segunda-feira, 17 de agosto de 2015

SÃO JACINTO - APÓSTOLO DA POLÔNIA



São Jacinto era pregador em Cracóvia, pregava a cruzada contra os Prussianos

Hoje, 17 de agosto,  a Igreja comemora São Jacinto. Jacinto nasceu no ano de 1183 em Cracóvia (Polônia) e chamava-se Jacó. Com o apoio da família, ingressou para a vida religiosa tendo conhecido São Domingos de Gusmão em Roma no ano de 1221. Desta forma, passou a fazer parte da Família Dominicana. Os Dominicanos, por sua vez, deram-lhe o nome de Frei Jacinto.

Documentos seguros indicam-nos que era pregador em Cracóvia, em 1228, no convento da Santíssima Trindade, e que pregava a cruzada contra os Prussianos em 1238. Morreu a 15 de agosto de 1257.

Era parente do Bispo de Cracóvia e durante a sua vida foram fundados os conventos de Breslau, Sandomir e Dantziga. Em 1228, a partir do capítulo geral dominicano de Paris, Jacinto juntamente com outros dominicanos foram transferidos para Rússia, onde sua evangelização atingiu também os Balcãs, a Prússia e a Lituânia. Substituíram os Cistercienses, menos bem preparados. Mas os Tártaros, em 1241 e 1242, destruíram numerosos conventos e fizeram muitos mártires.

Depois da passagem deles, a obra apostólica foi retomada e Jacinto retornou à Cracóvia. Jacinto é considerado o apóstolo da Polônia. Desde 1260, três anos após sua morte, o seu túmulo atraía peregrinos. O culto dele abrangeu toda a Polônia. Foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 1594.

São Jacinto, rogai por nós!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE


Hoje, 14 de agosto, a Igreja celebra São Maximiliano Maria Kolbe. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria. 

Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia. 

Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos: 

“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”. 

A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971. 

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SANTA CLARA - PATRONA DA TELEVISÃO


Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos

Hoje, 11 de agosto, a Igreja celebra Santa Clara. “Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.
Santa Clara, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

SÃO LOURENÇO - SERVO DE DEUS NA IGREJA DE ROMA



Hoje, 10 de agosto, a Igreja nos apresenta, São Lourenço. Nós festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.
Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.
Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… Todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.
Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou – no Espírito Santo – força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.
Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.
São Lourenço, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

domingo, 9 de agosto de 2015

SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ - TAMBÉM CONHECIDA COMO SANTA EDITH STEIN


Juntamente com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena é uma das “Patronas da Europa”

A santa de hoje, 09 de agosto, também é conhecida pelo nome de Santa Edith Stein. Santa Teresa Benedita da Cruz, foi beatificada em 1 de Maio de 1987 e acabou sendo canonizada 11 anos depois, em 11 de Outubro de 1998, pelo Papa João Paulo II.

Última de 11 irmãos, nasceu em Breslau (Alemanha), a 12 de Outubro de 1891, no dia em que a família festejava o “Dia da Expiação”, a grande festa judaica. Por esta razão, a mãe teve sempre uma predileção por esta filha. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: “Com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde. Edith dedica-se então a uma vida de estudos na Universidade de Breslau tendo como meta a Filosofia. Os anos de estudos passam até que, no ano de 1921, Edith visita um casal convertido ao Evangelho. Na biblioteca deste casal ela encontra a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Edith lê o livro durante toda a noite. “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”, declarou ela mais tarde. Em Janeiro de 1922, Stein é batizada e no dia 02 de fevereiro desse mesmo ano é crismada pelo Bispo de Espira. Em 1932 lhe atribuída uma cátedra numa instituição católica, onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933 a noite fecha-se sobre a Alemanha.

