segunda-feira, 6 de abril de 2015

MORADORES DE RUA RECEBERAM UM PRESENTE ESPECIAL DO PAPA FRANCISCO NA NOITE DA SEXTA-FEIRA SANTA



VATICANO, 04 Abr. 15 - Na noite da Sexta-feira Santa, 300 indigentes das ruas de Roma receberam um donativo do Papa Francisco enquanto ele celebrava o Via Crucis no Coliseu Romano.

O elimosineiro pontifício, Mons. Konrad Krajewski, distribuiu envelopes com dinheiro, e um cartão do Papa com uma saudação àqueles que iriam passar a noite nas estações ferroviárias de Roma.

É a segunda Sexta-feira Santa em que o Papa Francisco realiza este gesto. Mons. Krajewski  acompanhado pelo diretor da Elimosineria, Mons. Diego Ravelli, visitaram as estações de São Pedro, Termini, duas das maiores estações de trem da cidade, e outras para distribuir a doação papal.

Nos últimos meses, a Elimosineria pontifícia além de doações econômicas distribuiu guarda-chuvas, sacos de dormir, organizou a construção de duchas e uma barbearia perto da Basílica de São Pedro e recentemente convidou um grupo de indigentes a visitar a Capela Sistina.

Fonte: Acidigital

SÃO MARCELINO - EXEMPLO DE VERDADE E JUSTIÇA



Hoje, 06 de abril, a Igreja nos apresenta, São Marcelino. Marcelino foi um sábio e dedicado religioso, amigo e discípulo de Agostinho, bispo de Hipona, depois canonizado e declarado doutor da Igreja. Entretanto Marcelino acabou sendo vítima de um dos lamentáveis cismas que dividiram o cristianismo. Foram influências políticas, como o donatismo, que levaram esse honrado cristão à condenação e ao martírio.

Tudo teve início muitos anos antes, em 310. O imperador Diocleciano ordenara ao povo a entrega e queima de todos os livros sagrados. Quem obedeceu, passou a ser considerado traidor da Igreja. Naquele ano, Ceciliano foi eleito bispo de Cartago, mas teve sua eleição contestada por ter sido referendada por um grupo de bispos traidores, os mesmos que entregaram os livros sagrados.

O bispo Donato era um desses e, além disso, tinha uma posição totalmente contrária ao catolicismo ortodoxo. Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, não por pecadores, isto é, gente comum. Os seguidores do bispo Donato, portanto, tornaram-se os donatistas, e a Igreja dividiu-se.

Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Era muito religioso, ligado ao bispo Agostinho, de Hipona, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja. Algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho partiram de consultas feitas por Marcelino. Foram os tratados "sobre a remissão dos pecados", "sobre o Espírito", e o mais importante, "sobre a Trindade", porém nenhum deles pôde ser lido por Marcelino.

Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista, em 411, foi denunciado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua errônea execução.

Fonte: Paulinas

sábado, 4 de abril de 2015

O OLHAR DE JESUS LEVA O ATOR QUE INTERPRETOU BARRABÁS NO FILME "A PAIXÃO DE CRISTO" DE MEL GIBSON, À CONVERSÃO


Pedro Sarubbi é um homem apaixonado e não tinha medo dos desafios da atuação. Quando ainda adolescente, fugiu de casa e se juntou a uma companhia circense. Assim, seguiu em turnê pelo mundo, acreditando – diz ele – que “em algum lugar poderia preencher aquele vazio espiritual” que o afligia.

Ele tentou, ao entrar no mosteiro de Shaolin na província de Henan (China) para treinar as artes marciais. Mas não estava lá o que procurava. Em seguida, foi para o Tibete, agarrando-se a um voto auto-imposto de silêncio, por seis meses, para alcançar o anelo budista da iluminação. Porém, apesar dos esforços, sua angústia existencial continuava inabalável.

Praticou meditação na Índia e, quase à beira da exaustão, mais tarde permaneceu na Amazônia brasileira, onde aprendeu a falar Português. Em paralelo, entre viagens, ele continuou sua carreira de ator.

