quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A ORAÇÃO DO ÂNGELUS - SUA HISTÓRIA, SEU SIGNIFICADO E COMO REZÁ-LA


Ângelus é uma oração da Igreja que honra a Encarnação do Salvador e, ao mesmo tempo, reconhece os méritos de fé e humildade da Virgem Maria: ela disse Sim a Deus quando o Anjo Gabriel (o próprio “Ângelus“, ou Anjo, que dá nome à oração) lhe anunciou que Deus a convidava para ser a Mãe de Jesus.

O Sim de Maria dá cumprimento ao anúncio dos profetas: “Uma Virgem conceberá e dará à luz o Salvador“. É um dos momentos cruciais da História da Salvação, porque marca o início da Redenção com a Encarnação de Cristo, celebrada pela Igreja no dia 25 de março, nove meses antes do Natal.

A composição da oração do Ângelus é atribuída ao beato papa Urbano II (pontífice de 1088 a 1099). Já a tradição de rezá-la três vezes ao dia foi iniciada pelo rei Luis XI, da França, em 1472.

Reza-se o Ângelus, tradicionalmente, às 6 horas, ao meio-dia e às 18 horas. Muitas localidades preservam o costume de tocar os sinos das igrejas para destacar a popularmente chamada “hora da Ave-Maria“.

Angelus (1859), de Jean-François Millet

O Ângelus é composto por três invocações, cada uma com a sua devida resposta, e as três juntas descrevem o mistério da Encarnação do Filho de Deus. As invocações são acompanhadas de uma jaculatória, uma breve oração e três Glórias.

COMO SE REZA O ÂNGELUS:

Guia: O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
Todos: E Ela concebeu do Espírito Santo.


Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco! Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Guia: Eis aqui a escrava do Senhor.
Todos: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.


Ave Maria…

Guia: E o Verbo se fez carne.
Todos: E habitou entre nós.


Ave Maria…

Guia: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!
Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Guia: Oremos. Derramai, ó Deus, a Vossa graça em nossos corações, para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por Sua Paixão e Cruz, à glória da Ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.


Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

(Repete-se o Glória mais duas vezes)

O ÂNGELUS EM LATIM:

Ángelus Dómini nuntiávit Mariæ,
Et concépit de Spiritu Sancto.


Ave Maria, gratia plena, Dóminus técum. Benedicta tu in muliéribus et benedictus fructus ventris tui, Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nóstræ. Amen.


Écce Ancílla Dómini.
Fiat míhi secúndum Verbum túum.


Ave Maria, gratia plena…

Et Verbum caro factum est.
Et habitávit in nobis.


Ave Maria, gratia plena…

Ora pro nobis, Sancta Déi Gènetrix.
Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.


Orémus: Gratiam tuam quæsumus, Dómine, méntibus nostris infúnde; ut qui, angelo nuntiánte, Christi Fílii tui Incarnatiónem cognóvimus, per passiónem éius et crucem ad resurrectiónis gloriam perducámur. Per eúndem Christum Dóminum nostrum. Amen.

Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto.

Sicut erat in principio et nunc et semper et in saecula saeculorum. Amen.


(Repete-se o Gloria Patri mais duas vezes)

Fonte: Aleteia

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - SÍMBOLO DA VITÓRIA DE JESUS


Símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus

Nos reunimos com todos os santos, neste dia, 14 de setembro, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23).

Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.

Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”

Santa Cruz, sede a nossa salvação!

domingo, 13 de setembro de 2015

A IGREJA DE SANTA MARIA NO OCO DA AVELEIRA BRANCA PERTO DE UM REDEMOINHO RÁPIDO E DA IGREJA DE SÃO TISÍLIO DA GRUTA VERMELHA



Um vídeo de 19 segundos no YouTube obteve quase 8 milhões de visualizações em 2 dias.

A façanha se deve a outra façanha: a do “homem do tempo” Liam Dutton, da rede britânica Channel 4, que pronunciou corretamente (e com um sutil sorriso de orgulho) o nome de uma localidade do País de Gales na qual a temperatura ficaria em torno de 21ºC no dia 9 de setembro. Nada particularmente chamativo, a não ser o nome da tal localidade:

Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch

Na língua galesa, o topônimo significa “Igreja de Santa Maria no oco da aveleira branca perto de um redemoinho rápido e da Igreja de São Tisílio da gruta vermelha“.

