terça-feira, 18 de julho de 2017

NOSSA SENHORA AUXLILIADORA


Hoje, 24 de maio, a Igreja celebra Nossa Senhora Auxiliadora. Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês seqüestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana porque ele viveu numa época de luta entre o poder civil e o eclesiástico. A fundação de sua família religiosa, que difunde pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora, deu-se sob o ministério do Conde Cavour, no auge dos ódios políticos e religiosos que culminaram na queda de Roma e destruição do poder temporal da Igreja. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades.

No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto marcam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos.

A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pequeno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi “Ela (Maria) quem tudo fez”, quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão.

Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a “Virgem de Dom Bosco”.

Escreveu Dom Bosco: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso”.


Oração a Nossa Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.
Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei, guardai como filhos vossos as pessoas que vivem nesta casa.
Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.
Amém.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

EVANGELHO DO DIA 17 JULHO 2017


IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


Hoje, 04 de junho, a Igreja celebra o Imaculado Coração de Maria. Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Este relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, uni-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus.

Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, no ano de 1917, de tal forma espalhou a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.

Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação!

O QUE É A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA ?


A Igreja celebra solenemente, no dia 8 e dezembro, o fato de a Virgem Maria ter sido concebida sem pecado original

A definição do dogma da Imaculada Conceição constituiu um longo caminho de discernimento, no qual o “sensus fidelium” teve um papel muito importante. É uma festa de esperança, de alegria pelo imenso poder da redenção trazida por Cristo, que pôde inclusive preservar sua Mãe do domínio do pecado.

A Imaculada Conceição de Maria constitui, para os cristãos, uma boa notícia de esperança na libertação do pecado, trazida pela redenção de Cristo na cruz. Ao longo dos séculos, apesar das dificuldades na definição do dogma, o povo cristão acreditou e defendeu intensamente esta verdade.

Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX (Giovanni Maria Mastai Ferretti, 1792-1878) proclamou, com a bula “Ineffabilis Deus”, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, isto é, que Nossa Senhora foi preservada por Deus, desde o instante da sua concepção, pelos méritos da redenção de Cristo, do pecado original que todos os homens têm pela transgressão de Adão, para preparar a mais perfeita Mãe para o seu Filho.

“O mistério da Imaculada Conceição é fonte de luz interior, de esperança e de consolo”, afirmou Bento XVI durante a oração do Ângelus no dia da Imaculada, em 2010.

Sobre a pureza de Maria, Bento XVI disse, em 8 de dezembro de 2009, que “Maria Imaculada ajuda-nos a redescobrir e defender a profundidade das pessoas, porque nela existe a transparência perfeita da alma no corpo. É a pureza em pessoa, no sentido que nela espírito, alma e corpo são plenamente coerentes entre si e com a vontade de Deus”.

O Papa incentiva a dirigir-se à Imaculada com a alegria de ser seus filhos: “Cada vez que experimentamos a nossa fragilidade e a sugestão do mal, podemos dirigir-nos a Ela, e o nosso coração recebe luz e conforto”.

No caso da Imaculada Conceição, o sentir do povo fiel esteve à frente da formulação do dogma, já desde os primeiros séculos. Na Idade Média, a controvérsia chegou a extremos épicos. Por exemplo, a defesa da festa levou os monges ingleses, no século XI, a resistirem aos normandos invasores, enquanto, nas universidades do continente, professores e alunos se juramentavam com pactos de sangue em defesa da Imaculada. São numerosas as lendas medievais de aparições e visões angélicas, neste sentido.

Na Espanha, sabe-se que, já desde a época dos visigodos e sobretudo durante a Reconquista, os reis se postulavam como defensores da “puríssima concepção de Maria”. O primeiro voto à Imaculada Conceição foi feito em 1466, em Villalpando (Zamora). Os territórios da Coroa espanhola a festejavam como padroeira desde 1644 e os sacerdotes espanhóis têm, desde 1864, o privilégio pontifício de celebrar esse dia com casula azul, como reconhecimento do papel da Espanha na defesa do dogma.

Existe um grande patrimônio artístico e cultura sobre a Imaculada, especialmente nos países hispanos, no sul da Itália e nos Estados Unidos, que mostram quão profundamente repercute na vida cristã a preservação de Maria do pecado original desde a sua concepção.

O dogma da Imaculada, definido em 1854, foi recebido com grandes festejos e, poucas décadas depois, adquiriu o caráter de solenidade com vigília, como as grandes festas do calendário cristão. A Imaculada foi declarada padroeira dos Estados Unidos em 1847, pelo episcopado católico desse país. Celebra-se também, com grande solenidade e devoção, com grandes festas e procissões, na Argentina, Panamá, Colômbia, Peru, Equador, Chile, Guatemala, México, Nicarágua e Brasil.

Muitos santos falaram com ternura da Imaculada. Um deles foi, por exemplo, São Maximiliano Kolbe, quem afirmou que “o Espírito Santo mora nela, vive nela e isso desde o primeiro instante da sua existência, sempre e para a eternidade”. É tradicional que, no dia 8 de dezembro, o papa reinante se dirija à Praça da Espanha, de Roma, para homenagear a imagem da Virgem Imaculada.

