quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SÃO FRANCISCO XAVIER - GRANDE SANTO MISSIONÁRIO



O coração de São Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus
A Igreja que na sua essência é missionária, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.
Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?”Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.
Já como Padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas em uma ilha frente a sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.
Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos, e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.
São Francisco Xavier, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SÃO CROMÁCIO - BISPO DE AQUILÉIA (ITÁLIA)


Hoje, 02 de dezembro, a Igreja nos apresenta, São Cromácio (em latimChromatius), que foi bispo de Aquiléia (Itália) no século IV . Esta cidade da Europa, por um tempo foi muito importante para o Império Romano, que a tinha como centro político e principalmente para o Cristianismo, pois São Jerônimo a chamou: “Comunidade de santos”. 

São Cromácio nasceu em Aquiléia no ano 345 e morreu no ano de 408. Seu pai morreu quando ainda era criança e Cromácio foi criado pela mãe e por uma grande quantidade de irmãos e irmãs mais velhos.

Foi ordenado Bispo no ano de 388 depois da morte de Valeriano, o bispo anterior. Um dos mais celebrados prelados de sua época, manteve ativa correspondência com ilustres contemporâneos seus, como Santo Ambrósio, São Jerônimo e Rufino. Um teólogo muito erudito, Cromácio pedia em suas cartas que eles escrevessem seus pensamentos. Ambrósio, estimulado por ele, escreveu suas obras exegéticas; Jerônimo dedicou-lhe diferentes traduções e comentários, escritas também por influência sua. Finalmente, quando ele iniciou a amarga disputa com Rufino sobre o origenismo, Cromácio, apesar de rejeitar a doutrina, tentou reconciliar os dois. Sem nunca perder contato com Rufino, convenceu-o a não responder o último ataque de Jerônimo dispendendo suas energias especialmente na tradução para o latim da "História Eclesiástica" de Eusébio.

Cromácio também combateu diligentemente o arianismo e conseguiu eliminá-lo de sua diocese. O Arianismo semeava a mentira de que Jesus Cristo seria criatura escolhida, e não Deus. A casa de São Cromácio era centro de atividade espiritual, de estudo, oração e encontro de amigos sacerdotes e leigos, dispostos a cresceram para Deus. Além disso, apoiou João Crisóstomo, o arcebispo de Constantinopla, quando ele foi injustamente deposto no conflito com Teófilo de Antioquia. Para tentar ajudá-lo, escreveu para o imperador Honório (que remeteu a carta para seu irmão e par no oriente, Arcádio), sem, contudo, sucesso.

Como Bispo, foi santo e sábio pastor, culto, enérgico na defesa da doutrina e incansável na evangelização dos povos, o próprio São Cromácio se destacou como pregador e escritor, além de cooperar para que São Jerônimo e Rufino trabalhassem cada um na sua tradução das Sagradas Escrituras. 

Também foi um ativo exegeta. Mas, até 1969, só se conheciam dezessete tratados de Cromácio (comentários sobre o Evangelho de Mateus e uma homilia sobre as oito beatitudes). Neste ano, o pesquisador Henri Lemarié descobriu e publicou mais trinta e oito sermões.

São Cromácio, Rogai por nós!

domingo, 30 de novembro de 2014

O TEMPO DO ADVENTO


A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. 

As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.
Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:
ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.
Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no presbitério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

Fonte: Blog Alicerçando a Fé (http://alicercandoafe.blogspot.com.br/)

sábado, 29 de novembro de 2014

PAPA FRANCISCO ACENDERÁ A MAIOR "ÁRVORE DE NATAL" DO MUNDO COM UM TABLET

Árvore de Natal de Gubbio. Foto: Flickr Gianluigi Bettin “CC BY-NC-SA 2.0)

No próximo dia 7 de dezembro, o Papa Francisco acenderá, usando um ‘tablet’, a maior árvore de Natal do mundo, que fica no município de Gubbio.

Conforme se informou, o Santo Padre realizará isso do Vaticano, repetindo a experiência de 2011, quando Bento XVI acionou a instalação elétrica da árvore, também localizada em Gubbio, apertando um botão da sua residência no Palácio Apostólico.


