segunda-feira, 13 de abril de 2015

QUAL É O SENTIDO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS PARA UM CRISTÃO ?



Acreditar na ressurreição de Jesus, para o cristão, é uma condição de existência: é-se cristão porque se acredita que Jesus está vivo, triunfou da morte, ressuscitou, e é, para todos os humanos, o único mediador entre Deus e os homens. Dessa mediação participam a seu modo tudo aquilo (o universo e tudo aquilo que contém) e todos aqueles (dos mais sábios aos mais humildes) que, pela vida e pela palavra, proclamam o poder e a misericórdia de Deus que sustenta todo o universo e chama todos a participar de sua vida.

A fé na ressurreição de Jesus Cristo é o fundamento da mensagem cristã. A fé cristã estaria morta se lhe fosse retirada a verdade da ressurreição de Cristo. A ressurreição de Jesus são as primícias de um mundo novo, de uma nova situação do homem. Ela cria para os homens uma nova dimensão de ser, um novo âmbito da vida: o estar com Deus. Também significa que Deus manifestou-se verdadeiramente e que Cristo é o critério no qual o homem pode confiar.

A fé na ressurreição de Jesus é algo tão essencial para o cristão que São Paulo chegou a escrever: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia, e vazia também a vossa fé” (1Cor 15, 14).

A ressurreição de Cristo não é apenas o milagre de um cadáver reanimado. Não se trata do mesmo evento que ocorreu com outros personagens bíblicos como a filha de Jairo (cf. Mc 5, 22-24) ou Lázaro (cf. Jo 11, 1-44), que foram trazidos de volta à vida por Jesus, mas que, mais tarde, num certo momento, morreriam fisicamente.

A ressurreição de Jesus “foi a evasão para um gênero de vida totalmente novo, para uma vida já não sujeita à lei do morrer e do transformar-se, mas situada para além disso: uma vida que inaugurou uma nova dimensão de ser homem”, explica o Papa Bento XVI no segundo volume do seu livro “Jesus de Nazaré”.

Jesus ressuscitado não voltou à vida normal que tinha neste mundo. Isso foi o que aconteceu com Lázaro e outros mortos ressuscitados por Ele. Jesus “partiu para uma vida diversa, nova: partiu para a vastidão de Deus, e é a partir dela que Ele se manifesta aos seus”, prossegue o Papa.

ressurreição de Cristo é um acontecimento dentro da história que, ao mesmo tempo, rompe o âmbito da história e a ultrapassa. Bento XVI a explica com uma analogia. “Se nos é permitido por uma vez usar a linguagem da teoria da evolução”, a ressurreição de Jesus é “a maior ‘mutação’, em absoluto o salto mais decisivo para uma dimensão totalmente nova, como nunca se tinha verificado na longa história da vida e dos seus avanços: um salto para uma ordem completamente nova, que tem a ver conosco e diz respeito a toda a história” (homilia da Vigília Pascal de 2006).

Portanto, a ressurreição de Cristo não se reduz à revitalização de um indivíduo qualquer. Com ela foi inaugurada uma dimensão que interessa a todos seres humanos, uma dimensão que criou para os homens “um novo âmbito da vida, o estar com Deus”, explica o Papa no livro “Jesus de Nazaré”.

As narrativas evangélicas, na diversidade de suas formas e conteúdos, convergem todas para a convicção a que chegaram os primeiros seguidores de Jesus, de que sua ação salvadora, tal como se havia pressentido nas Escrituras, não se frustrara nem se havia encerrado com sua morte. Pelo contrário, cumpria a promessa de Deus feita desde as origens da humanidade e, portanto, o fato de Jesus estar vivo e atuante na história tinha sua base em Deus, vinha confirmar a esperança que depositamos em Deus de que a verdade e o bem, a justiça e a paz hão de triunfar, terão a última palavra, porque Deus é fiel.

O mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Ao mesmo tempo, é um evento misteriosamente transcendente, enquanto entrada da humanidade de Cristo na glória de Deus (cf. CIC, 639 e 656).

