quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

EXISTEM 7 ARCANJOS, MAS SÓ CONHECEMOS 3 DELES


O que a Bíblia nos diz sobre eles e quem são

A respeito dos anjos, São Gregório Magno explica:
“A palavra ‘anjo’ se refere a uma função, não a uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre podem ser chamados de anjos. São anjos somente quando exercem a função de mensageiros (…) E os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam-se arcanjos”.
De fato, a palavra “anjo” provém do grego “angelos”, que quer dizer, justamente, “mensageiro”. No termo “arcanjo”, esse prefixo “arc-“ acrescenta o sentido de “maior”, “principal” (assim como “arcebispo” em comparação com “bispo”). Os anjos, em suma, são mensageiros de Deus.

7 arcanjos

Na Bíblia, o livro de Tobias (12,15) nos fala de São Rafael como “um dos sete anjos que estão diante da glória do Senhor e têm acesso à sua presença”.
O livro do Apocalipse (8,2) acrescenta: “Vi os sete anjos que estavam diante de Deus e eles receberam sete trombetas”.

3 nomes

No entanto, a Bíblia nos diz o nome de apenas três dos sete arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Alguns textos apócrifos mencionam os outros quatro, mas a Igreja reconhece somente os três nomes que constam na Bíblia.

Gabriel: “a Força de Deus”



Wikipedia-PD
La anunciación (Murillo, 1648)
O Arcanjo São Gabriel aparece no Antigo Testamento e também nos Evangelhos, quando faz o anúncio a Zacarias de que vai nascer o seu filho São João Batista (cf. Lc 1,11-20) e, principalmente, quando anuncia para a Santíssima Virgem Maria que ela será a Mãe de Jesus (cf. Lc 1,26-38).
Gabriel costuma ser representado na arte cristã com um ramo de açucena. Por ter sido o encarregado da Anunciação a Nossa Senhora a respeito da vinda do Filho de Deus, ele é o padroeiro dos comunicadores e das comunicações.
Seu nome significa “a Força de Deus“.

Rafael: “Deus cura”



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O Arcanjo São Rafael é citado no livro de Tobias, a quem Deus o envia para acompanhá-lo durante a viagem em que se casa com Sara.
Por ter instruído Tobias sobre como recuperar a vista do seu pai, São Rafael é invocado na luta contra doenças e pedindo proteção nas viagens.
Seu nome significa “Deus cura”.

Miguel: “Quem é como Deus?”



Zvonimir Atletic | Shutterstock
Segundo a tradição, quando o anjo Lúcifer se rebelou contra Deus e se desterrou para sempre do Céu, tornando-se o diabo, o Arcanjo São Miguel clamou fortemente em defesa do Criador: “Quem é como Deus?
É justamente desta expressão em hebraico, “Micha-El”, que vem o seu nome. Em português, o nome acabou se transformando em Miguel.
A este arcanjo defensor a tradição sempre recorre pedindo proteção e libertação dos ataques do diabo. Por isso ele costuma ser representado como guerreiro de espada em riste, esmagando com o calcanhar a cabeça do demônio.
Vários santuários mundo afora são dedicados a São Miguel, o arcanjo guerreiro. Sete deles, espalhados por regiões distantes entre si, são unidos por uma impressionante linha reta invisível, conforme você pode conferir no seguinte artigo:


A MISTERIOSA LINHA RETA QUE UNE 7 SANTUÁRIOS DEDICADOS A SÃO MIGUEL. COINCIDÊNCIA ?


Fonte: Aleteia

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

PADRE ZEZINHO REAGE ÀS PROVOCAÇÕES DA TV GLOBO E AOS SEUS ATAQUES CONTRA A FAMÍLIA


"Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos"

