quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

É VERDADE QUE O PAPA FRANCISCO LIBEROU O USO DE ANTICONCEPCIONAIS?

@FILIPPO MONTEFORTE/AFP


Não. O Papa não disse nada do que a mídia disse que ele disse. Confira aqui a verdadeira declaração do Santo Padre.


A mídia mundial deu grande destaque, ontem, a alguns “pedaços de declarações” do papa Francisco e, além de truncá-los, deu-lhes como de costume a sua interpretação ideologicamente direcionada: a de que a Igreja estaria “liberando o uso de contraceptivos”.

O papa não disse nada disso.

Vamos aos fatos. Uma jornalista da rede espanhola Cope fez esta pergunta ao papa Francisco:
Santo Padre, já faz algumas semanas que há muita preocupação em muitos países latino-americanos, mas também na Europa, com o vírus zika. O risco maior seria para as gestantes: há angústia. Algumas autoridades propuseram o aborto, ou evitar a gravidez. Neste caso, a Igreja pode levar em consideração o conceito de “mal menor”?

O papa Francisco respondeu com clareza: NÃO.

Ele afirmou:
O aborto não é um “mal menor”. É um crime. É descartar um para salvar o outro. É aquilo que a máfia faz! É um crime. É um mal absoluto. Quanto ao “mal menor”, evitar a gravidez é. Vamos falar em termos de conflito entre o quinto e o sexto mandamentos. Paulo VI, o grande, em uma situação difícil, na África, permitiu que as religiosas usassem anticoncepcionais por causa dos atos de violência. Não confundir o mal de evitar a gravidez, que é uma coisa, com o aborto. O aborto não é um problema teológico: é um problema humano. É um problema médico. É matar uma pessoa para salvar outra – e isso no “melhor” dos casos. Ou é por comodismo, não é? Vai contra o Juramento de Hipócrates, que os médicos devem fazer. É um mal em si mesmo. E não é um “mal religioso”: é um mal humano. Além disso, evidentemente, já que é um mal humano, como todos os assassinatos ele é condenado. Agora, evitar a gravidez não é um mal absoluto: e em certos casos, como neste, como naquele que eu mencionei do beato Paulo VI, era claro. Eu exortaria os médicos a fazerem tudo para encontrar as vacinas contra esses mosquitos que causam este mal: nisto sim se tem que trabalhar. Obrigado.

Então, para que não haja dúvidas, a Igreja continua afirmando que:

1 - Evitar a gravidez artificialmente é um mal moral. Por quê? Para entender este conceito (que é certamente difícil para uma cultura que foi induzida a se obcecar pelo prazer fugaz e inconsequente), é necessário ter uma visão de conjunto sobre a sexualidade humana – à qual, naturalmente, a gravidez é vinculada. Vamos lá: o ato sexual humano atinge a plenitude do seu significado como expressão física do amor de doação entre um homem e uma mulher que se amam verdadeiramente, que se entregam reciprocamente de alma e corpo, dentro de uma relação consciente, livre e madura, selada pelo compromisso pessoal do matrimônio indissolúvel, sacramentado por Deus. Fora do contexto conjugal, o ato sexual é incompleto e moralmente deficiente, pois vai contra a sua própria plenitude e perfeição. Dentro da sexualidade plena, que é indissociável do amor conjugal, a abertura à vida é um requisito naturalmente óbvio. Privar o ato sexual da sua dimensão geradora de vida dentro do amor conjugal é reduzi-lo moralmente, tornando-o deficiente. É por isso que todo ato artificial de evitar a gravidez é um “mal moral”: porque limita a plenitude da sexualidade como dimensão inseparável do amor conjugal irrestrito e aberto ao dom da vida.

2 - Já evitar a gravidez com métodos naturais – ou seja, não artificiais – é moralmente lícito. Entendida a visão harmônica e unitária da sexualidade em sua plenitude, pode-se também entender que é justo (e até moralmente obrigatório) que os cônjuges tomem todas as precauções lícitas e boas para garantir o máximo bem do filho – e isto implica, em casos específicos como o do atual surto do zika vírus, adiar os planos de gravidez. Logo, agir responsavelmente para evitar a gravidez é moralmente bom e recomendado, desde que os meios escolhidos sejam respeitosos da natureza do ato sexual: é o caso, por exemplo, do método Billings ou, evidentemente, da abstenção. Recorrer a meios artificiais, como visto acima, entra em conflito moral com a plenitude da sexualidade: é por isso que, moralmente, os meios artificiais para impedir a gravidez não são aceitáveis.

