sexta-feira, 22 de maio de 2015

SANTA RITA DE CÁSSIA - A SANTA DAS CAUSAS IMPOSSÍVEIS



Hoje, 22 de maio, a Igreja nos apresenta, Santa Rita de Cássia. Santa Rita nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.
Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.
Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar. Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.
Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos. Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 20 de maio de 2015

SER BOM CRISTÃO SIGNIFICA AGUENTAR TUDO ?



Pergunta

A Palavra de Deus fala de tolerância, obediência, discrição... Isso quer dizer aguentar injustiças próprias e alheias? Ver as coisas e não dizer nada, para evitar problemas? Calar atos alheios inapropriados?

Resposta – por Frei Nelson Medina

O centro da vida cristã está no amor. Não qualquer amor, mas no amor que Jesus nos mostrou, que poderíamos resumir bem com a expressar de São Tomás de Aquino: buscar o bem do outro.

Isso quer dizer que suportar a outra pessoa não é um fim nem um bem em si mesmo. Às vezes, amar significa suportar, mas outras vezes significa falar, denunciar, protestar, resistir. O próprio Jesus nos mostrou isso: por amor, Ele calou muitas vezes, mas também por amor falou muitas vezes. Por amor, consolou os tristes, mas por amor denunciou a hipocrisia dos fariseus.

amor, então, tem muitas expressões e não pode se reduzir a fórmulas fáceis como “aguentar tudo”, nem o contrário: “não deixar passar nada”. A verdade é que algumas vezes é preciso aguentar, e outras vezes é preciso reagir. O critério é: buscar o bem, o maior bem possível para todos.

Este critério pode parecer pobre ou ambíguo, mas na verdade não é. Pensemos em uma mãe. Por amor, ela pode passar uma noite velando pelo seu filho doente. Isso é aguentar. Mas também por amor ela pode dizer a esse filho: “Esta amizade não lhe convém”, mesmo sabendo que o filho ficará emburrado.

Quanto maior é o amor de uma mãe, mais simples será para ela resistir quando precisa resistir, e falar ou enfrentar qualquer coisa, com tal de buscar o maior bem para o filho amado.

O que precisamos, então, é de mais amor, muito amor, toneladas de amor. Precisamos de mais amor do que temos. Precisamos amar como Deus ama. Mas não conseguiremos ser assim só com nossas forças, e é por isso que podemos pedir esta graça ao Senhor com um coração humilde, perseverante e orante.

sources: pildorasdefe.net / Via: Aleteia

terça-feira, 19 de maio de 2015

ORAÇÃO PARA QUEM SOFRE DE DEPRESSÃO

Public Domain

Conforte sua alma com esta oração que surgiu da devoção de 

Santa Teresinha do Menino Jesus a 

Nossa Senhora do Sorriso


Santa Teresinha do Menino Jesus contou como foi curada quando menina, do que hoje seria diagnosticado como uma síndrome do pânico, provavelmente. Curada pelo sorriso de Nossa Senhora. Ela escreveu:

“No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes. Do leito, virei meu olhar para a imagem de Nossa Senhora e… De repente, a Santíssima Virgem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante, seu rosto exalava uma bondade e uma ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o “sorriso encantador da Santíssima Virgem”. Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto, eram lágrimas de pura alegria… Ah! pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz… (…) Fora por causa dela, das suas intensas orações, que eu tivera a graça do sorriso da Rainha dos Céu…” .

A esta imagem ela chamou de “Virgem do Sorriso” e a invocação começou com seus familiares. Depois, ela levou a devoção para o Carmelo de Lisieux. Finalmente, foi divulgada em todas as ordens carmelitas e se propagou no mundo. Muitas pessoas tem alcançado a cura da depressão e outras doenças da alma, assim como Teresinha alcançou, através dessa devoção.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO SORRISO