Na berlinda por escancarar cada vez mais a sua real posição quanto a temas fundamentais para a sociedade, como família, amor, sexualidade e conceito de pessoa humana, a rede Globo de televisão tem tido que enfrentar algo incomum para a sua longa hegemonia como canal mais visto do Brasil: crescentes protestos e boicotes de famílias que não aceitam a forma impositiva com que a Globo tem insistido em impor ideologias subjetivistas e relativistas como se fossem absolutas, tanto em sua programação de entretenimento quanto nos programas supostamente “jornalísticos”.
A emissora acusou o recibo neste mês ao lançar uma nova e peculiar campanha institucional na qual afirma que teria 100 milhões de telespectadores no Brasil, acrescentando que muitos gostam dela enquanto “outros dizem que não“. A ironia é dirigida, obviamente, a quem reage à ideologia que o canal está impondo com sanha cada vez mais incontida.
No entanto, não é só o apelo ao deboche que revela o crescente desespero da emissora diante da reação de quem não está a fim de engolir o seu absolutismo ideológico: os próprios números de audiência são questionados até mesmo em sites dedicados ao mundo da televisão. Mauricio Stycer, do UOL, por exemplo, observou que este número está incluindo os acessos aos sites do grupo Globo.
Outro “detalhe” questionável da campanha é a afirmação de que a Globo supostamente não fala com esses 100 milhões de modo genérico, mas sim com “cada um” dos seus telespectadores. Essa afirmação pode ser contestada pelo próprio fato de que a Globo prioriza defensores da sua visão de mundo em detrimento de quem a questiona, ou, em todo caso, evita dar espaço aos críticos que apresentam os argumentos mais objetivos contra as falácias contidas em suas novelas e matérias ditas “informativas”. Foi o que se viu, por exemplo, numa polêmica edição do Fantástico durante a qual foi disparada contra o público uma aberrante lista de informações manipuladas a respeito do aborto. Confira aqui e aqui.
Recentemente, o bispo Dom Celso Marchiori, da diocese paranaense de Apucarana, foi explícito e contundente ao afirmar que a Globo é um demônio dentro de nossas casas“.
Líderes religiosos de diversos credos têm denunciado abertamente as manipulações veiculadas pela emissora.
Desta vez, um dos sacerdotes mais conhecidos e queridos do Brasil, o Pe. Zezinho, também divulgou a sua opinião sobre os ataques da Globo contra o conceito natural de família, a assim chamada “família tradicional”.
Reproduzimos o seu texto a seguir:

Os novelistas da Globo e a Família Tradicional


Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos.

A Globo não tem medo de nós e nós também não temos medo da Globo.

Não sei se você percebeu, mas o conflito e a ojeriza que se instalou entre a família tradicional e a família “mutante e avançada” foi causado pelos novelistas da Globo.

A Globo ganhou rios de dinheiro com as audiências que os novelistas lhe deram. E eles foram ficando cada dia mais ousados.

Quando veio a reação, lenta, mas inquietante para quem moveu bilhões de $$$, a Globo não sabe como voltar atrás.

O SBT, a RECORD e a BANDEIRANTES, não porque sejam mais respeitosas em outros programas, mas porque nas suas entrevistas e outras mensagens defendem a família tradicional, estão carreando para si a audiência das famílias feridas na sua autoridade, na sua fé e nos seus conceitos de homem, mulher e filhos.

Foi e continua sendo uma guerra de conceitos. E os novelistas, na sua maioria, vestiram a camisa da Globo; e, com exceção de alguns artistas, a Globo vestiu a camisa e a nudez dessas novelas.

Quando levaram o debate para auditórios entre o que é “avançado” e o que é “tradição”, o conflito atingiu os artistas, porque estes agora já não estavam representando o que os novelistas escreviam, mas sim defendendo, como artistas, as suas próprias ideias. Sobrou para os artistas.

Agora, o povo religioso – são milhões, mais do que a audiência da Globo – distingue entre deputados, artistas e diretores sérios e os inimigos de pais, mães, filhos e família.

Se o conflito persistir, não haverá governo para subsidiar as perdas deste canal!

Se existe uma coisa que um canal de TV teme é a perda de audiência e de anunciantes. E acho que é isso que vai acontecer quando as igrejas baterem de frente contra essas mensagens que as desrespeitam.

A Globo está perdendo o coração e a cabeça do povo!

Perdendo muito. Não adianta dizer que chegam a 100 milhões de telespectadores. As igrejas chegam a 180 milhões, embora nem todos frequentem. E nem os 100 milhões são fanáticos pela Globo.

Duvido que os atuais novelistas sejam capazes de mudar os seus temas e o excesso de erotismo e sexo que tanto incomodou as famílias nestes últimos vinte anos!

Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos.

Não é a modernidade contra o passado: são 4 mil anos de fé judaica e cristã contra o ateísmo de quem acha que pai e mãe não têm mais poder.

A babá-TV está perdendo o seu charme.

Religiosos de todas igrejas, divulguem isso: vocês têm força. Nós temos força! Cansamos de ver sem reagir!

Pe. Zezinho, scj
Fonte: Aleteia

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

POR QUE UM CASAMENTO EM PLENO VOO? FOI "IRREGULAR"? O PRÓPRIO PAPA NOS EXPLICA


A celebração matrimonial que emocionou o mundo também gerou algumas perguntas. E o Papa Francisco as respondeu.