3 - Excepcionalmente, o recurso a métodos artificiais, desde que claramente não abortivos, pode ser tolerado como “mal menor”. Mas somente em casos muito pontuais, como diante de um risco grave e real como o do zika vírus, que, até o momento, é apontado como causa provável de microcefalia. É neste contexto de excepcionalidade que se encaixam as palavras do papa Francisco – portanto, não se trata, em absoluto, de uma “liberação” da pílula, do preservativo ou de quaisquer outros métodos artificiais de impedimento da gestação, como parte da mídia deu a entender, levianamente.

4 - Evitar uma futura gravidez, em qualquer caso, é completamente diferente de “eliminar” uma gravidez já existente – porque “gravidez já existente” significa “bebê já existente”. O aborto voluntário é e continuará sendo sempre o assassinato de um ser humano em suas primeiras fases de desenvolvimento, o extermínio de uma pessoa humana indefesa, e isto jamais poderá ser entendido como “um mal menor” seja qual for o contexto. O aborto voluntário é sempre um “mal absoluto”. Quando a gravidez já é um fato, por mais que não tenha sido planejada e por mais que a gestante não deseje o filho, ela dispõe de uma gama suficiente de alternativas moralmente lícitas, que passam bem longe da opção de assassinar o bebê. Um esclarecimento adicional: é muito diferente a situação em que a gestante precisa passar por delicados e inevitáveis procedimentos médicos em que, como consequência não procurada nem provocada, o bebê em gestação acaba falecendo.

O polêmico caso das freiras

No caso das freiras a quem Paulo VI autorizou tomar contraceptivos, o contexto é extremo: na iminência de serem estupradas, elas receberam permissão pontifícia para tomar pílulas anticoncepcionais como meio de exceção. O risco era não apenas possível, mas real e iminente, e de consequências gravíssimas. Como o estupro foge à sexualidade unitiva e procriativa, é evidente que ninguém tem a obrigação de achar-se no risco iminente de sofrê-lo e não poder tomar precauções excepcionais, que – neste caso sim – são um “mal menor”. E a palavra “excepcional” aqui é chave: o recurso aos anticoncepcionais como medida de precaução não pode se tornar uma regra – por isso mesmo é que foi necessária a aprovação direta do próprio papa naquele contexto extremo. Importante: Paulo VI também deixou bem claro que, se alguma daquelas freiras fosse violentada e engravidasse, deveria deixar a vida religiosa, ter o filho e assumir a maternidade. Aborto? Absolutamente não: entre as muitas alternativas moralmente aceitáveis, jamais está o assassinato do bebê inocente.

Quanto ao resto, é manipulação ideológica das palavras do papa Francisco.

Fonte: Aleteia

Toda vez que surgir uma notícia sobre a Igreja Católica, sobre o Vaticano ou o nosso querido Papa Francisco, principalmente com relação a assuntos polêmicos, procure os meios oficiais da Igreja para saber a verdade. A Igreja Católica tem diversas agências de notícias sérias, que transmitem os fatos realmente como eles ocorrem. 
Não se baseiem em informações de jornais, revistas ou TV's da mídia secular, que são tendenciosas ao extremo, tentando deturpar os fatos ao seu bel prazer e interesse.

Acesse o link a seguir e saiba quais são as principais Agências de Notícias Católicas:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA ALERTA PARA OS DESAFIOS DO SANEAMENTO BÁSICO


Realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), a Campanha da Fraternidade  Ecumênica 2016 terá como tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24), com foco no saneamento básico, desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.
“Em sintonia com o Conselho Mundial das Igrejas e com o papa Francisco, sobretudo depois que ele lançou a encíclica Laudato Si’, a Campanha da Fraternidade chama a atenção sobre o atual modelo de desenvolvimento que está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, sobretudo dos mais pobres”, explica o bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, dom Francisco Biasin. Ele destaca que o atual modelo econômico, baseado no lucro, deve mudar, pois não favorece a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável para a humanidade.
De acordo com dados divulgados pelo Conic, mesmo entre as maiores economias do mundo, o Brasil possui mais de 100 milhões de pessoas sem saneamento básico. O Estado brasileiro tem deficiência na prestação de serviços relacionados ao tratamento da água e do esgoto e à coleta de lixo. “O objetivo, portanto, da Campanha da Fraternidade Ecumênica é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, sobretudo os últimos e os pequenos, a partir da nossa fé, para favorecer políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro da casa comum que é a natureza, a terra onde nós vivemos”, acrescenta dom Biasin.