Ele tinha 18 anos quando começou a trabalhar no teatro, comerciais e cinema italiano independente. Especializou-se em comédia, mas sempre sentia uma ligeira sensação de fracasso, porque o seu desejo era de dirigir. “Eu me sentia um tigre de Bengala em uma jaula de circo preparado para o show”, diz ele. Hollywood lhe pareceu sorrir quando o chamou para um papel coadjuvante no filme “O Capitão Corelli” (2001), mas o seu momento de glória não apareceu e nem o vazio existencial o deixou.

Identificando-se com Barrabás

Meses depois desse filme, o ator conta que “um dia o telefone tocou com a oferta de colaborar em um filme de Mel Gibson. Nos filmes anteriores sempre tinha desempenhado papeis mais obscuros, então pensei que este seria um outro filme de ação”. Mas o filme narraria a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Ficou surpreso. “Nunca imaginei que poderia atuar em um filme sobre a Paixão de Cristo, mesmo porque estava muito longe da Igreja”, lembra ele.

Ele queria encarnar o apóstolo Pedro e não escondeu sua decepção quando Mel Gibson disse que o procurava para interpretar Barrabás. “Na verdade queria atuar como o apóstolo Pedro, não por uma razão espiritual, mas porque pagavam melhor por dia trabalhado e Barrabás aparecia pouco tempo. Então argumentei que eu era uma pessoa famosa e eles não podiam me dar um papel pequeno.” Mas ao final terminou como Barrabás e algo mais aconteceria durante as filmagens, breve, mas crucial para o resto de sua vida.

Poucos dias antes de sua atuação, o ator destaca que teve uma conversa com Mel Gibson, que queria lhe dar mais detalhes sobre o personagem: que Barrabás não era simplesmente um bandido, que pertencia à casta dos “Zelotes”. E acrescentou um detalhe que penetrou profundamente Sarubbi: Barrabás esteve preso por anos, foi torturado e levado ao limite “começou a tornar-se uma besta, que não tem mais palavras. Ele expressa com seus olhos. Por isso eu escolhi você… depois de investigar, você parece encarnar bem esse animal selvagem e, ao mesmo tempo, refugiar no fundo do coração o olhar de um homem bom”, disse Gibson.

O Olhar de Jesus

Poucos dias depois, Sarubbi estava no set, e durante alguns minutos, permaneceu absorvido ao ver o seu colega Jim Caviezel, que interpretou Jesus. Dentre uns poucos minutos iriam gravar a cena em que o povo perdoou a Barrabás e condenou o Messias… e, de repente, Pedro Sarubbi e Barrabás, na alma do ator, eram apenas um. A cena avançava e ele já não mais atuava: vivia, vibrava os acontecimentos em todo seu ser. Por fim, os gritos da multidão tinham alcançado o seu desejo, ele, Barrabás, estava livre! Ele desceu os degraus e seus olhos se encontraram com a ternura infinita dos olhos de Jesus… Foi um grande impacto. Senti como se corresse uma corrente elétrica entre nós. Eu vi o próprio Jesus.

A partir desse momento, o ator italiano diz que tudo em sua vida mudou. Que a paz que, durante anos tinha procurado em dezenas de viagens, havia visitado sua alma. Ao olhar para mim, seus olhos não tinham ódio nem ressentimento contra mim, apenas misericórdia e amor.”

Esta conversão explosiva de Pedro Sarubbi, que conta em seu livro “Da Barabba para Gesù – Convertito dá um sguardo” (De Barrabás a Jesus – Convertido por um olhar), deu início a uma fase da vida em que o dom da fé toca todo o âmbito de sua vida. No final, com uma exegese pessoal da história bíblica, mostra sua gratidão ao personagem Barrabás que, inicialmente, resistiu em encenar: “É o homem que Jesus salvou de ser crucificado. É ele que representa toda a humanidade”.

Trad. Adapt.: Tathiane Locatelli
Fonte: Catholic.net
Via Kerigma

A MISERICÓRDIA DE DEUS



O QUE ENTENDO POR "MISERICÓRDIA DE DEUS" ?

