sexta-feira, 20 de novembro de 2015

COMO NASCE UMA VOCAÇÃO SACERDOTAL OU RELIGIOSA ?


Neste espaço dedicado ao Ano da Vida Consagrada, hoje vamos falar de como nasce uma vocação sacerdotal ou religiosa. Na verdade, não há uma receita nem um manual para identificar um chamado.

Cada consagrado amadureceu seu percurso de maneira diferente. Às vezes, há um fato determinante e marcante que indica o caminho, outras vezes, o chamado não é tão evidente e é preciso lapidá-lo.

Esta, por exemplo, foi a experiência da salesiana Gisele Rodrigues Coelho, de São Paulo, cuja vocação começou com um empurrãozinho de sua mãe, que num momento de dúvida de sua filha sobre o que fazer da sua vida ao completar 18 anos, foi questionada sobre o por que não seguir a vida consagrada como freira, já que gostava tanto de frequentar a igreja. Após um momento de dúvida e reflexão, encontrou o seu caminho de dedicação à Jesus.

Já para o paranaense Adilson Janovski, Irmão Marista, o chamado ocorreu através dos meios de comunicação, quando Irmãos Maristas fizeram a divulgação da sua congregação em uma TV do Paraná e ele se sentiu atraído e procurou os irmãos daquela congregação, vindo a ingressar na mesma e estando até hoje.

Existe ainda a experiência de um padre que conheço, que ama o seu sacerdócio, e que teve a sua experiência do chamado de Deus para a vida sacerdotal quando ainda muito jovem. Vindo do Sertão de Alagoas, sozinho, para o Rio de Janeiro, um dia foi chamado a participar de um Evento de Jovens numa igreja e lá assistiu a uma palestra de outro jovem que lhe tocou profundamente. Ficou confuso, pois não sabia ainda o que estava acontecendo, mas se sentiu também impelido a procurar um sacerdote que o orientou nos primeiros passos da sua vocação sacerdotal.

Outra experiência significativa é a do próprio Papa Francisco. Para o Pontífice, seu chamado ocorreu em dia e lugar precisos: 21 de setembro de 1953, num confessionário. E ele recordou este momento no encontro mundial dos jovens consagrados, há pouco menos de um mês:

“Mas não sei como foi. Sei que por acaso, entrei na igreja, vi um confessionário e saí diferente, saí de outra maneira. Ali a vida mudou. E o que me fascinou do Jesus do Evangelho? Não sei... a sua proximidade de mim: o Senhor nunca me deixou sozinho, nem sequer nos momentos piores e escuros, nos momentos dos pecados... Nem sequer naqueles momentos, o Senhor me deixou sozinho. E não só a mim, a todos. O Senhor nunca abandona ninguém.

E eu senti esta chamada para ser sacerdote e religioso. O sacerdote que me confessou naquele dia, que eu não conhecia, estava ali por acaso, porque tinha leucemia, estava a ser curado e faleceu um ano mais tarde. E depois guiou-me um Salesiano, um Salesiano que me tinha batizado. Fui ter com ele e ele orientou-me para os Jesuítas... Ecumenismo religioso! Mas nos momentos mais difíceis, nunca me ajudou tanto a memória daquele primeiro encontro, porque o Senhor nos encontra sempre definitivamente, o Senhor não entra na cultura do provisório: Ele ama-nos para sempre, acompanha-nos para sempre.”

Como vimos, Deus chama os escolhidos de diversas formas. O importante é perceber o chamado e abrir o coração a essa experiência totalmente nova e radical, sem medo e sem muitos questionamentos, pois o Senhor, como nos diz o Papa Francisco, sempre estará conosco em todos os momentos, fortalecendo o nosso coração para aceitarmos com entusiasmo e firmeza essa experiência arrebatadora.

E você que está incomodado, meio confuso e sentindo um sentimento diferente em seu coração. Já se perguntou se não é o próprio Jesus te chamando a serví-lo através de uma vocação sacerdotal ou religiosa?

Abra seu coração a ELE !

