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Convido você a conhecer a beleza do trabalho da Igreja Católica Apostólica Romana, instituída pelo próprio Jesus Cristo, pelo mundo todo.

Sugestões para: jvucampos@gmail.com

Por: José Vicente Ucha Campos
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sábado, 14 de outubro de 2017

BONO, DO U2, SURPREENDE FREQUENTADORES DE UMA PARÓQUIA NA COLÔMBIA



O cantor foi à Missa em Bogotá e comungou como qualquer outro paroquiano

Imagine a cena: você está na Missa da sua paróquia e bem atrás de você, rezando em silêncio, está uma celebridade mundialmente conhecida. Você ficaria surpreso, né? E já pensou se o famoso se levantasse e se aproximasse da fila para comungar?

Foi o que aconteceu na Missa do meio-dia na paróquia do Ginásio Moderno em Bogotá, Colômbia. Os fiéis que participavam da celebração deram de cara com o vocalista da histórica banda U2, que no dia anterior tinha feito um show da  da turnê The Joshua Tree 2017 na cidade. Mesmo com a agenda apertada, o vocalista tirou um tempo para receber a Eucaristia.


De acordo com os assistentes da paróquia, Bono chegou à Missa acompanhado de algumas pessoas da sua equipe, ficou reservado na parte de trás do salão, rezou em silêncio e recebeu a comunhão. Era como se fosse mais um paroquiano na Eucaristia dominical.

Mas depois da comunhão, foi difícil deixar o cantor passar despercebido. Muitos quiseram tirar fotos, e ele atendeu todo mundo que estava ali, sem nenhum problema. Depois, Bono foi embora como chegou: sem causar barulhos ou confusão; com a única intenção de sentir a presença de Deus.


No show da noite anterior, Bono fez uma homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez e, durante a música One, pediu pela paz no país.

Agora, a banda irlandesa segue para a Argentina, Chile e desembarca no dia 19 de outubro no Brasil. Será que Bono também vai fazer uma surpresa dessa para os católicos de São Paulo?

Fonte: Aleteia


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

CATÓLICOS DA POLÔNIA CERCAM AS FRONTEIRAS DO PAÍS PARA REZAR O ROSÁRIO, NUMA EMOCIONANTE DEMONSTRAÇÃO DE FÉ


“Temos que proteger nossas famílias da descristianização que querem nos impor. E edificamos uma barreira espiritual contra o perigo do terrorismo”

Centenas de milhares de católicos poloneses foram neste último sábado até as fronteiras do país para rezar o rosário com uma intenção especial: salvar a Polônia e o mundo. A iniciativa foi promovida pela fundação Só Deus Basta.




A data, 7 de outubro, não foi escolhida por acaso: é o dia de Nossa Senhora do Rosário e a celebração da vitória cristã na batalha de Lepanto, em 1571, contra os otomanos que tentavam invadir e dominar a Europa. Essa vitória foi atribuída desde então à oração do rosário, “que salvou a Europa da islamização”, conforme recordam os representantes da fundação Só Deus Basta, criada por dois jovens cinegrafistas.


Participaram do “Rosário nas Fronteiras” 22 dioceses. Os fiéis se reuniram em cerca de 200 igrejas para participar primeiro de uma conferência e da Santa Missa, antes de se dirigirem às fronteiras para rezar o rosário.


O objetivo era cobrir os 3.511 km de fronteiras da Polônia com a Alemanha, a República Tcheca, a Eslováquia, a Ucrânia, a Bielorrússia, a Lituânia, a Rússia e o mar Báltico. Os organizadores esperavam a presença de um milhão de pessoas nas fronteiras, mas seria muito complexo contabilizar os participantes.


Para o porta-voz da Conferência Episcopal Polonesa, pe. Pawel Rytel Andrianik, o propósito não era quantitativo, mas qualitativo: oferecer uma oração pela paz no mundo por intermédio de Nossa Senhora. Diante de algumas críticas enviesadas de xenofobia e islamofobia, o pe. Pawel esclareceu:
“Não se trata de nos fecharmos aos outros. Pelo contrário: ir até as fronteiras com o rosário é para derrubar os muros, é para nos abrirmos aos russos, aos bielorrussos, aos eslovacos, aos ucranianos e aos alemães”.