Arrisque-se a pronunciá-lo com o “homem do tempo”:





O nome original da localidade era apenas Llanfair Pwllgwyngyll, mas foi alterado na década de 1860 para que a sua estação de trens pudesse exibir a placa com o mais longo topônimo de todo o Reino Unido. A iniciativa, atribuída a um alfaiate local, se revelou frutífera para a cidade, que passou a receber turistas interessados em tirar uma foto junto à placa da estação ferroviária:


SÃO TISÍLIO

São Tisílio, morto no ano 640, foi um bispo galês. Ele era filho do rei Brochwel Ysgithrog, de Powys, e, portanto, príncipe, além de sobrinho, por parte da mãe, do grande abade Dunod de Bangor Iscoed. Tisílio se tornou monge sem o apoio inicial da família. Depois de passar sete anos longe da sua localidade natal, retornou para substituir o abade Gwyddfarch, de Caer-Meguaidd.

Após a morte do seu irmão, Tisílio recebeu da cunhada, a rainha Gwenwynwyn, a proposta de casar-se com ela e assumir o trono de Powys. O santo recusou e, como consequência, seu mosteiro passou a ser perseguido. Tisílio resolveu então partir com um grupo de seguidores para a Bretanha, onde estabeleceu um novo mosteiro.

São Tisílio é venerado tanto na Igreja católica quanto nas confissões ortodoxa e anglicana. Sua festa é celebrada em 8 de novembro e este é o seu busto:


Quanto à Igreja de Santa Maria no oco da aveleira branca perto do redemoinho rápido, trata-se da imagem no topo deste artigo. A igreja homenageia, obviamente, Nossa Senhora.

Fonte: Aleteia

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO - DOUTOR DA IGREJA E GRANDE COMUNICADOR DA PALAVRA DE DEUS


São João Crisóstomo era famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus

Doutor da Igreja, Boca de Ouro, Alma de Anjo e Coração de Pai. É o santo que celebramos neste dia, 13 de setembro: São João Crisóstomo. Nascido de família distinta, em Antioquia no ano 348. Depois da morte do pai, sua jovem mãe tratou de providenciar os melhores professores deste amado menino.

João nasceu com alma monástica, tanto que, por duas vezes passou anos no silêncio do deserto; por causa da precária saúde voltou da vivência religiosa mais retirada e em Antioquia foi ordenado sacerdote. Famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus, Crisóstomo não demorou a abraçar a cruz do governo pastoral da diocese de Constantinopla, já que o imperador fez de tudo para isto.

Ao perceber a má formação do clero, entregue à ambição e à avareza, o santo começou a exigir vida de pobreza e simplicidade evangélica daqueles que precisavam ser exemplo para o rebanho.

Devido aos naturais atritos com o clero e fervorosas pregações contra o luxo e imoralidades da vida social, São João teve problema com a imperatriz Eudóxia, que começou o movimento causador dos seus dois exílios, sendo que no último, os sofrimentos da longa viagem e os maus tratos foram mortais! Amado pelo povo e respeitado por todos, São João Crisóstomo morreu em 407 e deixou, além do belo testemunho dos dez anos de pontificado, suas últimas palavras as quais resumiram sua vida: “Glória seja dada a Deus em tudo!”.

São João Crisóstomo, rogai por nós!

sábado, 12 de setembro de 2015

SÃO NILO - FUNDOU VÁRIOS MOSTEIROS NO SUL DA ITÁLIA


São Nilo atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália


Neste dia, 12 de setembro, mergulhamos na história de São Nilo, onde encontramos um exemplar cristão que viveu no sul da Itália e no fim do primeiro milênio. Nilo, chamado o Jovem, fazia parte de uma nobre família de origem grega, por isso foi considerado o último elo entre a cultura grega e a latina.

Era casado e funcionário do governo de Constantinopla, com o nascimento de uma filha, acabou viúvo e depois descobriu sua vocação à vida monástica, segundo a Regra de São Basílio. Após várias mudanças acabou se fixando em Monte Cassino, perto da famosa abadia beneditina.