Ao ter sido preservada imune de toda mancha de pecado original, a Puríssima Conceição permanece diante de Deus, e também diante da humanidade inteira, como o sinal imutável e inviolável da escolha por parte de Deus. Esta escolha é mais forte que toda a força do mal e do pecado que marcou a história do homem, uma história em que Maria aparece então como “sinal de esperança segura”.

Por outro lado, em Maria resplandece a santidade da Igreja que Deus quer para todos os seus filhos. Nela, a Igreja já chegou à perfeição e, por isso, recorre a Ela como “modelo perene” (em palavras da carta encíclica “Redemptoris Mater”), em quem já se realiza a esperança escatológica da vida futura.

Além disso, Maria permaneceu fiel à sua natureza imaculada e se tornou, para todo ser humano, um modelo de qualquer virtude representada em grau sumo, destacou o ministro geral dos Frades Menores, José Rodríguez Carballo, acrescentando que “Maria é uma mulher da mesma massa que nós, que realiza absolutamente o ideal de pureza, beleza e santidade”.

Com a definição papal do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, culminou um longo caminho de discernimento teológico e doutrinal da Igreja, que durou vários séculos.

A decisão de Pio IX foi o cume de uma longa tradição de devoção por Maria Imaculada. Desde os primeiros séculos do cristianismo, sobretudo no Oriente, a Igreja celebrou a pureza de Maria. Os Padres da Igreja a definiam como a “Panaghia”, isto é, a toda santa, santificada pelo Espírito Santo, “lírio puríssimo”, “imaculada”.

No Ocidente, a tradição eclesial manteve sempre a doutrina da Imaculada Conceição, mas a evolução do dogma se vinculou ao discernimento teológico sobre a questão do pecado original. As dificuldades se apresentavam em dois sentidos: em primeiro lugar, se Maria era uma exceção, não teria precisado ser redimida, e com isso a Redenção não poderia ser considerada universal, contradizendo São Paulo. O segundo problema se dava pelo momento em que Maria havia ficado isenta do pecado, se antes ou imediatamente depois da sua concepção, pois não existia consenso sobre a maneira como se transmitia o pecado original.

A verdadeira controvérsia começou na Europa no século XII, com o surgimento das universidades e da escolástica. O teólogo Anselmo de Cantuária elaborou então o conceito da pré-redenção, sustentando que a Redenção havia sido aplicada a Maria antes do seu nascimento. O franciscano João Duns (1265-1308), chamado Scoto por ser originário da Escócia, foi o autor da máxima “Potuit, decuit, fecit” (Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez): portanto, a Imaculada Conceição não era uma exceção à Redenção de Cristo, e sim sua mais perfeita e eficaz ação salvífica.

A controvérsia, contudo, prosseguiu e, em 1439, a disputa oi levada ao Concílio de Basileia. Após dois anos de discussões, os bispos declararam a Imaculada Conceição como uma doutrina piedosa em conformidade com o culto católico, a fé católica, o direito racional e a Sagrada Escritura, estabelecendo que, a partir desse momento, não se permitiria pregar ou declarar algo oposto. No entanto, ao não se tratar de um concílio ecumênico, não se pôde pronunciar com a máxima autoridade.

Em 1476, com o Papa Sisto IV, a festa da Concepção de Maria foi introduzida no calendário romano.

Desde o século XVI, as grandes universidades se tornaram baluartes de defesa do dogma. Quem não jurasse fazer o que estivesse ao seu alcance para defender a Imaculada Conceição, não podia ser admitido como membro em muitas universidades, como as de Bolonha, Nápoles, Paris, Colônia, Viena, Coimbra, Lovaina, Salamanca, Sevilha, Valência e, antes da Reforma, Oxford e Cambridge. Também houve ordens religiosas dedicadas à sua defesa, como os Frades Menores, que, em 1621, escolheram-na como padroeira, comprometendo-se a difundir a doutrina em público em em privado.

Em 8 de dezembro de 1661, o Papa Alexandre VII promulgou a constituição “Sollicitudo omnium Ecclesiarum”, declarando que a imunidade de Maria com relação ao pecado original desde o primeiro momento da criação da sua alma e da sua infusão no corpo eram objeto de fé. Isso também foi recolhido nos catecismos de Pedro Canísio (século XVI), Roberto Belarmino (século XVII) e Jacques-Bénigne Bossuet (século XVIII).

Em 1830, Catarina Labouré (1806-1876) recebeu uma aparição de Nossa Senhora, quem lhe confiou a tarefa de difundir no mundo inteiro a “medalha milagrosa”, com a imagem de Maria e com a inspiração “Concebida sem pecado”. A devoção que suscitou foi tão grande entre os fiéis, que muitos bispos pediram ao Papa Gregório XVI a definição do dogma da Imaculada Conceição.

As petições continuaram com seu sucessor, Pio IX, que instituiu uma congregação especial de cardeais e membros do clero secular e regular para examinar cuidadosamente tudo que fosse relativo à Imaculada. O Pontífice enviou a todos os bispos católicos a encíclica “Ubi primum”, de 1849, para que comunicassem que devoção animava seus diocesanos com relação à Imaculada Conceição de Maria, e sobretudo o que os próprios bispos opinavam a respeito disso.

Na “Ineffabilis Deus” (art. 17), Pio IX confessou o “consolo” que sentiu ao receber as respostas dos bispos, as quais, “com uma incrível complacência, alegria e fervor, (…) não somente reafirmaram a piedade” com relação à Imaculada Conceição, mas “também todos a uma só voz” (546 dos 603 bispos que haviam respondido) “ardentemente” pediram a definição do dogma com uma “suprema e autoritativa sentença”. Ao mesmo tempo, também os membros da congregação especial haviam “pedido com insistência” tal definição ao Papa, assim como um consistório.

