aos cuidados dos enfermos. Como seu clero não era o suficiente para assistir as vítimas, pediu ajuda aos superiores das comunidades religiosas e imediatamente muitos religiosos se ofereceram como voluntários.

Borromeu não se contentou em rezar e atender pessoalmente os moribundos, mas também esgotou seus recursos para ajudar os necessitados e contraiu grandes dívidas.

Foi amigo de São Francisco de Borja, São Felipe Neri, São Pio V, São Félix de Cantalício, Santo André Avelino e muitos outros. Chegou inclusive a dar a primeira comunhão ao adolescente São Luís Gonzaga.

Partiu para a Casa do Pai no dia 4 de novembro de 1584, sendo pobre e dizendo: “Já vou, Senhor, já vou”.

São Carlos Borromeu e São João Paulo II

Embora tenham vivido em épocas diferentes, os dois estão unidos por ter histórias parecidas que o próprio São João Paulo II ressaltou em sua audiência de 4 de novembro de 1981.

A primeira semelhança está no nome. “Karol” Wojtyla em português é “Carlos”, nome com o qual João Paulo II foi batizado, estando sob a proteção do santo para crescer na missão de ser filho adotivo de Deus.

“Eis o papel que São Carlos desempenha na minha vida e na vida de todos aqueles que usam o seu nome”, destacou.

A segunda semelhança é em uma arma. Assim como tentaram acabar com a vida do Arcebispo de Milão, no século XVI, o Papa peregrino enfatizou que o atentado que sofreu em maio de 1981 tinha-lhe permitido “olhar para a vida de modo novo: esta vida cujo início anda unido à memória dos meus Pais e ao mesmo tempo ao mistério do Batismo e com o nome de São Carlos Borromeu”, assinalou.

O terceiro fato parecido está nos Concílios. São Borromeu participou no Concílio de Trento e São João Paulo II fez o mesmo no Vaticano II. Como seu padroeiro, o santo do século XX também introduziu os ensinamentos do Concílio em sua própria Arquidiocese.

Por último, está o amor pelos pobres e os doentes. João Paulo II é lembrado por visitar os mais necessitados e Borromeu não hesitou em ajudar pessoalmente os afetados pela praga.

Diz-se que São Carlos Borromeu era tão amado em Milão que quase ninguém dormiu na noite em que ele agonizava. E João Paulo II manteve o mundo em oração antes de morrer.

“Olhando para a minha vida na perspectiva do Batismo, olhando através do exemplo de São Carlos Borromeu, agradeço a todos os que, hoje, em todo o período passado e continuamente ainda agora, me sustentam com a oração e por vezes também com grande sacrifício pessoal”, disse naquela ocasião o santo polonês.

São Carlos Borromeu, Rogai por nós!

Fonte: Acidigital

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SÃO MARTINHO DE LIMA - HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E DE OBRAS NO AMOR


São Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no amor, conseguia servir a Cristo no próximo

Com alegria a Igreja hoje, 03 de novembro, celebra a santidade de vida de São Martinho de Lima, um santo do nosso chão latino-americano. São Martinho nasceu no Peru em 1579, filho de um conquistador espanhol com uma mulata panamenha.

Grande parte da sociedade de Lima não diferenciava tanto da nossa atual, pois sustentava a hipócrita postura do preconceito racial, por isso Martinho sofreu humilhações, por causa de sua pele escura.

Aconteceu que São Martinho não foi reconhecido portador de sangue nobre, e nem precisava, porque educado de forma cristã pela mãe, descobriu com a vida que o “aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus” (Catecismo da Igreja Católica).

Com idade suficiente, São Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no amor, conseguia servir a Cristo no próximo, primeiramente pela suas diversas profissões (barbeiro, dentista, ajudante de médico), e mais tarde amou Deus no outro e o outro em Deus, como irmão da Ordem Dominicana. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Porres, ou de Lima, destacou-se dentre tantos pela sua luta contra o Tentador e a tentação, além da humildade, piedade e caridade. Sendo assim, Deus pôde munir Martinho com muitos Carismas, como o de cura e milagres, sem que estes o orgulhasse e o impedisse de ir para o Céu, onde entrou em 1639.

São Martinho de Lima, rogai por nós!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

AINDA DÁ TEMPO, TÁ ESPERANDO O QUE?