Em primeiro lugar é importante relacionar misericórdia com amor, pois não há misericórdia se não existir amor, ou ainda, só é misericordioso quem sente amor pelo outro.
Daí dizermos que Deus é misericordioso, pois Deus é amor, e nos ama tanto que esse amor transborda em abundante misericórdia por todos os seus filhos, sem distinção.
O dicionário nos dá a seguinte definição: "Misericórdia é tratar com compaixão um inimigo". O homem está numa condição de miséria por causa de sua rebelião contra Deus e merece punição. Entendemos o significado de misericórdia quando o acusado joga-se à misericórdia do juiz. Isto significa que ele é culpado e não tem mérito com que apelar à lei. Esta é a condição exata em que nós nos achamos diante do tribunal de Deus. A misericórdia é a nossa única esperança.
O misericordioso é aquele que tem espaço interior para acolher a vida, as pessoas. Deus tem materna Misericórdia. Todos fomos gerados em seu divino ‘útero’. Ser misericordioso como Deus é ter espaço no coração para os irmãos.

A MISERICÓRDIA E A GRAÇA

Misericórdia e Graça têm muito em comum, mas existem sombras de diferença entre elas. A graça pode ser exercida onde não há pecado; já a misericórdia é mostrada somente aos pecadores. A distinção é vista na maneira como Deus tratou os anjos não caídos. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, pois nunca pecaram, e portanto não estão em estado de miséria. Mas eles são objetos da graça. Foi pela graça que Deus os escolheu em meio a toda a raça angélica. (1 Timóteo 5:21); Foi em graça que Ele lhes deu tais serviços tão honrosos. (Hebreus 1:19); Foi pela graça que Deus pôs Cristo como o Cabeça deles. ( 1 Pedro 3:22).
Deus tratou com os anjos em Graça, pois eles não mereciam Seu favor. Se anjos santos não podem merecer Seus favores, que esperança há para o homem pecaminoso?
No Diário de Santa Faustina, Deus nos diz que, quanto maior o pecador, maiores são os acessos para ele alcançar a misericórdia de Deus.
O CIC (1847/48) nos diz: "Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós» (87). O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas. «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a maldade» (1 Jo 1, 8-9)".
"Como afirma São Paulo: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça»."

MISERICÓRDIA E AMOR

A misericórdia e o amor são distinguidos nas Escrituras. O amor pode ser dirigido a um semelhante; a misericórdia somente existe entre um superior e um inferior.
A misericórdia não vai além de dar alívio; já o amor nos predestinou para adoção como filhos.
A misericórdia pode fazer um rei perdoar um traidor; era necessário haver amor para este rei adotar este traidor como seu próprio filho.

MISERICÓRDIA E PACIÊNCIA

Há também uma distinção entre misericórdia e paciência. Há uma misericórdia geral de Deus que se assemelha a paciência. Tal misericórdia é temporária e se aplica a todas as suas obras. Salmo 145:9. Esta misericórdia pertence à Sua natureza essencial pela qual Ele provê as necessidades de Sua criação inteira, fazendo o sol levantar-se sobre o mau e o bom, e manda a chuva sobre o justo e o injusto. Mateus 5:45. Mas Sua misericórdia do concerto é exercida soberanamente por meio de Cristo e é eterna.

A MISERICÓRDIA DE DEUS

Misericórdia faz parte da própria essência divina. Foi pela misericórdia que o Pai nos criou, nos perdoou e nos deu o caminho para a remissão. Foi pela misericórdia que Jesus deu a Si mesmo por nós.

Mas o que vem a ser então a Misericórdia de Deus?