Por isso, afirmou e definiu “que a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda mancha da culpa original no primeiro instante da sua conceição por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano, está revelada por Deus e deve ser, portanto, firme e constantemente acreditada por todos os fiéis” (art. 18).

Quatro anos depois da proclamação do dogma, em 1858, a Virgem apareceu em Lourdes (França) à jovem Bernadette Soubirous, dizendo “Eu sou a Imaculada Conceição” – significativa confirmação da proclamação de Pio IX.

O Catecismo da Igreja Católica recorda, no número 488, que “Deus enviou o seu Filho. Mas, para lhe formar um corpo, quis a livre cooperação duma criatura”; e que, para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão" (n. 490). “Desde o primeiro instante da sua conceição, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida” (n. 508).

A Oração do Papa Francisco à
Imaculada Conceição

Elevemos nossas preces à Imaculada, Santa Mãe de Deus e nossa Mãe!
Virgem Santa e Imaculada,
que sois a honra do nosso povo
e a guardiã solícita da nossa cidade,
a Vós nos dirigimos com amorosa confidência.

Toda sois Formosa, ó Maria!
Em Vós não há pecado.

Suscitai em todos nós um renovado desejo de santidade:
na nossa palavra, refulja o esplendor da verdade,
nas nossas obras, ressoe o cântico da caridade,

no nosso corpo e no nosso coração, habitem pureza e castidade,
na nossa vida, se torne presente toda a beleza do Evangelho.

Toda sois Formosa, ó Maria!
em Vós Se fez carne a Palavra de Deus.

Ajudai-nos a permanecer numa escuta atenta da voz do Senhor:
o grito dos pobres nunca nos deixe indiferentes,
o sofrimento dos doentes e de quem passa necessidade não nos encontre distraídos,
a solidão dos idosos e a fragilidade das crianças nos comovam,
cada vida humana sempre seja, por todos nós, amada e venerada.

Toda sois Formosa, ó Maria!
Em Vós, está a alegria plena da vida beatífica com Deus.

Fazei que não percamos o significado do nosso caminho terreno:
a luz terna da fé ilumine os nossos dias,
a força consoladora da esperança oriente os nossos passos,
o calor contagiante do amor anime o nosso coração,
os olhos de todos nós se mantenham bem fixos em Deus, onde está a verdadeira alegria.

Toda sois Formosa, ó Maria!
Ouvi a nossa oração, atendei a nossa súplica:
esteja em nós a beleza do amor misericordioso de Deus em Jesus,
seja esta beleza divina a salvar-nos a nós, à nossa cidade, ao mundo inteiro.

Amém.

Papa Francisco
*Ato de Veneração à Imaculada Conceição na Praça de Espanha (8 de dezembro de 2013)




Fonte: Aleteia

domingo, 16 de julho de 2017

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO, SOCORREI-NOS


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, celebrada em 27 de junho, nasceu de um ícone (pintura de Nossa Senhora) milagroso, que foi roubado de uma Igreja na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre a madeira, em estilo bizantino.

Imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Na pintura, Maria é representada segurando o menino Jesus em seu colo. O menino Jesus observa dois anjos que lhe mostram os elementos de sua paixão; Os anjos seguram uma cruz, uma lança e uma vara com uma esponja. O menino se assusta, abraça a Mãe e uma sandália lhe cai dos pés. Arcanjo Gabriel e Arcanjo Miguel flutuam acima dos ombros de Maria. O ícone seria uma “cópia do quadro de Maria Pintado por São Lucas”.

História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título que os cristãos deram a Maria em homenagem e agradecimento à sua atenção constante e perpétua para com a humanidade. Perpétuo socorro quer dizer socorro eterno, socorro sempre. Sempre que precisar. Socorro de Mãe. A mãe nunca esquece o filho, nunca abandona os filhos. Assim é o Perpétuo Socorro de Maria.

Um homem que ganhava a vida como comerciante roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no século XV. Sua intenção era vendê-la em Roma. Durante a travessia do mar Mediterrâneo, uma violenta tempestade quase fez o navio naufragar. Após chegar em Roma, ele adoeceu. Arrependido, contou a um amigo sua história e pediu para que ele devolvesse o ícone  a uma Igreja para ser venerado pelos fiéis.

A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu a sua filha de seis anos e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em uma Igreja, ou na Igreja de São João Latrão ou na de Santa Maria Maior. No dia 27 de março de 1499 o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus, ficando lá por mais de 300 anos.

Esquecimento e reencontro

Quando Roma foi invadida pelos os franceses, no século XVIII, aconteceu algo muito triste: a Igreja de São Mateus foi destruída. Com isso, os Agostinianos que guardavam a Obra, levaram-na para um lugar oculto. Ali ela permaneceu esquecida, por 30 anos. Mas um monge agostiniano que tinha muita devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, antes de morrer, contou a história da imagem e da devoção a um coroinha, que tempos depois se tornou padre Redentorista. Passado um tempo os Redentoristas compraram uma área para fazer a sua Casa Mãe da congregação e o jovem padre ajudou a reencontrar o ícone.