Dois sinais da ressurreição são reconhecidos como essenciais pela fé da Igreja Católica. O primeiro é o testemunho das pessoas que encontraram Cristo ressuscitado. Essas testemunhas da ressurreição de Cristo são, antes de tudo, Pedro e os Doze apóstolos, mas não somente eles. São Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os apóstolos (cf. CIC, 642; 1 Cor 15, 4-8).

O segundo sinal é o túmulo vazio. Significa que a ausência do corpo de Jesus não poderia ser obra humana. O sepulcro vazio e os panos de linho no chão significam por si mesmos que o corpo de Cristo escapou das correntes da morte e da corrupção, pelo poder de Deus (CIC, 656).

O teólogo Francisco Catão, doutor em Teologia pela Universidade de Estrasburgo e professor do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, explica que os sinais do sepulcro vazio e das aparições de Jesus ressuscitado foram válidos para os apóstolos e primeiros seguidores de Jesus.

Não há porque, racionalmente, duvidar. Seria levantar a suspeita de inautenticidade histórica de todo o Novo Testamento, no que hoje, depois dos abalos da exegese liberal e da ciência mal informada, nenhum autor sério cientificamente acredita”.

“O Novo Testamento relata a morte de Jesus e seus primeiros seguidores, interpretando os sinais do túmulo vazio e das aparições. Fato que afirmaram solenemente, com base nas Escrituras. Animados pelo Espírito Santo, deram o testemunho de sua vida pela fé em Jesus, vivo junto a Deus, como o sabemos desde os Atos dos Apóstolos”, afirma o teólogo.

O ser humano é aquele ser que não tem permanência em si mesmo. Continuar vivendo só pode significar, humanamente falando, continuar existindo num outro. Mas existir no outro – por meio dos filhos ou da fama, por exemplo – não passa de uma sombra, porque o outro também se desfaz. Só Deus pode amparar o homem e fazê-lo perdurar. Neste sentido, a ressurreição é a força do amor que vence a morte. Ela não é um ato fechado em si, que pertence só à divindade de Cristo. É o princípio e a fonte de nossa própria ressurreição futura.

Só existe “um” que nos pode amparar, “aquele que ‘é’, que não vem ao ser e que não deixa de ser, mas que permanece em meio ao vir a ser e ao desaparecer: o Deus dos vivos que sustenta não apenas uma sombra e o eco de meu ser e cujos pensamentos não são apenas cópias da realidade” (Joseph Ratzinger, “Introdução ao Cristianismo”).

Nesse sentido, a ressurreição “é a força maior do amor diante da morte. Ela prova, ao mesmo tempo, que a imortalidade só pode ser fruto do existir no outro que continua de pé mesmo quando eu estou em farrapos” (idem).

Os relatos da ressurreição de Jesus testemunham um fato novo, que não brotou simplesmente do coração dos discípulos. Trata-se de um fato que chegou a eles de fora, se apoderou deles contra as suas dúvidas e os fez ter a certeza de que Jesus realmente ressuscitou.

“Aquele que estava no túmulo já não está lá, ele vive – e é realmente ele próprio. Ele que passara ao outro mundo de Deus mostrou-se suficientemente poderoso para mostrar-lhes de forma palpável que era ele mesmo que se encontrava na frente deles, que nele o poder do amor se revelara realmente mais forte do que o poder da morte” (idem).

A ressurreição de Jesus Cristo constitui a comprovação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua confirmação se, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que havia prometido, de sua autoridade divina (CIC, 651).



Nenhum homem pode ressuscitar um morto. Por conseguinte, se Jesus, como homem, ressuscitou, isto é obra de Deus. A ressurreição de Jesus crucificado demonstrou que ele era verdadeiramente o Filho de Deus e Deus mesmo (CIC, 653).

A ressurreição é o cumprimento das promessas do Antigo Testamento e das promessas que o próprio Jesus fez durante sua vida terrestre. A verdade da divindade de Jesus é confirmada por sua ressurreição.

A ressurreição de Jesus não é um ato fechado em si. É o início de um processo que se estende a todos os homens. Ela é o princípio e a fonte da ressurreição futura dos homens, atuando “desde já pela justificação de nossa alma” e, mais tarde, “pela vivificação de nosso corpo” (CIC, 658).