Ó Maria, Mãe de Jesus e nossa,
que com um claro sorriso vos dignastes consolar
e curar vossa filha Santa Teresinha do Menino Jesus da depressão,
devolvendo-lhe a alegria de viver
e o sentido da sua existência em Cristo Ressuscitado.
Olhai com maternal afeto para tantos
filhos e filhas que sofrem com a depressão,
transtornos e síndromes psiquiátricas e males psicossomáticos.
Que Jesus Cristo cure e dê sentido à vida de tantas pessoas,
cuja existência às vezes está deteriorada.
Maria, que seu belo sorriso não deixe que
as dificuldades da vida obscureçam nosso ânimo.
Sabemos que só seu filho Jesus pode satisfazer
os anseios mais profundos do nosso coração.
Maria, mediante a luz que brota de seu rosto,
transparece a misericórdia de Deus.
Que seu olhar nos acaricie, e nos convença que
Deus nos ama e nunca nos abandona,
e a sua ternura renove em nós a autoestima,
a confiança nas próprias capacidades,
o interesse pelo futuro e o desejo de viver feliz. 
Que os familiares dos que sofrem com a depressão
ajudem no processo de cura, nunca os considerando
farsantes da enfermidade com interesses de comodidade,
mas os valorizem, escutem, compreendam e os animem.
Virgem do Sorriso, alcança-nos de Jesus a verdadeira cura
e livra-nos de alívios temporários e ilusórios.
Curados, comprometemo-nos a servir com alegria,
disposição e entusiasmo Jesus como discípulos missionários,
com nosso testemunho de vida renovada.
Amém.

(Rezar 2 Ave-Marias em honra às duas lágrimas de alegria que deslizaram sobre as faces de Santa Teresinha do Menino Jesus quando foi tocada pelo Sorriso de Nossa Senhora).
 
Fonte: Canção Nova / Via: Aleteia

segunda-feira, 18 de maio de 2015

SÃO JOÃO I - ELEITO SUCESSOR DE PEDRO

São João I, viveu uma vida de oração, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus

O santo de hoje, 18 de maio,  governou a Igreja por apenas dois anos e meio. São João I foi eleito Papa em 523. Nasceu na Toscana, Florência, no século V. De Florência foi para Roma e tornou-se um sacerdote, um presbítero cardeal. Com a morte do Papa, ele foi eleito o sucessor de Pedro.
Marcou a Igreja com muitos trabalhos pastorais, foi o precursor do canto gregoriano e da restauração de muitas igrejas, mas o objetivo dele como Papa, foi de confirmar a fé dos irmãos; sem dúvida nenhuma, era o serviço da salvação das almas.
Papa João I viveu num tempo e contexto político-religioso complexo. Quem reinava na Itália era Teodorico, um cristão ariano, ou seja, não era fiel à doutrina católica, mas se dizia cristão. Por outro lado, existia um conflito entre Teodorico e Justino; e os dois imperadores se chocavam. No meio deste contexto complexo, a vítima foi o Papa João I, que foi forçado por Teodorico a uma missão. Nunca um Papa tinha saído da Itália; ele foi o primeiro.
A missão não agradou, porque Teodorico queria que o Papa fosse o porta-voz de uma mensagem ariana, por interesses econômicos e políticos. Mas o que podemos perceber é que este homem santo, autoridade máxima da Igreja de Cristo, não perdeu sua paz, não perdeu sua obediência a Deus. Tornou-se santo em meio aos conflitos.
Ele viveu uma vida de oração, uma vida penitencial, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus. Papa João I, por causa do ódio de Teodorico, foi aprisionado para morrer de fome e de sede. Foi mártir.
Hoje, podemos recordar este Pastor da Igreja como o pastor que, a exemplo de Cristo, deu a vida pelo rebanho.
São João I, rogai por nós!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O SEGREDO DA SANTIDADE

© Ditty_about_summer / Shutterstock


No processo crescente de intimidade com Deus, em nossa caminhada espiritual, geralmente nós nos empolgamos com a mudança radical que ocorre nas nossas vidas. Limpando-nos de todos os vícios e pecados, encontramos em nós a essência dada pelo Pai que nos faz ser amados em profundidade e abraçados pelo particular consolo de Sua Misericórdia.

Na mesma medida, observamos nas pessoas de nosso convívio espiritual exemplos a serem seguidos para alcançar a graça da santidade, da confiança cega no amor de Deus. Amigos, padres, pregadores, enfim, qualquer pessoa que reflita um pouco mais de autoridade em matéria de oração deixa em nós essa espécie de anseio à mesma graça, à mesma inspiração divina. Diante delas, nós como que nos esforçamos em imitá-las e buscamos descobrir o seu segredo.

Assim, inspirando-nos nelas, acabamos vivenciando essa mesma devoção sem, entretanto, atingirmos maturidade e naturalidade na vivência dos dons de Deus nas nossas vidas. Sem nos deixarmos tocar, de maneira profunda, pela graça singular que Deus prepara para nós. O ponto chave a ser descoberto em tais pessoas, e que muitas vezes ignoramos em nós e em nosso esforço de autossantificação, é o caminho de oração percorrido por elas.