A árvore de Gubbio entrou no Guinness dos Recordes em 1991 por ser a maior “árvore” de Natal do mundo, embora não seja uma árvore natural, mas um conjunto de mais de 8.000 fios com luzes que são colocados na encosta do monte Igino.


Esta composição luminosa tem uma altura de 650 metros, uma base de 350 metros de largura e está coroada com uma estrela de mil metros quadrados. Mantém um traçado idêntico ao de uma árvore natural e está composta por 270 luzes de grandes dimensões e mais de 1.300 tomadas.


A ideia surgiu em 1981 quando alguns habitantes do povoado de Gubbio decidiram celebrar o Natal construindo uma árvore elétrica gigante na encosta da montanha. Esta iniciativa se converteu em uma tradição que continua viva graças ao trabalho de muitos voluntários, já que não é nada fácil montar uma árvore de semelhantes características.



Fonte: Acidigital

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

MENINA REFUGIADA PREPAROU UM PRESENTE ESPECIAL PARA O PAPA FRANCISCO NA TURQUIA


ISTAMBUL, 28 Nov. 14 / 04:14 pm  
Sarah tem 14 anos, ela chegou à Turquia junto da sua família há um ano fugindo da guerra civil na Síria, e é uma dos cem menores do centro Dom Bosco do Estambul que receberão a visita do Papa Francisco este domingo, ocasião para a qual preparou uma pintura muito especial.

“Fiz esta pintura em nome de nossa escola, para dar de presente ao Papa Francisco. Esta é minha pintura: aqui aparece Jesus e aqui Dom Bosco. Aqui nós temos o brilho de Dom Bosco e aqui o sol de Jesus, porque necessitamos paz para nosso país”, explicou Sara ao grupo ACI/EWTN neste 27 de novembro em Istambul.

Sarah provém da cidade síria de Alepo e anteriormente vivia em um campo para refugiados. Sua infância não foi fácil, mas apesar disso não perde o sorriso e assegura estar entusiasmada com a visita do Santo Padre. “Eu gostaria de pedir que reze por nós e pela paz no mundo. Porque na Síria nós temos a guerra”, afirmou a menor.

O presente de Sarah representa os desejos de paz de milhares de crianças refugiadas e em especial o dos 800 alunos refugiados da Síria, Iraque e outros países, que estudam nas três escolas que os salesianos têm no Istambul. Cem destes meninos e adolescentes terão um encontro com o Papa Francisco no dia 30 de novembro.

“Foi um desejo explícito do Santo Padre, querer saudar as crianças”, assegurou o administrador do centro, Andrés Ruela, em declarações a Radio Vaticano. Os seis salesianos que vivem nesta comunidade “não fecham a porta a ninguém que chega pedindo ajuda”, afirmou.

O Papa Francisco viajou ao país para continuar o diálogo ecumênico com o Patriarca Bartolomeu, mas sua viagem também está relacionada com um chamado à paz no Oriente Médio inteiro.

A Turquia compartilha suas fronteiras com o Iraque e Síria, por isso será o ponto geográfico mais próximo que Francisco estará dos cristãos e outras minorias perseguidas pelo Estado Islâmico (ISIS).

Por Marta Jiménez


Fonte: Acidigital

PAPA FRANCISCO INICIA VIAGEM A TURQUIA


Na Turquia, sexta viagem internacional do pontificado 

de Francisco terá caráter predominantemente 

ecumênico

O Papa Francisco embarcou, na manhã desta sexta-feira, 28/11/2014, rumo a sua sexta viagem internacional, desta vez para a Turquia. O Pontífice deixa Roma após apenas três dias de uma rápida viagem à França, para visitar o Parlamento Europeu.