“Não foi nada fácil, através da história, nem o é, nos dias de hoje, para os cristãos, sustentar sua fé. Nunca, porém, lhes faltou a assistência do Espírito, senão para provar a ressurreição, pelo menos para evidenciar que não pode ser validamente contestada, por nenhum tipo de argumento científico ou filosófico”, afirma o teólogo Francisco Catão.

Fonte: Aleteia

domingo, 12 de abril de 2015

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA


“Ó sangue e água que jorrastes do coração de Jesus como 
fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós”

A Festa da Divina Misericórdia, celebrada no segundo Domingo da Páscoa, será comemorada em dois locais diferentes na Arquidiocese do Rio: na Catedral Metropolitana, no Centro, e no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire. A devoção teve início na Polônia entre os anos turbulentos da Primeira Guerra Mundial e da Segunda, com base no diário de Santa Faustina, onde Jesus revelou Seu plano de misericórdia para a salvação da humanidade.

Segundo os escritos, o Salvador apareceu à religiosa num rigoroso inverno polonês, vestido com uma túnica branca, com a mão direita erguida e a esquerda pousada sobre o peito. Dali saíam dois grandes raios: um vermelho, que representa o sangue que é a vida das almas, e o pálido, a água que justifica as almas. Então, disse-lhe Jesus: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, e acrescenta a inscrição: ‘Jesus, eu confio em vós’. Desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá; prometo também já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte eu mesmo defendê-la-ei” (Diário – 47 e 48). Ao terminar a pintura da imagem, irmã Faustina chorou por achar que o Jesus pintado não era tão belo quanto o que ela havia visto.
Na verdade, o grande desejo de Cristo era que a humanidade conhecesse a bondade e infinita misericórdia de Seu coração: “Minha filha, não te canses de divulgar a Minha misericórdia; consolarás com isso o Meu coração, que arde como chama de compaixão para com os pecadores” (1521). “Fala ao mundo da Minha misericórdia, do meu amor. Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Oh! que grande dor Me causam, quando não querem aceitá-las!” (1074).
Em maio do ano 2000, o Papa polonês São João Paulo II instituiu que o segundo Domingo de Páscoa seria chamado de Domingo da Misericórdia, cumprindo um desejo de Cristo feito à irmã Faustina.
Neste ano, na Festa da Misericórdia, o Papa Francisco anunciará o Ano Santo da Misericórdia, que terá início na Solenidade da Imaculada Conceição, dia 8 de dezembro, e será concluído no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.
Nas intenções, o agradecimento por mais um aniversário da posse do Cardeal Orani João Tempesta como arcebispo metropolitano da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, realizada há seis anos, no dia 19 de abril de 2009.
Programação
Santuário Arquidiocesano da Divina Misericórdia - Rua Divina Misericórdia, s/nº, em Vila Valqueire.
Dia 11 de abril
18h - Missa e encerramento da novena da Divina Misericórdia.
Dia 12 de abril
10h - Missa solene com o Cardeal Orani João Tempesta;
15h - Missa seguida de procissão pelas ruas do bairro.
Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro
Dia 12 de abril
13h - Abertura seguida de palestra com o abade do Mosteiro de São Bento, no Rio, Dom Filipe da Silva, sobre a “Misericórdia, fonte de Misericórdia”;
15h - Terço da Misericórdia;
15h30 - Procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento;
16h - Missa festiva da Divina Misericórdia, presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta.
A Comunidade Emanuel, que organiza a festa na Catedral, pede aos fiéis a doação de um quilo de alimento não perecível para o Seminário de São José.
Fonte: ARQRIO

COMO SERÁ A COMPOSIÇÃO RELIGIOSA DO MUNDO EM 2050?



O instituto norte-americano de pesquisas Pew Research Center (PRC) fez uma projeção da situação religiosa do mundo dentro de 35 anos, considerando as oito religiões mais influentes da atualidade (que continuarão sendo as mais influentes durante todo este século).

A pesquisa se baseia em uma série de variáveis demográficas como fertilidade, pirâmides etárias e expectativa de vida nos 198 países do planeta, além de levar em conta a mudança de religião e a migração entre países.