DIA DE FINADOS


Hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas 
saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis 
que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações
Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: “Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” ( 1 Tes 4, 13).
Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.
O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da “comunhão dos santos”, onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.
A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois “santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que “a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica).
Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, “o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial ‘ante-sala’.
“Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!”

domingo, 1 de novembro de 2015

1 DE NOVEMBRO - SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS



Hoje, 01 de novembro, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna
“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).
Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.
Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).
Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).
Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).
Todos os santos de Deus, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

CINCO MOTIVOS PARA REZAR TODOS OS DIAS


Descubra cinco valiosos motivos para rezar todos os dias

A oração é o alimento da alma. Se não ingerirmos uma determinada quantidade de nutrientes necessários diariamente, nosso organismo começará a reagir de modo negativo; com o passar do tempo, vamos adquirir uma anemia. O mesmo processo ocorre com a vida interior. Se, a cada dia, não cultivarmos uma vida de oração, nossa alma contrairá uma anemia espiritual. Precisamos cuidar do coração para que nossa fé seja sempre renovada no amor e na esperança.

Aumentando a imunidade contra os ataques do inimigo

Vamos juntos descobrir cinco motivos para rezarmos todos os dias e aumentarmos a imunidade contra os ataques do inimigo?

1 – Fortalecimento da fé:

Nossa vida de fé se alimenta daquilo que oferecemos à nossa alma. Quando nos descuidamos da oração, nossa vida de fé diminui gradativamente. Muitos se descuidaram a tal ponto da vida de oração, que hoje se encontram espiritualmente anêmicos, sem forças diante das difíceis situações da vida. Quanto mais rezamos, mais nossa fé cresce e se fortalece.

2 – Resistência contra os ataques do mal:

Todos os dias, somos cercados de muitas forças do mal, as quais tentam nos roubar a paz. Uma vida de oração fecunda e intensa afasta de nós as forças das trevas. A luz que irradia de nossa fé deixa cego o inimigo. Mergulhados em Deus, criamos uma resistência espiritual contra todo vírus do mal.

3 – Santificação pessoal:

Os santos alcançaram a glória divina, porque na vida foram pessoas de oração e caridade. A vida de oração caminha de mãos unidas com a ação, e para ser santo é preciso ser pessoa de oração. Quando nossa vida se torna oração por completo, até mesmo em nosso trabalho estamos rezando, porque nos unimos de tal maneira a Deus que não mais podemos nos separar d’Ele.

4 – Imunidade contra o negativismo:

Pessoas mal-humoradas têm tendência a serem de pouca oração. Quem reza é mais animado, olha a vida com mais amor, acolhe com mais carinho seus irmãos, reconhece nos sofredores o próprio Cristo, são promotores da paz, praticam a caridade sem esperar retorno. Invista na oração e verá os benefícios na sua alma.

5 – Amadurecimento espiritual e humano:

Aquele que cultiva uma vida de oração aos poucos vai adquirindo a sabedoria necessária diante das realidades humanas e espirituais. Uma vida de oração assídua desenvolve na alma o amadurecimento espiritual, que nos faz abandonar nas mãos de Deus todas as nossas fragilidades e confiar a sua misericórdia às difíceis situações da vida, para as quais não encontramos solução.
Os benefícios para quem investe um período do seu dia no cultivo da oração são enormes. Não há contraindicações e todos podem ser beneficiados pelo amor misericordioso de Deus, que restaura o coração e devolve a saúde espiritual à alma abatida.
Por: Pe. Flávio Sobreiro
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