Redescoberta do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

No começo de 1866, o Papa Pio IX entregou a guarda da imagem aos Redentoristas. Na ocasião, o papa fez a eles esta recomendação: “Fazei com que todo o mundo conheça esta devoção.” Fizeram então muitas cópias do ícone e a difundiram por todas as partes do mundo.

Devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Depois desta missão recebida do papa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser oficialmente a Padroeira dos Redentoristas. Sua festa é comemorada em 27 de junho. Após a restauração da imagem, ela foi devolvida à Igreja de Santo Afonso. Lá passou a ser venerada pelo povo. O quadro, atualmente, em se tratando de ícone bizantino, é o mais venerado em todo o mundo.

Véu e manto de Maria na cor azul

A cor azul representa o céu e a verdade. O manto e o véu azul em escuro representam a virgindade Nossa Senhora. Este era o traje que identificava as virgens em Israel.

A túnica da Virgem Maria em vermelho escuro

A túnica vermelha Representa a maternidade. As mães da Palestina usavam uma túnica assim para identifica-las como mães. Com isso, o ícone está ensinando que Maria é "Virgem e Mãe". Virgem, por causa do véu azul; Mãe, por causa da túnica vermelha. A túnica em vermelho representa ainda a Paixão de Jesus. A mãe sente e sofre a paixão com seu filho, mas socorre-o em suas angustias. Assim também ela nos socorre.

A estrela no topo do véu

A estrela no topo do véu de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ensina que Maria é a "Estrela do Mar". O "mar" representa os gentios, ou seja, todos os "não judeus" que se tornaram cristãos. O número deles é tão grande, que é como se formassem um mar. Maria, então, é a estrela que guia os cristãos nas águas do mar da vida, apontando o caminho para seu filho Jesus.

A túnica verde do Menino Jesus

Na história do Cristianismo, o verde é a cor da vida. A túnica verde do Menino Jesus no ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro representa a vitória da vida sobre a morte.

O manto amarelo dourado do Menino Jesus

O amarelo é a cor da luz e da divindade, como o ouro. O manto amarelo dourado do Menino Jesus representa sua divindade.

A expressão do Menino Jesus

O Menino Jesus está olhando para os arcanjos Gabriel (à direita) e Miguel (à esquerda). Estes, lhe apresentam os instrumentos da paixão. Por isso, ele se assusta e busca "socorro" em sua mãe. Esta busca de socorro é representada pelas mãos do Menino Jesus apoiando-se na mão direita de Maria.

As mãos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

As mãos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ao mesmo tempo que dão apoio e segurança ao filho, apontam para ele. Esta representação nos ensina que Maria não quer atenção para si, mas sim para Jesus. Maria sempre leva as pessoas até Jesus. Por isso, toda devoção mariana é cristocêntrica.

As mãos do Menino Jesus

As mãos do Menino Jesus voltadas para baixo sobre as mãos de Maria significam que ele concede à sua Mãe o poder de dispensar graças a todos aqueles que pedirem a ela. Assim como ela protegeu o menino Jesus na terra, agora no céu ela protege e concede graças a todos os que se abrigam sob a sua proteção de mãe.

A expressão de Nossa senhora do Perpétuo Socorro

Ao socorrer seu filho, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro não olha para ele, mas sim para nós, que olhamos para a imagem. Isto tem um significado profundo: Maria olha para nós e aponta com as duas mãos para Jesus, como que dizendo: "Olhem para Jesus e sigam seus ensinamentos".

O semblante de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O semblante de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é sereno e pacífico, ensinando que, quem está com Jesus, tem paz. Este semblante também revela a santidade de Maria.

Os olhos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Os olhos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro são grandes e olham para quem olha para ela, ensinando que Maria olha para nós e tem o olhar atento para nossas necessidades e problemas. Podemos confiar em seu Perpétuo Socorro, como o próprio Menino Jesus o faz.

A boca pequena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A boca pequena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro simboliza uma característica importante de Maria mencionada nos Evangelhos "Ela guardava tudo em seu coração". Ela é a Virgem do Silêncio, ela fala pouco, mas aponta para Jesus.

O Arcanjo Gabriel

No canto superior direito de quem olha para o quadro vê-se a imagem de São Gabriel Arcanjo. Ele veste túnica vermelha representando a paixão de Jesus e suas asas são verdes, representando a vitória da vida sobre a morte. Ele apresenta a cruz e os cravos a Jesus, segurando-os através da túnica, simbolizando que estes objetos são sagrados. Ele anuncia o sofrimento de Cristo, mas também, sua vitória sobre a morte.

O Arcanjo Miguel

No canto superior esquerdo de quem olha para o quadro vê-se a imagem de São Miguel Arcanjo. Também com cores vermelho e verde, ele anuncia a Paixão e a vitória de Cristo sobre a morte. Ele segura a lança, que perfurará o lado de Cristo e a esponja com vinagre, que lhe será dada antes de sua morte. Ele também segura estes objetos através do manto, mostrando que estes objetos são sagrados.