Fontes: Rádio Vaticano / Blog a Igreja Católica no Mundo


SANTO EDMUNDO - SUSTENTO E APOIO DOS FRACOS


A ambição de Santo Edmundo era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos

Hoje, 20 de novembro, a Igreja celebra Santo Edmundo.
Reinava Offa nos Estados ingleses. Desejando terminar seus dias em Roma, no exercício da piedade e da penitência, passou a coroa para Edmundo, de quinze anos de idade, descendente dos antigos reis anglo-saxões da Grã-Bretanha.

Edmundo, segundo os seus historiadores, foi coroado no dia de Natal de 855. Suas qualidades morais tornaram-no modelo dos bons reis. Tinha grande aversão aos lisonjeiros; toda a sua ambição era manter a paz e assegurar a felicidade dos súditos. Daí o grande zelo na administração da justiça e na implantação dos bons costumes nos seus Estados. Foi o pai dos súditos, sobretudo dos pobres, protetor das viúvas e dos órfãos, sustento e apoio dos fracos. O fervor no serviço de Deus realçava o brilho das suas outras virtudes. A exemplo dos monges e de várias outras pessoas piedosas, aprendeu o saltério de cor.

No décimo quinto ano do seu reinado, foi atacado pelos Dinamarqueses Hínguar e Hubla, príncipes desta nação, verdadeiros piratas, que foram desembarcar na Inglaterra. Edmundo, a princípio, manteve-se sereno, confiando num tratado que tinha feito com os bárbaros logo que vieram para o seu país. Mas quando viu que não respeitaram o tratado, reuniu o seu exército. Mas os infiéis receberam auxílios. Perante este reforço do inimigo, Edmundo sentia-se impotente para o combater.

Então os bárbaros fizeram-lhe várias propostas que recusou, por serem contrárias à religião e à justiça que devia aos súditos. Preferiu expor-se à morte a trair sua consciência. Carregaram-no de pesadas cadeias e levaram Edmundo à tenda do general inimigo. Fizeram-lhe novas propostas. Respondeu com firmeza que a religião lhe era mais cara do que a vida, e que nunca consentiria em ofender a Deus, que adorava. Hínguar, enfurecido com esta resposta, mandou açoitá-lo cruelmente.

O santo sofreu todos os maus tratos com paciência invencível, invocando o Sagrado Nome de Jesus. Por fim, foi condenado a ser decapitado, recebendo a palma do martírio a 20 de novembro de 870.

Os ingleses consideraram-no mártir e dedicaram-lhe numerosas igrejas.

Santo Edmundo, rogai por nós!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

UM PORTO SEGURO NO MAR DE LAMA: O SANTÍSSIMO SACRAMENTO PERMANECE INTACTO EM MEIO À TRAGÉDIA DE MINAS GERAIS



Na semana passada, a tragédia de Mariana, em Minas Gerais, espantou o Brasil. O rompimento de uma barragem de rejeitos da mineração provocou uma enxurrada descomunal de lama e destruição que percorreu centenas de quilômetros, ceifando vidas humanas e causando uma catástrofe ambiental incalculável.

Literalmente no meio do desastre, porém, um sinal:

Na capela da comunidade de Paracatu, também em Minas, envolta no mar de lama, o Santíssimo Sacramento permaneceu intacto. Nem sequer o véu que cobria a âmbula foi maculado.

A imagem está sendo compartilhada por milhares de internautas no Facebook.

Glórias e louvores se deem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!
Fonte: Aleteia

terça-feira, 17 de novembro de 2015

SANTA ISABEL DA HUNGRIA - PADROEIRA DA ORDEM TERCEIRA FRANCISCANA


Santa Isabel da Hungria, pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer

Hoje, 17 de novembro, a Igreja celebra Santa Isabel da Hungria. Isabel era filha de André, rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento. No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em matrimônio, um pouco depois de seu nascimento em 1207.

Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres.

Mulher de oração e generosa em meio aos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus. Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência.

Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos com os filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos ajudados por ela insultavam-na, por temerem desagradar o regente.

Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos, isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar proteção à Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV.

Santa Isabel não quis retornar para Hungria; renunciou aos títulos, além de entrar na Ordem Terceira de São Francisco. Fundou um convento de franciscanas em 1229 e pôs-se a servir os doentes e enfermos até morrer, em 1231, com apenas 24 anos num hospital construído com seus bens.

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015


SANTA MARGARIDA DA ESCÓCIA - INTERCESSORA DOS PECADORES


Como rainha da Escócia, procurou cooperar com o rei, tanto no seu aperfeiçoamento humano (pois de rude passou a doce) quanto na administração do reino

Neste dia, 16 de novembro, lembramos com carinho a vida de mais uma irmã nossa que para a Igreja militante brilha como exemplo e no Céu como intercessora de todos nós pecadores chamados à santidade, Santa Margarida da Escócia.

Santa Margarida nasceu na Hungria no ano de 1046, isto quando seu pai Eduardo III (de nobre família inglesa) aí vivia exilado, devido aos conflitos pelo trono da Inglaterra (o rei da Dinamarca ocupara o trono inglês). Em 1054, seu pai retornou à Inglaterra, Margarida tinha portanto oito ou nove anos quando conheceu a pátria inglesa. No entanto, após a morte de seu tio-avô, Santo Eduardo, em 1066, recomeçaram os conflitos: a luta entre Haroldo e Guilherme da Normandia obrigou Edgardo, irmão de Margarida, a refugiar-se novamente na Escócia com a mãe e as irmãs, tendo-lhes o pai morrido alguns anos antes.

Vivendo na Escócia, Margarida casou-se com o rei Malcom III e buscou com os oito filhos (seis príncipes e duas princesas, uma delas chamada Edite, que veio posteriormente a ser rainha da Inglaterra e conhecida com o nome de Santa Matilde) a graça de constituir uma verdadeira Igreja doméstica. Santa Margarida, como rainha da Escócia, procurou cooperar com o rei, tanto no seu aperfeiçoamento humano (pois de rude passou a doce) quanto na administração do reino (porque baniu todas futilidades e aproximou os bens reais das necessidades dos pobres).

Conta-se que a própria Santa Margarida alimentava e servia diariamente mais de cem pobres, ao ponto de lavar os pés e beijar as chagas daqueles que eram vistos e tratados por ela como irmãos e presença de Cristo. Quando infelizmente seu esposo e filho morreram num assalto ao castelo, Margarida que tanto os amava não se desesperou, mas sim aceitou e entregou tudo a Deus rezando: “Agradeço, ó Deus, porque me dás a paciência para suportar tantas desgraças!”

Santa Margarida entrou no Céu a 16 de novembro de 1093. Foi sepultada na igreja da Santíssima Trindade, em Dunfermline, para onde também o corpo do rei Malcom III foi levado mais tarde.

Santa Margarida da Escócia, rogai por nós!

domingo, 15 de novembro de 2015


SANTO ALBERTO MAGNO - ADMINISTRADOR DO REINO DE DEUS

Santo Alberto Magno, devotíssimo da Virgem Maria, optou pelos desejos do coração de Deus