A maior demonstração da misericórdia de Deus por nós, foi a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, pois despojando-se de toda a Sua Divindade, se fez Homem, foi torturado, massacrado e morto, assumindo sobre seus ombros o peso de todos os pecados da humanidade; e ressurgindo dos mortos ao terceiro dia, nos permitiu também ganharmos a salvação eterna.
A misericórdia de Deus é a resposta carinhosa, amorosa e compassiva de Deus aos nossos sofrimentos, angústias e pecados. É a resposta paternal de um pai que ama sem medidas aos seus filhos, livrando-os assim de seus sofrimentos, sejam quais forem.
O ser humano, sempre deverá solicitar a misericórdia de Deus em todos os momentos de sua vida, pois por merecimento próprio, nunca conseguiríamos ser atendidos por Deus em socorro aos nossos sofrimentos, angústias e perdão dos pecados; e, muito menos ainda mereceríamos o direito de ser salvos para a vida eterna;  a não ser pela grande misericórdia de Deus.
A misericórdia de Deus por nós é infinita e imensurável. Mas, nós não temos direito adquirido a ter a misericórdia de Deus, pois para isso deveríamos estar num grau de santidade que jamais atingiríamos aqui na terra, e aí, já não precisaríamos mais da misericórdia. Então, para recebermos a misericórdia de Deus, devemos implorá-la ao Senhor, com toda a humildade e fé.
Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus,«que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam». (2 Pe 3, 9) (CIC 1037)
Quando imploramos a misericórdia de Deus, Ele, na sua infinita bondade e amor, recolhe as nossas dificuldades, sofrimentos, angústias e pecados, e coloca tudo ao lado de Seu coração amoroso e misericordioso, aliviando dessa forma nosso sofrimento e nos fazendo sentir a verdadeira felicidade de sermos atendidos por Ele e de sermos considerados seus filhos.
A misericórdia de Deus é descrita em vários lugares das Sagradas Escrituras e de maneiras diversas, como por exemplo:  Sua misericórdia é grande (1 Reis 3:6), é suficiente (Salmo 86:5), é terna (Lucas l:78), é abundante (1 Pedro 1:3), é rica (Efésios 2:4), é eterna (Salmo 103:17).
É tão grande consolação sabermos que Deus é tão abundante e rico exatamente no que necessitamos como pobres pecadores.
Não é surpresa que o Salmista diga: "Cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia". Salmo 59:16.
É muito bom e reconfortante sentir que Deus nos ama e se preocupa conosco, e de modo tão especial, como se só existíssemos nós sobre a face da terra.

TAMBÉM DEVEMOS SER MISERICORDIOSOS

É nas obras de Cristo que devemos nos espelhar para  bem proceder como cristãos, socorrendo nosso próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Todo cristão, do mais abastado ao mais carente, deve ser um reflexo da misericórdia de Deus. Ainda que lhe faltem meios materiais para ajudar ao próximo, nunca lhe deverá faltar o ânimo para imitar a Cristo.
O perdão do pecado e o restabelecimento da comunhão com Deus trazem consigo a abolição das penas eternas do pecado. Mas subsistem as penas temporais.
O cristão deve esforçar-se por aceitar, como uma graça, estas penas temporais do pecado, suportando pacientemente os sofrimentos e as provações de toda a espécie e, chegada a hora, enfrentando serenamente a morte: deve aplicar-se, através de obras de misericórdia e de caridade, bem como pela oração e pelas diferentes práticas da penitência, a despojar-se completamente do «homem velho» e a revestir-se do «homem novo» (83).(CIC 1473)

ORAÇÃO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Jesus, diante de vosso coração aberto, de onde jorraram sangue e água, fonte da Divina Misericórdia por nós pecadores. Venho a Vós com os vasos da confiança clamar as graças, dons e virtudes desta Santa devoção. Eu quero passar pelo Teu lado aberto de amor por mim, todos os meus pecados, minhas feridas emocionais e físicas, toda carência e depressão, pois tenho a certeza, que passando pelo teu coração serei uma Nova Criatura. Que os raios claros da Tua Divina Misericórdia, Sangue e Água dissipem toda treva em mim, traga-me o perdão e a paz, a graça da conversão e da retenção eterna. Refugiar-me no abismo da Salvação onde nenhum inimigo conseguirá me alcançar nenhuma tentação e todo mal será ali neutralizo. Quero passar pela Tua misericórdia os meus medos, duvidas, minha vida financeira, todo sentimento de desespero e fracasso, também todas as pessoas que fazem parte da minha vida, eu as confio a vós, na certeza de que experimentarão o Amor de Deus. Vós morrestes Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas, e um mar de misericórdia se abriu para o mundo inteiro. Ó Fonte de Vida, Misericórdia Divina inescrutável, envolvei o mundo todo e derramai-vos sobre nós. Acendei em nossos corações a chama de Vosso amor pelo Espírito Santo Senhor, a esperança, a certeza de que tudo pode ser mudado pela oração, que eu possa dizer em todos os momentos de minha vida: Jesus, eu confio em vós!

O TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Reze agora o Terço da Misericórdia e coloque-se nas mãos de Deus!

Explicação do Terço:

Palavras de Jesus: "As almas que rezarem este terço serão envolvidas pela minha misericórdia, durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte".
Disse Jesus a irmã Faustina:
 “Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem  esse Terço.
(…) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia,que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Àgua que jorraram para eles.” (Diário, 848) .
“Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia.” (Diário, 687).
“Às três horas da tarde, implora à Minha Misericórdia, de modo particular pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão.”( Diário, 1320).