As letras na imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A Imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem várias letras ou inscrições em Grego. Vamos compreender cada uma delas. No topo da imagem, vemos as letras MP (lado esquerdo) e T" (lado direito). MP são as inicias de ""t"" " Mãe. T" são as iniciais de Te"" - de Deus. Essas letras, portanto, são as iniciais em Grego do título "Mãe de Deus", referindo-se a Nossa Senhora. OAM são as iniciais de " """"""e""" """a"", Miguel Arcanjo. OAG são as iniciais de " """"""e""" Gaß"""", Gabriel Arcanjo IC-XC são as iniciais de ""s""" """st"", Jesus Cristo

O ouro ao fundo

O ouro ao fundo de todo o quadro simboliza o céu, onde Jesus e Maria estão entronizados. O ouro representa também a alegria celeste que espera todos aqueles que recorrerem à Virgem Maria e praticarem aquilo que seu Filho ensinou.

A sandália pendurada no pé direito do Menino Jesus

A sandália pendurada no pé direito do Menino Jesus tem dois significados. O primeiro é que, com o susto do Menino ao ver os Arcanjos anunciando-lhe o sofrimento, ele se volta rapidamente para sua mãe e, assim, uma de suas sandálias fica dependurada. Significa que, diante dos sofrimentos da vida, devemos recorrer apressadamente a Nossa Senhora, pois foi delegado a ela o poder de nos dar "Perpétuo Socorro".

O segundo significado é que a sandália pendurada representa todos aqueles que estão vacilando na fé, presos a Jesus por apenas um fio, que é a devoção a Maria. Assim, estes devem fazer como o Menino Jesus: buscar socorro apressadamente em sua mãe.

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Ó mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento. Que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação.

Que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos. Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do povo de Deus.

Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias, para a maior difusão do reino de filho Jesus Cristo. Enfim derramai nos corações de vossos filhos e filhas a Vossa Benção de amor e misericórdia.

Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da nossa morte. Amém. 


sexta-feira, 14 de julho de 2017

EVANGELHO DO DIA 14 JULHO 2017


NOSSA SENHORA DA ROSA MÍSTICA


Nossa Senhora Rosa Mística é o título atribuído à Virgem Maria, mãe de Jesus, a partir das suas inúmeras aparições, decorridas entre 1947 e 1984, nas localidades de Montichiari e Fontanelle, na Itália, à Pierina Gilli, uma freira que era também enfermeira.


De acordo com os relatos, a Santíssima Virgem teria aparecido uma primeira vez a Pierina, no quarto de um hospital onde ela trabalhava, em 1947. 

Nessa visão, a Virgem apresentava-se como uma belíssima senhora, vestida com uma túnica púrpura e um véu branco. Em seu peito, três espadas cravavam o coração. Seu rosto demonstrava profunda tristeza.  Nossa Senhora chorava e disse à enfermeira: “Oração, Penitência e Expiação.”

Em uma segunda aparição, Nossa Senhora já aparecia com as espadas substituídas por três rosas: uma branca, uma cor de rosa e uma dourada.  Nesta aparição, pediu oração pelos sacerdotes através de uma nova devoção mariana a ser instituída em todo o mundo.  Pediu também que todo dia 13 de julho fosse dedicado à Rosa Mística.


As três rosas que substituíram as espadas eram: uma rosa branca, simbolizando a oração; outra rosa vermelha, simbolizando o sacrifício; e outra rosa amarela, simbolizando a penitência. O principal tema abordado por Nossa Senhora nestas aparições foi as vocações sacerdotais e religiosas, e a necessidade de oração para que os religiosos do mundo inteiro possam cumprir a sua missão evangelizadora e que sejam, de fato, instrumentos do amor de Deus.

Várias outras aparições à Pierina são relatadas e nelas Nossa Senhora sempre pede a oração e a penitência bem como o cuidado com as instituições religiosas e as vocações sacerdotais. Além disso, realiza muitas curas.  Em uma das aparições, manifestou o desejo de ser venerada como Nossa Senhora da Rosa Mística e decretou o meio-dia do dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, como a “hora da graça”.

Há uma interpretação para o simbolismo das três espadas e das três rosas que apareceram no coração de Maria. A primeira espada representa a escassez das vocações; a segunda, os pecados mortais dos sacerdotes, monges e monjas e, a terceira, seria a representação do sofrimento pelos dos sacerdotes e monges que cometem a mesma traição de Judas. Já as rosas simbolizam: a rosa branca, o espírito de oração; a vermelha, o espírito de expiação e sacrifício e, a dourada, o espírito de penitência – os três pedidos de Nossa Senhora aos fiéis.

Assim, Nossa Senhora Rosa Mística é a Mãe de Deus, a Mãe da Graça e a Mãe do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja! Como nos indicou a Rosa Mística, desde a sua primeira aparição, nos coloquemos em “oração, sacrifício e penitência” pelas almas consagradas ao Senhor, especialmente pelos sacerdotes, que são os filhos prediletos da Virgem Maria. Transformemos em lindas rosas as espadas que, pela infidelidade dos servos e servas de Deus, foram cravadas em seu coração de Mãe. Rezemos, de modo especial, o Rosário Mariano, como recomendou a Mãe da Igreja à irmã Pierina para dizer a todos nós: “diga a meus filhos que rezem o santo terço”.

Nossa Senhora Rosa Mística, rogai por nós!


 CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA


Ó Maria Santíssima, Senhora Rosa Mística, eu me consagro inteiramente a vós.
Consagro-vos o meu entendimento, para que eu possa sempre vos amar.
Consagro-vos a minha língua, para que eu possa sempre vos louvar.
Consagro-vos o meu coração, para que eu seja totalmente vosso.
Recebei-me, ó Mãe incomparável, no ditoso número de vossos servos. Acolhei-me debaixo de vossa proteção,
socorrei-me em minhas necessidades temporais e espirituais e, sobretudo, na hora da minha morte.
Abençoai-me e fortalecei a minha fé para que, amando-vos nesta vida, eu possa contemplar para todo sempre
a vossa face, no céu.

Amém.

NOSSA SENHORA DO CARMO - ROGAI POR NÓS



Hoje, 16 de julho, a Igreja nos apresenta, Nossa Senhora do Carmo. Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.
Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45).
Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe:“Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.
Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”.
Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.


Quando Maria nos deu o escapulário


O Monte Carmelo fica na Terra Santa e seu nome quer dizer jardim ou pomar. Ele é considerado sagrado desde tempos imemoriais (cf. Is 33,9; 35,2; Mq 7,14), mas se tornou particularmente célebre pelas ações do profeta Elias (1 Rs 18), que ali defendeu a fé do povo escolhido diante dos assédios pagãos. Elias permaneceu no Monte Carmelo, com seus discípulos, vivendo de maneira contemplativa como eremitas.

Essa vida de oração inspirou, centenas de anos depois, já no século XI da nossa era, a fundação de uma ordem religiosa católica chamada originalmente Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, ou, abreviando, Ordem do Carmo. Nasciam assim os carmelitas.

Tempos depois, expulsos dos Monte Carmelo pelos muçulmanos, os carmelitas se espalharam por várias regiões da Europa, onde passaram por grandes dificuldades. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para a sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de se vestir.

No século XIII, um dos superiores gerais da ordem foi São Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora. No dia 16 de julho de 1251, quando rezava em seu convento de Cambridge, na Inglaterra, São Simão pediu a Nossa Senhora um sinal de sua proteção que fosse visível também para os seus adversários. Teve então a visão em que Nossa Senhora lhe entrega o escapulário, com a promessa:
“Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.
O escapulário era o avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa. Estabeleceu-se também o escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos, após a visão de São Simão Stock. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas.

Para conhecer melhor o escapulário, o seu significado, as promessas ligadas a ele, a forma correta de usá-lo e os compromissos que ele envolve, confira o seguinte artigo:

O escapulário: o que é, como surgiu e como nos ajuda para a salvação eterna

"Todo aquele que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno"

Descrição física

O escapulário consiste em dois pedaços de pano marrom, unidos entre si por um cordão. Um pedaço de pano traz a estampa de Nossa Senhora do Carmo e o outro a do Sagrado Coração de Jesus, ou o emblema da Ordem do Carmo. É uma miniatura do hábito carmelita; por isso mesmo, é uma veste.


Nome

A palavra latina “scàpula” significa ombro. O objeto de devoção acabou ficando popularmente conhecido como “escapulário” porque é colocado sobre os ombros. O escapulário também é conhecido como “bentinho do Carmo”.


Significado

Para os religiosos carmelitas, é símbolo de consagração religiosa na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Para os fiéis leigos, para o povo, é símbolo de devoção e afeto para com a mesma Senhora do Carmo. O escapulário é, em suma, um sinal externo de devoção mariana e de consagração pessoal à Santíssima Virgem Maria. É um sacramental, ou seja, um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por meio do qual se simbolizam efeitos espirituais obtidos pela intercessão da Igreja (cf. SC 60). O escapulário deve ser abençoado e colocado no fiel por um sacerdote, conforme o rito da imposição do escapulário.

Muitas pessoas usam o escapulário como um “amuleto”, algo “mágico” que “dá sorte”, que livra de “mau olhado” ou coisa semelhante. Ou simplesmente por modismo. Esses mesmos desvios acontecem com o uso de cruzes, medalhas, terços… O verdadeiro sentido de se usarem objetos de devoção deve brotar da consciência e do coração daquele que os usa, conhecendo o seu verdadeiro significado e escolhendo livremente sinalizar algo que existe em seu íntimo, em sua fé, em seus propósitos e em sua conversão.


História

No século XI, um grupo de homens dispostos a seguir Jesus Cristo se reuniu no Monte Carmelo, na Terra Santa. Lá construíram uma capela em honra de Nossa Senhora. O local já era considerado sagrado desde tempos imemoriais (cf. Is 33,9; 35,2; Mq 7,14) e se tornara célebre pelas ações do profeta Elias (1 Rs 18). A palavra “carmelo” quer dizer jardim ou pomar. Nasciam ali os carmelitas, ou a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Tempos depois, expulsos dos Monte Carmelo pelos muçulmanos, os carmelitas se mudaram para a Europa, onde passaram por grandes dificuldades. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para a sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de se vestir.

O superior geral da ordem era São Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora. No dia 16 de julho de 1251, quando rezava em seu convento de Cambridge, na Inglaterra, São Simão pediu a Nossa Senhora um sinal de sua proteção que fosse visível também para os seus adversários. Teve então a visão em que Nossa Senhora lhe entrega o escapulário, com a promessa:

“Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.

O escapulário era o avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa. Estabeleceu-se também o escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos, após a visão de São Simão Stock. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas: entre outras, o privilégio sabatino (veja logo abaixo).


Confirmação pelos papas

Em sua bula chamada “Sabatina”, o papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Esta graça ficou conhecida como “privilégio sabatino”. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências, em 14 de julho de 1908.