Seu testemunho atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália, com o cotidiano pautado pelo trabalho e oração. No trabalho, além da agricultura, transcrevia manuscritos antigos, introduziu um sistema taquigráfico (ítalo-grego) e compôs hinos sacros.

São Nilo realizou várias romarias aos túmulos dos santos Pedro e Paulo, aproveitando para enriquecer as bibliotecas de Roma, até que a pedido de Gregório, Nilo fundou um mosteiro em Grottaferrata, perto de Roma.

Este pacificador da política e guerras da época, teve grande importância para a história da Igreja, e na consolidação da vida monástica. Morreu com noventa e cinco anos de idade, no dia 25 de setembro de 1005.

São Nilo, rogai por nós!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Raymond Ibrahim - Cristãos Persegidos no Oriente Médio

Os CRISTÃOS representam o grupo religioso mais perseguido na atualidade. Como, onde e POR QUE? Quem tem ouvidos para ouvir... ouça!!!

Posted by Matheus Zandona on Sexta, 7 de agosto de 2015

SÃO PEDRO CLAVER - CUIDAVA DOS ESCRAVOS


São Pedro Claver servia aos escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual

Hoje, 09 de setembro, a Igreja comemora, São Pedro Claver. O Papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: “Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo”.

Nasceu em Verdú, na Catalunha (Espanha) em 1580. Desejando os piedosos pais consagrar o filho ao serviço do altar, enviaram Pedro à Salsona para estudar os primeiros elementos da gramática. Com 15 anos, o Bispo de Salsona conferiu-lhe a primeira tonsura e, aos 21 anos, entrou na Companhia de Jesus em Barcelona. Pedro era devotíssimo da Virgem Maria e um profundo adorador de Jesus Eucarístico. Após os estudos, Pedro foi ordenado sacerdote e enviado como missionário à Cartagena, porto da Colômbia, onde viveu seu apostolado entre os escravos por mais de quarenta anos.

Em Cartagena, Pedro Claver estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde a cada ano chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos.

Os escravos trazidos ou “roubados” da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.

Sem dúvida, o mercado dos escravos foi a página mais vergonhosa da colonização das Américas. Muitos missionários levantaram a voz contra esta desumanidade, mas sofriam perseguições e eram expulsos. O Papa proibiu repetidas vezes o comércio de escravos, mas a voz da Igreja não comovia a dureza dos comerciantes e nem das autoridades.

Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos.

No dia 3 de abril de 1622, Pedro Claver acrescentou aos votos religiosos de sua profissão mais um voto: o de gastar a vida inteira ao serviço dos negros escravos. Testificando este voto, escreveu de próprio punho: “para sempre escravo dos negros”.

Vítima da caridade, acabou morrendo em 1654, com 74 anos de idade e 52 anos de vida religiosa, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.

Foi declarado pelo Papa Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.

São Pedro Claver, rogai por nós!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA - ASSISTA AO VÍDEO SOBRE O LOCAL ONDE NOSSA MÃEZINHA NASCEU !



Em 8 de setembro, a Igreja celebra a Natividade de Maria, o nascimento de Nossa Senhora.
A ela dedicamos o compartilhamento deste breve vídeo produzido pela Custódia da Terra Santa, mostrando o lugar onde, segundo a tradição, teria nascido a Santíssima Virgem!

Feliz aniversário, Mãezinha!



Fonte: Aleteia

SEPTEMBER, 08 - BIRTH OF OURS LADY


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SANTA REGINA - UMA MÁRTIR DA FÉ



Hoje, 07 de setembro, a Igreja celebra Santa Regina. Regina viveu no século III na França. O seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar: sua mãe morreu durante o parto. 

Para criar a nenê foi encontrada uma ama-de -leite, que era cristã e educou a menina nos caminhos da fé. 

A cada dia se tornava mais piedosa e tinha a convicção de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la. Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do seu tempo reclusa em seu quarto em oração e penitência. 

O pai de Regina, um servidor do Império Romano, passou a insistir para que ela aprendesse a reverenciar os deuses. Até que um dia recebeu a denuncia de que sua filha Regina era uma cristã. 

No início não acreditou, mas diante dos fatos acabou denunciando a própria filha. Regina sofreu todos os tipos de torturas e, depois foi decapitada.