Celebramos neste dia, 15 de novembro,  a santidade de um grande santo da nossa Igreja, o qual foi digno de ser intitulado de Magno (Grande). Nascido na Alemanha em 1206, numa família militar que desejava para Alberto a carreira militar ou administrativa.
Santo Alberto Magno, soldado do Senhor e administrador do Reino de Deus, devotíssimo da Virgem Maria, optou pelos desejos do coração de Deus, por isso depois de estudar ciências naturais em Pádua e Paris entrou na família Dominicana em 1223, a fim de mergulhar nos estudos, santidade e apostolado. Como consequência da sua crescente adesão ao Reino, foram aumentando os trabalhos na “vinha do Senhor”, por isso na Ordem Religiosa foi superior provincial e mais tarde, nomeado pelo Papa, Bispo de Ratisbona, num tempo em que somente um santo e sábio poderia estabelecer a paz entre os povos e cidades, como de fato aconteceu.
Santo Alberto Magno era um apaixonado e vocacionado ao magistério (teve como discípulo São Tomás de Aquino); foi dispensado do Episcopado, para na humildade e pobreza continuar lecionando, pregando e pesquisando e dominando com tranquilidade os assuntos sobre mecânica, zoologia, botânica, meteorologia, agricultura, física, tecelagem, navegação e outras áreas do conhecimento, os quais inseriu no seu caminho de santidade: “Minha intenção última, escrevia, está na ciência de Deus”. Suas obras escritas encheram 38 grossos volumes e com o testemunho impregnou toda a Igreja de santidade e exemplo de quem soube viver com equilíbrio e graça a fé que não contradiz a razão. Entrou no Céu em 1280, proclamado Doutor da Igreja e Patrono dos cultores das ciências naturais.
Santo Alberto Magno, rogai por nós!

sábado, 14 de novembro de 2015

SÃO JOSÉ PIGNATELLI - O RESTAURADOR DOS JESUÍTAS



Hoje, 14 de novembro, a Igreja celebra São José Pignatelli. José Pignatelli nasceu em 1737 em Saragoça, do ramo espanhol de uma nobilíssima família do reino de Nápoles. Perdendo a mãe aos cinco anos, veio para esta cidade onde recebeu, de uma irmã, ótima educação católica. Voltando para Espanha, aos quinze anos entrou na Companhia de Jesus. Feito o Noviciado e emitidos depois os primeiros votos em Tarragona, aplicou-se aos estudos, primeiro em Manresa e depois nos colégios de Bilbau e de Saragoça.

Ordenado sacerdote, dedicou-se ao ensino das letras e, com grande fruto, aos ministérios apostólicos. Levantou-se, porém, uma grande perseguição contra a Companhia de Jesus e ele figurou entre os jesuítas que foram expulsos da Espanha para a Córsega.

Entre adversidades, mostrou o Padre Pignatelli grande fortaleza e constância; foi por isso nomeado Provincial de todos esses exilados. E recomendaram-lhe especial cuidado pelos mais jovens, o que ele praticou com grande zelo. Da Córsega foi obrigado a transferir-se, com os outros, para várias regiões, vindo finalmente a fixar-se em Ferrara (Itália), onde fez a profissão solene de quatro votos.

Pouco depois, sendo a Companhia de Jesus dissolvida por Clemente XIV, em 1773, Padre Pignatelli deu exemplo extraordinário de perfeita obediência à Sé Apostólica como também de intenso amor para com a Companhia de Jesus. Indo para Bolonha e, estando proibido de exercer o ministério apostólico com as almas, durante quase vinte e cinco anos entregou-se totalmente ao estudo, reunindo uma biblioteca de valor, dando-se principalmente a obras de caridade para com os antigos membros da suprimida Companhia.

Logo, porém, que lhe foi possível, pediu para ser recebido na Família Inaciana existente na Rússia, onde reinava Catarina, que sendo cismática não aceitara a supressão vinda de Roma. Os jesuítas da Rússia ligaram-se a bom número de ex-jesuítas italianos, e Padre Pignatelli uniu-se a todos eles, tendo-lhe sido permitido renovar a profissão solene. Com licença do Papa Pio VI, foi construída uma casa para noviços no ducado de Parma, onde o Padre Pignatelli foi reitor. Em 1804, Pio VII restaurou a Companhia de Jesus no reino de Nápoles, e o Padre Pignatelli vem a ser Provincial. Mas o exército francês aparece e dispersa este grupo de jesuítas.

Em 1806, transfere-se para Roma onde é muito bem recebido pelo Sumo Pontífice. Os franceses, que estão a ocupar Roma, toleram-no. No silêncio, Padre Pignatelli vai preparando o renascimento da sua Companhia. Este fato ocorre em 1814, com o citado Papa beneditino Pio VII. Mas o Padre Pignatelli já tinha morrido em 1811, com setenta e quatro anos. O funeral decorreu quase secretamente.