IGREJA, CATEDRAL, SANTUÁRIO, BASÍLICA - CONHEÇA O QUE SIGNIFICA CADA UMA



A Igreja Matriz e Santuário de São Sebastião na Tijuca recebeu o título de Basílica Menor. Seria, pois, interessante, à luz de tantas publicações e documentos, refletir sobre esses vários nomes encontrados em nosso dia-a-dia. Igreja, Igreja Matriz, Santuário, Basílica, Catedral – eis alguns nomes que utilizamos como locais de culto. Voltamos nosso olhar para a Basílica de São Sebastião, em Roma, e para a unidade com a Sé de Pedro e nossa responsabilidade de continuar anunciando o Senhor nesta grande cidade.
Etimologicamente, a palavra Igreja (do grego ekklesia) significa assembleia; mais especificamente, no uso cristão, assembleia do Povo de Deus. Só num sentido derivado, tomando o recinto pelas pessoas nele reunidas, é que passou a significar um lugar de culto, com as características próprias.
Originalmente, a primitiva comunidade cristã não tinha lugares especiais de culto. Este, conforme atestamos claramente nos Atos dos Apóstolos, celebrava-se em casas particulares (ecclesia domi). Nos tempos apostólicos, porém, parece ter havido a reserva de certos lugares, em casas de famílias mais situadas economicamente, como salas de reunião, principalmente para a celebração dos sagrados mistérios (domus ecclesiae). Inclusive parece que os “títulos” das igrejas se referiam inicialmente ao nome da família que acolhia em sua casa a assembleia litúrgica cristã. Como o cristianismo não era uma religião legal, não podia possuir oficialmente templos ou outros lugares próprios. Contudo, os “colegia funerária”, tão típicos do direito romano, serviram, nos três primeiros séculos, para encobrir as propriedades eclesiásticas, incluindo as catacumbas, onde também eram celebradas as funções sagradas nos tempos de perseguição. É provável, também, que a tolerância que com frequência, existia nas províncias romanas em face da nova religião, tenha facilitado, sob uma ou outra ficção jurídica, a construção dos templos cristãos. Pelo menos, isso dá a entender o fato citado pelo historiador Eusébio, de o imperador Diocleciano ter confiscado ou derrubado, durante sua perseguição, numerosas igrejas.
Seja como for, a paz de Constantino trouxe uma era de desenvolvimento rapidíssimo da construção de templos cristãos, ou da transformação neles de outros edifícios, como o próprio palácio constantiniano que passou a ser a Basílica do Santíssimo Salvador (“São João do Latrão”), em Roma. É, também, nessa época que se desenvolveram os ritos de bênção solene ou de dedicação. Os nomes, porém, aplicados a esses lugares de culto, foram variados: dominicum, título, martírio, basílica, igreja etc. A denominação de templo parece ter sido propositadamente evitada, a fim de distinguir claramente os lugares de culto dos pagãos.
Para a conceituação de uma igreja, o Código de Direito Canônico de 1917 atendia a duas finalidades que diziam estar presentes na destinação do lugar sagrado: o culto divino e o serviço de todos os fiéis. O Código de Direito Canônico de 1983 continua a considerar o lugar sagrado ao culto divino e ao acesso dos fiéis. Assim no Código de 1983, devem ser consideradas igrejas não só os templos catedrais e paroquias, mas também: capelas públicas, dos colégios, das casas religiosas, das irmandades e confrarias etc. Em cada paróquia existe uma Igreja principal que chamamos de Igreja Matriz, que é a referência da paroquia, sinal de unidade fraterna.
Por outro lado, Catedral é o templo principal onde um bispo católico, com seu cabido, tem sua cátedra ou sede (daí a palavra sé). Usualmente, mas não necessariamente, é o maior e mais imponente templo de uma diocese. O título de Catedral é superior aos demais dentro da Igreja Particular Diocesana, pois a Catedral é a Igreja Mãe, por isso chamada de Sé Catedral, a primeira de todas as Igrejas, da qual o Bispo preside, de sua Cátedra, toda a sua Diocese.
O termo catedral deriva do latim “ecclesia cathedralis”, e é utilizado para designar a igreja que contém a cátedra oficial do bispo. O adjetivo cathedra foi ao longo dos tempos assumindo o caráter de substantivo, e é hoje o termo mais comumente utilizado para designar essas igrejas. O termo ecclesia cathedralis foi aparentemente utilizado pela primeira vez nos atos do Concílio de Tarragona, em 516. Outra designação que era utilizada para ecclesia cathedralisera ecclesia mater, ou Igreja-Mãe, indicando-se assim que esta seria a Igreja "Mãe" da Diocese. Outro nome ainda eraecclesia major, ou Igreja-Mor. Também por ser considerada a casa principal de Deus na região, a ecclesia cathedralisera designada como Domus Dei, de onde deriva a palavra italiana Duomo e o prefixo germânico dom - para designar "igreja". Em português, utiliza-se o termo sé catedral — ou apenas "sé" — para designar uma Catedral, sendo esta designação derivada da palavra "Sede", como em Santa Sé (Santa Sede).