Os muçulmanos são o grupo religioso que cresce com mais rapidez, por terem a taxa de fecundidade mais alta e a população mais jovem. A previsão é de que eles passem de 1,6 bilhão de pessoas (23% da população mundial) em 2010 para 2,7 bilhões (30% da humanidade) em 2050.

Se as estatísticas e matrizes do PRC estiverem certas, os cristãos em 2050 continuarão sendo a população majoritária do planeta, mas os muçulmanos já estarão muito próximos.

Em 2010, os 2,17 bilhões de cristãos representavam 31,4% da população do planeta; em 2050, haverá 2,92 bilhões de cristãos, mas eles representarão os mesmos 31,4% da população.

Um ponto interessante da pesquisa é que, embora a população cristã deva permanecer estável em termos de porcentagem da população global, o prognóstico do PRC destaca que a distribuição geográfica dos cristãos terá mudanças relevantes.

Cerca de 38% dos cristãos de todo o planeta viverão na África subsaariana em 2050. Trata-se de um aumento de 24% na quantidade de cristãos que moravam nessa região em 2010.

Por outro lado, a Europa continuará vendo o declínio da religião que formou a sua identidade. O cristianismo europeu, que já caiu de 66% da população em 1910 para 26% em 2010, deverá englobar apenas 16% da população do continente em 2050.

As pessoas sem credo, atualmente o terceiro grupo mais numeroso do mundo em termos de prática religiosa, também diminuirão de 16% (2010) para 13% da população mundial em 2050, o que se deve à baixa fertilidade e ao envelhecimento da população em países asiáticos, particularmente na China e no Japão, bem como na Europa e nos Estados Unidos. Nestas duas últimas regiões, porém, o número de habitantes sem religião deverá aumentar em relação a 2010.

Superando os sem religião, os hinduístas passarão do quarto para o terceiro lugar na lista, com 14,9% da população da Terra.

Em quinto lugar, mas perdendo quase dois pontos percentuais entre 2010 e 2050, virão os budistas, que terão perdido um milhão e meio de adeptos e passarão de 7,1% para 5,2% da humanidade.

As religiões autóctones, que em 2010 abrangiam 5,9% da população, diminuirão para 4,8% do total, embora os seus seguidores devam aumentar em números absolutos.
O grupo denominado “Outras religiões” na pesquisa do PRC oscilará de 0,8% para 0,7% da população, mas com aumento numérico de 3,3 milhões de pessoas.

Quanto aos judeus, passarão dos 13,86 milhões em 2010 para 16 milhões em 2050, mas a sua participação no total da população mundial permanecerá em 0,2%.

Números absolutos:


O planeta Terra tinha em 2010 6,89 bilhões de pessoas e terá 9,30 bilhões em 2050, um aumento de 2,4 bilhões de seres humanos.

Nessas quatro décadas, o cristianismo terá 749,74 milhões de membros a mais, enquanto o islã terá um aumento de 1,16 bilhão de seguidores. Os sem religião aumentarão em 99 milhões de pessoas; os hindus, em 352 milhões; os budistas perderão 1,5 milhão; as religiões autóctones crescerão em 44,5 milhões de membros; as outras religiões em 3,3 milhões e o judaísmo em 2,3 milhões.
Por: Jaime Septién

Fonte: Aleteia

SÃO VITOR - VIVEU TODA A SUA JUVENTUDE PARA DEUS


Hoje, 12 de abril, a Igreja nos apresenta, São Vitor. Nasceu na aldeia de Passos, perto de Braga (Portugal), onde viveu toda sua juventude para Deus. Era catecúmeno, e se preparava para receber a graça do Batismo.
Jovem muito dado, encontrou um grupo de pagãos que prestava culto a um ídolo. Eles o chamavam a adorar este ídolo, e ele se recusou. Então, Vitor foi levado diante do governador e questionado.
Por não renunciar a sua fé, foi preso numa árvore e flagelado. E em seguida, decapitado. São Vitor foi fiel a Cristo em todos os momentos, entregando-se a Jesus desde a juventude.
São Vitor, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

