sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PADRE CONHECIDO COMO ELVIS ATRAI MAIS DE 1.000 FIÉIS POR MISSA

          Carismático e com um visual que lembra o rei do rock (Elvis Presley),                 o sacerdote é o novo fenômeno católico da cidade de São Paulo; 

ele acaba de lançar um CD para terminar a 

construção de igreja no Butantã



                                                   A fiel Silvia Lima, que chega com duas horas de antecedência                                                                                                                     à celebração: "Quem se atrasa não consegue entrar"                                                                         (Foto: Mario Rodrigues)


Toda quinta-feira, a empresária Silvia Cristina Souza Lima, de 42 anos, sai de casa, na Freguesia do Ó, pontualmente às 17 horas e percorre 17 quilômetros até o Rio Pequeno, no Butantã. A missa da Paróquia Santíssima Trindade só começa às 20 horas, mas é preciso chegar com bastante antecedência. “Quem se atrasa fica em pé ou nem entra”, explica. Ela frequenta o local desde 2011 e afirma ter sido libertada das dores da alma causadas pela depressão. Nas celebrações na Zona Oeste dedicadas à cura e à libertação, mais de 1 000 pessoas se espremem na igreja, com espaço para 650 fiéis sentados. Muitos ficam de pé nos corredores e há quem acompanhe tudo da rua. O responsável por esse novo sucesso católico de público na capital é Marcos Roberto Pires, de 45 anos, mais conhecido por seu rebanho como o padre “Elvis”. A razão para o apelido é o estilo do religioso, com direito a topete, sem um fio grisalho fora do lugar, costeleta e vozeirão e desenvoltura para cantar louvores dignos do rei do rock.


A paróquia, na Zona Oeste: a nova igreja foi construída para abrigar público do padre

(Foto: Mário Rodrigues)



Quando termina o repertório musical, o padre dá início à liturgia. O momento é sério e Marcos Roberto muda radicalmente o comportamento. Na homilia, aborda temas como os transtornos da vida na grande metrópole, sempre no tom coloquial (há duas semanas, por exemplo, recorreu à palavra “porrada” como sinônimo de provações). Em determinado momento, concentra forças para expulsar dali o Satanás. De semblante fechado, percorre o ambiente com a cruz em mãos. Algumas pessoas passam mal e caem sobre bancos. Uma mulher precisa ser segurada por seis pessoas. Aos domingos, quando reza três missas (às 8h, 10h e 18h30), só que seguindo um padrão mais tradicional, o clima costuma ser mais tranquilo e o público, menor. Ao término da última delas, coloca-se à porta da paróquia para atender os que formam fila no local. Abraça os fiéis e abençoa as fotos levadas por eles. “O papa Francisco diz que o pastor precisa ter o cheiro de suas ovelhas. Também gosto de estar perto do povo”, afirma.


"Cantar é rezar duas vezes", diz o sacerdote Marcos Roberto Pires, chamado 
pelos fieis de padre "Elvis" (Foto: Mario Rodrigues)


Durante aproximadamente duas horas, Marcos Roberto parece uma versão mais agitada do padre Marcelo, referência por aqui na arte de incrementar a missa com músicas e danças agitadas. O sacerdote do Butantã, de microfone na mão, abre os trabalhos apresentando cerca de seis músicas, com a multidão reproduzindo os gestos das suas coreografias. “Se é para louvar, eu fico louco”, diz ele, em um dos hinos. Na frente, um grupo de jovens pula abraçado durante o louvor. A performance do sacerdote é digna da alcunha que recebeu. O “Elvis” de batina não para um minuto. Ergue as mãos ao céu, remexe-se e faz caras e bocas como se encarnasse mesmo uma versão católica do ídolo americano. “Cantar é rezar duas vezes”, justifica o padre, citando Santo Agostinho. Um de seus ajudantes nessa hora é o vendedor Fábio Menegato, de 39 anos. “Ele é acolhedor e revestido do Espírito Santo”, elogia.




Quando assumiu a Santíssima Trindade, há quatro anos, a paróquia comportava 220 pessoas. Na base da propaganda boca a boca, o público foi crescendo de forma rápida. Logo o espaço se tornou pequeno e acabou sendo desativado. Ao lado, foi erguida a atual igreja, cuja inauguração ocorreu há pouco mais de um ano. Na última quarta (10), o padre lançou no lugar seu primeiro CD. Com o título Eu Vou por Amor, foi gravado de forma independente, com canções católicas clássicas e apenas duas músicas inéditas. O disco começou a ser vendido na igreja por 23 reais, e o dinheiro será usado para finalizar a obra do templo, que ainda carece de acabamento na parte externa e na decoração. No interior, tirando a cruz no altar, não há outras imagens sacras. Ao avisar aos fiéis que o álbum estava quase pronto, Marcos Roberto brincou: “Em um só CD vocês vão levar um misto de Elvis Presley, Fábio Junior e Sidney Magal”. Do meio do público, a aposentada Maria Raimundo, de 60 anos, gritou: “Eu quero um DVD. O senhor tem de ir para a televisão”.