Quanto às celebração na catedral, a Sacrosanctum Concilium nos fala no número 41: “todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita em torno do bispo, sobretudo na igreja catedral: convencidos de que a principal manifestação da Igreja se faz numa participação perfeita e ativa de todo o povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, num só altar a que preside o bispo rodeado pelo seu presbitério e pelos seus ministros”.
Temos também o título de Santuário! Este é memória da nossa origem junto do Senhor e sinal da presença divina, é também profecia da nossa Pátria última e definitiva: o Reino de Deus, que se realizará quando “Eu colocarei o meu santuário no meio deles para sempre”, segundo a promessa do Eterno (Ez 37, 26).
O sinal do santuário não só nos recorda de donde viemos e quem somos, mas abre também o nosso olhar para discernir para onde caminhamos, rumo a que meta se dirige a nossa peregrinação na vida e na história. O santuário, como obra das mãos do homem, remete para Jerusalém celeste, nossa Mãe, a cidade que desce de Deus, toda adornada como uma esposa (cf. Ap 21, 2), santuário escatológico perfeito para onde a gloriosa presença divina está dirigida e é pessoal: “não vi templo algum na cidade, porque o Senhor, Deus Todo-Poderoso, é o seu Templo, assim como o Cordeiro” (Ap 21, 22). Naquela cidade-templo já não haverá lágrimas, nem tristeza, nem sofrimento, nem morte (cf. Ap 21, 4).
Quanto ao Santuário, etimologicamente – “Santuário” significa um lugar santo. O Direito Canônico não regulamentou esta categoria jurídica até tempos bem recentes. Aos 8 de fevereiro de 1956, a Sagrada Congregação para os Seminários, com motivo de problemas de interpretação do antigo cânon 1356 (que regulamentava o tributo para o seminário e que equivale ao atual c.264), deu uma definição a respeito de santuário, que passou quase literalmente para o projeto da Comissão de Reforma do Código de Direito Canônico. Após algumas correções, mais de estilo do que de fundo, chegou-se à redação do atual c. 1230. Nele, aparecem os seguintes elementos:
1. Igreja ou outro lugar Sagrado: Embora inicialmente a devoção popular se desenvolva com frequência em torno a pequenas ermidas ou “capelinhas”, o normal é que se acabe construindo uma igreja. Por isso, no Brasil, de fato, todos os santuários juridicamente reconhecidos como tais se identificam como igrejas.
2. Grande concurso de fiéis: Não é necessário que esse concurso seja contínuo. Pode dar-se em certos dias especiais, inclusive apenas uma só vez por ano. Esse concurso tem que se constituir em “peregrinação”, ou seja, deve haver um verdadeiro deslocamento, não bastante o simples concurso local.
3. Motivo local de piedade: Na citada carta da Sagrada Congregação dos Seminários e no projeto da Comissão de Reforma se citavam alguns desses “motivos especiais”: recordações religiosas, veneração de uma imagem sagrada, conservação de relíquias insignes, milagres lá operados, indulgências especiais anexas ao lugar. No texto definitivo do c. 1230, prescindiu-se de qualquer exemplificação, que sempre seria incompleta, e decidiu-se manter apenas o princípio geral.
4. Aprovação do Ordinário local: Normalmente, o concurso dos fiéis, na forma de peregrinação, surge de forma espontânea. Para que o lugar sagrado, porém, receba a consideração jurídica de santuário é necessário que haja uma aprovação explícita do Ordinário local. Por outro lado, a autoridade eclesiástica pode tomar a iniciativa da construção de santuários, na esperança de que haja posteriormente afluência de fiéis. Assim acontece, por exemplo, com certos santuários eucarísticos, para a “adoração pérpetua”.
O santuário é não só uma obra humana, mas também um sinal visível da presença de Deus invisível. Por esta razão, exige-se uma oportuna convergência de esforços humanos e uma adequada consciência dos papéis e das responsabilidades por parte dos protagonistas da pastoral dos santuários, precisamente para favorecer o pleno reconhecimento e o acolhimento fecundo do dom que o Senhor faz ao Seu povo através de cada santuário.
O santuário oferece um precioso serviço a cada uma das Igrejas particulares, cuidando, sobretudo, da proclamação da Palavra de Deus, da celebração dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. Este serviço exprime e vivifica os vínculos históricos e espirituais que os santuários têm com as Igrejas, no meio das quais surgiram, e requer a plena inserção da ação pastoral realizada pelo santuário na dos Bispos, com a particular atenção àquilo que em maior medida atém ao “carisma” do lugar e ao bem espiritual dos fiéis, que para ali se dirigem em peregrinação.
Por fim, a Basílica! Este é um título que é concedido pelo Santo Padre o Papa, por concurso de decreto da Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, para determinadas Igrejas “que possuem importância peculiar com relação à vida litúrgica e pastoral, as quais podem ser honradas pelo Sumo Pontífice com o título de Basílica Menor, o que indica um vínculo peculiar com a Igreja Romana e o Sumo Pontífice” (Decreto Casa da Igreja – sobre o título de Basílica Menor, da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 9 de novembro de 1989).