REFLEXÃO  

Santa Regina é mais uma grande mulher na lista das mártires da fé. Sua história mostra a fortaleza da fé que tudo supera e tudo enfrenta. Mesmo diante dos desafios familiares e do descontentamento do próprio pai, Regina manteve firme sua fé em Deus, o verdadeiro e único Pai da vida.


ORAÇÃO   

Deus Pai de amor, concedei-nos acreditar na vossa presença entre nós e a dedicar tempo para fortalecer os laços de nossa fé. A exemplo de Santa Regina, fazei-nos dedicar todo nosso amor para Vos louvar acima de todas as coisas. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Santa Regina, Rogai por nós!

domingo, 6 de setembro de 2015

PAPA FRANCISCO - "CADA PARÓQUIA, CADA COMUNIDADE RELIGIOSA, CADA MOSTEIRO, CADA SANTUÁRIO DA EUROPA, HOSPEDE UMA FAMÍLIA DE REFUGIADOS, COMEÇANDO DA MINHA DIOCESE DE ROMA."


Nas palavras, antes da oração do Angelus, o Papa Francisco realizou um apelo à toda a Igreja na Europa, que "Cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santuário da Europa hospede uma família, começando da minha diocese de Roma".

Queridos irmãos e irmãs,

A Misericórdia de Deus é reconhecido por meio de nossas obras, como nos testemunhou a vida da beata Madre Teresa de Calcutá, que ontem comemoramos o aniversário da morte.

Diante da tragédia de dezenas de milhares de refugiados que fogem da morte por causa da guerra e da fome, e estão a caminho rumo a uma esperança de vida, o Evangelho nos chama, nos pede para sermos "próximos", dos mais pequenos e abandonados. A dar-lhes uma esperança real. Não só dizer: "Coragem, paciência ...!". A esperança cristã é combativa, com a tenacidade de quem vai a um destino seguro.

Portanto, nas imediações do Jubileu da Misericórdia, faço um apelo às paróquias, comunidades religiosas, aos mosteiros e santuários de toda a Europa para expressar a realidade do Evangelho e acolher uma família de refugiados. Um gesto concreto em preparação para o Ano Santo da Misericórdia.

Cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santuário da Europa hospede uma família, começando da minha diocese de Roma.

Dirijo-me a meus irmãos bispos da Europa, verdadeiros pastores, para que nas suas dioceses apoiem este meu apelo, recordando que a Misericórdia é o segundo nome do Amor: “Tudo o que fizestes a um só destes meus irmãos pequenos, o fizestes a mim” (Mt 25, 40).

Também as duas paróquias do Vaticano acolherão nestes dias duas famílias de refugiados.

Fonte: Zenit

SANTO ELEUTÉRIO - HOMEM DE ENORME SIMPLICIDADE E DE FORTE ORAÇÃO


Santo Eleutério era um homem de enorme simplicidade. Seus discípulos contavam que ele, com a oração, tinha ressuscitado um morto

Hoje, 06 de setembro a Igreja lembra de Santo Eleutério. Nome de origem grega que significa “livre”, nos é conhecido pelos Diálogos de S. Gregório Magno. Eleutério viveu no Séc. VII, religioso, era abade do mosteiro de S. Marcos Evangelista junto aos muros de Espoleto, lugar onde viveu também S. Gregório Magno que, antes de tornar-se Papa, tinha a Santo Eleutério na condição de “Pai venerável”.

Viveu em Roma muito tempo. Lá morreu também. Os seus discípulos contavam que ele, com a oração, tinha ressuscitado um morto. Era homem de enorme simplicidade e compunção. S. Gregório conta-nos o epísódio em que Santo Eleutério orou, juntamente com os outros irmãos do mosteiro, por uma criança que era atormentada pelo demônio. A criança foi liberta. Também o próprio S. Gregório narra em seus escritos as graças que alcançou para si, a partir da oração de intercessão de Santo Eleutério: “Mas eu pude experimentar pessoalmente a força da oração deste homem(…) Ouvindo a sua benção, o meu estômago recebeu tal força que esqueceu totalmente a alimentação e a doença. Fiquei pasmado: como tinha estado! Como estava agora!”