Todos os pregadores que ouvimos repetem a necessidade constante de oração para o desenvolvimento do amor de Deus em nós. Não é uma exortação vazia, mas um compromisso e um requisito essencial para deixar florescer em nós a efusão dos dons carismáticos. Não há uma vida de santidade satisfatória (se é que podemos falar nestes termos) sem que haja esse diálogo e essa interação da nossa pequenez com a grandeza Daquele que é todo amor por nós.

Quando crescemos na vivência da fé, é comum nos sustentarmos naquilo que Deus já fez por nós e esquecermos o prosseguimento da caminhada, que se dá pela contínua vivência da oração, sob inspiração do Espírito Santo, e que nos proporciona dar passos em direção à Graça, fazendo-nos íntimos de Cristo e da salvação que Ele traz a nós. Sem a oração, caímos na cegueira da falta de fé, perdemos o contato íntimo com Deus, que procura a ocasião da escuta para demonstrar seu Amor, pela chamado e pelo transbordamento da Sua Misericórdia.

Sem o diálogo com o Pai, a nossa caminhada se torna como que uma casa de areia fundada em bases fracas de comprometimento e responsabilidade. Sem o sustento eficaz da oração e da escuta da Palavra de Deus, toda a construção que Deus quer operar em nós para nos fortalecer diante das dificuldades e desafios se torna pó, pois não há constância no prosseguimento da fé e não há segurança no Senhor a nos motivar contra o pecado e o erro. Sem essa base a nos sustentar, facilmente caímos na tentação.

Frei Camilo Maccise, superior geral dos carmelitas descalços, nos ensina: “Não devem jamais esquecer a importância da oração cristã. Uma oração feita também no silêncio e na solidão, que ajuda os outros a encontrar momentos de deserto, zonas verdes na vida humana, para perceber qual o sentido da vida, qual o nosso papel no momento atual”.

É importante valorizar a oração como veículo de reflexão do momento atual de nossas vidas e do mundo à nossa volta, bem como da vontade de Deus que nos norteia e nos envolve, num eterno abraço de amor. Em nós, é instrumento de humildade e mansidão e meio de nos configurar à imagem e semelhança de Deus, fazendo-nos pequenos necessitados de Sua presença.

Em muitas ocasiões, principalmente quando crescemos em estatura espiritual diante dos outros, admitimos uma postura de soberba, sem cultivarmos essa via de caridade própria da oração. Como na parábola contada por Jesus, somos como aquele fariseu que ignora o pecado do semelhante e se orgulha de manter uma conduta irrepreensível diante dos demais, aparentemente limpo das misérias do mundo. Usamos, pois, da oração como trampolim para atingirmos uma falsa perfeição e, dessa forma, ganharmos mais junto a Deus, como se este gozasse também dessa ostentação e não se refugiasse no pobre que anseia a riqueza melhor dos tesouros do céu, a paz interior, como o cobrador de impostos (cf. Lc 18, 10-13).

Ao dizer “Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!”, o publicano se revela na sua indignidade e procura a Deus como conforto e certeza de salvação. Naqueles que, verdadeiramente, vivem a lição da pobreza em Deus (e que, conseqüentemente, são vítimas da nossa imitação e “santa inveja”), Cristo opera o crescimento pela submissão, a elevação pela humilhação, e sedimenta em tais almas o alicerce da paz celeste e da confiança nos desígnios divinos.

Vivendo essa condição, somos moradas eficazes a abrigar o Espírito Santo que quer nos motivar, e não construções fracas que são destruídas pela afobação e pela falta de fé. Muitos daqueles que ouvimos e seguimos como modelo de santidade e que, aparentemente, revelam-se grandes na graça que Deus lhes derrama, na verdade vivem a miséria dos necessitados do Pai, ansiosos por receber deles a mínima porção de sua Misericórdia, pobres e humildes na oração e na espera nEle. Vivenciando essa carência, Deus nos cumula de sua grandeza e nos preenche, justificando-nos pela força de seu ensinamento de amor.