Abertura

Hoje, Quarta-feira de Cinzas, 10 de fevereiro, a CNBB e o Conic abrirão, oficialmente, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016. A cerimônia iniciará às 10h30, na sede da CNBB, em Brasília, e será transmitida ao vivo por emissoras católicas de rádio e televisão. 
A cerimônia será presidida pelo bispo da Igreja Anglicana do Brasil e presidente do Conic, dom Flávio Irala. Estarão presentes diversas autoridades religiosas e civis, entre elas o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha; o ministro das Cidades, Gilberto Kassab; o diretor geral da Misereor, Monsenhor Pirmim Spiegel.

Parceria

O Conic é constituído pelas Igrejas Apostólica Romana (ICAR), Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Presbiteriana Unida (IPU) e a Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA). 
Compõem a Comissão da CFE2016 o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), a Visão Mundial e Aliança de Batistas do Brasil.
A Campanha também tem o apoio da Misereor, entidade episcopal da Igreja Católica na Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento de países da Ásia, da África e na América Latina. 

Campanhas Ecumênicas

A primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica foi realizada em 2000, com o tema “Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio sem exclusões”. A segunda, em 2005, abordou “Solidariedade e Paz” e “Felizes os que promovem a paz”. A Campanha de 2010 tratou da “Economia e Vida”, a partir do lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. 
Fonte: CNBB

Os oito Objetivos Específicos da CF 2016 mostram a preocupação com o saneamento básico no Brasil:

a) Unir Igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico; 
b) Estimular o conhecimento da realidade local em relação aos serviços de saneamento básico; 
c) Incentivar o consumo responsável dos dons da natureza, principalmente da água; 
d) Apoiar e incentivar os municípios para que elaborem e executem o seu Plano de Saneamento Básico; 
e) Acompanhar a elaboração e a excussão dos Planos Municipais de Saneamento Básico; 
f) Desenvolver a consciência de que políticas públicas na área de saneamento básico apenas tornar-se-ão realidade pelo trabalho e esforço conjunto; 
g) Denunciar a privatização dos serviços de saneamento básico, pois eles devem ser política pública como obrigação do Estado; 
h) Desenvolver a compreensão da relação entre ecumenismo, fidelidade à proposta cristã e envolvimento com as necessidades humanas básicas.
De fato, as noventa páginas do texto-Base da CF 2016 são realmente uma enciclopédia sobre saneamento básico.
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

POR QUE O PAPA FRANCISCO É IMPORTANTE, ESPECIALMENTE NO MUNDO DE HOJE ?