   O carismático padre Marcos Roberto Pires lançou o primeiro CD "Eu vou por Amor" no dia 10 de dezembro. Venda será revertida para terminar construção da igreja (Foto: Fernando Moraes)


Embora não fique muito confortável em ser conhecido dessa forma, padre “Elvis” confessa ter realmente uma queda pelo cantor americano. Sua lembrança mais antiga remonta aos 8 anos de idade, quando ouviu pela TV a notícia da morte do astro, em 16 de agosto de 1977. Ainda na infância, começou a colecionar discos e a ver filmes estrelados pelo rei do rock. Mais tarde, o interesse cresceu ao tomar contato com as gravações gospel do músico. Mas Marcos Roberto diz que a admiração para por aí. “Não sou um imitador dele e não entendo o porquê de tanta comparação”, jura. O cabelo volumoso seria uma graça divina a serviço da evangelização. Não precisa ser penteado estrategicamente para parecer com o do ídolo.
Como os fios são grossos, basta passar a mão para ajeitá-los. Garante que não faz escova nem passa creme. “Deus dá dons para atrair os fiéis. Se minha estética ajuda, que as pessoas venham e encontrem a espiritualidade e a fé. Mas não é um show do Elvis”, avisa. De acordo com os especialistas no assunto, gente como Marcos Roberto ajuda a Igreja Católica a combater a perda de fiéis para os evangélicos e a indiferença religiosa na metrópole. “Ter padres que consigam atrair multidões sem ser celebridades é uma dádiva”, diz o teólogo Jorge Claudio Ribeiro, da PUC-SP.
Filho de um tapeceiro e de uma dona de casa, Marcos Roberto é um paulistano criado no bairro da Vila Santa Maria, na Zona Norte. Aos 22 anos, frequentava o grupo de jovens da igreja da região, mas não pensava em virar padre. “Eu sonhava em transmitir a palavra de Deus, mas como um pai de família”, conta. A vocação religiosa apareceu muito tempo depois. Essa mudança ocorreu em 2001, após romper um relacionamento de cinco anos com uma garota. Ao começar os estudos no seminário, avisou aos superiores que nunca tinha roubado, matado ou usado drogas, mas havia sido muito namorador. “Tive experiência com várias mocinhas. Então sei a questão do afeto, do namoro e das tentações”, confessa.
O desejo de vestir a batina veio justamente quando começou a se preparar para o casamento, ao ficar noivo diante de 40 000 pessoas no palco de um acampamento da comunidade católica da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. A decisão, maturada ao longo de dois anos, foi tomada com a ajuda do padre Alex Hernan Bodero Coelho (morto em 2013) e do monsenhor Vicente Ancona, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil. “Eu sabia que não a estava fazendo feliz. Nem eu estava feliz, apesar de gostar muito dela”, lembra Marcos Roberto. Depois disso, ele nunca mais teve contato com a ex.
Para abraçar o sacerdócio, o padre abdicou também da carreira de professor. Antes havia trabalhado como motoboy, office-boy e analista de fotolito. Formado em geografia pelas Faculdades Integradas Teresa Martin e pós-graduado pela PUC-SP, lecionou por sete anos em escolas particulares e públicas da Zona Norte. No Colégio Centenário, na Casa Verde, onde deu aula no fim dos anos 90 para estudantes do ensino médio do período noturno, era respeitado pela turma e pelos colegas. “Ele era bonitão, mas não era uma pessoa que queria chamar atenção”, lembra a diretora da escola Rosina D’Asti Ventura. Ao descobrir, recentemente, que Marcos Roberto havia se tornado sacerdote, ela não ficou surpresa. “Marcos já era muito certinho.” O dom da palavra, no entanto, surpreendeu a mãe do padre, a dona de casa Almerinda de Jesus Quintal Pires, de 67 anos. “Ele era tímido e gago”, revela.


Antes de abraçar o sacerdócio, Marcos Roberto foi professor 
de geografia por sete anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Apesar do sucesso recente e do lançamento de um CD, Marcos Roberto quer continuar levando sua vida pacata, dividindo-se entre o trabalho na paróquia e as visitas aos doentes no bairro do Butantã. Para conseguir fôlego para as nove celebrações semanais que realiza, ele frequenta a academia quatro vezes por semana; lá, corre e faz musculação. Só não revela onde é. “Até Jesus precisava de um momento sozinho”, desconversa. Nas horas vagas, torce pelo Palmeiras. Queixa-se de que Deus não andou ouvindo suas orações nessa área e sofreu até a última rodada do Campeonato Brasileiro para ver o alviverde escapar do rebaixamento. Mas nunca perdeu a fé. Aos torcedores que andavam aflitos com a situação, costumava dizer, parafraseando Jesus: “Não tenha medo, eu venci o mundo”.
O padre Marcos não é o primeiro padre católico a fazer sucesso na mídia. Existem vários outros padres que estiveram ou ainda estão com grande popularidade, devido aos seus carismas. Eis alguns deles:


Pe. Zezinho. Foi o precursor entre os sacerdotes que fizeram sucesso 
na mídia por suas músicas, muitas das quais cantadas até hoje.
(Foto da Internet)


Pe. Antônio Maria. Também fez sucesso com várias músicas.
(Foto da Internet)


Pe. Marcelo Rossi,de 47 anos, foi um dos precursores do fenômeno dos sacerdotes famosos. 
Ganhou destaque a partir de 1998 em programas de TV. Tem mais de 14 milhões de CDs vendidos.
(Foto: Mario Rodrigues)


Pe. Fábio de Melo, de 43 anos, é cantor, compositor, escritor e apresentador. 
Publicou catorze livros, quatro DVDs e 23 CDs. Apresenta o programa 
Direção Espiritual na TV Canção Nova, faz shows e palestras.
(Foto: Globo/Bob Paulino)


Pe. Reginaldo Manzotti. Grande comunicador, canta, apresenta o programa 
Eangelizashow, faz palestras etc.
(Foto da Internet)


Com pinta de galã sertanejo, Pe. Alessandro Campos, de 32 anos, 
já lançou dois CDs. Às quartas-feiras, realiza uma missa em 
Mogi das Cruzes que atrai mais de 2 000 pessoas. 
De quinta a domingo, faz shows pelo Brasil. 
Ele ainda apresenta um programa na TV Aparecida.
(Foto: Mario Rodrigues)