Francisco é o quarto Pontífice a visitar a Turquia. Antes dele, visitaram o solo turco Bento XVI, em 2006; João Paulo II, em 1979; e Paulo VI, em 1967. A motivação desta viagem apostólica é, sobretudo, ecumênica.
Após a chegada a Ancara, Francisco começa a sua visita no Mausoléu de Atatürk, fundador da República da Turquia, seguindo-se a cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial, a visita de cortesia ao Presidente Tayyip Erdogan e encontros institucionais com as autoridades do país.
Ainda nesta sexta, o Papa vai se reunir com o Primeiro-Ministro turco, Ahmet Davutoglu, e com o Presidente do Diyanet, o Departamento para os Assuntos Religiosos, professor Mehmet Gormez. Trata-se da mais alta autoridade religiosa islâmica sunita na Turquia. Não obstante 98% da população seja muçulmana, a Turquia é um Estado laico.
No sábado, Francisco deixa Ancara rumo a Istambul para visitar o Museu de Santa Sofia, a Mesquita Azul, e celebrar a Santa Missa na Catedral do Espírito Santo.
Mas o ápice da viagem é o encontro de Francisco com o Patriarca Bartolomeu. Não se trata de uma novidade: em maio passado, ambos se reuniram em Jerusalém para celebrar juntos o histórico abraço entre Paulo VI e Atenágoras, 50 anos atrás, depois de séculos de divisões.
Desde então, muitos passos foram dados, mas a unidade permanece um anseio. Para Francisco, a unidade é ainda mais urgente diante das perseguições contra os cristãos. É o que o Papa define como “o ecumenismo de sangue”, isto é, quem persegue e mata não faz distinção entre as várias confissões cristãs.
Além de encontros oficiais, o Papa terá a ocasião de saudar cerca de 100 refugiados iraquianos e sírios, que fugiram da guerra ou que foram expulsos de suas casas. Esta saudação será no domingo, em Istambul, ao receber alguns alunos do Oratório Salesiano.
No total, o Papa estará na Turquia durante pouco mais de 48 horas, pronunciando dois discursos e uma homilia, e assinado a Declaração Conjunta com Bartolomeu.

O Santo Padre estará na Turquia de hoje, 28/11 até o domingo, 30. A seguir a programação da viagem de Sua Santidade:

Sexta-feira, 28 de novembro
9h – Partida do aeroporto de Roma
13h – Chegada ao aeroporto Esemboğa, de Ancara
Acolhida oficial
Visita ao mausoléu de Atatürk
Palácio presidencial
Cerimônia de boas vindas
Visita de cortesia ao Presidente da República
Encontro com autoridades – Discurso do Santo Padre
Audiência com o primeiro-ministro
Visita ao presidente dos assuntos religiosos em Diyanet
Sábado, 29 de novembro
9h30 – Partida do aeroporto de Esemboğa de Ancara
10h30 – Chegada ao aeroporto internacional de Atatürk de Istambul
Visita ao museu de Santa Sofia
Visita à mesquita Sultan Ahmet
Santa Missa na catedral católica do Espírito Santo – Homilia do Santo Padre
Oração ecumênica na Igreja patriarcal de São Jorge
Encontro privado com Sua Santidade Bartolomeu I no Palácio Patriarcal
Domingo, 30 de novembro
Santa Missa privada na Delegação Apostólica
Divina liturgia na Igreja patriarcal de São Jorge
Bênção ecumênica e assinatura da declaração conjunta – Discurso do Santo Padre
Almoço do Santo Padre com Sua Santidade Bartolomeu I no Patriarcado Ecumênico
16h45 – Despedida no aeroporto Atatürk de Istambul
17h – Partida do aeroporto Internacional de Atatürk de Istambul
18h40 – Chegada ao Aeroporto de Roma
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

IRMÃ DULCE - CINCO RAZÕES QUE TE FARÃO AMAR ESSE FILME


A equipe do blog o Catequista esteve na pré-estreia do filme no Rio de Janeiro e garante que o filme é bom demais.


Reproduzimos aos nossos leitores um artigo do Blog o Catequista a respeito do lançamento do filme que retrata a vida da Irmã Dulce, "um filme que evangeliza". A equipe do blog participou da pré-estréia no Rio de Janeiro, onde o filme está agora em cartaz nos cinemas.