Fonte: Comunidade Shalom / Via: Aleteia

SANTO ISIDORO - UM HOMEM FIEL E DE PERDÃO


Hoje, 15 de maio, a Igreja nos apresenta, Santo Isidoro. Santo Isidoro nasceu em Madri (Espanha), no ano de 1030.
Ele era lavrador, um camponês. Vocacionado ao matrimônio casou-se com Maria Turíbia e tiveram um filho, o qual perderam ainda cedo.
Vida difícil e sacrificante, Isidoro santificou-se ao aprender a mística de aceitar e oferecer a Deus suas dores. Participava diariamente da Santa Missa e trabalhava para um patrão injusto e impaciente.
Santo Isidoro: um homem fiel, de perdão, que numa tremenda enfermidade não se revoltou. Consumiu-se por amor a Deus. Morreu aos 60 anos.
Santo Isidoro, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SÃO MATIAS - APÓSTOLO TESTEMUNHA DO RESSUSCITADO


Hoje, 14 de maio, a Igreja nos apresenta, São Matias. Nesse dia toda a Igreja está em festa, pois lembramos a santidade de vida de um escolhido do Espírito Santo para o grupo dos apóstolos. São Matias era um discípulo que acompanhou Jesus no tempo de Seu apostolado e foi tão fiel na vivência dos ensinamentos do Mestre, que tornou-se testemunha de Sua ressurreição.
No livro dos Atos dos Apóstolos, estão registrados os fatos que levaram à escolha de um discípulo que ocupasse o lugar deixado por Judas, o traidor: “…é preciso, pois, que um dentre eles se torne conosco testemunha de sua ressurreição. Apresentaram então dois homens: José chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias” (Atos 1,22-23).
São Matias recebeu em Pentecostes a efusão do Espírito Santo, e tornou-se um apóstolo ardoroso como os demais, testemunha do Ressuscitado. Evangelizou na Palestina e na Ásia Menor, e morreu mártir por apedrejamento.
São Matias, rogai por nós!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

SANTO FRANCISCO E SANTA JACINTA - IRMÃOS VIDENTES DE FÁTIMA


Santo Francisco e Santa Jacinta, receberam as mensagens de Nossa Senhora de Fátima e souberam viver suas dores e a oração

No ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos. A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na “Loca do Cabeço” e, depois, na “Cova da Iria”. A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência… Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário. Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (prima de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: “Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve”. Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: “Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu”.

Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria.

Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória.

No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do ‘Altar do Mundo’ beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires.

Hoje, 13 de maio de 2017, o Papa Francisco canonizará os dois pastorinhos durante a sua visita a Portugal por ocasião das comemorações do Jubileu de 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Conheça com maior riqueza de detalhes a vida desses dois santos em:


Santo Francisco e Santa Jacinta, rogai por nós!

terça-feira, 12 de maio de 2015

GOSTO DE IR À MISSA, MAS NÃO CONCORDO COM A DOUTRINA CATÓLICA. O QUE FAZER ?



Um leitor perguntou:
 

Sempre frequentei a Igreja e seria muito difícil, para mim, renunciar à missa e a outras atividades da paróquia. Além disso, a minha esposa e eu procuramos passar esta mesma disposição para os nossos filhos. Só que, em muitas coisas, não me sinto em sintonia com a doutrina católica: em questões de moral, de teologia, sacramentos, organização hierárquica... Faço certo em continuar frequentando a Igreja ou seria mais coerente deixá-la, reconhecendo que estou fora da comunhão eclesial?



O padre italiano Athos Turchi, professor de filosofia, responde:

As divergências me parecem significativas, mas, sem saber especificamente quais são elas, não é fácil responder à sua pergunta. Uma coisa é você não concordar em comer peixe às sextas-feiras e outra é dizer que Deus não é trino. Se as divergências dizem respeito a questões fundamentais da fé, como parece o caso, é preciso, de fato, você questionar se ainda faz parte da religião que diz professar.

O problema, porém, não está colocado adequadamente, porque, em matéria de religião, a questão não é se você pode comungar com tudo ou com um pouco. Há uma questão prévia: o que é uma religião e o que ela pode lhe oferecer? O que você procura em uma religião e aonde quer chegar com ela? Se você deseja apenas pertencer a certo círculo político, social, cultural, então, obviamente, a religião não é o que você procura. Ela não pode lhe dar essas coisas porque as transcende, nem pode ser flexível e mutável ao sabor das preferências particulares precisamente porque ela não tem uma dimensão evolutiva e dialética, e sim salvífica.