Com pinta de galã sertanejo, Pe. Alessandro Campos, 
de 32 anos, já lançou dois CDs. Às quartas-feiras, 
realiza uma missa em Mogi das Cruzes que atrai mais
 de 2 000 pessoas. De quinta a domingo, faz shows pelo 
Brasil. Ele ainda apresenta um programa na TV Aparecida.
(Foto: Mario Rodrigues)


Fonte: Veja São Paulo

PAPA FRANCISCO FALA EM ENTREVISTA RECENTE SOBRE SEUS 21 MESES DE PONTIFICADO



“Deus é bom comigo, me dá uma dose sadia de inconsciência. 
Vou fazendo o que tenho que fazer”. 
“Uma coisa que me disse desde o primeiro momento foi: “Jorge, não mudes. Segue sendo você mesmo, porque mudar nesta idade seria ridículo”.
Essas são algumas frases proferidas pelo Papa Francisco, que cumpre 21 meses de pontificado, na entrevista concedida à jornalista Elisabetta Piqué, publicada pelo jornal argentino La Nación, 07-12-2014. A tradução é do IHU On Line.
Para América Latina é fonte de orgulho ter o primeiro papa não europeu. O que o senhor espera da região?
América Latina está percorrendo um caminho. E isto faz tempo, ou seja, desde a primeira reunião do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, desde a criação do Celam. Dom Larraín, o primeiro presidente do Celam, deu-lhe um grande impulso. Foi a conferência do Rio, depois Medellín, depois Puebla, Santo Domingo e Aparecida.
São marcos que o episcopado latino-americano foi construindo, colegialmente, com metodologias diferentes, primeiramente de modo tímido. Mas este caminho de 50 anos não pode ser ignorado porque é um caminho de tomada de consciência de uma Igreja na América Latina e de maturação na fé. Juntamente com este caminho, se desprendeu também uma grande preocupação em estudar a mensagem guadalupana. A quantidade de estudos sobre a Virgem de Guadalupe, sobre a imagem, sobre a mestiçagem, sobre o NicanMopoua, é impressionante, é uma teologia de fundo. Por isso ao celebrar do Dia da Virgem de Guadalupe, padroeira da América, no dia 12 de dezembro, e os 50 anos da Misa Criolla, estamos comemorando um caminho da Igreja Latino-Americana.
Um recente pesquisa na região (do Pew Research Center) mostra que, apesar do “efeito Francisco”, há católicos que seguem abandonando a Igreja.
Conheço as estatísticas que deram em Aparecida. Este é o único dado que tenho. Evidentemente, há vários fatores que intervêm nisso, externos à Igreja. Por exemplo, a teologia da prosperidade inspira muitas propostas religiosas que atraem as pessoas. Mas logo as pessoas ficam na metade do caminho. Mas deixando de lado os fatores externos, me pergunto: quais são as nossas coisas, dentro da Igreja, que não deixam os fieis satisfeitos? É a falta de proximidade e o clericalismo.
A proximidade é o chamado hoje ao católico, a sair e fazermo-nos próximos das pessoas, dos seus problemas, das suas realidades. O clericalismo, eu disse aos bispos do Celam no Rio de Janeiro, freou a maturidade laical na América Latina. Onde os leigos são mais maduros na América Latina é na expressão da piedade popular. Mas as organizações leigas sempre tiveram problemas com o clericalismo. Eu falei disto na Evangelii Gaudium.
A renovação da Igreja para a qual o senhor aponta também para a busca destas “ovelhas perdidas” e a frear essa sangria de fieis?
Não gosto de usar essa imagem da “sangria” porque é uma imagem muito ligada ao proselitismo. Não gosto de usar termos ligados ao proselitismo porque não é a verdade. Gosto de usar a imagem do hospital de campanha: há pessoas muito feridas que estão esperando que nós curemos as feridas, feridas por mil motivos. E é preciso sair a curar feridas.
Essa é a estratégia, então, para recuperar os que vão embora?
Não gosto da palavra “estratégia”, mas eu chamaria de chamada pastoral do Senhor. Caso contrário, parece uma ONG… É o chamado do Senhor, é o que Ele hoje pede à Igreja, não como estratégia, porque a Igreja não faz proselitismo. A Igreja não quer fazer proselitismo porque a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração, como disse o Papa Bento. A Igreja deve ser um hospital de campanha e sair para curar feridas, como o bom samaritano. Há pessoas feridas por desatenção, por abandono da própria Igreja, pessoas sofrendo horrores…
O senhor é um papa que costuma falar de maneira direta, o que ajuda a deixar claro o rumo do seu pontificado. Por que acha que há setores que estão desorientados, que dizem que ‘o barco está sem timoneiro”, sobretudo depois do sínodo sobre a família?
Estranho essas expressões. Não me consta que elas tenham sido ditas. Na mídia aparecem como que se tivessem sido ditas. Mas, até que eu pergunte ao interessado: “O senhor disse isto?”, mantenho a dúvida fraternal. Mas, geralmente, é porque não lêem as coisas. Uma vez alguém me disse: “Sim, claro, isto do discernimento é bom que se faça, mas precisamos coisas mais claras”. E eu lhe disse: “Olha, eu escrevi uma encíclica, é verdade, que a quatro mãos, e uma exortação apostólica. Continuamente estou fazendo declarações, fazendo homilias e isso é magistério. Isso que está aí é o que eu penso, não o que a mídia diz é o que eu penso. Vá até aí e vai encontrar e está bem claro; Evangelii Gaudium é muito clara.
Na mída, alguns falaram do ‘fim da lua de mel” pela divisão que veio à luz no sínodo…
Não foi uma divisão tipo ‘estrella’ contra o Papa. Ou seja, não tinham como referência o Papa. Porque aí o Papa procurou abrir o jogo e escutar a todos. O fato de que, no final, meu discurso tenha sido aceito tão entusiasmadamente pelos padres sinodais indica que o problema não era o Papa, mas entre as diferentes posturas pastorais.
Sempre que há uma mudança de status quo, como foi sua chegada ao Vaticano, é normal que haja resistências. Pouco mais de 20 meses, esta resistência, silenciosa no começo, para se tornar mais evidente…
A palavra foi dita pela senhora. As resistências agora se evidenciam, mas para mim é um bom sinal, que elas sejam ventiladas, que não as digam às escondidas, quando alguém não está de acordo. É sadio as coisas sejam ventiladas. É muito sadio.
A resistência tem a ver com a limpeza que o senhor está fazendo, com a reestruturação interna da cúria romana?
Considero as resistências como pontos de vista diferentes, não como coisa suja. Elas tem a ver com decisões que vou tomando. Isto sim. Claro, há decisões que tocam algumas causas econômicas, outras mais pastorais…
Está preocupado?
Não, não estou preocupado. Parece-me tudo normal, porque seria anormal se não existissem pontos divergentes. Seria anormal que não saísse nada.
O trabalho de limpeza terminou ou segue?
Não gosto de falar de “limpeza”.  Trata-se de fazer marchar a cúria na direção que as congregações gerais (as reuniões que antecedem o conclave) pediram. Não, para isto falta ainda muito. Falta, falta. Porque, nas congregações gerais pré-conclave, os cardeais pedimos muitas coisas e é preciso andar avante em tudo isso…