O papa Bento XIII, em 1726, estendeu a toda a Igreja a celebração da festa de Nossa Senhora do Carmo, que a ordem já celebrava desde 1332, no 16 de julho de cada ano.

O papa Pio XII declarou, em 6 de agosto de 1950: “A devoção do escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”.

O papa Paulo VI também afirmou: “Para a Igreja, entre as formas de devoção mariana, está o uso piedoso do Escapulário do Carmo, pela sua simplicidade e adaptação a qualquer mentalidade”.

Em 28 de janeiro de 1964, o mesmo papa Paulo VI concedeu ainda que todos os sacerdotes católicos podem impor o Escapulário, o que até então era um privilégio dos padres carmelitas e de outros sacerdotes autorizados pela Santa Sé. Nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos tenham a possibilidade de revestir-se de um escapulário abençoado e colocado por um sacerdote (rito da imposição do escapulário).

São João Paulo II, que usava o escapulário desde a juventude, escreveu: “O escapulário é sinal de aliança entre Maria e os fiéis. Traduz concretamente a entrega, na cruz, de Maria ao discípulo João” (cf. Jo 19, 25-27).


Compromissos

Quem se reveste deste sinal mariano deve adotar algumas atitudes fundamentais:
  • Colocar Deus em primeiro lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade d’Ele.
  • Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida.
  • Buscar a comunhão com Deus por meio da oração, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama.
  • Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades, procurando solucioná-las.
  • Participar com frequência dos sacramentos da Igreja, da Eucaristia e da confissão, para poder aprofundar o mistério de Cristo em sua vida.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 13 de julho de 2017

NOSSA SENHORA DA CABEÇA - PROTETORA DOS DOENTES


Nossa Senhora da Cabeça, a qual a Igreja celebra em 12 de agosto, possui uma história maravilhosa, que teve seu início no ano de 1227, nos contrafortes da Serra Morena, Andaluzia, região espanhola, onde fica situada a cidade de Andujar, a 18 km. do pico denominado Cabeça.

As terras ao lado da montanha eram utilizadas como pasto, sobretudo para criação de carneiros, vigiados por pastores. Gente simples, pobre e religiosa. Dentre eles, João Alonso Rivas, natural de Granada, filho de cristãos cativos e fugitivos da tirania dos mouros, dos Árabes. Durante a fuga, João Rivas perdeu um braço.

João era muito piedoso e muito devoto da Virgem Maria, a quem dedicava suas orações, enquanto apascentava suas ovelhas. Por várias vezes, parecendo vir do alto da montanha, ele ouvia um toque de sineta. Pensava: “deve ser pura imaginação, coisa de um viver solitário, nestas terras altas”.

Numa noite, 12 de agosto de 1227, o pastor João Rivas, ouvindo mais distantemente o som da sineta, seus olhos depararam com um brilhante luzeiro no alto do Monte Cabeça. Ele, sem dúvidas nem medo, partiu em direção ao Célebre pico.

Chegando lá, ouviu o toque da sineta saindo da gruta, de onde saíam também, raios luminosos. Entrando na caverna viu, sobre as pedras, uma belíssima Imagem de Nossa Senhora, e a sineta presa a um galho, ao lado da Virgem, continuava a bater.

Voltando ao normal, João dirigiu-se à Mãe de Deus e perguntou: “fostes vós, ó minha Mãe, que pelo vosso influxo me atraístes à Vossa presença, para divulgar os Vossos desígnios? Se assim é, dizei-me o que devo fazer e a Vossa vontade será cumprida”.

E uma voz dulcíssima, que parecia vir do céu, falou-lhe assim: “Não temas, servo de Deus. Vai à cidade de Andujar e dizei a quantos encontrares que chegou o tempo de cumprir a vontade de Deus, fazendo construir neste lugar, um templo, onde hão de operar os prodígios em favor dos que acreditarem”.

João prometeu à Virgem Mãe de Deus, fazer tudo quanto Ela ordenara. Temendo que os habitantes de Andujar achassem que ele fosse um louco visionário ou impostor, recebeu de Nossa Senhora o SINAL: “Vai cristão venturoso! O testemunho de suas palavras será o teu braço perdido que eu te restituo”. Aquele mesmo braço que fora arrancado na guerra.


Juan não se conteve de tanta alegria, correu para o povoado para contar a boa nova do milagre e do pedido de Nossa Senhora. Todos ficaram maravilhados ao verem-no com o braço novamente em seu corpo.


João Rivas viu seu braço direito perfeitamente são. Ao clarear do dia, João Rivas, tendo à frente o Vigário e outras autoridades, foram ao Monte Cabeça, levaram a Imagem milagrosa para Andujar e foi aclamada Padroeira sob a invocação de Nossa Senhora da Cabeça.

Daí em diante, foram multiplicando-se os milagres operados por Deus, pela intercessão da Padroeira. Dentre os muitos milagres realizados, teve grande repercussão o que se deu em favor de um nobre senhor condenado à morte (cortar a cabeça), o qual fez voto de ir, se a Virgem o salvasse, depositar uma cabeça de cera aos pés da Sagrada Imagem.