Oração do Terço:

Pai-Nosso…
Ave-Maria…
Creio…
Nas contas grandes do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro.

Nas contas pequenas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)

Ao final das Ave-Marias,  reza-se:
Ó sangue e água que jorrastes do coração de Jesus, como fonte de misericórdia para nós, eu confio em vós.


Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro. (3 vezes)

Que a misericórdia e o amor de Deus sejam abundantes em sua vida e de sua família. Amém!
Por: José Vicente Ucha Campos

Referências:
Blog Canção Nova
Catecismo da Igreja Católica

SANTO ISIDORO - BUSCAVA A SALVAÇÃO DAS ALMAS


Hoje, 04 de abril, a Igreja nos apresenta, Santo Isidoro. O santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo.
Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo e ficou aos cuidados dos irmãos que, recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus.
Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso.
No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor.
Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas.
Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo.
Santo Isidoro, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 3 de abril de 2015

SÃO RICARDO - INSTRUMENTO DE RENOVAÇÃO DA IGREJA DA INGLATERRA

São Ricardo, decidiu-se pela santidade, a fim de ser instrumento de renovação da Igreja na Inglaterra

Com alegria contemplamos hoje, 03 de abril,  a vida de santidade do nosso irmão da fé São Ricardo, que hoje brilha no Céu como intercessor de todos os irmãos que peregrinam na Igreja terrestre.
Nascido em 1197, era pobre, teve dificuldade de estudar e perdeu muito cedo seus pais. No seu tempo, Ricardo começou a ver a ignorância e superstição; ambição dos nobres; luxo do clero; regalismo do trono e decadência da vida monástica. Diante de sua realidade, não se entregou a murmurações e desânimos, mas como professor e reitor da Universidade de Oxford decidiu-se pela santidade, a fim de ser instrumento de renovação da Igreja na Inglaterra.
Unido aos frades franciscanos e dominicanos, Ricardo fez de tudo, – como leigo, sacerdote e bispo ordenado pelo Papa – para reverter a resistência do rei que não queria a sua ordenação e, de toda situação triste que acabava atingindo duramente o povo.
São Ricardo, até entrar na Casa do Pai com 56 anos, por dois anos coordenou sua diocese clandestinamente, visitando pobres, doentes e fazendo de tudo para evangelizar e ajudar na santificação dos mosteiros, clero e nobres ingleses, isto principalmente depois que o rei se dobrou sob ameaça de excomunhão do Papa.
São Ricardo, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

DE TODA A PAIXÃO, QUAL FOI O MOMENTO EM QUE JESUS MAIS SOFREU?



De todo o relato da Paixão que os evangelhos nos fazem, poderíamos nos perguntar: qual foi o momento em que Jesus mais sofreu?
 
Esta pergunta também foi feita por uma jovem de 22 anos em 1943: Chiara Lubich. Foi durante a 2ª Guerra Mundial. Nos refúgios durante os bombardeios, liam o Evangelho; haviam descoberto que Deus-Amor é o único ideal que nenhuma bomba pode destruir. Depois saíam para buscar nos escombros os falecidos e atender os feridos.
 
Uma das jovens ficou gravemente doente devido às condições higiênicas dos feridos. Chamaram o padre e Chiara, antes de que ele desse a unção dos enfermos à jovem, aproximou-se dele e lhe perguntou: “Qual foi o momento em que Jesus mais sofreu em sua Paixão?”.
 
O sacerdote respondeu: “Eu acho que foi seu grito na cruz: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’”.
 
Então, Chiara reuniu suas companheiras ao redor da cama da jovem doente e lhes propôs que se unissem a “Jesus Abandonado”; que O escolhessem para amá-lo para sempre em todos os sofrimentos, nos próprios e nos de toda a humanidade.
 
São João Paulo II dizia que a experiência humana do abandono de Jesus na cruz, quando grita “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”, responde a uma dor compartilhada pelas três pessoas da Santíssima Trindade: “sofrida por Deus Pai, que a permite por amor aos homens, e pelo Espírito, que cala para que Jesus possa culminar a obra redentora; e também por Jesus: é o rasgar-se de Deus por amor aos homens”.
 