sábado, 11 de abril de 2015

SANTO ESTANISLAU - AMOU E EVANGELIZOU OS POBRES

Hoje, 11 de abril, a Igreja nos apresenta, Santo Estanislau. Celebramos a vida de Santo Estanislau, que nasceu no ano 1030, pouco tempo depois do Cristianismo ter entrado na Polônia. Santo Estanislau foi sacerdote na Igreja de Cracóvia.
O lugar geográfico da Polônia era causa de muitos transtornos internos e externos, porém, nada se comparava ao rei da Polônia – Boleslau II – que era guerreiro, cruel, devasso e opressor. Por escolha do Espírito Santo, Estanislau tornou-se bispo daquela região; e, como tal, teve que se tornar um “João Batista”, já que o rei dava um grande vexame no campo moral.
Estanislau é amado por toda Polônia como um santo que profundamente amou os pobres, evangelizou e morreu mártir. Em 1079, o rei Boleslau num ato de loucura atingiu com um punhal Estanislau, durante a Santa Missa, lugar onde o santo uniu seu sacrifício ao Sacrifício de Cristo.
Santo Estanislau, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

PAPA FRANCISCO TELEFONA PARA A... ANTÁRTIDA !


A manhã do sábado santo foi muito especial para Gabriel Almada, suboficial na base da Força Aérea argentina na Antártida


Quando se tornou Papa, Francisco disse que foram buscá-lo quase no fim do mundo.

Ao sul da Patagônia, que a Argentina compartilha com o Chile, situa-se a Antártida. E foi para esse lugar que o Papa ligou no sábado passado, Sábado Santo.

Às 7h15 da manhã, tocou o telefone do suboficial Gabriel Almada, encarregado das comunicações na base argentina Marambio. Ele estava dormindo e acordou com o telefone tocando. Hesitou em atender, por questões de segurança, pois o número de quem ligava não era identificado, aparecia como "número privado".

- Falo com o Sr. Almada? – perguntou a voz do outro lado.

Desconfiado, o suboficial perguntou várias vezes:

- Quem está falando?

Por alguns instantes, a conversa foi tensa, até que o Papa Francisco"percebeu que eu não ia dar o braço a torcer e estava a ponto de desligar o telefone", e então revelou sua identidade.

"Fiquei paralisado. Uma emoção muito grande, que nunca pensei que viveria em minha vida", contou em uma entrevista televisiva à emissora TN.

Gabriel havia enviado um e-mail ao Santo Padre, pedindo-lhe que escrevesse umas linhas de saudação à sua equipe por ocasião da Páscoa, mas nunca imaginou que o Papa telefonaria para ele.

De fato, ele pediu desculpas ao Papa: "Eu esclareci que não era minha intenção que ele ligasse, porque me parece um atrevimento pedir-lhe isso. Expliquei que eu simplesmente queria uma mensagem escrita para minha equipe, mas que estava imensamente grato pela ligação".

Gabriel viveu o longo diálogo com muita emoção e, depois de desligar, chorou como uma criança. "O que mais ficou gravado no meu coração foi sua humildade, sua forma de falar... Só o fato de ter ligado já emocionou todo mundo da base. É algo inexplicável", disse.

Entre suas funções na base, Gabriel se encarrega da capela de Nossa Senhora do Luján, e foi devidamente autorizado como ministro da Eucaristia.

Nesta capela, ele cuida de uma réplica de Nossa Senhora do Luján. Também tem um cofre com um solidéu do Papa Francisco e um terço abençoado por ele.

A base Marambio, fundada em 1969, é uma base científica e militar permanente situada na ilha antártida Marambio, dependente da Força Aérea Argentina, com capacidade para albergar mais de 50 habitantes.

Por: Esteban Pittaro

Fonte: Aleteia


sexta-feira, 10 de abril de 2015

CRISTÃOS PERSEGUIDOS NO SÉCULO XXI: NÚMEROS ESTARRECEDORES



O ser humano teima em não aprender com a própria historia. Como se já não fossem absurdas todas as guerras que houve entre religiões e todas chacinas racistas que procuraram dizimar outros povos, hoje nos vemos, em contraste com níveis altíssimos de desenvolvimento da civilização, no meio de mais uma explosão de cruéis perseguições religiosas.
 