O que precisou limpar foi pior do que esperava?
Em primeiro lugar, eu não esperava nada. Esperava voltar para Buenos Aires (risos). E depois acho que, não sei, Deus nisso é bom para comigo, me dá uma dose sadia de inconsciência. Vou fazendo o que tenho que fazer.
Mas como anda o trabalho em curso?
Bom, é tudo público, se sabe. O IOR (Instituto para as Obras de Religião) está “funcionando fenômeno” e se fez bastante bem isto. No que se refere à economia, está indo bem. E a reforma espiritual é o que neste momento me preocupa mais, a reforma do coração. Estou preparando a alocução de Natal para os membros da cúria; farei duas saudações natalícias. Uma com os prelados da cúria e outra com todo o pessoal do Vaticano, com todos os dependentes, na Aula Paulo VI, com suas famílias, porque eles também levam as coisas para frente. Os exercícios espirituais para prefeitos e secretários são um passo para a frente. É um passo importante que estejamos seis dias fechados, rezando e, como no ano passado, faremos na primeira semana da Quaresma. Na mesma casa.
Na semana que vem reúne-se novamente o G-9 (o grupo de 9 cardeais consultores que ajudam o Papa no processo de reforma da cúria e no governo universal da Igreja). A famosa reforma da cúria estará pronta em 2015?
Não, o processo é lento. Outro dia tivemos uma reunião com os chefes dos dicastérios e foi apresentada a proposta de juntar os dicastérios dos Leigos, Família, Justiça e Paz. Houve a discussão, cada um expressou o que lhe parecia, e agora isto volta para o G-9. Ou seja, a reforma da cúria leva muito tempo, é a parte mais complexa…
Quer dizer que não estará pronta em 2015?
Não, ela vai se fazendo passo a passo.
É certo que um casal poderia estar à frente deste novo dicastério que juntaria os Pontifícios Conselho de Leigos, da Família e de Justiça e Paz?
Pode ser, não sei. Na frente dos dicastérios ou da secretaria estarão as pessoas mais aptas, seja homem, seja mulher, ou um casal…
E não, necessariamente um cardeal ou bispo…
Em cima, num dicastério como a Congregação para a Doutrina da Fé, da Liturgia ou no novo que juntará Leigos, Família e Justiça e Paz, sempre estará na frente um cardeal. Convém que seja assim pela proximidade com o Papa como colaborador neste setor. Mas os secretários de discastério não precisam ser bispos, porque um problema que temos aqui surge quando precisamos mudar um secretário-bispo. Onde o mandamos? É preciso encontrar uma diocese, mas às vezes eles não são aptos para uma diocese, mas sim para o trabalho que fazem como secretários. Somente nomeei dois bispos secretário: o secretário do Governatório do Vaticano, para nomeá-lo pároco de tudo isto, e o secretário do sínodo dos bispos, pelo que significa a episcopalidade ali.
Foi um ano intenso: muitas viagens importantes, o sínodo extraordinário, a oração pela paz no Oriente Médio nos jardins do Vaticano… Qual foi o melhor momento e qual o pior?
Não sei dizê-lo. Todos os momentos têm algo de bom e algo que não é tão bom, não? (silêncio). Por exemplo, o encontro com as avós, com os anciãos, foi de uma beleza impressionante.
Também estava o Papa Bento…
Gostei muito desse encontro, mas não foi o melhor porque todos são lindos. Não sei, mas me vem isto. Nunca pensei nisso.
E de ser Papa, o que gosta mais e o que mais lhe desgosta?
Uma coisa, e isto é verdade e isto quero dizer: antes de vir para cá, eu estava me retirando. Ou seja, quando voltasse para Buenos Aires, combinara com o núncio de fazer a terna para que no final desse ano (2013), assumisse o novo arcebispo. Tinha a cabeça focada nos confessionários das igrejas onde iria trabalhar. Inclusive estava no projeto de passar dois ou três dias em Luján e o resto em Buenos Aires, porque Luján para mim me diz muito, e as confissões em Luján são uma graça. Quando vim para cá, tive que começar tudo de novo. E uma coisa eu me disse desde o primeiro momento: “Jorge não mudes, segue sendo você mesmo, porque mudar nesta tua idade te tornaria ridículo”. Por isso tenho mantido o que fazia em Buenos Aires. Com os erros que isto pode ter. Mas prefiro andar assim como sou. Evidentemente, isto produziu algumas mudanças nos protocolos, não nos oficiais porque estes eu observo bem. Mas meu modo de ser mesmo nos protocolos é o mesmo que em Buenos Aires, ou seja, esse “não mudes” enquadrou bem a minha vida.
Na volta da Coreia do Sul, respondendo a uma pergunta o senhor disse que em dois ou três anos esperava “ir à casa do Pai” e muitas pessoas ficaram preocupadas com o seu estado de saúde, pensando que estava doente ou algo parecido. Como o senhor está? Como se sente? Eu o vejo muito bem…
Tenho os meus achaques e nesta idade se sentem os achaques. Mas estou nas mãos de Deus, até agora consigo levar um ritmo de trabalho mais ou menos bom.
Um setor conservador nos EUA acha que o senhor tirou o cardeal tradicionalista norte-americano Raymond Leo Burke do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica por ser o líder de um grupo de resistência a qualquer tipo de mudança no sínodo dos bispos… É verdade?
Um dia o cardeal Burke me perguntou o que iria fazer, já que eu não o confirmara no cargo, na parte jurídica, estava com a fórmula donec alitur provideatur (“até que se disponha outra coisa”). E lhe disse: “Dê-me um pouco de tempo porque no G-9 se está pensando na reestrugução jurídica”, e lhe expliquei que ainda não havia nada feito e que se estava pensando. E depois surgiu a questão da Ordem de Malta e aí tinha a necessidade de um americano vivo, que pudesse se mover neste âmbito e me ocorreu o nome dele para esse cargo. Eu lhe propus isto muito antes do sínodo. E lhe disse: “Isto vai ser depois do sínodo porque quero que o senhor participe do sínodo como chefe de dicastério” porque como capelão de Malta não podia. E bem, me agradeceu muito, em bons termos e aceitou. Até gostou, me parece. Porque ele é um homem de mover-se muito, de viajar e ai vai ter trabalho. Ou seja, não é certo que o tirei pela maneira como se comportou no sínodo.
O senhor tem planos para o seu 78º aniversário, no dia 17 de dezembro? Vai festejar com os barboni (sem teto) como no ano passado?
Não convidei os barboni. Quem os trouxe foi o esmoleiro. E foi um gesto bom. Aí se construiu o mito de que eu tomara o café da manhã com os barboni. Mas eu tomei o café da manhã com todas as pessoas da casa e estavam aí barboni. São essas coisas folclóricas que se criam de mim… Como o aniversário cai num dia em que não tenho missa na capela, porque é quarta-feira e tem a audiência geral, vamos almoçar juntos com todos os empregados da casa. Para mim, vai ser um dia totalmente normal. como todos os outros dias.
Fonte: Site da Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