Um exemplo: se a religião diz que somos salvos por viver honestamente, ela não pode mudar de ideia em dado momento e passar a dizer que somos salvos por roubar. Uma religião tão contraditória se desacreditaria e se destruiria sozinha.

Já se você estiver em busca de uma comunhão com Deus voltada à sua salvação eterna, e para isso estiver disposto a seguir uma doutrina de fé e uma prática de aperfeiçoamento, então deverá avaliar a religião que melhor lhe permite alcançar o que deseja, bem como, por consequência, o modo e o método que essa religião lhe propõe para obter aqueles bens eternos, normalmente resumidos no seu corpo doutrinal. O cristianismo propõe um caminho, um método, um conteúdo ou doutrina, um ensinamento e uma organização, chamada de Igreja, e toda essa proposta é derivada de Cristo. Esse credo atende às suas aspirações? Se você disser que deseja aderir ao cristianismo, não poderá viver como um budista; seria uma contradição tanto quanto se dizer vegetariano e continuar comendo carne.

Hoje temos a impressão de que cada um pode pinçar nas religiões os elementos que prefere e até criar uma religião própria, com doutrina e organização personalizada. A questão é, de novo, o que o crente espera da religião à qual decide aderir. Se, por exemplo, a fé cristã ensina que o caminho da santidade é o casamento indissolúvel, mas o crente não está convencido disto, ele é perfeitamente livre para participar de outra religião que pregue algo diferente. Mas atenção: a religião que nega a indissolubilidade do matrimônio deverá negá-la sempre, porque, assim como a cristã, ela deve ser coerente com aquilo que prega. Aliás, a maior parte das outras religiões é muito mais rigorosa do que o cristianismo. Nelas, a salvação vem do cumprimento de leis e regras, enquanto o cristianismo abre espaços para a caridade e para relevar a ignorância, coisa que, em outras religiões, não ocorre. É o caso da blasfêmia: no cristianismo ela é quase uma constante, ao passo que, no islã, para citar um exemplo, talvez ela seja tolerada uma vez ou duas, mas, depois disso, pode ensejar uma condenação à decapitação. Isso quer dizer que, nas religiões, o conteúdo de salvação e de doutrina não pode ser alterado, exceto para ser reafirmado com ainda mais clareza conforme a época em que se está vivendo.

O problema exposto, caro leitor, deverá ser resolvido por você mesmo, que precisa encarar estas perguntas: o que você procura na religião e o que espera da religião cristã? Ela pode lhe dar o que você quer? Você aceita o seu conteúdo, formas, métodos e realizações? Se você só quer pertencer a uma "cultura" cristã, parece claro que não está interessado prioritariamente na salvação, e sim no "pensamento" cristão ou em algumas partes dele. Acontece que isto, obviamente, não é o cristianismo. Já se o seu desejo é a vida eterna mediante o seguimento do exemplo traçado por Cristo, então essas divergências não cabem, pois indicam que você não compreendeu a religião à qual aparentemente pertence e da qual espera a eternidade.

Em suma, o ponto a ser observado é que uma religião não é uma teoria política, nem um movimento social, nem uma organização civil; uma religião é uma prática salvífica voltada a bens eternos que transcendem o mundo e a história. Estes bens, ou a religião atinge ou não atinge. Se ela os atinge, então o caminho a ser seguido é único e sempre o mesmo, porque se a eternidade pudesse ser atingida tanto pelo amor quanto pelo ódio, a religião seria uma farsa.
 
Quanto aos sete sacramentos, eles são os instrumentos que Deus mesmo nos oferece para a comunhão com Ele: seria insensato achar que não há problema algum em não ser batizado, em pecar, em odiar, em matar, em manter qualquer tipo de relacionamento na hora e do jeito que se quiser. A religião ou tem um significado expresso na sua doutrina ou não tem sentido algum.
 
O leitor analise, então, o que deseja na vida e considere se a religião cristã pode oferecê-lo. Depois, decida se quer segui-la ou não. Toda a questão se resume nas palavras de Jesus: “Dai a Deus o que é Deus”.

Sources: Toscana Oggi / Via: Aleteia

sábado, 9 de maio de 2015

SÃO MÁXIMO - GRANDE CONFESSOR, HOMEM FORTE, DE ORAÇÃO E RESPONSÁVEL NO ZELO PASTORAL

Pertencente ao clero, já sabia com coragem e sabedoria enfrentar todos os perseguidores romanos

Com grande alegria, hoje, 09 de maio, lembramos São Máximo, bispo de Jerusalém, que entrou para o Martirológico Romano por causa de sua vida de amor a Deus e ao próximo de modo heróico, isto até entrar na glória no ano de 350.