No voo de volta ao Vaticano após a visita apostólica do Papa Francisco ao Chile e ao Peru, não podia faltar de parte dos jornalistas alguma pergunta sobre o evento mais peculiar desta viagem: a celebração matrimonial dos comissários de voo Carlos e Paula a bordo do avião que levava o Papa rumo à cidade chilena de Iquique.

A questão apresentada por um dos jornalistas foi: de agora em adiante, o que o Papa recomendaria aos párocos e bispos quando os noivos lhes pedissem para celebrar seu casamento na praia, no bosque, num barco…?

E esta foi a resposta do Papa Francisco:

“Um de vocês me disse que eu estou louco por fazer estas coisas. Mas foi simples. O homem estava no primeiro voo. Ela não estava. Conversamos… Eu logo me dei conta de que ele tinha me sondado.

Falamos da vida, do que eu pensava sobre a vida da família. Realmente, uma conversa bonita. No dia seguinte estavam os dois. Quando tiramos as fotos, eles me disseram que estavam para se casar pela Igreja, que tinham se casado pelo civil, porque, no dia anterior – parece que eles eram de uma cidade pequena – a igreja tinha ficado destruída pelo terremoto. Não houve o matrimônio. E isto faz 8 ou 10 anos.

‘Ah, amanhã nos casamos’… Depois a vida, chega uma filha, depois a outra filha… ‘Nós sempre tivemos esse desejo no coração, mas não nos casamos’. Eu os interroguei um pouco e as respostas eram claras: para toda a vida. ‘E como vocês sabem estas coisas? Têm boa memória do catecismo?’. ‘Não, não, não. Nós fizemos os cursos de noivos’. Eles estavam preparados. Digo aos párocos que eles estavam preparados e eu julguei que estavam preparados.

Eles me pediram. Os sacramentos são para as pessoas e eu vi que as condições eram claras. E por que não fazer hoje o que pode ser feito hoje? Para que deixar para amanhã? Porque ‘amanhã’ talvez pudessem ser mais 8 anos. Esta é a resposta. Porque eu julguei que eles estavam preparados e sabiam o que estavam fazendo. Um deles também se preparou diante do Senhor com o sacramento da penitência. E eu fiz a cerimônia. Quando chegaram aqui, tudo estava pronto e eles se casaram.

Me contaram que eles tinham dito a alguém: ‘Vamos pedir para o Papa nos casar’. Não sei se era verdade ou não essa intenção. Mas aconteceu desse jeito. Digam aos párocos que o Papa os interrogou bem e eles disseram que tinham feito o curso… E eram conscientes de que estavam numa situação irregular”.
Além disso, o próprio Carlos, o comissário recém-casado, já tinha relatado o que o Papa Francisco lhes dissera sobre o porquê de presidir ao matrimônio:

“Este é o Sacramento que faz falta no mundo, o do matrimônio. Eu desejo que isto motive outras pessoas a celebrarem o matrimônio”.
A polêmica em torno ao verbo “casar”

Por fim, mais um esclarecimento é relevante neste contexto. É que em diversos veículos católicos de informação, levantou-se a polêmica em torno ao uso do verbo “casar” nos relatos que afirmavam que “o Papa casou dois tripulantes”.

Para ficar por dentro desta interessante discussão, confira o artigo seguinte:

De alguns pontos de vista, Francisco não casou os comissários chilenos; de outros, casou, sim. E então?

Em diversos veículos católicos de informação, levantou-se em dias recentes uma polêmica em torno ao uso do verbo “casar” nos relatos sobre o matrimônio de Carlos Ciuffardi e Paula Podest, realizado em pleno voo, no Chile, sob a assistência de ninguém menos que o Papa Francisco

Pois bem. Algumas manchetes estamparam que “o Papa casou dois tripulantes do avião no Chile”, redação esta que levou os defensores de certo uso estrito do verbo “casar” a alegarem que, a rigor, o Papa Francisco não casou ninguém. Quem se casou foram Carlos e Paula.
Afinal, o Papa os casou ou não casou?