Foi beatificado por Pio XI em 1933, que chamou o santo de “o principal anel da cadeia entre a Companhia que existira e a Companhia que ia existir,… o restaurador dos Jesuítas”.

Profundo devoto do Sagrado Coração de Jesus e da Virgem Santíssima, homem adorador (passava noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento), São José Pignatelli foi canonizado em 1954 pelo Papa Pio XII.

São José Pignatelli, rogai por nós!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL EM MUMBAI - ÍNDIA


Com a presença de mais de 700 delegados de todo o país, foi aberto hoje, 12 de novembro de 2015, na Índia, em Mumbai, o Congresso Eucarístico Nacional. Participa também o cardeal Malcom Ranjith, enviado especial do Papa, por meio de uma mensagem de vídeo, marcou a sua presença na abertura dos trabalhos, focados no tema Alimentados por Cristo para alimentar os demais.
No texto – publicado pela Rádio Vaticano - O Papa sublinha que o Congresso Eucarístico é "um dom de Deus, não só para os cristãos da Índia, mas para toda a população de um país tão rico em diversidade cultural e de espiritualidade".
Recorda também a viagem à Índia de Paulo VI, em 1964, e seu discurso aos fiéis das religiões não-cristãs, no qual afirmou: "Cristo é querido neste país", "inspiração de amor e sacrifício de si mesmo" para " milhões de pessoas que o conheceram e o amam”.
Francisco exortou, portanto, a aprender que “a Eucaristia não é um prêmio para os bons, mas é força para os fracos, para os pecadores”. “É o perdão, é o viático que nos ajuda a andar, a caminhar”, acrescentou, e “a comunhão com o Senhor” “nos leva à solidariedade com os demais”. “Os seres humanos de todo o mundo – continuou o Pontífice – precisam de alimento”, não só “daquele que serve para satisfazer a fome física”.
Daí o apelo a todos aqueles que são alimentados e nutridos pelo Corpo e Sangue de Cristo para não serem indiferentes com os irmãos e irmãs que sofrem a fome, não só física, mas também “de amor, de imortalidade, de afeto, atenção, perdão, misericórdia”. “Estes tipos de fome – destacou o Santo Padre – podem ser satisfeitas só com o Pão que vem do alto”.
Finalmente o convite "para levar a alegria do Evangelho para aqueles que não a receberam ainda” e a infundir “esperança naqueles que vivem nas trevas e no desespero”. “Que este Congresso – foi o desejo do Papa Francisco - seja um prenúncio de luz para o povo da Índia", "um prenúncio de grande alegria e felicidade", bem como uma oportunidade de "estar unidos no amor."
Fonte: Zenit

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


SÃO MARTINHO DE TOURS - DE MILITAR ROMANO A BISPO DA IGREJA CATÓLICA



Hoje, 11 de novembro, a Igreja celebra São Martinho de Tours. Nasceu em 316 na Panônia (atual Hungria), numa família pagã que da parte do pai (oficial do exército romano) fez de Martinho um militar, enquanto o Pai do Céu o estava fazendo cristão, já que começou a fazer o Catecumenato.

Certa vez quando militar, mas ainda não batizado, Martinho partiu em duas partes seu manto para dá-lo a um pobre, e assim Jesus aparece-lhe durante a noite e disse-lhe: “Martinho, principiante na fé, cobriu-me com este manto”. Então este homem de Deus foi batizado e abandonou a vida militar para viver intensamente a vida religiosa e as inspirações do Espírito Santo para sua vida.

Com a direção e ajuda do Bispo Hilário, Martinho tornou-se monge, Diácono, fundador do primeiro mosteiro na França e depois sacerdote que formava os seus “filhos” para a contemplação e ao mesmo tempo para a missão de evangelizar os pagãos; diferenciando-se com isso dos mosteiros do Oriente.

Por ser fiel no pouco, São Martinho recebeu o mais, que veio com a sua Ordenação para Bispo em Tours. Isto não o impediu de fundar ainda muitos outros mosteiros a fim de melhor evangelizar sua Diocese. Entrou no Céu em 397.