É necessário que a sociedade seja bem informada e que nós, cristãos, não ignoremos a dimensão deste horror. Mas não para “jogar lenha na fogueira”, provocando reações que piorem o nível de violência, e sim para responder como cristãos, com fortaleza, dignidade e exigência de soluções de paz. Todos os cristãos atualmente perseguidos e martirizados devem ser, para nós, um profundo incentivo contra a nossa comodidade e mediocridade.
 
É possível que o maior número absoluto de vítimas da intolerância religiosa no mundo atual esteja entre os muçulmanos perseguidos por outros muçulmanos, na sangrenta rixa entre xiitas e sunitas. Além disso, as minorias muçulmanas na Rússia e na China sofrem acosso dos respectivos governos, o que também acontece com os bahai por parte do xiismo iraniano, com os tibetanos por parte do comunismo chinês e com os judeus nas sociedades em que persiste o antissemitismo.
 
A lista de religiões perseguidas é longa e leva a uma conclusão clara: a intolerância religiosa ainda condiciona o comportamento de importantes setores governamentais e sociais de todo o planeta.
 
O que o Ocidente finge não ver é o quanto o cristianismo também sofre essa intolerância. Javier Rupérez, membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas da Espanha, levantou uma série de dados assustadores sobre a perseguição religiosa mundial contra os cristãos.
 
Do total de 7 bilhões da habitantes do planeta, quase um terço é cristão: 2,18 bilhões de pessoas, que, mais do que qualquer outra comunidade religiosa, constituem um grupo sistematicamente perseguido e urgentemente necessitado de ajuda. Grande parte da África subsaariana, toda a costa mediterrânea do continente africano, o Oriente Médio, o Golfo Pérsico e todo o continente asiático, incluindo as costas russa e chinesa do Pacífico, são cenários em que o cristianismo sofre acosso habitual.
 
A International Society for Human Rights, uma ONG de Frankfurt, na Alemanha, estima que 80% da discriminação religiosa que acontece atualmente no mundo é voltada contra os cristãos.
 
De acordo com o Center for the Study of Global Christianity, do Gordon Conwell Theological Seminary, uma instituição evangélica de South Hamilton, no Estado norte-americano de Massachusetts, mais de 100.000 cristãos foram assassinados por ano entre 2000 e 2011, ou seja, 11 cristãos por hora durante esse período.

Segundo a Fundação Pontifícia "Ajude a Igreja que Sofre", nos últimos 10 anos 160.000 cristãos foram assassinados no mundo, simplesmente por causa da sua fé. Isso equivale a 1 cristão vítima de violência a cada 5 minutos. E a violência só tem aumentado mas..., o mundo não fala nada.
 
Segundo a Open Doors, uma organização norte-americana protestante que monitora as perseguições contra os cristãos no mundo, 75% da população mundial estaria vivendo hoje em países com sérias restrições ao exercício da liberdade religiosa. Cem milhões de cristãos, cerca de 5% desse total, sofreriam perseguição em mais de sessenta países. Estes dados coincidem com os publicados na detalhada pesquisa feita em 2011 pelo Pew Research Center sobre restrições globais à religião.
 
A Open Doors também lista 50 países que, em 2012, atentaram especificamente contra os cidadãos pertencentes a confissões cristãs. A organização os separa em quatro categorias:
 

“ Perseguição extrema”: Coreia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen, Eritreia, Síria. 
  
“ Perseguição severa”: Sudão, Nigéria, Paquistão, Etiópia, Uzbequistão, Líbia, Laos, Turcomenistão, Catar, Vietnã, Omã, Mauritânia. 
  
“ Perseguição moderada”: Uganda, Cazaquistão, Quirguistão, Níger, Tanzânia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Brunei, Butão, Argélia, Tunísia, Índia, Myanmar, Kuwait, Jordânia, Bahrein, Territórios Palestinos, China, Azerbaijão, Marrocos, Quênia, Comores, Malásia. 
  
“ Perseguição escassa”: Djibuti, Tadjiquistão, Indonésia, Colômbia.

A Open Doors recomenda que as confissões religiosas denunciem as perseguições conjuntamente, diante de organismos nacionais e internacionais, pedindo com contundência a imediata solidariedade de todas as demais confissões cristãs para fortalecer a mensagem comum. Essa renovação ecumênica seria uma denúncia profética perante os que praticam a perseguição, os que a alimentam, os que a permitem e os que fecham os olhos para ela.
 