Já para alguns militantes católicos considerados nacionalistas, a iniciativa faz parte, sim, de uma explícita reação católica ao expansionismo islâmico no continente europeu. Marcin Dybowski, editor de livros religiosos e responsável pela Cruzada do Rosário pela Pátria, declarou à agência AFP:
“A Europa está sendo invadida pelo islã, que não respeita os nossos costumes, a nossa civilização. Os atentados deixam centenas de vítimas. A Europa só finge que protege as suas fronteiras. Mas a verdade é que ela não tem fronteiras. Merkel as escancarou. A Polônia está em perigo. Temos que proteger as nossas famílias, nossas casas, nosso país, de todo tipo de perigo, mas também da descristianização da nossa sociedade que os liberais da União Europeia querem nos impor. A Áustria e a Hungria levantam muros de arame farpado contra os refugiados. Nós edificamos uma barreira espiritual mediante a oração contra o perigo do terrorismo”.
As seguintes imagens, publicadas pelo blog Senza Pagare, falam por si:
























Fonte: Aleteia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A CIDADE QUE ESTÁ DERROTANDO A VIOLÊNCIA COM UMA "ARMA DE ALTO PODER DE FOGO": A ADORAÇÃO EUCARÍSTICA PERPÉTUA!

                                                                                                                                   Creative Commons 
         
Uma transformação inspiradora vem ocorrendo em uma das cidades mais perigosas do mundo


“Quando uma paróquia adora Deus dia e noite, a cidade se transforma“, declarou o pe. Patricio Hileman à Rádio Maria, da Argentina. O pe. Hileman é pároco em uma cidade mexicana que, até 2010, aparecia com destaque nos rankings mundiais da violência entre as 10 cidades mais perigosas do mundo: Ciudad Juárez, na fronteira entre o México e os Estados Unidos.



    Ciudad Juarez


A cidade é palco de uma guerra sangrenta entre dois dos mais devastadores cartéis do tráfico de drogas em todo o planeta: o de Juárez e o de Sinaloa, este último chefiado pelo famigerado Joaquín “el Chapo” Guzmán Loera.

O PONTO DE VIRADA

Em um cenário tão desolador, no qual facções policiais se alinhavam com os bandidos, a esperança parecia perdida. No entanto, Ciudad Juárez começou uma virada impressionante que hoje a reposiciona nos rankings da violência e a torna mais segura que várias cidades dos Estados Unidos, como Nova Orleans e Baltimore.

E o que foi que a levou a tamanha transformação? Uma “arma de altíssimo poder de fogo” passou a detonar as forças do mal na região: a Adoração Eucarística Perpétua.

Em 2013, uma paróquia solicitou com urgência que fosse aberta uma capela de Adoração Perpétua. Bastaram três dias para transformar a iniciativa em realidade.




INTERCEPTADA POR SEIS SOLDADOS ÀS 3 DA MADRUGADA

Em sua entrevista à Rádio Maria, o pe. Hileman relata um fato arrepiante ocorrido naquele ano: com a cidade em estado de sítio, uma mulher se dirigia à capela às 3h da manhã para fazer a Hora Santa quando seis soldados a interceptaram, questionaram sua presença na rua àquela hora e duvidaram de que ela estivesse mesmo indo a uma capela quando tudo estava fechado. Ela os convidou a acompanhá-la. Ao chegarem à capela, os soldados ficaram de boca aberta ao encontrarem seis mulheres fazendo a adoração eucarística às três da manhã – e de boca mais aberta ainda quando ouviram de uma delas o seguinte:

“Você pensa que está nos protegendo? Nós estamos orando por você 24 horas por dia”.

Um dos soldados, segurando a arma, começou a chorar e caiu de joelhos diante do Santíssimo Sacramento. Na madrugada seguinte, às 3h, aquele mesmo soldado, vestido à paisana, estava de joelhos na capela, fazendo a sua hora santa diante do Santíssimo Sacramento da Eucaristia e “chorando oceanos de lágrimas“.