São Martinho de Tours, rogai por nós!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

SÃO LEÃO MAGNO - UM DOS MAIORES PAPAS DA HISTÓRIA



Evangelizou e governou a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões


O santo de hoje, 10 de novembro, mostrou-se digno de receber o título de “Magno”, que significa Grande, isto porque é considerado um dos maiores Papas da história da Igreja, grande no trabalho e na santidade. São Leão Magno nasceu em Toscana (Itália) no ano de 395 e depois de entrar jovem no seminário, serviu a diocese num sacerdócio santo e prestativo.

Ao ser eleito Papa, em 440, teve que evangelizar e governar a Igreja numa época brusca do Império Romano, pois já sofria com as heresias e invasões dos povos bárbaros, com suas violentas invasões. São Leão enfrentou e condenou o veneno de várias mentiras doutrinais, porém, combateu com intenso fervor o monofisismo que defendia, mentirosamente, ter Jesus Cristo uma só natureza e não a Divina e a humana em uma só pessoa como é a verdade.

O Concílio de Calcedônia foi o triunfo da doutrina e da autoridade do grande Pontífice. Os 500 Bispos que o Imperador convocara, para resolverem sobra a questão do monofisismo, limitaram-se a ler a carta papal, exclamando ao mesmo tempo: “Roma falou por meio de Leão, a causa está decidida; causa finita est”.

Quanto à dimensão social, Leão foi crescendo, já que com a vitória dos desordeiros bárbaros sobre as forças do Império Romano, a última esperança era o eloquente e santo Doutor da Igreja, que conseguiu salvar da destruição, a Itália, Roma e muitas pessoas. Átila ultrapassara os Alpes e entrara na Itália.

O Imperador fugia e os generais romanos escondiam-se. O Papa era a única força capaz de impedir a ruína universal. São Leão sai ao encontro do conquistador bárbaro, acampado às portas de Mântua. É certo que o bárbaro abrandou-se ao ver diante de si, em atitude de suplicante, o Pontífice dos cristãos e retrocedeu com todo o seu exército.

Dentre tantas riquezas em obras e escritos, São Leão Magno deixou-nos este grito: “Toma consciência, ó cristão da tua dignidade, já que participas da natureza Divina”.

Entrou no Céu no ano de 461.

São Leão Magno, rogai por nós!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015


SÃO NUNO DE SANTA MARIA - DE COMANDANTE DO EXÉRCITO IMPERIAL À FREI CARMELITA


São Nuno de Santa Maria, abandonou as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito

A Igreja católica comemora hoje, 06 de novembro, São Nuno de Santa Maria. Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, e recebeu a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo.

Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezesseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim.

Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei.

Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são os alicerces da sua vida interior.

O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acaba por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria.

Impelido pelo amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado.

O Condestável do rei de Portugal, o comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, aos 71 anos de idade. Era o Domingo de Páscoa, dia 1 de Abril de 1431. Após sua morte, passou imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto “Clementíssimus Deus” e foi consagrado o dia 6 de Novembro ao, então, beato.

O Santo Padre, Papa Bento XVI, durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.

São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ORAÇÃO DE BENÇÃO PARA A SEMANA


SÃO ZACARIAS E SANTA ISABEL - PAIS DE SÃO JOÃO BATISTA


São Zacarias e Santa Isabel, tiveram na Palavra de Deus o principal testemunho de sua santidade


Hoje, 05 de novembro, a Igreja celebra os Santos Zacarias e Isabel, pais de São João Batista e parentes de Nossa Senhora e Jesus. Embora os nomes destes santos não estejam presentes no Calendário Litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de São Zacarias e Santa Isabel, pais de São João Batista.

Encontramos a sua história narrada no magnífico Evangelho de São Lucas, onde ele descreveu que "havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da classe de Ábias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel" (Lc1,6). Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada família de Nazaré.

Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Zacarais e Isabe eram um casal de idosos e infelizmente Isabel era estéril. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do povo de Deus.

O anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e lhe disse que sua mulher Isabel teria um filho que levaria o nome de João. Zacarias inicialmente se manteve incrédulo e para que pudesse crer precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo.

Conta-nos o Evangelho que Maria esteve com Isabel auxiliando-a durante sua gravidez. Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel se recolheram à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, se alegraram e se satisfizeram com a santidade da missão dada ao filho, sendo fieis a Deus até a morte.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR



Oração: Que Deus conceda aos pais de família imitar Zacaria e Isabel, levando-os a viver uma vida santa, sendo justos diante do Senhor e observando como exatidão seus mandamentos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Fonte: Portal A12

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SANTUÁRIO BASÍLICA DE SÃO SEBASTIÃO - A MAIS NOVA BASÍLICA DO RIO DE JANEIRO

Foto: Emilton Rocha

O Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos, localizado na Tijuca, foi elevado pelo Papa Francisco ao grau de basílica menor, considerado o mais alto posto que uma igreja pode alcançar. A celebração foi realizada domingo, 1º de novembro, data escolhida em virtude da memória à última missa no Morro do Castelo, que completou 94 anos de sua realização.
No dia 17 de junho deste ano, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos autorizou o decreto que concedeu o título ao santuário. Na ocasião, o presidente do Dicastério, Cardeal Robert Sarah, enviou uma carta ao arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, na qual comunicava a autorização. “A concessão deste título a esta importante Igreja, intensificando o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, quer promover a sua exemplaridade como verdadeiro centro de ação litúrgica e pastoral na diocese”, afirmava o comunicado.
Dom Orani representou o Papa Francisco e presidiu a cerimônia de elevação, que contou com a participação da banda da Guarda Municipal. Também estiveram presentes autoridades religiosas e civis, entre elas: o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Luiz Henrique da Silva Brito; o ministro provincial da Bahia e Sergipe e presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB), Frei Liomar Pereira da Silva; o vigário provincial da Província do Maranhão, frei Nilson Leandro; representantes da Ordem dos Capuchinhos e reitores de outras basílicas.
Antes da cerimônia, Cardeal Tempesta entrou pela nave da igreja aspergindo a assembleia, sendo saudado por todos, orando diante do Santíssimo. Em seguida, foi lido o decreto que elevou o santuário ao status de basílica e, após a entrada dos dois símbolos, o Tintinabulo e a Umbela Basilical. O hino oficial do Vaticano foi cantado pelo Coral São Sebastião, enquanto os sinos da igreja tocavam, já oficialmente como basílica, seguido do “Canto do Glória”.
“Com alegria nós participamos desta celebração de elevação do Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos à basílica menor nesta solenidade de Todos os Santos. Além da ligação com Roma, da autorização do Santo Padre para que ocorresse essa elevação, nós sabemos que neste ano em que a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completa seus 450 anos trazemos à tona uma ligação muito importante que sempre existiu e que hoje nós, temos o compromisso de reavivá-la nessa nossa cidade, que quando foi criada já nasceu e foi fundada justamente com a devoção a São Sebastião, sendo marcada desde o início pela ligação com a fé católica. (...) Com a nova basílica, a Igreja Católica do Rio assume uma responsabilidade maior de ajudar a cidade e os habitantes. Não podemos deixar que percam sua essência, aquilo que os tornam fraternos, que leva paz e dá a vida”, afirmou Dom Orani.
Ao final, foi assinada a ata de elevação da igreja à basílica por Cardeal Orani, frei Luiz Carlos Siqueira, Provincial da Ordem dos Capuchinhos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, frei Arles de Jesus, atual reitor do Santuário Basílica de São Sebastião, e Marcelo Calero, secretário municipal de Cultura.
O Santuário Basílica de São Sebastião é a primeira basílica de um santo mártir e homem na cidade do Rio de Janeiro. As outras quatro são: Basílica Imaculada Conceição, na Praia de Botafogo; Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel; Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca; e a Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier.
Fonte: ARQRIO