Santo Eleutério, rogai por nós!

sábado, 5 de setembro de 2015

UM MURAL GIGANTE DO PAPA FRANCISCO CHAMA A ATENÇÃO NO CENTRO DE NOVA IORQUE


Por ocasião da visita que o papa Francisco fará neste mês a Nova Iorque, a diocese do Brooklyn encomendou uma grande imagem do pontífice para ser colocada em uma das áreas mais movimentadas de Manhattan, na esquina da Oitava Avenida com a Rua 34, a poucos passos da Penn Station e da Madison Square.

O papa celebrará a missa no Madison Square Garden em 25 de setembro, durante a sua visita de um dia a Nova Iorque. Antes, ele terá passado três dias em Washington D.C. e, depois, mais dois na Filadélfia.

O mural mostra o papa sorrindo e acenando para a multidão. “É muito emocionante fazer parte deste projeto. Estou muito honrado”, disse David Osborne, um dos quatro artistas realizadores da obra.

“Pouca gente vai conseguir os bilhetes para ver o papa no Madison Square Garden ou na Catedral de São Patrício, e por isso queríamos envolver as pessoas do jeito possível”, comentou monsenhor Kieran Harrington, responsável pelas comunicações da diocese do Brooklyn.

Van Hecht-Nielsen, líder do grupo de artistas e católico convertido, afirmou que a obra é “uma grande bênção”. O rosto do papa, segundo ele, foi a parte mais desafiadora do trabalho, por causa do nível de detalhes. “É rara a oportunidade de pintarmos algo que tenha significado para as outras pessoas”, acrescentou.

Craig Tubiolo, que gerencia a programação da diocese e coordenou o projeto, brincou dizendo esperar que o papa “tire uma selfie” diante da imagem.

O mural permanecerá em Manhattan durante seis semanas, até o dia 5 de outubro.

Fonte: Aleteia

SANTA TERESA DE CALCUTÁ - DEDICOU SUA VIDA A CUIDAR DOS MAIS POBRES DOS POBRES


Santa Teresa de Calcutá afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres

Hoje, 05 de setembro, a Igreja celebra Santa Teresa de Calcutá. “Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”.  Mais do que falar e escrever, Madre Teresa de Calcutá viveu este seu pensamento.

Nascida no dia 27 de agosto de 1910 em Skopje, na Albânia, foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.

Pouco se sabe sobre sua infância, adolescência e juventude, porque ela não gostava de falar de si mesma. Aos dezoito anos, sentiu o chamado de consagrar-se totalmente a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, no dia 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.

O seu sonho, no entanto, era o trabalho missionário com os pobres na Índia. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, fez a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria dissera: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.

Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora vivesse cercada de meninas filhas das famílias mais tradicionais de Calcutá, impressionava-se com o que via ao sair às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.

No dia 10 de setembro de 1946, dia que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade – congregação fundada por Madre Teresa – como o “Dia da Inspiração”, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, Madre Teresa deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. A partir disso, ela afirmou ter tido a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.

Após um tempo de discernimento, com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua madre superiora, ela saiu de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário nas ruas de Calcutá. Começou por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, aos quais começou a ensinar numa escola improvisada. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.

O início foi muito desafiador e exigente, mas Deus foi abençoando sua obra e as vocações começaram a surgir entre suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação fundada por ela foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro anos mais tarde.

No ano de 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebeu em audiência privada e a tornou sua melhor “embaixadora” em todas as nações, fóruns e assembléias de todo o mundo.

Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação aos excluídos e abandonados – reconhecida e admirada por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por alguns países submetidos ao marxismo – Madre Teresa foi encontrar-se com o Senhor de sua vida e missão no dia 5 de setembro de 1997. Sua despedida atraiu e comoveu milhares de pessoas de todo o mundo durante vários dias.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Mundial das Missões.

No dia 04 de setembro de 2016, foi canonizada pelo Papa Francisco. A canonização da missionária foi decidida após a Igreja Católica ter aprovado seu segundo milagre, a “cura extraordinária” de um brasileiro.

Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

PAPA FRANCISCO NOS EUA - UM IMPULSO GIGANTESCO PARA O CATOLICISMO DE ORIGEM LATINO-AMERICANA


A visita do primeiro papa latino-americano aos Estados Unidos, neste mês de setembro, deverá impulsionar decisivamente o desenvolvimento e a influência dos latinos na Igreja católica e na sociedade norte-americana, segundo os analistas consultados pelo semanário Our Sunday Visitor.