"Hoje, não há nenhum outro líder religioso, político ou de entretenimento que possa reunir algo próximo do tipo de resposta que este papa inspira, fato que deixa algumas pessoas coçando a cabeça e se perguntando: Por quê? Por que o papa importa tanto?", questiona Paul Brandeis Raushenbush, pastor batista norte-americano e editor-executivo da editoria de religião e espiritualidade do jornal The Huffington Post, em artigo publicado pelo jornal The Huffington Post, 20-08-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
Eis o artigo.
Estima-se que 1,5 milhões de pessoas se juntaram ao Papa Francisco no dia 27 de setembro de 2015 para celebrar uma missa durante o Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia, EUA. Este encontro maciço, além de participação do pontífice no Festival das Famílias no dia anterior – que contou com aproximadamente 750 mil pessoas –, levou à cunhagem do termo “Popeapocalypse” [papa-apocalipse].
Universidades foram fechadas, peregrinos cravaram estacas em terremos no jardim zoológico de Filadélfia para garantir um lugar de dormir, o sistema de transporte público fez uma espécie de loteria para a entrega de bilhetes de trem e as mulheres à espera para dar à luz na região buscaram se deslocar para outras cidades – tudo em antecipação à visita do Papa Francisco àquela cidade americana.
Hoje, não há nenhum outro líder religioso, político ou de entretenimento que possa reunir algo próximo do tipo de resposta que este papa inspira, fato que deixa algumas pessoas coçando a cabeça e se perguntando: Por quê? Por que o papa importa tanto?
Ele é um líder político transnacional
Como chefe da Igreja Católica de Roma, o papa ocupa uma posição que nenhum outro líder religioso pode igualar. A maioria das grandes religiões não tem uma estrutura hierárquica que reconheça claramente um líder que encarna a tradição como faz o papa para o catolicismo. O papa é o chefe de uma organização coesa, transnacional que vem existindo há aproximadamente dois mil anos. A Igreja tem uma cadeia de comando que vai do Vaticano até a paróquia local, sistema capaz de transmitir informações, ideologia e bens materiais em todo o mundo.
Compare isso com outras religiões que estão, em sua maioria, fragmentadas entre muitas e diferentes seitas e que contam com inúmeros líderes. E mesmo entre aquelas que não possuem hierarquias existentes, tal como a Comunhão Anglicana, os números não se comparam com os cerca de 1,2 bilhão de católicos romanos.
influência da Igreja Católica aumenta por causa do status do Vaticano como uma cidade-Estado independente que mantém relações diplomáticas com países de todo o mundo. Como líder do Vaticano, quando o papa visita um país ele o faz apenas na qualidade de líder religioso, mas também como de chefe de Estado. Isso diferencia o papa da maioria dos demais líderes – religiosos ou políticos –, à parte de cargos mais cerimoniais, como aquele mantido pela Rainha da Inglaterra, que simultaneamente é chefe titular da Igreja Anglicana e da Commonwealth, porém exercendo pouca influência em ambas. O papa, por outro lado, é a autoridade nítida por trás de ambos os títulos e tem condições plenas de exercer a influência que vem com ela.
Igreja Católica não é apenas transnacional; em muitas partes do mundo ela é um agente influente na política interna e na vida civil. Essas Igrejas locais são conduzidas por bispos, arcebispos e cardeais, todos os quais são nomeados pelo papa. Isto significa que o tipo de prioridade e interesse da Igreja Católica local é muito influenciado pelo tipo de pessoa colocada nos postos mais altos pelo papa.
Ele tem influência religiosa internacional
Além do poder político e diplomático, o poder de inspiração do papa é ainda mais impressionante. Para uma grande parcela da humanidade, a Igreja Católica tem sido, há milênios, o seu caminho para o Divino e tem fornecido respostas para as perguntas sobre como viver uma vida moral e significativa.
Como chefe da Igreja Católica de Roma, a autoridade do papa remonta a São Pedro, um dos discípulos de Jesus considerado pela Igreja Católica como o primeiro papa. Os pronunciamentos papais possuem peso, e o papa tem grande influência sobre a forma como os católicos compreendem o que é sagrado – por exemplo, ele desempenha o papel central no processo de declarar que alguém é santo e de tornar santuários certos lugares. O papa também é amais alta representação da Igreja Católica para outras tradições de fé, seja para outras religiões, seja para outras denominações cristãs ou o mundo secular.
Não apenas os pronunciamentos e as atividades papais são transmitidos por canais midiáticos católicos; eles também são o assunto de interesse da mídia secular e contam com uma cobertura atenta. Quando o papa fala sobre oEvangelho cristão, como faz às quartas-feiras e aos domingos na Praça de São Pedro, através de encíclicas e em ambientes menos formais, ele frequentemente relaciona a mensagem religiosa e espiritual não só com a moralidade pessoal e a salvação, mas também com questões societais e da vida política. Isso normalmente envolve se posicionar em debates polêmicos em países ao redor do mundo e dentro de eventos mundiais mais amplos.
Dado o imenso poder do cargo, está claro que qualquer papa terá importância. No entanto, quando ele é ocupado por uma figura tão cativante como o Papa Francisco, o papa importa e muito.