Homem forte, de oração, e responsável no zelo pastoral, São Máximo, pertencente ao clero, já sabia com coragem e sabedoria enfrentar todos os perseguidores romanos. Aconteceu que no seu tempo, começou uma grande perseguição aos cristãos, por isso como modelo e pastor do rebanho foi perseguido, preso, processado e torturado, a ponto de arrancarem-lhe o olho direito e mutilarem-lhe o pé esquerdo, mas nada disso o fez recuar na fé e na fidelidade a Cristo e à Sua Igreja.

Depois da perseguição voltou para Jerusalém e fora aclamado bispo. Desta forma, São Máximo deu seu “máximo” para viver o Evangelho mesmo diante da arrogância dos governantes e hereges que sempre queriam atrapalhar a vida de Igreja de Cristo que é Santa, Una, Católica, Apostólica em suas notas e perseguida em sua história peregrina.

São Máximo, rogai por nós!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

ORAÇÃO DA HUMILDADE, DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS


Ó Jesus, estando Vós sobre a terra, dissestes:
"Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração,
e achareis descanso para a vossa alma". 

Ó poderoso Monarca dos Céus,
a minha alma acha o seu repouso contemplando-vos
revestido das aparências e da natureza de escravo,
abaixando-vos até lavar os pés aos vossos discípulos.

Recordo, ó Jesus, as palavras que,
para me ensinardes a humildade,
pronunciastes nessa ocasião:
"Eu vos dei o exemplo, para que, assim como
eu vos fiz, assim vós também façais.
Não é o discípulo maior do que o seu mestre...
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados se as praticardes".

Senhor, eu compreendo estas palavras saídas do vosso coração,
manso e humilde, e quero praticá-las, ajudada pela vossa divina graça.
Quero humilhar-me e sujeitar a minha vontade à de minhas irmãzinhas,
sem nunca contradizê-las, sem investigar se têm ou não sobre mim direito de mandar.

Ninguém, meu Deus, tinha este direito sobre Vós,
e todavia obedecestes, não só à Santíssima Virgem e a São José,
mas até aos Vossos algozes!
E na Santa Eucaristia, pondes o cúmulo ao Vosso aniquilamento.

Com que humildade, ó Divino Rei da glória, obedeceis a todos os sacerdotes,
fervorosos ou tíbios no Vosso divino serviço!
Eles podem apressar ou retardar a hora do sacrifício,
e Vós estais sempre pronto a descer do Céu.
Ó meu bom Jesus, como Vos mostrais
manso e humilde debaixo do véu da hóstia imaculada!

Ah! não poderíeis vos humilhar demais para me ensinar a humildade!
Para corresponder, pois, ao vosso amor,
quero colocar-me no último lugar e partilhar Convosco as humilhações,
a fim de ter parte convosco no reino dos Céus.

Suplico-vos, Divino Jesus, me mandeis uma humilhação
toda vez que ousar elevar-me sobre os outros.
Mas oh! como sou fraca; de manhã proponho ser humilde,
e à noite reconheço ter pecado por orgulho.
Vendo-me tal, sou tentada a desanimar,
mas sei que também o desânimo é orgulho.
Portanto, quero fundar a minha esperança somente em Vós, meu Deus.

E já que Vós sois todo poderoso,
concedei-me esta virtude, muito desejada.
E para que eu seja atendida, repetirei:
"Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o meu coração semelhante ao vosso!"

IGREJA CATÓLICA - CONSTRUTORA DE CIVILIZAÇÃO - EPISÓDIO 2

Arquivo da Família Moure

Igreja e Ciência: A ciência deve muitas de suas descobertas a sábios monges e padres católicos

Dando continuidade à série "The Catholic Church, Builder of Civilization" ["A Igreja Católica, Construtora de Civilização"], produzida pelo canal católico norte-americano EWTN e apresentada por Thomas E. Woods, graduado pela Universidade de Harvard, doutor em História pela Universidade de Columbia e autor do livro "Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental".

O Primeiro Episódio já foi disponibilizado aqui.