O catecismo

De um ponto de vista bastante específico, que é o da doutrina católica, a zelosa alegação de que o Papa não os casou pretende recordar que o ministro de qualquer um dos sete sacramentos da Igreja é a pessoa que faz com que o sacramento se realize. No caso da Eucaristia, por exemplo, o ministro é o sacerdote. No caso da ordem sacerdotal, o ministro é o bispo. E no caso do matrimônio, os ministros são os próprios esposos. O Catecismo da Igreja Católica nos explica:
1623 – Segundo a tradição latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do matrimônio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento.
É isto mesmo: no caso do matrimônio, o diácono, o padre, o bispo ou mesmo o Papa é apenas uma testemunha, por parte da Igreja, do sacramento conferido pelos próprios noivos um ao outro. O Catecismo prossegue:
1630 – O sacerdote (ou o diácono) que assiste à celebração do matrimônio recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e dá a bênção da Igreja. A presença do ministro da Igreja (bem como das testemunhas) exprime visivelmente que o matrimônio é uma realidade eclesial.
É correto e oportuno, portanto, precisar que o Papa não “casou” ninguém, desde que fique bem claro que o sentido deste verbo, neste caso específico, é o de “ministrar o sacramento do matrimônio”: de fato, o Papa foi apenas testemunha; e, também de fato, quem se casou foram os noivos.
Ainda assim, afirmações como “O padre Sicrano casou a Fulana e o Beltrano” não estão erradas.
É que o verbo “casar” não tem somente um significado.

O dicionário

Para ficarmos só nos dicionários da língua portuguesa que podem ser consultados gratuitamente via internet e que são reconhecidos como fontes confiáveis, o Aulete e o Priberam mencionam, respectivamente, sete e quatro significados do verbo “casar” – sendo que ambos os dicionários citam o de “unir(se) em matrimônio” como um dos significados primários. O Aulete exemplifica:
Aquele padre já casou muita gente. Ela vai (se) casar com Bruno. Nós nos casamos em março. Ele ainda não casou. Casei-me há dois meses.
Ou seja, a frase “O padre Sicrano casou a Fulana e o Beltrano” é um exemplo de português perfeitamente correto.
Se a maioria dos católicos não compreende que o padre Sicrano não foi o ministro do sacramento, mesmo tendo sido ele quem casou o noivo e a noiva, aí já entramos em outra discussão – e a culpa dessa falta de entendimento não é do verbo casar, mas da má catequese oferecida aos católicos em grande parte das paróquias.

A lógica

Já que enveredamos pelo mundo fascinante da linguagem humana e dos seus matizes, não custa aproveitar para recordar a importância de se distinguir entre o termo e os conceitos que um termo pode indicar. Esta distinção é um dos pilares da lógica desde os tempos de Aristóteles (e compreendê-la eliminaria uma quantidade incalculável de bate-bocas desnecessários).
Vamos usar um exemplo simpático: no Brasil, o termo “gato” se refere primariamente a uma espécie de felino, que é o macho da gata e o pai dos gatinhos; mas também pode se referir a uma instalação clandestina de energia elétrica ou de TV por assinatura, além de ser ainda uma gíria que significa “homem bonito”. Ou seja, um mesmo termo, “gato”, pode indicar (pelo menos) três conceitos que nada têm a ver um com o outro: é o contexto o que deixará claro qual é o sentido que se pretende dar ao termo em cada caso – e sem que isto cause maiores dramas.
No universo católico, o verbo “consagrar” é um exemplo clássico de termo que pode apontar para diversos conceitos diferentes, ainda que relacionados por analogia. O seu significado original é o de “tornar sagrado”. No entanto, esse mesmo termo também costuma ser usado no sentido de “dedicar”, “oferecer”, “devotar”. Se alguém diz que “consagrou a sua família a Nossa Senhora”, evidentemente não está querendo dizer que tornou sagrada a sua família do mesmo jeito que um sacerdote consagra um altar, e, muito menos, do mesmo jeito que Jesus consagrou a Eucaristia.

O bom senso

No tocante às já “consagradas” conotações populares do verbo “casar”, a legítima preocupação católica não deveria ser a de impor restrições improcedentes (e até ingênuas) à extensão e ao significado do termo, mas sim a de esclarecer os conceitos doutrinais envolvidos nele.
Quando se entende quem são os ministros deste sacramento, não há nenhum grave problema com o emprego do verbo “casar” na conotação de “ser o sacerdote que preside a cerimônia religiosa na qual um homem e uma mulher ministram a si próprios o sacramento do matrimônio”. Aliás, além do português, esta conotação é tão comum no espanhol que o próprio Papa Francisco a usou com este mesmo sentido, sem que nenhum teólogo sério se prontificasse a condená-lo por heresia.
Fonte: Aleteia