SANTO URBANO V - O PAPA HUMANISTA


Hoje, 19 de dezembro, a Igreja nos apresenta, Santo Urbano V. Nascido em 1310, no castelo de Grisac, nas Cevenas, França, Guilherme de Grimoard, filho do cavaleiro do mesmo nome e de Anfelisa de Montferrand, mostrou-se desde a infância hostil a toda frivolidade. Vendo-o fugir dos jogos próprios da sua idade e recolher-se à capela, sua mãe dizia: “Eu não o compreendo; mas, enfim, basta que Deus o compreenda”. Entrou na abadia beneditina de Chirac, perto de Mende; proferiu os votos no convento de S. Vítor de Marselha e, a seguir, entrou na Congregação de Cluny. Formou-se em Direito Canônico em outubro de 1342; ensinou nas Universidades de Toulouse, Montpellier, Paris e Avignon; exerceu as funções de Vigário Geral em Clermon e Uzés; foi nomeado Abade de S. Germano de Auxerre em 13 de fevereiro de 1352 e, no dia 26 de julho do mesmo ano, Clemente VI nomeou-o Legado Pontifício na Lombardia. Mais tarde, sendo Abade de S. Vítor de Marselha, foi encarregado da mesma missão no reino de Nápoles, por Inocêncio VI.
Os Papas residiam em Avignon (Avinhão), mas já pensavam em voltar para Roma; para preparar esse regresso, Guilherme desenvolvia grande atividade diplomática na Itália. Nos fins de 1362, sucedeu a Inocêncio VI, com o nome de Urbano V, sendo um dos sete Papas que, de 1309 a 1377, residiram em Avignon. O seu Pontificado assinalou-se pelo envio de missionários para as Índias, a China e a Lituânia; pela pregação de uma nova cruzada; pelo apoio que deu aos estudos eclesiásticos, e por diversas reformas que levou a efeito na administração da Igreja. Depois de renovar a excomunhão pronunciada por Inocêncio VI contra Pedro IV, rei de Castela, assassino de sua mulher e polígamo, autorizou Henrique de Trastâmara, seu irmão, a destroná-lo. Convidou ao mesmo tempo Du Guesclin e as suas “companhias brancas” a prestar-lhe auxílio, assegurando assim o êxito dessa revolução dinástica.
Em 1367, Urbano V entendeu que tinha chegado o momento de regressar a Roma. No dia 19 de maio, embarcou em Marselha, acompanhado de vinte e quatro galeras; no dia 3 de junho, desembarcou em Corneto e em 16 de outubro fez a entrada triunfal na Cidade Eterna. Não conseguiu, porém, manter-se, apesar dos protestos de Santa Brígida, que lhe previu morte próxima se voltasse. Mas voltou no dia 26 de setembro de 1370, regressando a Avignon, onde morreu em 19 de dezembro seguinte, revestido do hábito beneditino. Tempos antes, tinha-se mudado para casa de seu irmão, por não desejar acabar a vida num palácio. Por sua ordem, as portas dessa casa mantinham-se abertas, a fim de que todos pudessem entrar livremente e ver “como morre um Papa”.
Urbano V é considerado o primeiro papa humanista na história da Igreja.
Santo Urbano V, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ANIVERSÁRIO DO SANTO PADRE