Desde o momento em que o papa recém-eleito se pôs diante da multidão na Praça de São Pedro e que o seu nome escolhido – Francisco – foi anunciado, o espírito da possibilidade começou a soprar através da Igreja Católica de Roma.
O papado particular do Papa Francisco
Francisco já se tornou uma das figuras mais notáveis do século XXI. Desde o início, quando preteriu o Palácio Apostólico a uma casa simples de hóspedes, trocou o papamóvel da Mercedes por um Hyundai e declarou o quanto ansiava por uma Igreja pobre e para os pobres, Francisco tem sido motivo de manchetes por suas palavras e seus atos – para alguns – surpreendentes.
Em seu primeiro ano, o novo papa observou a Quinta-feira Santa lavando os pés de jovens encarcerados, incluindo mulheres e muçulmanos, disse que os ateus poderiam ser redimidos, opinou que a Igreja vinha enfatizando demais ocasamento gay e o aborto, acusou a burocracia [da própria Igreja] de sofrer de “Alzheimer espiritual”, afirmou que os mercados financeiros mundiais estão “tiranizando os pobres” e, claro, a sua resposta agora icônica sobre os gays: “Quem sou eu para julgar?”.
Ele passou a usar sua plataforma para especialmente destacar a situação dos imigrantes, os sem-teto, os pobres, a paz no Oriente Médio, a perseguição dos cristãos e, mais recentemente, assumiu a questão moral do meio ambiente em sua encíclica Laudato Si’.
O papa dá conteúdo para boas manchetes, e suas prioridades reverberam dentro da política mundial e no seio das sociedades em todo o mundo.
Papa Francisco foi creditado como tendo ajudado na intermediação da aproximação entre os EUA e Cuba, país que ele estará visitando antes de sua chegada aos Estados Unidos. Estas ações do papa ecoam as de João Paulo II, líder influente na derrubada da Cortina de Ferro com a visita ao seu país natal, a Polônia, em 1979, onde dois milhões de pessoas saudaram o primeiro papa a visitar o país comunista.
Nos Estados Unidos, a frase “Quem sou eu para julgar?” foi citada por um senador católico de Illinois que deu o voto decisivo a favor do casamento gay em 2013, antes de a Suprema Corte fazer dele um direito em todo o país. Por outro lado, o candidato republicano à presidência Jeb Bush se viu obrigado a refutar a declaração de Francisco sobre o meio ambiente e a economia. “Eu não baseio minha política econômica nos bispos, nos cardeais, nem no papa”, disse o candidato.
Francisco será o primeiro papa a discursar ao Congresso dos Estados Unidos, com certeza apresentando desafios aos líderes políticos, conservadores e progressistas. Parece provável que a visita do papa e suas palavras serão retomadas nas primárias presidenciais e nas eleições gerais. Não é fácil apontar uma outra figura que tem sido tão direto sobre questões tais como o ambiente, a economia e a imigração quanto o Papa Francisco.
Ele ajudou a reformar a Igreja Católica
Dentro do Vaticano, Francisco vem sendo ativo na tentativa de reformar e “limpar” a Cúria e o Banco do Vaticano, instituição que ajuda a financiar a obra da Igreja. A eficácia que ele mostrou neste sentido, bem como no trabalho mais urgente de reparar o dano nas vidas dos que sofreram abuso sexual clerical, vem sendo vigiada de perto. Enquanto muitos estão preocupados com o ritmo lento das reformas, parece que, sob Francisco, a Igreja está estabelecendo as estruturas necessárias e começando a se mover na direção certa, com maior destaque dentro do Banco do Vaticano.
Como mencionado acima, o papa tem praticamente um poder absoluto sobre a hierarquia da Igreja. Entre as suas responsabilidades está a de nomear novos cardeais que acabarão por votar na escolha do próximo papa, assim como a de nomear e substituir bispos e arcebispos que proporcionam espaços de liderança a católicos nos países ao redor do mundo. Francisco fez uso desse poder para aumentar a presença e o poder do sul global via nomeação de cardeais advindos de algumas das regiões mais pobres do mundo. Ele também embaralhou os papéis dos principais clérigos católicos nos Estados Unidos e elevou algumas das figuras mais moderadas entre a liderança católica, bem como removeu rapidamente Dom Tebartz-van Elst (o “Bispo do Bling” ou da ostentação) na Alemanha por despesas excessivamente extravagantes.
Uma das transformações mais notáveis sob o comando do Papa Francisco ocorreu no ambiente das mídias sociais. O antecessor de Francisco chegou ao Twitter com o lamentável identificador “@Pope2YouVatican”, o qual Jon Stewartzombou durante um show ao vivo. [1] Ninguém está tirando sarro agora. Com o Papa Francisco, a conta papal noTwitter anda em alta velocidade com o @Pontifex tuitando em várias línguas (incluindo o latim!) e Francisco foi considerado o líder mais influente nestes últimos dois anos no Twitter.
No entanto, é a presença off-line do papa que mostra, realmente, o quanto ele de fato importa.
Em encontros cara a cara, ou diante de três milhões de pessoas no Rio, o espírito humilde, caloroso e pastoral deFrancisco tem ressoado entre os católicos e não católicos. Num mundo como este, onde as pessoas religiosas e as não religiosas estão igualmente sedentas de um sentido de conexão, de um desejo articulação das desigualdades e de inspiração para trabalhar por um mundo mais compassivo, justo e pacífico, palavras e os atos do papa importam.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