“Amar o próximo como a ti mesmo“: como eu vivo esse Mandamento de Cristo? Essa é a pergunta que atravessa como um punhal o coração de cada expectador do filme “Irmã Dulce”, que estreia dos cinemas nesta quinta-feira (27).
O filme é inspirado em fatos reais da vida da pequena freira baiana, que viveu e morreu com fama de santidade. Nascida em uma família de classe média, Irmã Dulce passou boa parte da infância ajudando os mais pobres, e depois consumiu-se de amor por eles em 60 anos de vida religiosa.
A equipe do nosso blog esteve na pré-estreia no Rio de Janeiro, e podemos garantir: O FILME É BOM DEMAIS! O roteiro é simples e a história de irmã Dulce não é contada em seus mínimos detalhes – nem poderia ser, dado o tamanho de sua obra. Mas os pontos fortes do filme brilham muito mais do que os pontos fracos. Para os católicos, em especial, é um programa imperdível, e certamente agradará a grande maioria.
Destacamos a seguir cinco motivos pelos quais você vai amar ver esse filme!
1. O filme comunica os elementos da fé católica com integridade
Muitos filmes que abordam temas relacionados ao universo católico acabam escorregando no quiabo, sendo comuns as distorções sobre a doutrina e as tradições católicas. Mas “Irmã Dulce”, nesse quesito, é notal 10!
A personagem da santa é apresentada como uma autêntica freira católica – uma mulher feliz em sua vocação, profundamente orante e submissa às leis da Igreja. Muito mais do que uma mera “agente social”, Irmã Dulce é retratada como uma mulher que realiza intensamente a sua maternidade.
2. O filme é respeitoso com a Igreja
O filme não esconde – e nem deveria esconder – que Irmã Dulce teve que lutar contra a incompreensão de seus superiores. A missão à qual a santa é impelida por Jesus a realizar (que inclui o socorro aos desvalidos até no meio da madrugada, se necessário) entra em conflito com as regras de sua congregação, que possui normas e horários rígidos. A Igreja, afinal, não está aí há mais de 2 mil anos há toa: em tudo há disciplina e ordem.
Essa realidade é contrabalanceada, porém, por uma tolerante flexibilidade, que em três ocasiões permite que a disciplina se relativize para dar apoio às obras de Irmã Dulce. O justo rigor e o justo amor, assim, se harmonizam sempre no seio da Santa Igreja.
3. O filme é bem-humorado
O gênero do filme é certamente o melodrama. Mas isso não impede que o bom humor de Irmã Dulce (muito sutil e elegante) delicie o espectador em várias cenas.
4. O filme é emocionante na medida certa
Não há pieguice no filme. O enredo se desenrola de forma a despertar uma emoção franca, impossível de deter pela própria realidade dos fatos.
Sim, são muitas cenas de pobreza, humilhações e dificuldades, mas ninguém deixa a sala do cinema triste: o espectador fica com a encantadora sensação de que essa vida vale a pena ser vivida, especialmente se for uma vida doada e compartilhada com amor.
5. O filme evangeliza
A centralidade da mensagem evangélica – amar o próximo como a nós mesmos – é comunicada com louvor. Ali estão mostrados os frutos de uma vida radicalmente entregue a Cristo, na castidade, renúncia, humildade, perseverança e fé.
Vejam agora o convite que a atriz Regina Braga (que interpreta a Irmã Dulce em sua maturidade) faz exclusivamente para a galera de O Catequista!
Source: Blog O Catequista
Fonte: Zenit

Veja o que a atriz que interpretou Irmã Dulce já adulta fala do filme:


Assista ao trailler oficial do filme:

CATÓLICOS: NÃO DEIXEM DE ASSISTIR A ESSE LINDO FILME, QUE NOS DÁ 
UMA VONTADE MUITO GRANDE DE VIVERMOS A CARIDADE.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O NÚMERO DE CRISTÃOS NA CHINA JÁ SUPERA O DOS FILIADOS AO PARTIDO COMUNISTA

AP Photo/Elizabeth Dalziel

As igrejas lotadas estão deixando os líderes comunistas furiosos


O governo comunista da China tem demonstrado fúria contra os cristãos nos últimos tempos, derrubando igrejas na cidade costeira de Wenzhou, prendendo bispos e outros líderes da Igreja considerados clandestinos e ordenando ilicitamente sacerdotes dóceis ao regime como "bispos católicos". Por trás dessa escalada da repressão, porém, e como sua causa verdadeira, está acontecendo na China um rápido crescimento da população de cristãos.

Existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Só os católicos são cerca de 12 milhões. Muitos deles são novos convertidos, que, ansiosos por cumprir a Grande Missão, estão evangelizando os seus concidadãos chineses. O Partido Comunista Chinês também tem feito recrutamento de novos membros ao longo dos últimos anos, abrindo as suas fileiras para intelectuais, empresários e outras classes anteriormente “suspeitas”, inclusive capitalistas! Ainda assim, os 86,7 milhões de seguidores formais desta "fé" hoje decadente, a maioria dos quais são comunistas só de nome, já representam menos gente que os crescentes e vibrantes grupos de seguidores do cristianismo na China.

Para os líderes do país, que preferem claramente que o povo chinêsnão acredite em nenhum deus a não ser no deus-Partido (e o Partido são eles), esta situação é intolerável. A resposta comunista é a recente onda de perseguição anticristã. A boa notícia é que o catolicismo na China está em ascensão mesmo assim.

Quero compartilhar com vocês, leitores da Aleteia, algumas das muitas faces esperançadoras da fé católica que eu vi na recente viagem que fiz à China.

Uma delas é a face de um padre católico, pároco nos arredores de uma grande cidade chinesa, que está determinado a salvar o máximo de almas. Enquanto conversávamos em sua sala, ele desenrolou o desenho de uma enorme estátua de Jesus Cristo. Ele pretende construí-la em segredo e, depois, erguê-la na calada da noite sobre um pedestal com vista para a rodovia que passa perto da sua igreja. "Como você vai conseguir a permissão das autoridades?", perguntei. "É terra da Igreja", respondeu ele com firmeza: "Não preciso de permissão".

Não houve igrejas derrubadas nas províncias do norte da China que eu visitei. O que houve foram igrejas construídas. As milhares de igrejas que foram derrubadas ou confiscadas por ordem do Partido durante os anos cinquenta e sessenta foram quase todas reconstruídas ou reformadas, em muitos casos com donativos estrangeiros. Um exemplo é a igreja paroquial de Dongergou, na província de Shanxi, onde as missas vêm sendo celebradas de forma contínua há mais de 220 anos.

Eu me lembro das faces das pessoas que assistiram à missa diariamente enquanto estive ali. Elas chegavam meia hora mais cedo e passavam o tempo cantando orações em chinês clássico, compostas centenas de anos atrás. Na hora de começar a missa, a igreja estava lotada.

Muitas novas igrejas foram construídas, às vezes com permissão oficial, às vezes sem. Esta é uma área onde os leigos com frequência tomam a iniciativa. Numa das aldeias, os paroquianos, que em grande medida são novos convertidos, organizavam reuniões de oração e missas ocasionais quando um padre podia estar presente. O local? Um estábulo abandonado. Fiz a eles um donativo para ajudar na construção de uma nova igreja.

Eu me lembro das faces das cinquenta duplas de evangelistas leigos de uma paróquia que, cheios de zelo, viajavam de moto todo domingo de manhã para evangelizar as comunidades vizinhas. Eles iam à missa da igreja paroquial na noite anterior; no domingo de manhã, depois de uma bênção dada pelo padre local, já estavam a caminho de aldeias que ficavam a quinze, trinta, cinquenta quilômetros de distância para pregar o Evangelho. Eles se reuniam com pessoas curiosas sobre a fé católica em casas de famílias, para ler a bíblia e orar. Alguns desses grupos de novos crentes já eram grandes demais para se reunir na casa de alguém. Quando o governo local lhes negou a permissão para construir uma igreja, eles construíram um "salão social". Uma igreja com outro nome ainda é uma igreja, desde que devidamente consagrada.