Francisco (em latim: Franciscus), cujo nome de batismo é Jorge Mario Bergoglio, nascido em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936, é o 266.º Papa da Igreja Católica e  atual chefe de estado do Vaticano, sucedendo o Papa Bento XVI, que abdicou ao papado em 28 de fevereiro de 2013.
É o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos e também o primeiro papa jesuíta da história. Tornou-se Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e cardeal-presbítero em 21 de fevereiro de 2001, foi eleito papa em 13 de março de 2013.

SÃO LÁZARO - AMIGO DE CRISTO


Hoje, 17 de dezembro, a Igreja nos apresenta, São Lázaro.
A Igreja, neste tempo do Advento, se prepara para celebrar o aniversário de Jesus e se renova no desejo ardente de que Cristo venha pela segunda vez e instaure aqui o Reino de Deus em plenitude. Sem dúvida estão garantidos para este reinado pleno, que acontecerá em breve, os amigos do Senhor.
Hoje vamos lembrar um destes amigos de Cristo: São Lázaro. Sua residência ficava perto de Jerusalém, numa aldeia da Judéia chamada Bethânia. Era irmão de Marta e de Maria. Sabemos pelo Evangelho que Lázaro era tão amigo de Jesus que sua casa serviu muitas vezes de hospedaria para o Mestre e para os apóstolos.
Lázaro foi quem tirou lágrimas do Cristo, quando morreu, ao ponto de falarem: “Vejam como o amava!”. Assim aconteceu que, por amor do amigo e para a Glória do Pai, Jesus garantiu à irmã de Lázaro o milagre da ressurreição: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá, Crês isto?” (Jo 11,26).
O resultado de tudo foi a ressurreição de São Lázaro, pelo poder do Senhor da vida e vencedor da morte. Lázaro reviveu e este fato bíblico acabou levando muitos à fé em Jesus Cristo e outros começaram a pensar na morte do Messias, como na de Lázaro. Antigas tradições relatam que a casa de Lázaro permaneceu acolhedora para os cristãos e o próprio Lázaro teria sido Bispo e Mártir.
São Lázaro, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 16 de dezembro de 2014


SÃO JOSÉ MOSCATI - MÉDICO E PAI DOS POBRES


Hoje, 16 de dezembro, a Igreja nos apresenta, São José Moscati, que foi apresentado para nossa devoção pelo Santo Papa João Paulo II. São José Moscati, que muito bem soube viver a fé, a caridade e a ciência, nasceu na Itália em 1880 no seio de uma família cristã. Com apenas 17 anos obrigou-se particularmente ao voto de castidade perpétua.
Inclinado aos estudos, José Moscati cursou a faculdade de medicina na Universidade de Nápoles e chegou, com 23 anos, ao doutorado e nesta área pôde ocupar altos cargos, além de representar a Itália nos Congressos Médicos Internacionais. Com competência profissional, Moscati curou com particular eficiência e caridade milhares e milhares de doentes.
Em Nápoles, embora procurado por toda classe de doentes, dava, contudo, preferência aos mais pobres e indigentes. Sem dúvida, foi na prática da caridade para com os pobres que se manifestou toda sua grandeza, ao ponto de receber o título de “Médico e Pai dos pobres”, isto num tempo em que a cultura se afastava da fé.
José Moscati viveu corajosamente até 1927 e testemunhou a Verdade, tanto assim que encontramos em seus escritos: “Ama a Verdade, mostra-te como és, sem fingimentos, sem receios, sem respeito humano. Se a Verdade te custa a perseguição, aceita-a; se te custa o tormento, suporta-o. E se, pela Verdade, tivesses que sacrificar-te a ti mesmo e a tua vida, sê forte no sacrifício”.
São José Moscati, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PESQUISA FEITA EM 43 PAÍSES DO MUNDO CONFIRMA O QUANTO O PAPA FRANCISCO É ADMIRADO, MESMO EM PAÍSES NÃO CATÓLICOS


O papa Francisco goza de uma imagem positiva em quase qualquer lugar do mundo, particularmente na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, indicou nesta quinta-feira um estudo de um instituto de pesquisa americano.
O Papa obteve cerca de 60% de opiniões favoráveis contra 11% desfavoráveis nos 43 países onde a pesquisa foi realizada, segundo o Pew Research Center de Washington.
O sumo pontífice é particularmente apreciado na Europa, que ocupa o primeiro lugar com 84% de opiniões positivas; seguida por Estados Unidos, onde estará de visita em 2015, onde soma 78%. O Papa, nascido na Argentina, tem 72% de aprovação na América Latina.
Na África sua imagem é mais indiferente. Francisco obteve 44% de resultados favoráveis, contra 40% que não emitiram opinião. Já na Ásia as porcentagens foram de 41% positivos e 45% sem opinião sobre o papa.
Sua popularidade logicamente cresce nos países católicos. Na Polônia tem 92% de imagem positiva, 91% na Argentina e 88% na Itália e na Espanha.
Na Jordânia, Egito e Turquia sua imagem tende a cair com números por volta dos 30%.
A pesquisa foi realizada em duas ocasiões. No inverno 2013-2014 em nove países da América Latina, onde foram interrogadas 14.564 pessoas; e na primavera de 2014 em outros 34 países com 36.430 pessoas entrevistadas.
(Source: Agência France Press)
Fonte: Site da Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