Sim, Jesus, pelo menos por um instante, sentiu o abandono do Pai. E não poderia ter sido de outra maneira, porque, como explica São Irineu, Jesus não remiu o que não assumiu. Se salvou todos os homens de todas as dores, das injustiças, dos tormentos, dos desprezos, e do próprio sentimento de abandono de Deus, é porque Ele na cruz, tornou-as suas, sofreu-as em sua própria carne e em sua própria alma.
 
Por isso, a esse Jesus crucificado e abandonado, não podemos vê-lo somente refletido nas imagens que criamos dele. Precisamos vê-lo, acima de tudo, em nós mesmos, quando nos sentimos abandonados; e nos outros, quando se sentem abandonados.
 
Podemos e devemos reconhecê-lo e dizer-lhe: “És Tu”. O rejeitado, marginalizado, esquecido, solitário. O caluniado, maltratado, enganado, zombado. O desprezado, entristecido, angustiado, anulado. E abraçá-lo, dizendo: “Eu te amo assim”. E então dar o salto quantitativo, amando-o, fazendo sua vontade, pedindo-lhe: “Age em mim”.
 
E podemos inclusive, com nossa vida, dar testemunho de que Jesus crucificado e abandonado acompanhou toda solidão, iluminou toda escuridão, preencheu todo vazio, anulou toda dor, apagou todo pecado.
Por: Manuel Bru

Fonte: Aleteia

SÃO FRANCISCO DE PAULA - FUNDOU A ORDEM EREMÍTICA, MARCOU SUA HISTÓRIA PELO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO


São Francisco de Paula, marcou sua história pelo amor a Deus e ao próximo

Hoje, 02 de abril, a Igreja celebra São Francisco de Paula. Nasceu na cidade de Paula, na Calábria, em 1416. Recebeu este nome devido a devoção de seus pais a São Francisco de Assis. Em sinal de gratidão a uma cura recebida por intercessão do santo, viveu um tempo num convento franciscano.

Amor a Deus e ao próximo marcaram sua história, e seu lema pessoal era a caridade. Depois de sair do convento, foi em peregrinação com seus pais para Roma, e ali descobriu seu chamado à vida eremítica. Ficou na Itália, em uma região distante, dedicando-se à vida de oração e penitência. Um homem da caridade, em comunhão com as dores da humanidade e da Igreja.

Muitos descobriram sua santidade e iam até ele pedir conselhos. Alguns desses descobriam sua vocação e permaneciam. Com isso, Francisco de Paula fundou uma ordem eremítica (Ordem dos Mínimos), que tinha como lema a caridade.

São Francisco de Paula, rogai por nós

terça-feira, 31 de março de 2015

SÃO BENJAMIM - SERVIA AOS IRMÃOS NA CARIDADE


São Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver

Hoje, 31 de março, a Igreja celebra São Benjamim. Nasceu no ano de 394 na Pérsia e, ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato.

Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.

Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele uniu-se ainda mais ao Cristo crucificado.

Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.

Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus.

Foi novamente preso, levado a público e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou então ao rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar à sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo.

E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.

São Benjamim, rogai por nós!

domingo, 29 de março de 2015

DESDE QUANDO A IGREJA COMEÇOU A USAR O NOME DE CATÓLICA?


O adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja. Em grego, katholikos (καθολικός) quer dizer aquilo que é conforme o todo. Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.
O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:
"Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes."
Onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica, segundo Santo Inácio. Mas, essa palavra era usada também em outro sentido, por exemplo, São Justino quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas. O termo se aplicava também à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio.
A partir do século IV, com o surgimento de várias heresias, um outro sentido foi dado à palavra católica. São Cirilo de Jerusalém para comparar a fé ortodoxa com a fé herética, usa o termo fé católica. Ou seja, a verdadeira fé aceita a totalidade das verdades reveladas, enquanto que a fé herética escolhe aquilo em que quer acreditar, selecionando o que mais lhe convém e rejeitando os demais conteúdos da fé.
Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que inclui todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que inclui toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos. Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.
Também houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo católica. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica e, ao mesmo tempo, romana. Contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo foi salientar que a Igreja somente é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa estiver incluído nela.
Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja.
Só há uma Igreja de Cristo e essa Igreja é una, católica e apostólica. Faz parte da natureza da Igreja ser católica. Sendo assim, não se pode aceitar o significado confessional da palavra católico, pois ela não designa um ramo dos cristianismo. A fé cristã é católica por definição e não há outro verdadeiro cristianismo que não o católico. Por isso, como nas colunatas de Bernini na Praça de São Pedro, a Igreja abraça a fé na sua integridade e acolhe como mãe os católicos do mundo todo que vão em peregrinação até aquela praça, ver o Sucessor de Pedro.
Fonte: Pe. Paulo Ricardo