Afinal, como refletiu o pastor protestante alemão Martin Niemoller,
 
“Primeiro vieram buscar os comunistas; eu não disse nada porque não era comunista.
Depois vieram buscar os judeus e eu não disse nada porque não era judeu.
Depois vieram buscar os sindicalistas e eu não disse nada porque não era sindicalista.
Depois vieram buscar os católicos e eu não disse nada porque não era católico.
Depois vieram me buscar, mas já não restava ninguém que dissesse nada”.
Por: Javier Ordovás

Fonte: Aleteia

ISSO NÃO PODE CONTINUAR !


COMO DESENVOLVER EM MIM AS VIRTUDES TEOLOGAIS?


As virtudes teologais (fé, esperança e caridade) são dons infusos por Deus no momento do Batismo. Sendo assim, é possível perdê-los? E, como cooperar com Deus que deseja operar em cada ser humano? O Pe. Leo J. Trese, em sua obra "A Fé Explicada", diz que:
"Essas três virtudes, junto com a graça santificante, são infundidas em nossa alma pelo sacramento do Batismo. Mesmo uma criança, se estiver batizada, possui as três virtudes, ainda que não seja capaz de praticá-las enquanto não chegar ao uso da razão. E, uma vez recebidas, não se perdem facilmente.
A virtude da caridade, a capacidade de amar a Deus com amor sobrenatural, só se perde pelo pecado mortal. Mas mesmo que se perca a caridade, a fé e a esperança permanecem. A virtude da esperança só se perde por um pecado direto contra ela, pelo desespero de não confiar mais na bondade e na misericórdia divinas. E, é claro, se perdemos a fé, perdemos também a esperança, pois é evidente que não se pode confiar em Deus se não se crê nEle. E a fé, por sua vez, perde-se por um pecado grave contra ela, quando nos recusamos a crer no que Deus revelou."
O relacionamento com Deus exige uma ação, uma cooperação de cada um. Não é um amor que só se doa ou que só recebe. É uma via de mão dupla, pois, quanto mais o homem se dá a Deus, mais recebe e quanto mais recebe de Deus, mais quer se configurar a Ele. As virtudes auxiliam no processo de configuração a Jesus Cristo, o homem como Deus sonhou, o homem que amou Deus como Ele quer ser amado, o homem-modelo de todos os homens.
Potencializar as virtudes humanas que são "atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam os nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos, segundo a razão e a fé" (CIC 1804), ajuda a praticar com mais regularidade e perseverança as virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Por fim, habituando-se a estas virtudes mais forte será a ação das virtudes teologais.
Porém, nada disso é possível sem a ajuda de Deus. Neste vídeo, Padre Paulo Ricardo oferece um pequeno roteiro de como podemos cooperar com Deus.





Fonte: Pe. Paulo Ricardo (CHRISTO NIHIL PRAEPONERE)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

SANTO ALBERTO - HOMEM DE ORAÇÃO, DE VIDA SACRAMENTAL E MARIANO


Hoje, 08 de abril, a Igreja nos apresenta, Santo Alberto Magno. Santo Alberto nasceu na Itália no ano de 1150. Foi dizendo ‘sim’ a vontade do Senhor. Tornou-se religioso na Ordem Agostiniana, depois padre e superior de uma Comunidade. De ‘sim’ em ‘sim’ foi caminhando na vontade do Senhor, que o queria servindo a Igreja de Cristo e ao povo de Deus no Episcopado. Foi enviado como missionário para a Terra Santa, em Jerusalém.
Homem de oração, de vida sacramental, mariano. Apaixonado por Deus, por sua Igreja, pela verdade e pelo mistério pascal.
Entre os cristãos e não-cristãos haviam aqueles que o perseguia, até que no dia da Exaltação da Santa Cruz, ele estava com todo o Clero, e foi apunhalado por um fanático anti-cristão.
Morreu perdoando e unindo o seu sangue ao Sangue de Cristo.
Santo Alberto, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 7 de abril de 2015

ARTE E FÉ - SETE IGREJAS MAGNÍFICAS E POUCO CONHECIDAS


Uma breve visita virtual de contemplação

Da China à Bolívia, contemple estas sete homenagens de arte sacra a Deus, que é também a Beleza Perfeita!