SANTA CRISTIANA - INSTRUMENTO PROVIDENCIAL


Hoje, 15 de dezembro, a Igreja nos apresenta, Santa Cristiana. A vida de Santa Cristiana é um grande testemunho de que nada é coincidência, mas tudo é providência. Os Georgianos consideram-na o instrumento providencial da sua conversão.
Ela era uma escrava que vivia na Grécia nos princípios do século IV. Teria sido levada cativa para essa terra por guerreiros vitoriosos ou teria lá procurado voluntariamente asilo, fugindo da perseguição que se desencadeara na sua pátria? Ninguém sabia qual era sua verdadeira origem; só a conheciam pelo nome de Cristiana ou Nina (cristã). Era humilde e caridosa e fazia-se estimar.
Quando alguma criança caía doente nessas regiões, a mãe levava-a de porta em porta, a fim de consultar as vizinhas sobre os melhores remédios a aplicar. Um dia, foi ter com ela uma pobre mulher, levando nos braços um menino moribundo. Ao vê-lo, a santa, cuja memória a Igreja celebra hoje, disse: “Eu não posso fazer nada, mas Deus Todo-Poderoso pode restituir-lhe a saúde, se for essa a Sua vontade”. Deitou o moribundo no seu próprio catre, cobriu-o com o seu cilício, orou a Deus em nome de Cristo e, a seguir, restituiu à mãe o filho curado.
A fama desse milagre chegou aos ouvidos da rainha da Geórgia, que estava prestes a morrer de uma doença desconhecida. Pediu ela que lhe chamassem Nina, mas esta, cuja inocência já tinha corrido muitos perigos, respondeu: “O meu lugar não é em palácio”. Foi então a rainha ter com a escrava e recuperou a saúde. Tanto ela como o rei Mirian quiseram recompensá-la com ricos presentes, mas Cristiana os recusou dizendo: “A única coisa que me faria feliz seria ver-vos abraçar a religião cristã”. Mirian levou muito tempo a tomar essa decisão, mas um dia, correndo grave perigo numa caçada às feras, prometeu que, se escapasse ileso, se tornaria cristão. Sabe-se efetivamente que, cerca do ano de 325, ele pediu a Constantino que lhe enviasse missionários. O Imperador enviou-lhe o Bispo Pedro e o Sacerdote Jacob, que batizaram “todos os habitantes da sua capital”, lançando assim os fundamentos do Cristianismo nesse país.
Santa Cristiana, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

domingo, 14 de dezembro de 2014

A BELEZA DA IGREJA CATÓLICA

RECITAL DE VIOLINO 

AVE MARIA BY BACH / GOUNOD


SÃO JOÃO DA CRUZ - DOUTOR MÍSTICO


Hoje, 14 de dezembro, a Igreja nos apresenta, São João da Cruz, conhecido como “doutor místico”. Nasceu em Fontiveros, na Espanha, em 1542. Seus pais, Gonçalo e Catarina, eram pobres tecelões. Gonçalo morreu cedo e a viúva teve de passar por dificuldades enormes para sustentar os três filhos: Francisco, João e Luís, sendo que este último morreu quando ainda era criança. Como João de Yepes (era este o seu nome de batismo) mostrou-se inclinado para os estudos, a mãe o enviou para o Colégio da Doutrina. Em 1551, os padres jesuítas fundaram um colégio em Medina (centro comercial de Castela). Nele, esse grande santo estudou Ciências Humanas.
Com 21 anos, sentiu o chamado à vida religiosa e entrou na Ordem Carmelita, na qual pediu o hábito. Nos tempos livres, gostava de visitar os doentes nos hospitais, servindo-os como enfermeiro. Ocasião em que passou a ser chamado de João de Santa Maria. Devido ao talento e à virtude, rapidamente foi destinado para o colégio de Santo André, pertencente à Ordem, em Salamanca, ao lado da famosa Universidade. Ali estudou Artes e Teologia. Foi nesse colégio nomeado de “prefeito dos estudantes”, o que indica o seu bom aproveitamento e a estima que os demais tinham por ele. Em 1567 foi ordenado sacerdote.
Desejando uma disciplina mais rígida, São João da Cruz quase saiu da Ordem para ir ingressar na Ordem dos Cartuxos, mas, felizmente, encontrou-se com a reformadora dos Carmelos, Santa Teresa D’Ávila, a qual havia recebido autorização para a reforma dos conventos masculinos. João, empenhado na reforma, conheceu o sofrimento, as perseguições e tantas outras resistências. Chegou a ficar nove meses preso num convento em Toledo, até que conseguiu fugir. Dessa forma, o santo espanhol transformou, em Deus e por Deus, todas as cruzes num meio de santificação para si e para os irmãos. Três coisas pediu e acabou recebendo de Deus: primeiro: força para trabalhar e sofrer muito; segundo: não sair deste mundo como superior de uma comunidade; e terceiro: morrer desprezado e escarnecido pelos homens.
Pregador, místico, escritor e poeta, esse grande santo da Igreja faleceu após uma penosíssima enfermidade, em 1591, com 49 anos de idade. Foi canonizado no ano de 1726 e, em 1926, o Papa Pio XI o declarou Doutor da Igreja. Escreveu obras bem conhecidas como: Subida do Monte Carmelo; Noite escura da alma (estas duas fazem parte de um todo, que ficou inacabado); Cântico espiritual e Chama viva de amor. No decurso delas, o itinerário que a alma percorre é claro e certeiro. Negação e purificação das suas desordens sob todos os aspectos.
São João da Cruz é o Doutor Místico por antonomásia, da Igreja, o representante principal da sua mística no mundo, a figura mais ilustre da cultura espanhola e uma das principais da cultura universal. Foi adotado como Patrono da Rádio, pois, quando pregava, a sua voz chegava muito longe.
São João da Cruz, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sábado, 13 de dezembro de 2014



                     O Espírito Santo não é somente uma suave brisa                          que consola, Ele é um vento poderoso que
             arranca o pecado de nossas vidas.