Uma população em crescimento

Aproximadamente 40% dos 78 milhões de católicos dos Estados Unidos são de origem latina.

O professor Hoffman Ospino, do Boston College, espera que a visita de Francisco marque profundamente esta enorme parcela da população. “O papa entende quem nós somos (…) e compartilha a nossa fé; não de modo abstrato, mas com raízes na nossa cultura. E ele entende o catolicismo do jeito que ele é vivido e celebrado na América Latina”.

Diana Richardson-Vela, presidente da Associação Católica de Líderes Latinos, afirmou: “Para nós, hispanos, a mensagem dele tem especial ressonância porque ele está muito perto daquilo que nós somos. A mensagem dele é pró-vida, porque nos impulsiona ao envolvimento com a justiça e a paz, com o cuidado da família, dos pais, dos avós, dos idosos e com o serviço aos mais pobres”.

Para os especialistas entrevistados, a mensagem do papa vai “tocar profundamente”, já que muitos dos hispanos ou latinos que vivem nos Estados Unidos, mesmo tendo nascido no país e falando inglês, mantêm o espanhol como sinal de identidade.

Um ministério em expansão

Segundo o Centro de Pesquisas Aplicadas em Apostolado, 6% das missas celebradas nos Estados Unidos, tantos aos domingos quanto nos dias de semana, são em espanhol. “[O fato de que o papa fale espanhol] é um ponto de coesão, porque, em muitas partes dos Estados Unidos, a Igreja é uma comunidade bilíngue”, observou Ospino.

Cerca de 25% das paróquias no país (4.358) possuem alguma organização de ministério para os hispanos. Para Diana Richardson-Vela, isto confirma que “a fé está mudando porque a demografia está mudando”.

Fonte: Aleteia

SANTA ROSÁLIA - LEVAVA UMA VIDA DE PENITÊNCIA


Santa Rosália levou uma vida de dura penitência

Hoje, 04 de setembro a Igreja celebra, Santa Rosália. Nascida em Palermo em 1130, viveu por alguns anos na corte de Rogério II, rei da Sicília, sendo seu pai Sinibaldo, descendente de Carlos Magno.

Quando tinha quatorze anos, a Santíssima Virgem apareceu-lhe e aconselhou-a a deixar o mundo. Rosália foi então viver numa gruta no monte Quisquita durante alguns meses e depois foi para o cimo do monte Pellegrino onde acabou por escolher este lugar até o fim de sua vida como lugar de retiro, pela áspera solidão que ofereciam seus penhascos rochosos inclinando sobre o mar azul.

Durante seus últimos dezesseis anos de vida, Rosália levou uma vida de dura penitência sendo alimentada miraculosamente pela Eucaristia. Morreu no ano de 1160, com a idade de 30 anos.

No Século XVII foi encontrado os restos mortais de Santa Rosália, mas, os ossos, recolhidos em uma gruta escavada entre as rochas, não traziam inscrição. O Arcebispo de Palermo, D. Giannetino Doria, constituiu uma comissão de peritos, composta de médicos e teólogos, que, em 11 de fevereiro de 1625, se pronunciou pela autenticidade das relíquias.

Isso reacendeu a devoção popular. Inseriu o nome da santa no Martirológio Romano em 15 de julho e em 4 de setembro.

Em 25 de agosto de 1624, quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, enquanto executavam trabalhos junto ao convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam, numa gruta, uma inscrição latina, muito rudimentar, que dizia: “Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo, decidi morar nesta gruta de Quisquina.” Confirmando, assim, as tradições orais da época.

Santa Rosália, rogai por nós!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CONHEÇA ALGUNS DOS SÍMBOLOS HISTÓRICOS DO PAPADO


Conheça alguns dos símbolos históricos do papado:

O Anel do Pescador: anel de ouro em que está gravada a Barca de Pedro, símbolo da Igreja, e em volta dela, o nome do papa reinante. A primeira menção documentada ao Anel do Pescador é feita em 1265, em uma carta na qual o papa Clemente IV comenta que já era costume de sucessores de Pedro, bem anteriores a ele, gravar seu nome e a barca em seus documentos com um pouco de cera quente, sobre a qual era pressionado o anel. Quando o papa morre, seu Anel do Pescador é destruído pelo cardeal camerlengo, simbolizando-se o fim da autoridade do papa falecido e impedindo-se que outro venha utilize o anel indevidamente.