Edith Stein tem que deixar a docência e ela própria declarou nesta altura: “Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo”. E no dia 14 de Outubro desse mesmo ano, entra para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz. Após cinco anos, faz a sua profissão perpétua. Da Alemanha, Edith é transferida para a Holanda juntamente com sua irmã Rosa, que também é batizada na Igreja Católica e prestava serviço no convento. Neste período do regime nazista, os Bispos católicos dos Países Baixos fazem um comunicado contra as deportações dos judeus. Em represália a este comunicado, a Gestapo invade o convento na Holanda e prendem Edith e sua irmã. Ambas são levadas para o campo de concentração de Westerbork. No dia 07 de Agosto, ela parte para Auschwitz, ao lado de sua irmã e um grupo de 985 judeus. Por fim, no dia 09 de Agosto, a Irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás e depois tem seu corpo queimado. Assim, através do martírio, Santa Teresa Benedita da Cruz, recebe a coroa da glória eterna no Céu.

Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

sábado, 8 de agosto de 2015

SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - HOMEM DE ORAÇÃO, PENITÊNCIA E AMOR A PALAVRA DE DEUS


Não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho

Neste dia, 08 de agosto, lembramos, São Domingos de Gusmão. Aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.

São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.

Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.

No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.

São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

AGOSTO - MÊS DAS VOCAÇÕES


O termo vocação vem do verbo em latim “vocare” que significa chamar. Todos nós somos vocacionados, chamados por Deus à santidade. E a resposta a este chamado que Deus faz a cada um é dada através de vocações específicas. Dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
No primeiro domingo de agosto, é dedicado ao ministério ordenado (bispos, padres e diáconos). Essa comemoração se deve ao fato de celebrarmos o dia do Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, no dia 04, patrono dos padres, e, o dia de São Lourenço, no dia 10, diácono e mártir, patrono dos diáconos.
No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, logo é dedicado à vocação matrimonial, à qual é dedicada a Semana Nacional da Família. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.
No terceiro domingo, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e também nas novas comunidades, motivados pela solenidade da Assunção de Maria ao Céu, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para uma entrega total.
O quarto domingo de agosto é dedicado ao Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto pela sua presença no seio da Igreja quanto pelo seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Todos nós recordamos com gratidão os nossos catequistas. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado também no último domingo do ano litúrgico, solenidade de Cristo Rei (22 de novembro).
No quinto e último domingo de agosto são recordados todos os ministérios leigos. Na Igreja, louvamos a Deus por todas as vocações! Percebemos a mão e a voz de Deus que nos chamam e nos conduzem.
Que o Senhor nos ajude e ilumine e que cada um de nós descubra cada vez mais a beleza da vida cristã e do chamado que Deus nos faz para as diversas vocações e, de modo especial, para sermos santos!
Que todos os fiéis se unam às suas comunidades para rezar pelas vocações, ao longo do mês de agosto, cumprindo o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para a sua Vinha” (Mt 9,38). Trabalhemos na grande vinha do Senhor! (MT/CNBB/Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira (PB).
(from Vatican Radio)


Fonte: ARQRIO

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SANTO APOLINÁRIO - BISPO DE RAVENA - LUTOU CONTRA AS TENTAÇÕES E PERMANECEU FIEL


Lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor

Neste mesmo dia, 05 de agosto, em que comemoramos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, lembramos com alegria da vida de santidade do mais antigo Bispo de Ravena: Santo Apolinário.

Nascido no Séc. I numa família pagã, foi convertido por Deus em Roma, através da pregação do apóstolo São Pedro.

No tempo de Apolinário o paganismo e sincretismo estavam dominando todo o Império e, por isso, todo evangelizador corria grandes riscos de vida. Com a missão indicando a evangelização do Norte da Itália, foi ele edificar a Igreja de Ravena, a qual tornou-se na Itália, depois de Roma, pólo do Cristianismo.

Por causa de Jesus Cristo e do Seu Reino, lutou contra as tentações, permaneceu fiel, com coragem sofreu e suportou até mesmo as torturas como confessor e, mais tarde, o martírio. Conta-nos a história que diante do Édito de Milão em 313, a Igreja Católica adquiriu liberdade religiosa e com isso pôde livremente evangelizar o Império Romano, assim como venerar seus santos; é deste período que encontramos em Ravena grande devoção ao Santo Bispo do qual celebramos hoje, herói da nossa fé.