SANTA LUZIA - PROTETORA DOS OLHOS


Hoje, 13 de dezembro, a Igreja nos apresenta, São Luzia. O nome de Santa Luzia deriva do latim e significa: Portadora da luz. Ela é invocada pelos fiéis como a protetora dos olhos, que são a “janela da alma”, canal de luz.
Ela nasceu em Siracusa (Itália) no fim do śeculo III. Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, a ponto de ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe, chamada Eutícia, a queria casada com um jovem de distinta família, porém, pagão.
Ao pedir um tempo para o discernimento e tendo a mãe gravemente enferma, Santa Luzia inspiradamente propôs à mãe que fossem em romaria ao túmulo da mártir Santa Águeda, em Catânia, e que a cura da grave doença seria a confirmação do “não” para o casamento. Milagrosamente, foi o que ocorreu logo com a chegada das romeiras e, assim, Santa Luzia voltou para Siracusa com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimentos pelos quais passaria, assim como Santa Águeda.
Santa Luzia vendeu tudo, deu aos pobres, e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Não querendo oferecer sacrifício aos falsos deuses nem quebrar o seu santo voto, ela teve que enfrentar as autoridades perseguidoras. Quis o prefeito da cidade, Pascásio, levar à desonra a virgem cristã, mas não houve força humana que a pudesse arrastar. Firme como um monte de granito, várias juntas de bois não foram capazes de a levar (Santa Luzia é muitas vezes representada com os sobreditos bois). As chamas do fogo também se mostravam impotentes diante dela, até que por fim a espada acabou com vida tão preciosa. A decapitação de Santa Luzia se deu no ano de 303.
Conta-se que antes de sua morte teriam arrancado os seus olhos, fato ou não, Santa Luzia é reconhecida pela vida que levou Jesus – Luz do Mundo – até as últimas consequências, pois assim testemunhou diante dos acusadores: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade”.
Santa Luzia, rogai por nós!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PARÓQUIA EM SÃO PAULO É MULTADA EM 36 MIL REAIS POR TOCAR SINO

Paróquia em SP é multada em 36 mil reais por tocar sino. Enquanto isso: prefeito promove funk

Prefeitura penalizou a paróquia por tocar o dispositivo por dezesseis segundos além do permitido

Com informações de Veja - Tradição de 81 anos na Paróquia São João Maria Vianney, na Vila Romana, Zona Oeste de São Paulo, o badalar dos sinos antes das missas nos domingos de manhã rendeu multa de 36 540 reais, aplicada pelo Programa de Silêncio Urbano (Psiu). O motivo: o dispositivo foi tocado dezesseis segundos além do permitido, na manhã do dia 30 de novembro, quando duas fiscais constataram que os ruídos também chegavam a 80 decibéis às 9h50, o que ultrapassou o limite permitido de 65 decibéis.
A aplicação da multa causou revolta entre frequentadores da igreja e moradores da Vila Romana. Eles tentam descobrir quem fez a denúncia ao Ministério Público Estadual no início de agosto. A partir dessa reclamação, protocolada na Promotoria de Habitação e Urbanismo, os fiscais da prefeitura foram duas vezes à igreja. No fim de agosto, o Psiu chegou a alertar o sacristão Gilberto Barbosa, de 35 anos, sobre o problema. Ele é o fiel responsável há dezesseis anos por puxar as cordas que badalam o sino.
“No fim de agosto, vieram e disseram que tinham recebido a denúncia do barulho. Mas em nenhum momento me orientaram, não sabia que o sino só poderia tocar por 1 minuto”, argumenta o padre Raimundo Vieira, de 44 anos, que comanda a igreja. “Quando voltaram, em novembro, já foi para multar.”
O padre e moradores católicos vizinhos dizem que a tradição de mais de oito décadas não pode ser interrompida.

“Pancadão pode, blocos de carnaval podem, ensaios de escola de samba na rua, também. Eu não sou contra essas coisas. Acho até que uma manifestação cultural como os blocos deve ser autorizada. Mas o sino também é parte de uma tradição da comunidade”, defende o padre. “É aquela velha história. Eles peneiram as moscas e deixam passar os camelos”, acrescentou Vieira.

Vale lembrar, que em janeiro deste mesmo ano, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad vetou projeto que proibia realização de bailes funk em SP. Segundo o prefeito, o “funk é uma expressão legítima da cultura urbana jovem, não se conformando com o interesse público sua proibição de maneira indiscriminada nos logradouros públicos e espaços abertos.”
Pois é, um sino tocando em menos de um minuto e meio é um atentado, mas uns funks horrorosos são expressões legitimas da cultura urbana.
Fonte: Fides Press

OUVINDO OS ANJOS NAS ALTURAS - GLÓRIA


espírito natalino toma forma facilmente na música destes cinco homens que, com suas vozes, enchem completamente uma igreja vazia, interpretando a capella o popular cântico "Angels have hard on high" (também conhecido como "Glória").

Trata-se do grupo de música country "Home Free", iniciado por dois irmãos estudantes, que foi se ampliando e atuando em teatos, universidades e eventos, até ganhar a quarta temporada do concurso "The sing-OFF", da NBC.

Fonte: Aleteia