O PAPA FRANCISCO VISITOU A CIDADE

Em fevereiro de 2016, durante a sua viagem apostólica ao México, o Papa Francisco foi até Ciudad Juárez e visitou um célebre presídio local, onde fez um pedido:

“Peçamos ao nosso Deus o dom da conversão, o dom das lágrimas. Sempre há tempo para mudar. Sempre há uma saída e uma oportunidade. Sempre é tempo para implorar a misericórdia do Pai”.


Fonte: Aleteia

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

CATÓLICOS CELEBRAM MISSA DE NATAL EM ALEPPO (SÍRIA) PELA PRIMEIRA VEZ EM QUATRO ANOS

 


Na passada quinta-feira o exército governamental declarou Aleppo "livre de terroristas"

A igreja maronita de Santo Elias, em Aleppo, celebrou hoje, domingo, 25 de dezembro de 2016, a missa de Natal pela primeira vez em quatro anos, já que os combates nesta cidade síria obrigaram o templo cristão a permanecer fechado.

Uma parte do teto da igreja está destruída, assim como os bancos de madeira, mas os fiéis reuniram-se e celebraram a liturgia sentados em cadeiras de plástico, tendo entoado cântic
os natalícios em árabe, inglês e francês.

"Estou muito feliz por estar aqui, mas noto a falta de muita gente que não pôde partilhar conosco este dia de alegria", disse à agência noticiosa espanhola Nadia, uma mulher de 51 anos que participou na missa celebrada pelos maronitas católicos de Oriente.

Alguns muçulmanos também assistiram ao ato religioso na igreja que foi construída em 1873, e se encontra num bairro do centro histórico de Aleppo, que foi cenário de confrontos entre tropas governamentais e rebeldes nos últimos anos.

George, de 36 anos, foi também à missa, acompanhado pelo filho Elias. "O meu filho foi batizado nesta igreja e esta é a sua segunda visita desde esse dia. Ele pedia-nos para o trazermos à missa aos domingos, mas não era de todo possível", disse.

Na passada quinta-feira o Exército declarou Aleppo "livre de terroristas" depois da saída do último lote de pessoas que foram retiradas dos bairros sitiados da cidade, a maior do norte da Síria e mais castigada durante os mais de cinco anos de guerra.


Fonte: DN Notícias



terça-feira, 22 de novembro de 2016

BISPOS POLONESES UNIDOS AO PRESIDENTE ANDRZEJ DUDA PROCLAMAM CRISTO COMO O REI DA POLÔNIA


Cracóvia – 22 nov, 2016 – Os bispos da Polônia reconheceram formalmente a Jesus Cristo como Rei da Polônia. Os bispos, na presença do presidente polonês Andrzej Duda, realizaram um ato oficial de reconhecimento em 19 de novembro, na igreja da Divina Misericórdia em Cracóvia durante a missa e com o Santíssimo exposto. O ato foi repetido em todas as catedrais da Polónia e paróquias no domingo. A ação dos bispos poloneses se fundamenta na encíclica do Papa Pio XI “Quas Primas” de 1925, que proclamou solenemente e convocou os fiéis à devoção a Cristo Rei, e Senhor do Universo.

Na encíclica, o Papa Pio IX exortou:
“Quando uma vez os homens reconhecerem, tanto em privado e na vida pública, que Cristo é Rei, a sociedade vai finalmente receber os grandes benefícios da liberdade verdadeira, a disciplina bem ordenada, paz e harmonia.”

(…) “o poder régio de Nosso Senhor investe a autoridade humana de príncipes e governantes com um significado religioso, que enobrece o dever do cidadão de obediência”.

(…) “As nações poderão fazer memória pela celebração anual desta festa na qual não só os indivíduos, mas também reis e príncipes são chamados a dar honra pública e obediência a Cristo”.
O episcopado da Polônia, na sua declaração oficial sobre o ato de reconhecimento, disse:
Nós professamos perante a face do Senhor e de toda terra, que necessitamos de sua condução. Nós professamos, que o Senhor, e só o Senhor tem direitos sagrados que para nós não expiraram. Portanto, humildemente queremos dobrar nossas cabeças a vós, o Senhor do Universo, e reconhecemos a vossa regra sobre a Polônia e toda a nossa nação, os que vivem na terra natal e os que estão pelo mundo inteiro. Através deste ato, a Polônia no aniversário de 1050 do seu batismo reconhece solenemente a regra de Jesus Cristo.