Santo Apolinário, rogai por nós!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY - O CURA D'ARS - PADROEIRO DOS SACERDOTES


Hoje, 04 de agosto, a Igreja nos apresenta, São João Maria Vianney. Exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus
Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D’Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.
Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia “acertar” o passo com o seu batalhão.
Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação.
Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão). Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.
São João Maria Vianney, rogai por nós!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

SANTO INÁCIO DE LOYOLA - RECONHECIDO COMO TENDO A ALMA MAIOR QUE O MUNDO


A única ambição de santo Inácio de Loyola tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus

Neste dia, 31 de julho, celebramos a memória de Santo Inácio de Loyola; santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.

A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

SANTA MARTA - MODELO ATIVO DE QUEM ACOLHE


Hoje, 29 de julho, a Igreja nos apresenta, a vida de Santa Marta, que tem seu testemunho gravado nas Sagradas Escrituras. Padres e teólogos encontram em Marta e sua irmã Maria, a figura da vida ativa (Marta) e contemplativa (Maria). O nome Marta vem do hebraico e significa “senhora”.
No Evangelho, Santa Marta apresenta-se como modelo ativo de quem acolhe: “… Jesus entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa” (Lc 10,38).
Esta não foi a única vez, já que é comprovada a grande amizade do Senhor para com Marta e seus irmãos, a ponto de Jesus chorar e reviver o irmão Lázaro.
A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro, saíram de Bethânia e tiveram de ir para França, onde se dedicaram à evangelização. Santa Marta é considerada em particular como patrona das cozinheiras e sua devoção teve início na época das Cruzadas.
Santa Marta, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 28 de julho de 2015

SÃO CELESTINO - USOU MUITO BEM O CAJADO DA JUSTIÇA E PAZ


Fez de tudo para condenar o erro e o pecado sem deixar de amar o errado e o pecador

Com satisfação a Igreja lembra hoje, 28 de julho, da santidade do Santo Papa Celestino I, que governou a Igreja dos anos 422 até 432. Ele nasceu na Itália e, ao ser escolhido para governar a Igreja de Cristo, usou muito bem o cajado da justiça e paz.

No tempo dele havia a auto-suficiência do Pelagianismo que, embora condenado no Concílio de Cartago, perdurava querendo “contaminar” os cristãos, pois afirmava uma “auto salvação”.

Combatente também contra a heresia do Nestorianismo – que afirmava ter Jesus duas naturezas e duas pessoas – São Celestino fez de tudo para condenar o erro e o pecado sem deixar de amar o errado e o pecador; assim viveu na santidade, até entrar na eterna casa dos santos em 432.

São Celestino, rogai por nós!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

SÃO PANTALEÃO - REALIZAVA MILAGROSAS CURAS EM NOME DE JESUS CRISTO


Realizava milagrosas curas em nome de Jesus Cristo, que suscitava a inveja em outros médicos

O santo de hoje, 27 de julho, São Pantaleão,  viveu no séc. III e IV da era cristã, durante um período de intensa perseguição aos cristãos que não podiam professar a própria fé, pois o que predominava naquela época era o culto aos deuses pagãos.

Pantaleão era filho de Eustáquio, gentio e de Êubola, cristã. Sua mãe encaminhou-o na fé cristã. Após o falecimento de sua mãe, Pantaleão foi aplicado pelo pai aos estudos de retórica, filosofia e medicina.

Durante a perseguição, travou amizade com um sacerdote, exemplo de virtude, Hermolau, que o persuadiu de Nosso Senhor Jesus Cristo ser o autor da vida e o senhor da verdadeira saúde.

Um dia que se viu diante de uma criança morta por uma víbora, disse para consigo: “Agora verei se é verdade o que Hermolau me diz”. E, segundo isto, diz ao menino: “Em nome de Jesus Cristo, levanta-te; e tu, animal peçonhento, sofre o mal que fizeste”. Levantou-se a criança e a víbora ficou morta; em vista disso, Pantaleão converteu-se e recebeu logo o santo batismo.

Acabou sendo convocado pelo imperador Maximiano como seu médico pessoal. As milagrosas curas que em nome de Jesus Cristo realizava, suscitaram a inveja de outros médicos, que o acusaram de cristão perante o imperador que, por sua vez, o mandou ser amarrado a uma árvore e degolado.