quinta-feira, 26 de março de 2015

"40 DIAS POR LA VIDA" SALVOU DESDE 2007 CERCA DE 10.000 CRIANÇAS DO ABORTO


O diretor de 40 Días por la Vida, Shawn Carney, informou nesta segunda-feira que, nos oito anos de existência da organização os voluntários ajudaram a salvar dez mil bebês a as suas mães do aborto. "Desde que coordenamos pela primeira vez a campanha 40 Días por la Vida em 2007, recebemos informes constantes sobre dez mil bebês que estão vivos hoje porque as suas mães rejeitaram o aborto e escolheram a vida”, disse Carney.

40 Días por la Vidaé uma campanha Nacional de Oração promovida nos EUA por leigos, em coordenação e contato com os grupos que em outros países realizam campanhas semelhantes.
A entidade está fora de grupos, associações, movimentos, partidos, etc., e não representa ninguém. Nem levanta dinheiro. O único propósito é orar e jejuar pela vida.
Em Espanha, como em outros países onde são organizadas essas campanhas de oração, os seus membros são todos voluntários. Alguns deles, aqueles que desejam, coordenam grupos de oração. Outros oram individualmente ou em família.
40 Días por la Vida realizou as seguintes atividades: 40 dias de oração e jejum para o desaparecimento do aborto; 40 dias de vigília pública que consiste em, pelo menos, 12 horas por dia, de preferência em um centro de abortos, ou, pelo menos, em um local público significativo; e 40 dias de atividades educativas sobe o aborto e a oração na comunidade envolvida.

Fonte: Zenit

quarta-feira, 25 de março de 2015

MENDIGOS SÃO CONVIDADOS DE HONRA DO PAPA FRANCISCO PARA VISITAREM OS MUSEUS DO VATICANO

© ALBERTO PIZZOLI / AFP

Depois de chuveiros e barbearia, agora o Papa Francisco lhes oferece cultura: visita exclusiva aos museus, missa e jantar     na Capela Sistina


Papa Francisco autorizou que 150 mendigos visitem os Museus Vaticanos e a Capela Sistina no dia 26 de março. Depois de uma visita organizada com os melhores guias, os pobres, tão queridos pelo Papa, jantarão no restaurante do prestigioso museu.
 
O jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, anunciou nesta terça-feira a notícia, que foi confirmada por outras fontes vaticanas.
 
A visita é uma iniciativa da Esmolaria Vaticana, o departamento que tem a tarefa de praticar a caridade a favor dos pobres em nome do Papa e é dirigida pelo conhecido "Don Corrado" (Dom Konrad Krajewsli).
 
O bispo polonês segue as indicações do próprio Francisco. Após ainauguração do serviço de chuveiros e da barbearia em fevereiro, agora os sem-teto terão acesso à cultura e a um jantar especial em sua honra.
 
Divididos em três grupos, eles visitarão os Museus Vaticanos à tarde, participarão de uma missa na Capela Sistina, onde o Papa Francisco foi eleito, e depois compartilharão um jantar.
 
Os últimos serão os primeiros
 
                             

A Capela Sistina foi reservada para os convidados especiais do Papa. Os turistas "comuns", que pagam de 15 a 25 euros para fazer a visita, não terão acesso aos afrescos de Michelangelo nesse dia.
 
Em fevereiro, o Papa também deu aos mendigos 300 guarda-chuvas esquecidos pelos turistas nos museus, considerando o cruel inverno romano, temperado por chuvas esporádicas e fortes.
 
Durante o pontificado de Francisco, os sem-teto têm um lugar especial, como o próprio Papa mostrou no domingo passado, ao contar com sua ajuda para distribuir o Evangelho de bolso aos peregrinos na Praça de São Pedro durante o Ângelus.

Fonte: Aleteia