Na hora da execução da pena de morte, a multidão em delírio, viu chegar o mensageiro do rei trazendo a graça ao condenado: “A Virgem o libertou!” O feliz agraciado cumpriu seu voto e é em recordação de tão extraordinário acontecimento que a partir daí, nos Santuários dedicados à Nossa Senhora da Cabeça, a Imagem dela é representada trazendo na mão direita, uma cabeça.
Manual do devoto, Confraria de Nossa Senhora da Cabeça da Catedral do Rio de Janeiro, pág. 10ss. Rio-1910).

No Brasil, desde 1910, Nossa Senhora da Cabela é venerada na Catedral do Rio de Janeiro.

Em 1948, o lojista Sr. Aristonides Afonso do Prado e sua esposa D. Maria Luiza, perdizenses, trouxeram do Rio de Janeiro, uma imagem de Nossa Senhora da Cabeça, para a cidade de Perdizes/MG, e juntamente com o Vigário, o Revmº. Pe. Henrique Oliver, fizeram a primeira festa em novembro de 1948, distribuindo a Oração da Novena. O motivo de tudo isso foi uma grave doença que padecia o Sr. Aristonides e da qual foi curado totalmente, em razão da promessa feita a Nossa Nossa Senhora da Cabeça.

Em 1966, assume a direção da Paróquia o Revmº Pe. Calimério Afonso Nunes, que deu continuidade à realização da Festa e procurou incentivar a devoção, vendo nela o melhor caminho de levar os fiéis até Jesus e seu Evangelho. Ele fixou todas as Quartas-feiras, Missa e Novena Perpétua, em favor dos doentes, e Nossa Senhora tem concedido muitas graças de curas de males físicos e espirituais.

O testemunho de todas estas graças se manifesta, nos mais variados objetos que são depositados no seu altar, e também nas cartas que chegam de todas as partes do Brasil, até onde chega o conhecimento desta devoção.

Hoje, com o objetivo de melhor atender aos devotos e romeiros que visitam a Imagem de Nossa Senhora da Cabeça, durante todo o ano, foram instituídos vários horários, com celebração Eucarística, novena e benção especial para os doentes. 

Como a Igreja Matriz se tornou pequena para acolher tantos devotos, sobretudo nas festas (mais de 20.000 romeiros, na última festa), está sendo construído um Santuário, no Bairro Ferreirinha, na parte mais alta da cidade, em terreno espaçoso, doado por um devoto e sua família.

Com a aprovação do Sr. Bispo Dom João Bosco Oliver de Faria e de todo o clero da Diocese de Patos de Minas, foi elaborada planta do Santuário de Nossa Senhora da Cabeça. Uma construção moderna, tendo Igreja espaçosa para acolher cerca de 1.000 pessoas assentadas, várias sacristias, sala de Ministros da Eucaristia, espaço para Coral, Capela do Santíssimo, Copa, escritório, sala para confissões, etc.

Na parte de baixo possui sala de Milagres, refeitório, banheiros, sala para Catequese, livraria, salão do peregrino, etc. Ampla passarela para visitação à Imagem, com escada contendo degraus conforme os cinco Mistérios do Terço.

Nossa Senhora da Cabeça, Rogai por nós!

Oração a Nossa Senhora da Cabeça


"Aqui estou, prostrado a vossos pés, ó Mãe do Céu e Senhora nossa. Tocai o meu coração a fim de que deteste sempre o pecado, e ame sempre a vida austera e cristã, que exiges de vossos devotos. Tende piedade das minhas misérias espirituais. E, ó Mãe terna, não vos esqueçais também das misérias que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. Dai-me saúde e forças para vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo. Não permitais que minha pobre cabeça seja atormentada por males que me perturbem a tranqüilidade da vida. Pelos merecimentos de vosso Divino Filho, Jesus Cristo, e pelo amor a que ele consagrais, alcançai-me a graça que agora vos peço,(fazer o pedido), ai tendes, ó Mãe poderosa, a minha humilde súplica. Se quiserdes, ela será atendida. Nossa Senhora da Cabeça, rogai por nós. Amém."  


NOSSA SENHORA RAINHA - MÃE DA IGREJA


Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação


Instituída pelo Papa Pio XII, celebramos hoje, 22 de agosto, a Memória de Nossa Senhora Rainha, que visa louvar o Filho, pois já dizia o Cardeal Suenens: “Toda devoção a Maria termina em Jesus, tal como o rio que se lança ao mar”.

Paralela ao reconhecimento do Cristo Rei encontramos a realeza da Virgem a qual foi Assunta ao Céu. Mãe da Cabeça, dos membros do Corpo místico e Mãe da Igreja; Nossa Senhora é aquela que do Céu reina sobre as almas cristãs, a fim de que haja a salvação: “É impossível que se perca quem se dirige com confiança a Maria e a quem Ela acolher” (Santo Anselmo).

Nossa Senhora Rainha, desde a Encarnação do Filho de Deus, buscou participar dos Mistérios de sua vida como discípula, porém sem nunca renunciar sua maternidade divina, por isso o evangelista São Lucas a identifica entre os primeiros cristãos: “Maria, a mãe de Jesus” (Atos 1,14). Diante desta doce realidade de se ter uma Rainha no Céu que influencia a Terra, podemos com toda a Igreja saudá-la: “Salve Rainha” e repetir com o Papa Pio XII que instituiu e escreveu a Carta Encíclica Ad Caeli Reginam (à Rainha do Céu): “A Jesus por Maria. Não há outro caminho”.

Nossa Senhora Rainha, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA 13 JULHO 2017