AS DEVOÇÕES DA IGREJA PARA CADA MÊS DO ANO


A Igreja procura santificar o ano todo celebrando a cada dia os Santos do dia, ou as festa e solenidades especiais. Mas também a cada mês do ano a Igreja dedica uma devoção particular. A escolha dessa devoção mensal é feita com base em algum acontecimento histórico ou alguma celebração litúrgica especial.
Essas devoções surgiram espontaneamente ao longo da vida da Igreja, e nem sempre é possível se determinar exatamente a data e o local de sua origem. E isto pode mudar de um país para o outro, dentro da unidade da Igreja respeitando a saudável diversidade; especialmente as diferenças culturais do Ocidente e do Oriente católicos. No livro “Orações de todos os tempos da Igreja” (Ed. Cléofas, 1998) você encontra orações para todas essas devoções.
Conheça algumas delas:
Em JANEIRO a devoção é dedicada ao SANTÍSSIMO NOME DE JESUS, porque oito dias após o Natal, São José o circuncidou dando-lhe o sagrado nome. A Igreja celebra oito dias após o Natal, em 2 janeiro, de acordo com o “Diretório da Liturgia” da CNBB, a festa do Santíssimo Nome de Jesus. O anjo disse a Maria: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 30-31). Por causa das festas em Janeiro que pertencem a infância de Cristo, Janeiro também se tornou o mês dedicado a Santa Infância de Jesus.
FEVEREIRO é o mês da SAGRADA FAMÍLIA porque após as celebrações do Natal, a Igreja a venera. Foi na Sagrada Família que Jesus viveu toda a a sua vida antes de começar a sua vida pública para a salvação a humanidade. Ali ele aprendeu as coisas santas, trabalhou com mãos humanas, obedeceu a Seus pais e se preparou para a grande missão. Olhando para a Sagrada Família a Igreja deseja que os casais e filhos aprendam a viver segundo a vontade de Deus. “O mundo seria bem melhor se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e os pais fossem José”. Embora o começo da Quaresma mude de acordo com o calendário civil, uma boa parte de Fevereiro nos dá um espaço de tempo entre as celebrações do Natal e do foco maior na vida pública e no ministério de Jesus, que ocorre na Quaresma.
MARÇO é o mês da devoção a SÃO JOSÉ, porque a sua festa maior é no dia 19 de março: São José, o esposo da Virgem; o homem justo que teve a honra e a glória de se escolhido por Deus para ser o pai legal, nutrício, de Seu Filho feito homem. Coube a José dar-lhe o nome de Jesus. Neste mês a Igreja nos convida a olhar para este modelo de pai amoroso, esposo fiel e casto, trabalhador dedicado; pronto a fazer, sem demora a vontade de Deus. A Igreja lhe presta um culto de “protodulia” (primeira veneração).
Há muitas orações dedicadas a São José, a Ladainha em sua honra, o Terço de São José, etc.. Santa Teresa de Ávila disse que sempre que lhe fazia um pedido a São José, em uma de suas festas (19 de março ou 1 de maio), nunca deixou de ser atendida. Todos os seus Carmelos renovados tiveram o nome de São José.
O mês de ABRIL é dedicado a EUCARISTIA e ao DIVINO ESPÍRITO SANTO. Quase sempre o Dia da Páscoa cai em abril; e, mesmo quando cai em Março, o período pascal de 40 dias continua em abril. A Eucaristia é o centro da vida da Igreja. Ela é o Sacrifício de Cristo que se atualiza (torna-se presente) no altar, na celebração da santa Missa; e Alimento (banquete) do Cordeiro que se dá como alimento espiritual. É a maior prova de amor de Jesus para conosco. Além da Missa, Ele permanece em estado de vítima oferecida permanentemente ao Pai em nossos Sacrários, para nos socorrer em todas as necessidades e estar sempre conosco. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
MAIO é o mês da VIRGEM MARIA porque é repleto de Suas Festas: 13 de maio (Na. Sa. de Fátima), Visitação (31 de maio); e por ser ela Mãe de Deus e nossa, o mundo cristão comemora o Dia das Mães no segundo domingo de maio, rogando-lhe que defenda, proteja e auxilie todas as mães em sua difícil missão. A devoção a Virgem Maria quer destacar o papel fundamental dela de Medianeira de todas as graças, intercessora permanente do povo de Deus, modelo para as mães cristãs, pura e santa, sempre pronta e disposta a fazer a vontade de Deus. É o mês por excelência para as noivas se casarem e consagrarem seus casamentos a Ela, é o mês de rezar o Rosário e a Sua bela Ladainha lauretana.
JUNHO é o mês do SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS. Uma devoção que começou por volta do ano 1620 quando Jesus a pediu a Santa Margarida Maria Alacoque. Foi divulgada no mundo por São Claudio de La Colombiere, que era diretor espiritual da Santa. Era um tempo em que havia uma perigosa heresia chamada jansenismo, que impedia os católicos de Comungarem com frequência e incutia medo de Deus nas pessoas. A devoção ao Sagrado Coração quer mostrar um Jesus humano, misericordioso, pronto a perdoar como o Pai do filho pródigo; e que encoraja a participação na Adoração a Eucaristia e a receber a Sagrada Comunhão na primeira sexta-feira de cada mês. Conhecemos a bela Ladainha do Sagrado Coração de Jesus e inúmeras orações compostas pelos santos.
JULHO é dedicado ao PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; e a festa específica é no primeiro Domingo do mês. O Sangue de Jesus é o “preço da nossa salvação”. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o gênero humano, e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia. O Papa São João Paulo II, em sua Carta Apostólica “Angelus Domini”, frisou o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele Sangue, do qual “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.
AGOSTO é o mês dedicado às VOCAÇÕES no Brasil. Em cada semana do mês a Igreja destaca uma modalidade delas: a vocação sacerdotal, matrimonial, religiosa e os leigos. A vocação define a vida religiosa da pessoa, e é dada por Deus a cada um. Em Sua bondade e sabedoria, Deus distribui Seus dons a cada um como lhe apraz; o importante é que cada um descubra a sua vocação, e nela se realize fazendo o bem a todos. Especialmente é tempo dos jovens rezarem pedindo a Deus o discernimento para o caminho a seguir. De modo especial os leigos devem assumir a sua missão no mundo, como “sal da terra e luz do mundo”; fiéis aos ensinamentos da Igreja, levando o Evangelho a todas as realidades temporais.
SETEMBRO no Brasil é o mês da BÍBLIA, com a finalidade de que o povo católico se aproxime mais dela, a leia e medite, a conheça e aprofunde os seus conhecimentos bíblicos, promovendo cursos bíblicos, etc.. Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pd 1,20-21). A Carta aos Hebreus nos lembra de que que “a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).
OUTUBRO é o mês do SANTO ROSÁRIO e das MISSÕES. Santo Rosário porque a Europa cristã se viu livre da ameaça muçulmana que queria destruir o cristianismo, no ano 1571; mas foram vencidos pelas forças cristãs na Batalha de Lepanto, no mar da Grécia. O Papa São Pio V pediu aos exércitos cristãos que levassem a “arma do Rosário”. Como a grande e milagrosa vitória se deu no dia 7 de outubro, o Papa instituiu neste dia a Festa de Nossa Senhora do Santo Rosário. O mês das missões é um devoção para estimular ainda mais a missão evangelizadora que Cristo confiou à Igreja. Mandou que seus discípulos fossem pelo mundo todo, pregando o Evangelho e batizando a todos.

NOVEMBRO é mês dedicado às ALMAS DO PURGATÓRIO. O Dia de Finados, no dia 2 de Novembro, é dedicado às orações por todos os fiéis falecidos. O Papa Paulo VI, na “Constituição das Indulgências”, de 1967, estabeleceu indulgências parciais e plenárias pelas almas do purgatório, e determinou a semana de 1 a 8 de novembro como a semana das almas, em que podemos lucrar indulgências plenárias a elas mediante uma visita ao cemitério para rezar por elas, tendo se confessado, comungado e rezado pelo Papa (Pai Nossa, Ave Maria, Glória ao Pai). As almas, por elas mesmas não podem conseguir sua purificação; dependem de nossas orações, missas, esmolas, penitências, etc., por elas.
DEZEMBRO é o mês do ADVENTO e do NATAL. São quatro semanas de preparação para a vinda de Cristo no Natal. Arma-se a “coroa do Advento”, com uma vela acessa a cada domingo, meditando esse tempo de graça. É um tempo propício para preparação espiritual e piedosa para celebrar o Natal e também a segunda e definitiva vinda do Senhor. É o tempo do Presépio, que nos ajuda a meditar este grande mistério da Encarnação do Verbo, que “se fez pobre para nos enriquecer”, como disse São Paulo.
Prof. Felipe Aquino
Fonte: Cléofas,com.br

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

8 CURIOSIDADES SOBRE A IGREJA CATÓLICA



1. Dos 35 Doutores da Igreja, 4 são mulheres (Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Sena, Santa Teresinha de Lisieux e Santa Hildegarda de Bingen). Isto pode até não impressionar você, mas repare que, por exemplo, dos 43 presidentes dos Estados Unidos, tidos como o país que mais propaga a democracia e a igualdade no mundo, zero foram mulheres! De todos os Doutores da Igreja, a mais “recente” é uma mulher: uma freira do século XIX, época em que a maioria das faculdades nem sequer admitia mulheres. Mesmo assim, há muitos “pregadores laicos” que não se cansam de acusar a Igreja católica de “odiar as mulheres”.

2. Todas as vestes litúrgicas dos sacerdotes católicos têm um significado específico. É por isso que, para citar um exemplo, a casula, que simboliza o amor, é usada por cima da estola, que simboliza a autoridade. Afinal, “por cima de tudo, o amor” (cf. Colossenses 3,14).


3. O tempo mínimo de participação na missa que a Igreja pede a todo católico equivale a mais ou menos 0,65% da nossa vida, ou seja, se formos à missa em todas as celebrações de preceito (e apenas nelas), o nosso “tempo total de missa” ficará em torno de 57 horas por ano. Considerando que em um ano temos 8760 horas, é bem pouco o tempo que dedicamos a Deus. Bem que poderíamos dedicar ao Senhor um pouco mais do que isso, não poderíamos?

4. A teoria do Big Bang foi concebida por um padre católico. Todo mundo riu dele: “Ah, católicos bobos, sempre achando que o universo teve um começo!”. Além de sacerdote, ele era físico. O papa Francisco não disse nenhuma novidade quando afirmou, recentemente, que a Igreja católica aceita a evolução. Faz muitas décadas que a Igreja reconhece o fato evolutivo e o considera compatível com um Deus criador. O que a Igreja não reconhece é que todo o universo tenha surgido por obra do mero acaso e sem nenhuma finalidade. A declaração do papa Francisco, no entanto, foi divulgada como “grande novidade” por certa parcela da mídia.

5. Religiosos católicos também participaram de descobertas e criações como o método científico, a genética e o sistema universitário. Mesmo assim, há que teime em acusar a Igreja de odiar a ciência, a educação intelectual e o progresso técnico e tecnológico.

6. Pelo menos três papas foram hereges: Libério, Silvério e Honório I. Mas nenhum deles caiu em heresia durante o período de seu papado.

7. A primeira leitura nas missas de domingo é sempre escolhida com base na sua relação com o evangelho do dia. Já a segunda leitura não precisa ter necessariamente uma ligação direta com a primeira ou com o evangelho.

8. Se você ler 8 parágrafos do catecismo da Igreja católica por dia, vai conseguir ler e refletir sobre o catecismo inteiro antes do fim do ano. Que tal considerar esta dica como um desafio e começar hoje mesmo?

Fonte: Aleteia

domingo, 17 de janeiro de 2016

UMA LINDA E FORTE ORAÇÃO PARA REZAR DEPOIS DA COMUNHÃO


Uma das orações mais belas da Igreja, que transforma corações desde o século XIV

Como católicos, temos a bênção de compartilhar uma herança de oração rica e vibrante, acumulada literalmente ao longo de milênios. Com o tempo, muitas destas orações que em algum momento foram pilares da nossa fé, acabaram sendo tristemente descuidadas ou simplesmente não ensinadas – por conseguinte, não rezadas – tão frequentemente quanto antes.

Uma dessas orações tem sua origem no século XIV: “Alma de Cristo”. Esta oração recorda a Paixão de Jesus e é frequentemente pronunciada pelas pessoas após receberem a Sagrada Comunhão.

Houve épocas em que ela era tão conhecida, que autores como Santo Inácio de Loyola nem sequer se preocuparam em reproduzi-la, supondo que todos a sabiam de memória.

Origem da oração

O autor de “Alma de Cristo” é desconhecido, mas muitos a atribuem ao Papa João XXII. Popularmente, assumiu-se que ela havia sido escrita por Santo Inácio de Loyola, dado que aparece em seu famoso livro “Exercícios Espirituais”.

De qualquer maneira, as primeiras versões impressas da oração podem ser encontradas em livros publicados mais de 100 anos antes do nascimento de Santo Inácio.

Uma redação similar pode ser encontrada em uma inscrição na entrada do “Alcázar de Sevilla”, um palácio real da Espanha, datada entre 1350-1369.

Alma de Cristo

É fácil entender por que Santo Inácio amava a “Alma de Cristo”. Esta oração tem imagens vivas que permitem a quem ora meditar na Paixão de Jesus e sua relação com o Senhor, enquanto referir-se ao Corpo de Sangue de Cristo a converte em uma oração ideal para depois de receber a Comunhão.

O nome “Anima Christi”, como é conhecida em muitos lugares, é em latim a primeira frase da oração “Alma de Cristo”.

Renove sua fé e sua intimidade com Deus:

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que vos louve com os vossos santos,
por todos os séculos.
Amém.

Fonte: Pildorasdefe.net / Via: Aleteia