Desta forma, assumindo a coroa do martírio, São Pantaleão passou desta vida para a vida eterna.

São Pantaleão, rogai por nós!

domingo, 26 de julho de 2015

SÃO JOAQUIM E SANT'ANA - OS PAIS DE NOSSA SENHORA


São Joaquim e Sant’Ana foram abençoados por Jesus com o nascimento da Virgem Maria

Com alegria celebramos hoje, 26 de julho, a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.
Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.

O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.

A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.



São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

sábado, 25 de julho de 2015

POR QUE DEUS NÃO ATENDE AO QUE TANTO LHE PEÇO EM ORAÇÃO ?


Essa é uma pergunta que quase todo mundo já se fez ao longo de sua vida, principalmente quando se trata de algo que pedimos há muito tempo e/ou é de grande importância pra nós, e ainda não fomos atendidos.

Muitas vezes caímos na tentação de achar que o nosso Deus é um Deus que deve atender a todos os nossos pedidos e de forma rápida, dentro das orientações e determinações que fazemos e queremos que sejam atendidas.

Ou seja, achamos que Deus tem a obrigação de nos atender em tudo que queremos, na hora que queremos e da forma que queremos.

Mas esquecemos que nosso Deus, não é um simples realizador de pedidos, mas sim, que é o nosso grande objetivo, nosso ideal de vida. ou seja, Deus deve ser o nosso objetivo final.

Não devemos querer simplesmente os milagres de Deus, mas sim o Deus dos milagres!

Devemos ter em mente que tudo o que vier de Deus é bom pra nós, pois Ele quer sempre a nossa felicidade. Só Ele sabe o que é melhor pra nós!

O próprio Jesus nos fala isso, quando diz em Mateus 7, 9-11: "Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente?

Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem."


Mas, temos que atentar para um aspecto muito importante, que é a questão do "tempo de Deus", que não é o nosso tempo. Pra Deus não existe o tempo conforme nós o contamos. Dessa forma e também segundo deve ser a Sua vontade, Deus nos agracia com o atendimento dos nossos pedidos.

Cabe a nós aceitarmos a Sua vontade e respeitarmos o Seu tempo, sabedores de que o que vier da parte Dele e quando vier, será para o nosso bem.

Devemos sempre "esperar em Deus", acreditando na sua misericórdia e no imenso amor que tem por nós!

Dessa forma não devemos nos frustrar ou ficarmos tristes, nem muito menos revoltados, quando não somos atendidos naquilo que achamos ser o melhor pra nós e na hora que achamos ser a ideal.

Nos cabe então, continuar fazendo os nossos pedidos a Deus, sem determinar o tempo para seus atendimentos, terminando sempre nossos pedidos com a frase: "Que seja feita a Vossa vontade!"

A persistência nossa na oração pelos nossos pedidos, nos é incentivada pelo próprio Jesus, quando também nos diz em Lucas 11,9-10: "Portanto, vos asseguro: Pedi e vos será concedido, buscai e encontrareis, batei e a porta será aberta para vós. Pois todo o que pede recebe, o que busca encontra, e a quem bate se lhe abrirá..."

Basta então confiarmos e aguardarmos o "tempo de Deus", pois sempre seremos atendidos.

Por: José Vicente Ucha Campos

SÃO CRISTÓVÃO (AQUELE QUE LEVA O CRISTO) - PADROEIRO DOS MOTORISTAS


O Dia de São Cristóvão coincide com o Dia do Motorista, justamente porque São Cristóvão é considerado o padroeiro dos caminhoneiros, taxistas, motoristas e viajantes em geral


Hoje, 25 de julho, a Igreja Católica Romana, celebra o dia de São Cristóvão. Além da Igreja Católica Romana, São Cristóvão é venerado em 9 de março na Grécia, em 9 de maio pela Igreja Ortodoxa, em 16 de novembro em Cuba e em 10 de julho em algumas localidades da Espanha.