1. Igreja da Transfiguração, Cracóvia, Polônia:



2. Igreja do Sagrado Nome, Mumbai, Índia:



3. Catedral de Cristo Nosso Rei, Joanesburgo, 
África do Sul:



4. Igreja de Santo Inácio, Xangai, China:



5. Igreja de Santo Agostinho, Viena, Áustria:



6. Catedral São Francisco, La Paz, Bolívia:



7. Igreja de la Merced, Havana, Cuba:


Fonte: Catoliscopio
Via: Aleteia

SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE - INTERCESSOR DOS MESTRES E EDUCADORES


Hoje, 07 de abril, a Igreja nos apresenta, São João Batista de La Salle. São João Batista nasceu na França, em Reims, no ano de 1651, dentro de uma família abastada. Perdeu muito cedo seus pais, e foi ele, com este amor alimentado na oração, na vivência dos mandamentos, na vida sacramental, que educou os seus irmãos. E o carisma da educação foi brotando naquele coração chamado à vida religiosa e sacerdotal.
Estudou em Paris, e deu passos concretos de encontro às necessidades no campo da educação: cuidar e educar de maneira virtuosa os homens. Sendo assim, foi uma resposta de Deus para a Igreja.
La Salle teve uma santidade reconhecida pela sociedade. Doze ‘irmãos’ se uniram a ele nesse projeto de Deus. Esse sacerdote, centrado na Eucaristia, teve suas escolas populares espalhadas pela França, Europa, e hoje, pelo mundo.
São João Batista de La Salle, fundador dos “irmãos das escolas cristãs”, nos prova que quando se tem uma inspiração, e como Igreja, ela fará bem à sociedade, vale a pena nos doarmos, mesmo que a incompreensão nos visite.
Faleceu com quase 70 anos, e é intercessor dos mestres e educadores, para que sejamos na sociedade um sinal de esperança.
São João Batista de La Salle, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 6 de abril de 2015

ESTADO ISLÂMICO EXPLODE IGREJA NO DOMINGO DE PÁSCOA

Beirute (RV) – Insurgentes do autoproclamado Estado Islâmico (EI) explodiram uma igreja de mais de 80 anos na província de Hassaka, nordeste da Síria, no Domingo de Páscoa, informa a agência estatal de notícias do país (Sana).
De acordo com a agência, que não mencionou mortos nem feridos, os extremistas islâmicos depositaram os artefatos dentro da Igreja da Virgem Maria em Tel Nasri, um vilarejo assírio numa região onde as milícias Cristãs e Curdas batalharam contra o Estado Islâmico que, agora, controla a pequena localidade.
Os terroristas do Estado Islâmico, que controlam partes da Síria e do Iraque, defendem uma escola ferozmente purista do islamismo sunita, julgando muitos outros muçulmanos como heréticos. (RB)
Fonte: Rádio Vaticano

MORADORES DE RUA RECEBERAM UM PRESENTE ESPECIAL DO PAPA FRANCISCO NA NOITE DA SEXTA-FEIRA SANTA



VATICANO, 04 Abr. 15 - Na noite da Sexta-feira Santa, 300 indigentes das ruas de Roma receberam um donativo do Papa Francisco enquanto ele celebrava o Via Crucis no Coliseu Romano.

O elimosineiro pontifício, Mons. Konrad Krajewski, distribuiu envelopes com dinheiro, e um cartão do Papa com uma saudação àqueles que iriam passar a noite nas estações ferroviárias de Roma.

É a segunda Sexta-feira Santa em que o Papa Francisco realiza este gesto. Mons. Krajewski  acompanhado pelo diretor da Elimosineria, Mons. Diego Ravelli, visitaram as estações de São Pedro, Termini, duas das maiores estações de trem da cidade, e outras para distribuir a doação papal.

Nos últimos meses, a Elimosineria pontifícia além de doações econômicas distribuiu guarda-chuvas, sacos de dormir, organizou a construção de duchas e uma barbearia perto da Basílica de São Pedro e recentemente convidou um grupo de indigentes a visitar a Capela Sistina.

Fonte: Acidigital