Acompanhe a seguir o Segundo Episódio (26 minutos), dividido em 3 partes (10, 10 e 6 minutos aproximadamente):


SEGUNDO EPISÓDIO

Igreja e Ciência: A Ciência deve muitas de suas descobertas a sábios monges e padres católicos

Primeira Parte:




Segunda Parte:



Terceira Parte:




sources: EWTN
Via: Aleteia

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"É UM ESCÂNDALO" A INDIFERENÇA DIANTE DE CRISTÃOS PERSEGUIDOS NO ORIENTE MÉDIO, AFIRMA CARDEAL SANDRI

Refugiados em Síria (imagem referencial) / Foto: Flickr do European Commission DGECHO (DC-BY-ND-2.0)

ROMA, 04 Mai. 15 - O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, denunciou: “é um escândalo a indiferença que comunidade internacional manifesta diante da tragédia dos cristãos perseguidos em países como o Iraque e a Síria, onde o Estado Islâmico (ISIS) assassinou milhares de pessoas, apenas devido à sua fé cristã”. 
                                             
Assim indicou o Cardeal argentino em sua intervenção na abertura do simpósio “Cristãos no Oriente Médio: Qual será o seu futuro?” promovido pela Comunidade de Santo Egídio e pela arquidiocese do Bari-Bitonto (Itália).

O Cardeal Leonardo Sandri disse: “muitos cristãos no Oriente, ao terem escutado o episódio da Paixão no que Pilatos lava as suas mãos durante a Semana Santa poderiam ter pensado na indiferença e na falta de eficiência que a comunidade internacional parece haver assumido frente às tragédias que ocorrem há anos se consumam na Síria e no Iraque”.

“Confiamos, entretanto, e estamos aqui para despertar, que no ânimo de todos, no Ocidente e também no Oriente permaneça viva a pergunta de Pilatos: ‘O que é a verdade?’, e por consequência busquemos e sirvamos a verdade. Porque acima de tudo, esta atitude desmantela qualquer tentativa de esconder a realidade”.

Logo, afirma o Cardeal: “Isto é um escândalo! E recordemos o que o Senhor nos fala também hoje a todos os confins da terra ‘O que estão fazendo por eles? A voz do sangue do seu irmão clama para mim da terra’”.

“É inútil negá-lo: se ainda não encontraram uma solução (para a tragédia que estão vivendo os cristãos no Oriente Médio) é certamente porque os problemas são múltiplos e complicados, mas também é válido pensar que os interesses, equilíbrios de poder e de riqueza têm um lugar prioritário, sem ceder um passo, à sobrevivência e ao bem-estar das populações danificadas”, afirmou o Cardeal Sandri.

O Purpurado mencionou: “entristece também a incompetência dos líderes do Líbano, inclusive dos cristãos, que não foram capazes de encontrar um consenso com o novo presidente, devido a uma linha de conduta emitida, mais que pela sua consciência, pelas fortes influências das forças que concorrem à supremacia do controle nesta região”.

Depois de recordar que todos os anos seu dicastério realiza uma coleta para ajudar os cristãos na Terra Santa, o Cardeal Sandri ressaltou: “não podemos falar de estabilidade no Meio Oriente sem incluir a antigo tema de Israel e Palestina (...) os cristãos tem o direito de viver em paz nesses dois territórios”.

“Por outro lado, não deveria haver nenhuma dúvida sobre a necessidade de que todos os Estados, inclusive Israel, deveriam ser protegidos e não ameaçados. É um trabalho para os lideres cristãos do Oriente Médio ajudarem seus fiéis a crescerem nesta consciência, curando as feridas do passado recente, com o bálsamo do consolo, do perdão e da misericórdia. Se não avançam nesta meta, sem dúvida os grupos de ‘poder enlouquecido’, como o ISIS, se multiplicarão, também porque alguns grupos interessados os apoiaram com armas e recursos”, relatou o Purpurado.

“O Ocidente parece ter perdido, durante estes dois séculos, a capacidade de ser considerado também dentro de uma boa referência religiosa, preferindo quase sempre um modelo laicista exagerado, ou um verdadeiro ‘eclipse de Deus’".Para concluir, o Prefeito disse que “a destruição e os horrores atuais do Oriente Médio –que alguns querem atribuir unicamente ao fator religioso– não devem ser uma desculpa para confirmar esta visão parcial e equivocada, e sim um estímulo para planejar novamente a convivência e a colaboração dos diferentes componentes da sociedade para a promoção integral do ser humano”.

Fonte: Acidigital