Cristóvão é um nome que significa "o que leva Cristo" ou "aquele que carrega o Cristo", e está intimamente ligado a história do santo.
Segundo a lenda de São Cristóvão, este era filho de um rei pagão que o dedicou ao deus Apolo e que se chamava Reprobus. Ele se tornou muito grande e forte (algumas versões dizem que se tornou um verdadeiro gigante) e decidiu que serviria apenas alguém muito forte, poderoso e corajoso.

Assim, ele encontrou um rei que achava ser muito poderoso, até ter conhecido Satanás, a quem começou a servir. Para Reprobus nenhum dos dois era corajoso o suficiente.

Reprobus encontra mais tarde um ermita que o converte à fé cristã, embora este ainda não estivesse convencido que deveria jejuar e orar a Cristo. Ele passava os dias ajudando pessoas a atravessarem um perigoso rio, até que um dia, ajudando uma criança a atravessar, notou que ela ia ficando cada vez mais pesada e ele sentiu como se o peso do mundo inteiro estivesse sobre os seus ombros.

Do outro lado, a criança revelou ser o próprio Cristo, Criador do mundo. Daí ele passou a ser conhecido como Cristóvão, "o que carrega Cristo".

Ordenado por Jesus a enfiar o seu bastão no chão do deserto, uma palmeira acabou nascendo naquele lugar - um milagre que fez com que muitas pessoas se convertessem ao cristianismo, mas que acabou na morte de São Cristóvão, decapitado pelo rei pagão que governava aquela região.

São Cristóvão, Rogai por nós!

SUA BELA HISTÓRIA

Pouco ou quase nada se sabe sobre sua infância, seus pais, sua origens. Sabe-se porém, que era um homem de linhagem Cananéia, era muito alto e forte, talvez mais de dois metros e meio e de aparência nada atraente: seu nome era “Réprobo”!

Quando muito jovem trabalhou com o Rei de Canaã, por sua aparência forte era requisitado para os serviços pesados e de segurança. Enquanto prestava serviços ao rei, veio-lhe à mente procurar o maior príncipe existente no mundo e a ele servir.

Foi muito longe a sua procura e quando o encontrou, acreditou ser o mais poderoso . O rei quando o viu tomou-o para o seu serviço particular e o fez habitar em sua corte.

Durante uma festa na corte, um famoso menestrel cantou para sua majestade, cantigas diversas, e uma certa cantiga citava constantemente o demônio. O rei, que era um homem cristão, ao ouvi-lo mencionar o demônio, traçava o sinal da cruz em sua fronte. Ao ver o rei traçar o sinal da cruz, ficou curioso e perguntou que sinal era aquele e porque fazê-lo. Como o rei não queria responder, ele disse: “Se não me disserdes, não mais trabalharei para ti!” Então o rei lhe explicou dizendo: “Sempre que ouço mencionar o nome do demônio, faço o sinal da cruz para me prevenir de suas ciladas, a fim de que não me faça mal”.

- Temeis que o demônio vos possa fazer mal? perguntou Cristóvão! Então o demônio é mais poderoso e maior do que vós. Por isso fui enganado em minha esperança, pois acreditei ter encontrado o maior e o mais poderoso senhor do mundo. Vou continuar minha busca, e sei que encontrarei o rei mais poderoso do mundo. Despediu-se e partiu.

Cristóvão apressou-se a ir ao encontro do demônio. Quando passava por um grande deserto avistou um exército no meio do qual destacava-se um soldado de aparência horrível e cruel que, aproximando-se dele, lhe perguntou qual era o seu destino, e Cristóvão respondendo, disse-lhe: “Estou à procura do demônio, para que seja meu senhor!". E o feioso respondeu: “Eu sou quem procuras”. Então Cristóvão ficou contente e pediu-lhe para ser seu servo. Foi prontamente aceito e seguiu seu caminho como seu novo senhor!

Caminhavam juntos quando, de repente, ao avistar a Santa Cruz, o demônio ficou apavorado e fugiu, deixando o caminho, e fazendo um grande desvio cansativo e longo, retornou a viagem à longa distância da Cruz.