O ordenamento jurídico que normatiza as Basílicas Menores é o Decreto “Casa de Deus”, promulgado no dia 6 de junho de 1968, pela Sagrada Congregação dos Ritos (AAS 60, 1968, 536-539).
Condições canônicas para a elevação de uma Igreja à dignidade basilical:
  1. Que esta igreja seja exemplo para os outros por seu preparo e execução, seja pela fidelidade às normas litúrgicas e pela participação ativa do povo de Deus;
  2. Deve ser uma igreja “adequada tanto por seu tamanho quanto pelo tamanho suficiente do presbitério. Que os diversos elementos requeridos para a celebração litúrgica – altar, ambão, a cadeira do celebrante – sejam dispostos de acordo com as exigências da Liturgia”;
  3. Que esta igreja goze de “celebridade em toda a Diocese”, celebridade histórica ou religiosa, “ou porque nela se conserva o corpo ou relíquia famosa de algum santo, ou porque nela é venerada de modo peculiar alguma imagem sagrada”. “Também deve ser considerado o seu valor histórico e como obra de arte”;
  4. Que esta igreja tenha um “número adequado de presbíteros, dedicados ao cuidado pastoral e litúrgico da mesma igreja, sobretudo para a celebração da Eucaristia e da Penitência (e também um número adequado de confessionários à disposição dos fiéis a horas certas)”.
  5. Que seja eminentemente valorizado o número de fiéis para a execução da música, particularmente, do canto sacro.
A concessão do título de basílica necessita, obrigatoriamente, do pedido do Bispo Diocesano, obtido o nihil-obstat da Conferência Episcopal, sendo acrescidos dos cadernos e relatórios que comprovem a origem, a história e a atuação religiosa da igreja, com respectivo álbum de imagens ilustradas e fotografias, particularmente do presbitério, com seu altar, ambão, cadeira do celebrante e os outros locais destinados à realização das celebrações, como as cadeiras dos ministros extraordinários, o batistério, o sacrário e os confessionários.
Deveres e encargos próprios na basílica, no âmbito litúrgico e pastoral:
  1. Que seja realizada a instrução dos fiéis, com o estudo sobre a liturgia; de estudos de documentos pontifícios e da Santa Sé Apostólica;
  2. Que sejam meticulosamente preparadas e bem celebradas as celebrações do Ano Litúrgico, especialmente as do Advento, Natal, Quaresma e Páscoa. Que seja, na Quaresma, devidamente celebrada a Via Sacra. Que as homilias sejam primorosas, levando a uma conversão extraordinária, sendo obrigatória a celebração da Liturgia das Horas, sobretudo das “Laudes” e “Vésperas”, pelos fiéis e ministros ordenados;
  3. Que os fiéis participem do canto litúrgico, ressaltando a necessidade de se promover a música sacra latina, com ênfase no canto gregoriano próprio da Liturgia Romana;
  4. Como a Basílicas Menores tem uma ligação com a Igreja de Roma se celebra, com solenidade: a festa da Cátedra de São Pedro, em 22 de fevereiro de cada ano; a solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no dia 29 de junho, e o aniversário da eleição ou do início do supremo ministério pastoral do Sumo Pontífice.
Concede-se, indulgência plenária aos fiéis que visitem a Basílica piedosamente e nela participem do rito sagrado, ou pelo menos rezem a Oração do Pai Nosso e o Credo sob as condições costumeiras: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelo Sumo Pontífice nos seguintes dias: 1 – no dia do aniversário da consagração da Basílica; no dia da celebração litúrgica titular, no caso do Rio de Janeiro, a partir de agora, no dia 20 de janeiro; na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo; no dia do aniversário da concessão do título de Basílica; uma vez no ano, em dia determinado pelo Bispo local, e uma vez no ano, em dia escolhido livremente por qualquer um dos fiéis.
São insígnias basilicais as insígnias pontifícias, ou seja, as “chaves cruzadas”, que podem ser usadas nos estandartes, nas mobílias e no selo da Basílica. Cada basílica é ornada por um tintinabulo e por uma umbela.
Ao reitor da basílica “é permitido usar na celebração litúrgica, além da veste talar ou veste da família religiosa e sobrepeliz, mozeta de cor negra, com debruns e ornamentos circulares de cor vermelha”.
Todos esses títulos nos comprometem, pois eles, se de um lado, organizam a caminhada da Igreja, de outro lado nos envia em missão para que o Evangelho seja anunciado e pregado a toda criatura na diversidade de situações e tradições. Mais que uma honraria é uma grande e necessária missão.
Agora que a Arquidiocese do Rio de Janeiro vê juntar-se aos inúmeros títulos das igrejas desta histórica cidade mais uma Basílica, nós agradecemos a deferência do Papa Francisco, por quem rezamos todos os dias para que o Espírito Santo continue conduzindo-o no pastoreio da Igreja presente no mundo inteiro.
Por: Cardeal Orani João Tempesta (Arcebispo  da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Fonte: ARQRIO