Quando se anda pelas ruas da China, veem-se muitas pessoas usando cruzes hoje em dia. Se você perguntar, elas vão responder que são cristãs, mesmo que, na verdade, não saibam quase nada sobre a fé. Um chinês se torna membro de uma igreja doméstica frequentando-a nem que seja uma única vez. Um chinês passa a ser cristão ao ler o Evangelho de Marcos e fazer uma oração em que aceita Jesus como seu Senhor e Salvador. Estes passos são importantes, é claro. Mas se o número de protestantes na China está crescendo muito mais rápido que o número de católicos, é porque a Igreja católica exige muito mais do que isso dos seus membros.

Eu me lembro das faces radiantes das 26 crianças que receberam a Primeira Comunhão na Catedral da Imaculada Conceição. Todas elas tinham recebido vários meses de catequese, memorizado as suas orações e entendido o significado da Eucaristia. Fiquei feliz ao ver que o número de meninos e meninas era praticamente igual, o que é incomum na China, onde tantas meninas, ainda no ventre da mãe, são vítimas da política do único filho, que provoca uma desproporcional maioria de meninos.

Vários bispos católicos estão em prisão domiciliar na China por rejeitarem a autoridade da Associação Católica Patriótica Chinesa (ACP), uma organização de fachada criada pelo Partido Comunista Chinês para monitorar e controlar os católicos. Isto inclui o bispo de Xangai, dom Thaddeus Ma, que está em prisão domiciliar no Seminário de Sheshan há mais de dois anos. Dom Ma aproveitou a sua missa ordenação para anunciar que estava renunciando à ACP. Seu anúncio foi recebido pela congregação de 1.000 membros com aplausos estrondosos, o que não é surpreendente se considerarmos o desprezo dos fiéis católicos por aquela organização manipulada pelo governo.

Eu me lembro da face de um jovem padre, a quem chamaremos de José, que estava planejando ir a Roma para estudar bioética. O governo ainda acredita que ele é seminarista, disse-me ele. Na verdade, José já foi ordenado por um bispo considerado clandestino pelo governo chinês, mas está mantendo o seu sacerdócio em segredo. "Quando um bom bispo da Associação Patriótica vier à minha cidade, eu vou ser ordenado por ele. Assim, o Partido vai me reconhecer como sacerdote e não como apenas seminarista. Isso tem suas vantagens". O que José quer dizer com "bom bispo da Associação Patriótica" é que esse bispo seja reconhecido tanto por Pequim quanto por Roma. Há alguns, como o atual arcebispo de Pequim, dom Joseph Li Shan.

A conversão da China ao cristianismo tem sido um processo longo. Os cristãos nestorianos chegaram à China no século VII, mas obtiveram poucas conversões. Os jesuítas chegaram no século XVI, alimentando a esperança de que, se pudessem converter o imperador, milhões de chineses também abraçariam a fé. O grande jesuíta Matteo Ricci impressionou o imperador Wanli, da dinastia Ming, que presenteou à Igreja o terreno em que a Catedral do Norte, de Pequim, está hoje situada. Um dos sucessores do pe. Ricci chegou muito perto de converter o imperador Shunzhi, da dinastia Qing, que participou de cerca de vinte e quatro missas na mesma igreja. A história do mundo teria sido muito diferente se eles tivessem conseguido.

Hoje, quatro séculos depois, o Espírito Santo está mais uma vez em ação de maneira muito poderosa nesta terra tão antiga, despertando os corações e as mentes do povo chinês para o amor e o perdão de Deus.

A face humana desse amor e perdão pode ser vista na nave leste da Catedral do Sul, também em Pequim, onde está pendurada uma bela representação de Maria com o Menino Jesus. Ela veste o traje de uma imperatriz manchu, enquanto o Menino está vestido como o príncipe herdeiro manchu, aquele que um dia reinará sobre toda a China. Oremos!

Por: Steven W. Mosher

Fonte: Aleteia