Cristóvão ficou intrigado com o longo desvio e perguntou ao demônio, em tom de ameaça, qual o seu motivo; ao que o demônio, a contra gosto, explicando, respondeu-lhe: “Houve um homem chamado Jesus Cristo que, por meio de Sua morte na Cruz, trouxe a salvação para a humanidade, e quando vejo Seu sinal, fico apavorado e fujo dele”. Cristóvão disse-lhe: “Então Ele é maior e mais poderoso que tu, já que tens medo de Seu sinal, e eu agora compreendo que te servi em vão. Vou agora encontrar o meu senhor e rei”.

Procurou por longo tempo e sempre perguntando por Jesus Cristo. Certo dia encontrou um eremita que lhe disse: “Este rei a quem procuras pede de ti uma vida de jejum e oração!”. Cristóvão respondeu-lhe: “Jejuar não posso e não consigo e de orar nada entendo. Pede-me qualquer coisa!”. O eremita lhe disse: “Conheces aquele rio de difícil travessia, onde muitos se perderam? Então pela tua estatura física poderás ajudar muitas pessoas a atravessá-lo”. Cristóvão respondeu-lhe: “Sem dúvida, este serviço posso fazê-lo com muita alegria e por amor ao Rei Jesus”. Construiu sua choupana ali perto e passou a executar sua missão.

Certa vez, quando dormia, ouviu uma voz de criança a chamá-lo: “Bom homem, sai de dentro e vem carregar-me até a outra margem”.

Cristóvão pôs aquela criança nos ombros, apanhou seu cajado e entrou no rio. A água do rio começou a subir, seu volume parecia aumentar, e a criança pesava como chumbo. Cristóvão ficou angustiado e temia afogar-se. Conseguiu escapar daquela situação com muito esforço e com segurança colocou a criança em terra firme dizendo a ela: “Menino, pesas tanto como seu tivesse o mundo sobre os meus ombros”. “Bom homem, respondeu-lhe o menino, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro como também o dono do mundo. Eu sou Jesus Cristo, o Rei que estás a servir neste mundo, e, para que saibas que digo a verdade, põe teu cajado no chão junto à tua casa e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos”. O menino desapareceu e, na manhã seguinte, seu cajado havia se transformado numa bela folhagem florida.

Cristóvão partiu para Lícia, lá foi ao encontro dos cristãos que estavam presos, para confortá-los, e, quando foi descoberto, apanhou o desafiou seus perseguidores. Jogou seu cajado no chão e pediu ao Senhor que repetisse o prodígio, e seu cajado floriu diante de uma grande multidão e mais de oito mil pessoas foram convertidas.

Os soldados levaram Cristóvão, nome dado depois do batismo, diante do rei.

De todas as formas e com mil propostas o rei tentou dissuadi-lo de sua fé: tudo em vão. Sua fé era uma rocha firme.

Cristóvão foi preso, o rei mandou levar a prisão duas jovens belíssimas, eram Nicéia e Aquilina, foram contratadas para fazê-lo pecar. Depois de muita oração, Cristóvão conseguiu convertê-las ao cristianismo, e em nome de Cristo foram martirizadas.

Tormentos cruéis o rei ordenou que executassem a Cristóvão: nada atingia nosso santo. Uma flecha disparada contra ele atingiu o tirano deixando-o cego. Cristóvão lhe disse: “Tirano, vou morrer amanhã. Fazei um pouco de lama misturada ao meu sangue, ungi com ela o vosso olho e sereis curado”.

No dia seguinte depois de suas orações, foi decapitado. O rei meio incrédulo fez o que Cristóvão dissera e no mesmo instante ficou curado.

O rei, sua corte e seus súditos creram em Cristóvão, e assim o nosso santo conduzira a Cristo uma multidão de convertidos, e sua fama se espalhou sem muita dificuldade!

O maior milagre que os motoristas podem pedir a Deus, pela intercessão de São Cristóvão, é o da defesa da vida, e de não fazer de seus veículos armas mortais.
Escolhe, pois, a vida!


SÃO TIAGO MAIOR - GRANDE AMIGO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


São Tiago foi o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho


Hoje, 25 de julho, a Igreja celebra São Tiago Maior. Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.

Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.

Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho: “Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.

São Tiago Maior, rogai por nós!