SÃO NARCISO - BISPO DE JERUSALÉM


São Narciso, era um homem austero, penitente, humilde, simples e puro

O santo de hoje, 29 de outubro, São Narciso, foi Bispo de Jerusalém e, quando se deu tal fato, devia ter quase cem anos de idade. Narciso não era judeu e teria nascido no ano 96. Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, sabe-se que presidiu com Teófilo de Cesareia a um concílio onde foi aprovada a determinação de se celebrar sempre a Páscoa num Domingo.

Eusébio narra que em certo dia de festa, em que faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas, Narciso mandou vir água de um poço vizinho, e com sua bênção a transformou em óleo. Conta também as circunstâncias que levaram Narciso a demitir-se das suas funções.

Para se justificarem de um crime, três homens acusaram o Bispo Narciso de certo ato infame. “Que me queimem vivo – disse o primeiro – se eu minto”. “E a mim, que me devore a lepra”, disse o segundo. “E que eu fique cego”, acrescentou o terceiro. O desgosto de ser assim caluniado despertou em Narciso o seu antigo desejo pelo recolhimento e, por isso, sem dizer para onde ia, perdoou os caluniadores e saiu de Jerusalém em direção ao deserto. Considerando-o definitivamente desaparecido, deram-lhe por sucessor a Dio, ao qual por sua vez sucederam Germânio e Górdio. Todavia, os três caluniadores não tardaram a sofrer os castigos que em má hora tinham invocado, pois o primeiro pereceu num incêndio com todos os seus, o segundo morreu de lepra e o terceiro cegou à força de tanto chorar o seu pecado.

Alguns anos depois, Narciso reapareceu na cidade episcopal. Nunca tinha sido posta em dúvida a santidade do seu procedimento.; por isso, foi com imensa alegria que Jerusalém recebeu seu antigo pastor. Segundo diz Eusébio, continuou Narciso a governar a diocese até a idade de 119 anos, auxiliado por um coadjutor chamado Alexandre. Faleceu cerca do ano de 212.

São Narciso, rogai por nós!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SÃO JUDAS TADEU - PATRONO DOS AFLITOS E PADROEIRO DAS CAUSAS DESESPERADAS



Hoje, 28 de outubro, a Igreja nos apresenta, São Judas TadeuJudas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).
Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.
Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia. Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu. Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.
São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.
São Judas Tadeu, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova