sexta-feira, 1 de julho de 2016

CATÓLICO ATÉ QUE PONTO ?



Hoje estava meditando sobre a homilia de um padre de minha paróquia a respeito do nosso comportamento como cristão católico e da forma como nos relacionarmos com Deus.

Dizia o sacerdote em sua homilia, que nós católicos, principalmente do mundo ocidental, somos "privilegiados", pois podemos, pelo menos por enquanto, expressar a nossa fé livremente, sem medo e sem nos preocuparmos em sermos perseguidos, sacrificados ou mortos por causa disso, como sofrem os cristãos católicos do mundo oriental, por exemplo, incluindo aí cristãos que vivem na Arábia Saudita, Iraque, Afeganistão, Síria, Irã e também de diversos países africanos, como Nigéria, Somália, Mali, Eritreia, além de vários países asiáticos, como Coréia do Norte, China, Paquistão e Rússia, considerando somente os países de perseguição extrema, sem contar com os de perseguição severa e moderada.

Na maioria desses países, o simples fato de um católico professar a sua fé publicamente é motivo para ser perseguido e até morto, inclusive mulheres e crianças.

Enfim, para ser um cristão católico nesses países, além de ser preciso ter  muita coragem, é necessário também ter uma fé muito grande em Deus ao ponto de não ter medo de entregar sua própria vida simplesmente por ser cristão.

Mesmo assim, cristão católicos nesses países continuam a professar sua fé, participando das missas escondidos, recebendo os sacramentos em sigilo, mas, nunca renunciando sua fé e nem mesmo deixando que tudo isso esmoreça sua fé em Deus ou os impeça de procurarem estar mais próximos de Deus; exatamente como faziam os primeiros cristãos após a morte e ressurreição e Jesus. Desde aquela época a Igreja Católica contabiliza milhares e milhares de mártires em sua história.

Hoje a situação não é tão diferente daquele tempo. Atualmente morrem em torno de 160.000 cristãos por ano, no mundo todo, simplesmente por professarem sua fé em Jesus Cristo.

Mas, o que me fez iniciar a minha meditação, foi o fato de como me comporto nos dias atuais, me comparando com esses cristãos perseguidos.

Hoje, eu posso participar livremente das missas diárias ou dominicais, receber e celebrar todos os sacramentos sem medo, posso visitar tranquilamente o Santíssimo Sacramento e adorá-lo, posso participar de procissões pelas ruas, rezar o terço em Praça pública e daí por diante.

Pra facilitar tudo isso ainda tenho sempre uma paróquia perto de minha casa, que me permite ir a pé para as missas, ou, levar pouquíssimo tempo indo de carro, ou mesmo de transporte público.

Mas exatamente aí começou o meu questionamento. Eu, embora tenha todas essas facilidades de professar minha fé e de me relacionar mais intimamente com Deus, o estou fazendo?

Participo das missas, pelo menos aos domingos?

Sou batizado? Já recebi a primeira eucaristia? Sou crismado?

Se sou casado, já recebi o sacramento do Matrimônio?

Me confesso pelo menos uma vez ao ano, ou comungo uma vez por ano, como manda a santa amada Igreja?

Participo da minha comunidade paroquial e dos eventos e celebrações extraordinárias da minha paróquia ou capela?

Rezo o terço todos os dias, ou pelo menos uma vez por semana, ou uma vez por mês?

Quantas vezes por semana visito o Senhor Jesus no Sacrário da minha paróquia ou capela?

Existem lugarejos pelo Brasil a fora, que a população fica até meses sem participar de uma missa por falta de padre. E outros lugares que as pessoas têm que andar horas a pé para poder assistir a Santa Missa no domingo.

E eu não quero participar da santa missa pelo menos no domingo pois coincide com o horário do futebol.

A Capela do Santíssimo de minha paróquia, é maravilhosa. Toda bem acabada, com bancos acolchoados, silenciosa, ou seja, um lugar perfeito para que eu possa passar pelo menos uns poucos minutos por dia, conversando com o Senhor Jesus, que está ali no sacrário, vivo e presente, pronto para me escutar.

Mas, há quanto tempo mesmo eu não o visito? Um mês, dois meses, um ano, nunca? Dou a Ele, pelo menos 5 minutos por dia do meu tempo precioso?

Eu fiquei pensando, que justificativa eu vou dar ao Senhor quando enfim partir para a vida eterna e Ele me perguntar:

- Meu filho querido, por que você nunca me procurou quando estava lá na terra? Por que você nunca foi me visitar em minha casa? Eu permiti que você nascesse e morasse num lugar onde isso não tinha dificuldade nenhuma para ser feito? Por que você só lembrava de Mim quando estava angustiado ou com algum problema para resolver? Por que meu filho?

Que resposta poderei dar ao Senhor?!

É, meus amigos e amigas, me considero um católico e digo isso pra todo mundo. Mas até que ponto isso se traduz em um comportamento condizente com essa minha afirmativa?

Acho que está na hora de acordar e dar um pouquinho do meu tempo para Aquele que deu a sua própria vida por mim!

Por: José Vicente Ucha Campos

EVANGELHO DO DIA 01 JULHO 2016


quinta-feira, 30 de junho de 2016

EXPOSIÇÃO: "QUEM É O HOMEM DO SUDÁRIO?" NA CATEDRAL METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO


EXPOSIÇÃO: QUEM É O HOMEM DO SUDÁRIO?"

Período: De 26 de maio a 26 de novembro de 2016
Funcionamento: Diariamente, incluindo finais de semana, das 8h às 17h
Local: Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro - Avenida Chile, 245

A exposição internacional “Quem é o Homem do Sudário?” retornou ao Rio de Janeiro no dia de Corpus Christi, 26 de maio, após quatro anos de caminhada pelo Brasil. Desta vez, quem recebe a mostra é a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, no Centro da Cidade. A inauguração foi realizada pelo arcebispo, Cardeal Dom Orani João Tempesta, às 18h30, logo após a missa solene.

Até novembro, cariocas e turistas poderão acompanhar a reconstituição da trajetória do Sudário de Turim, o pano que supostamente teria envolvido Jesus Cristo, por meio de réplicas de elementos datados da Antiguidade. O funcionamento da exposição é diário, das 9h às 17h.

A mostra encontra-se fixa em vários países do mundo inteiro. No Brasil, ela foi criada a partir de uma graça recebida na exposição do Santo Sudário em Jerusalém. Em sinal de agradecimento, a exposição foi reproduzida no território brasileiro, e Curitiba foi a primeira cidade que a recebeu, em 2010. Posteriormente, foi levada a Brasília, e esteve no Rio de Janeiro de 2012 a 2013. Durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio, esteve no Jardim Botânico, onde foram presenciadas muitas graças e conversões. Entre 2013 e 2016, ela foi exposta em São Paulo, Bauru, Blumenau, Florianópolis, Feira de Santana, Salvador, Maceió, Belém, Fortaleza e Belo Horizonte.

Dividida em cinco fases, a mostra contém uma réplica do Sudário de Turim, em tamanho original de 4,41m x 1,13m, assim como réplicas da tumba, dos pregos, flagelos e da coroa de espinhos. As moedas, cuja impressão se encontra sobre os olhos do Homem do Sudário, são originais da época da Palestina. Além destes elementos, o visitante poderá ver mais de 30 painéis, que incluem estudos sobre o lençol sepulcral, a desmistificação do teste do Carbono 14 e o percurso histórico. Uma escultura em bronze, em tamanho real, feita por Luigi Enzo Mattei, também vai poder ser observada.

O Santo Sudário é o objeto mais estudado de toda a humanidade e foram selecionados os melhores profissionais para analisá-lo nas áreas da palinologia, patologia forense, botânica, física, química, numismática, iconografia e tecnologia têxtil, entre outras. Para comprovar a autenticidade do tecido que envolveu o Homem do Sudário, vídeos apresentam para o público as diversas pesquisas científicas realizadas, incluindo os estudos do botânico israelense Avinoam Danin sobre as imagens florais e do patologista forense Max Frei sobre os pólens.

Para o organizador da exposição, Padre Alexandre Paciolli, os visitantes, além de ter a experiência de conhecer a história do Santo Sudário, podem aprofundar a fé. “Eles podem encontrar todos os estudos científicos, aprovados pelas grandes universidades do mundo, Sobre o Santo Sudário de Turim. Podem encontrar também uma estátua em bronze feita por um dos escultores da Porta Santa, que está na Basílica de São Pedro, e outras peças que vão levando as pessoas a descobrir quem é o Homem do Sudário, quem é aquele que foi colocado sobre o Sudário que está guardado em Turim”, disse Padre Alexandre Paciolli.

A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro fica na Avenida Chile, 245, no Centro do Rio.

Treinamento para guias voluntários

Quem quiser ter a oportunidade de trabalhar como guia voluntário da exposição internacional “Quem é o Homem do Sudário?” pode enviar um e-mail com o assunto “Treinamento Guia Sudário” para Vera Tostes exposudario@olharmisericordioso.com.br







EVANGELHO DO DIA 30 JUNHO 2016


sábado, 25 de junho de 2016

PAPA NA ARMÊNIA - CATÓLICOS E APOSTÓLICOS JUNTOS NA PRAÇA DE YEREVAN

Yerevan (RV) - Ecumenismo, oração e paz marcaram o encontro, na tarde deste sábado (25/06), na Praça da República situada no centro de Yerevan.
Um tempo conhecida como Praça Lenin, reminiscência do período soviético na Armênia, o local reuniu fiéis apostólicos e católicos em torno do Papa Francisco e do Catholicos de todos os Armênios, Karekin II.

A praça é circundada por cinco complexos de edifícios: a Galeria Nacional e o Museu de História da Armênia, o Ministério das Relações Exteriores da Armênia, o Hotel Marriott, o Ministério do Transporte e das Comunicações, Correios e a Sede do Governo. 

Esse amplo espaço projetado pelo arquiteto Alexander Tamanian como parte do plano urbanístico de 1924 determinou as características gerais dos edifícios construídos naquela época. O desenho oval central situado no chão da praça teve início em 1930, e foi concluído em 1970. 

Durante o período soviético esta que era, como hoje, a praça principal de Yerevan, era dedicada a Vladimir Lenin, como na maior parte das capitais das repúblicas soviéticas daquele tempo. Uma estátua do revolucionário comunista russo, removida depois da queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, foi erguida no centro da praça.



Desde então, a Praça da República de Yerevan sofreu várias modificações: foram ampliados os passeios, trocado o piso central e no lugar da estátua de Lenin foi colocado um telão por sua vez substituído, em 2006,  por uma obra de arte. Hoje, a praça é o local de encontro dos cidadãos de Yerevan para todas as ocasiões e festas nacionais. 

Nas noites de verão, o público pode admirar os jogos de luzes e aquáticos feitos nas fontes de água situadas na praça. 

O Exarca Armênio Católico da América do Sul, Dom Vartan Waldir Boghossian, nos fala sobre diálogo entre A Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica Armênia. 


De Yerevan para a Rádio Vaticano, Mariangela Jaguraba
Fonte: Rádio Vaticano