               



A Férula: espécie de bastão em forma de cruz, que representa o governo universal do papa. O pontífice a usa no lugar do báculo pastoral dos bispos e dos abades mitrados, que, lembrando o cajado de um pastor, simboliza a autoridade na diocese ou na abadia.



A Cadeira Gestatória ou Sédia Gestatória: trono papal portátil, carregado por doze homens chamados sediários ou palafreneiros, vestidos de vermelho com ornamentos dourados, e acompanhada por dois assistentes que levavam os flabelos, grandes leques de pena de avestruz que remontam ao século IV. Os flabelos eram usados pelos reis da antiguidade para afastar os insetos e passaram a representar a sua autoridade. A referência mais antiga à Sédia Gestatória é do ano 521. Foi abolida pelo papa São João XXIII.



O Pálio Pontifício: fita circular usada pelo papa sobre os paramentos litúrgicos, na missa ou em outras cerimônias, da qual descem duas faixas de 30cm cada, uma por sobre o peito e a outra pelas costas. Ornado com seis pequenas cruzes vermelhas, recorda o Preciosíssimo Sangue de Cristo e é preso por três agulhas que evocam os pregos com que Jesus foi crucificado. Os arcebispos usam um pálio mais simples.



O Fanon ou Fano: pequena capa de ombros, como dupla murça ou camalha de seda branca com listras douradas. É reservado ao papa nas missas pontificais e representa o escudo da fé que protege a Igreja. É de uso exclusivo do sumo pontífice. As faixas verticais do fanon, de cor dourada, representam a unidade e a indissolubilidade da Igreja latina e oriental.



O Manto: capa larga, originalmente vermelha, que passou a acompanhar as cores litúrgicas. O manto é bem maior do que o papa, que, ao sentar-se no trono, coloca seus pés sobre ele enquanto os assistentes o espraiam sobre os degraus do trono. A primeira referência ao uso do manto pontifício aparece em "A Divina Comédia", de Dante Alighieri, escrita no século XIII.



O Umbráculo: guarda-chuva dourado e vermelha que os papas usavam para se proteger do sol. Passou a ser símbolo da vacância do papado e hoje é usado no escudo de armas do cardeal camerlengo, que administra a Igreja entre a morte de um papa e a entronização do seguinte.

                           

Fonte: Aleteia

SÃO GREGÓRIO MAGNO - PAPA E DOUTOR DA IGREJA


São Gregório Magno era alguém de senso de dever, de medida e dignidade

Hoje, 03 de setembro, celebramos a memória deste Magno (Grande) de Cristo: São Gregório I. Nascido em Roma no ano 540, numa família nobre que muito o motivou à vida pública.

Gregório (cujo nome significa “vigilante”), chegou a ser um ótimo prefeito de Roma, pois era desapegado dos próprios interesses devido sua constante renúncia de si mesmo. Atingido pela graça de Deus, São Gregório chegou a vender tudo o que tinha para auxiliar os pobres e a Igreja.

São Bento exercia forte influência na vida de Gregório, por isso, além de ajudar a construir muitos mosteiros, entrou para a vida religiosa do “Ora et Labora”.

Homem certo, no lugar certo, este foi Gregório que era alguém de senso de dever, de medida e dignidade. Além da intensa vida interior, bem percebida quando escreveu sobre o ‘ideal do pastor’:” O verdadeiro pastor das almas é puro em seu pensamento. Sabe aproximar-se de todos, com verdadeira caridade. Eleva-se acima de todos pela contemplação de Deus.”

Com a morte do Papa da época, São Gregório foi o escolhido para “sentar” na Cátedra de Pedro no ano de 590, e assim chefiar com segurança a Igreja num tempo em que o mundo romano passava para o mundo medieval.

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja que conquistou o Céu com 65 anos de idade (no ano 604), deixou marcas em todos os campos, valendo lembrar que na Liturgia há o Canto Gregoriano, o qual eleva os corações a Deus, fonte e autor de toda santidade.

São Gregório Magno, rogai por nós!