(…) Cristo, reinai sobre nós! Reinai sobre a nossa pátria!
Regrai-nos! Ó Cristo, reinai em nossa terra natal, e reinai em cada nação – para a maior glória da Santíssima Trindade e da salvação dos homens. Façais que a nossa pátria e o mundo inteiro sejam cobertos pelo vosso reino: Reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, amor e paz. “
Também foi feita uma súplica de perdão:
“Perdoai-nos pelos pecados sociais e nacionais, por todos os defeitos, vícios e escravização. Nós renunciamos ao diabo e todos os seus intentos. Humildemente submetemo-nos a Vossa Senhoria e vossa lei comprometemo-nos a organizar a nossa vida pessoal por inteiro, família e nação de acordo com a sua lei “.
O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, também consagrou oficialmente o Peru na National Prayer Breakfast, em 21 de outubro, em Lima.


Em seu discurso, Kuczynski disse: “Pela autoridade investida a mim, eu faço um ato de consagração de mim mesmo, a minha família e a República do Peru ao amor e a proteção do Deus Todo-Poderoso por intercessão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado coração de Maria “.

Semelhante ato teve o presidente equatoriano Gabriel Garcia Moreno, que consagrou o Equador ao Sagrado Coração em 25 de março de 1874.

Diziam as palavras dr consagração: “prostrado diante a sua presença divina, consagramos a ti agora e para todo o sempre todos os poderes públicos da Igreja e do Estado da República do Equador como Tua posse exclusiva e propriedade.”

Moreno também acrescentou estes artigos na constituição do Equador:

Art. 1: A República do Equador consagra-se ao Sagrado Coração de Jesus, proclamando-o como patrono e protetor.

Art. 2: A Festa do mesmo Sagrado Coração de Jesus é prescrito como um dia santo no calendário do ano civil para ser observado em todas as catedrais da República por prelados diocesanos com toda a solenidade possível.

Em tempos em que passamos tantas tribulações por sermos seguidores de Cristo, esses são sinais magníficos e consoladores da força de Cristo na história humana. Nosso coração se enche de esperança na expectativa pela realização da promessa do Triunfo do Imaculado Coração de Maria, que consiste também no reconhecimento de Cristo como Rei e Senhor da história. Em comunhão com nossos irmãos poloneses celebramos alegremo-nos por essa vitória da fé cristã na Polônia.

Fontes: TVN 24 (Polônia)/ Church Militant
Via: Site do Pe. Augusto Bezerra

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PRESIDENTE DO PERU CONSAGRA O PAÍS AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


Na última sexta-feira, dia 21 de outubro 2016, o Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, realizou um Ato de Consagração do país ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. A Consagração ocorreu durante o Café da Manhã Nacional de Oração celebrado em Lima, e no qual participaram líderes de setores empresariais e políticos.

Essa foi a primeira vez em que um Presidente da República participou do Café da Manhã Nacional de Oração ao longo dos 21 anos de história do evento. A fórmula de Consagração foi prevista pelo movimento "Missão pelo Amor de Deus em Todo o Mundo", presente em mais de 450 cidades do mundo e que trabalha para recordar aos mandatários e líderes civis e econômicos seu dever de restituir o lugar de Deus na dimensão pública.

"Eu, Pedro Pablo Kuczynski, Presidente da República do Peru, com a autoridade que me foi outorgada, faço um ato de consagração de minha pessoa, minha família e a República do Peru ao amor e proteção de Deus Todo-poderoso através da intercessão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria", expressou o mandatário. "Ponho em suas mãos amorosas meu governo com todos seus trabalhadores e cidadãos que estão sob minha responsabilidade. Ofereço a Deus Todo-poderoso meus pensamentos e decisões como Presidente para que os utilize para o bem do nosso país e sempre estar consciente dos Dez Mandamentos ao governá-lo. Peço a Deus que, através da intercessão do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, escute e aceite meu ato de consagração e cubra ao nosso país com sua especial proteção".

"Ao fazer esta oração peço a Deus o perdão por todas as transgressões que tenha cometido no passado, todas as que tenham ocorrido no passado da República e por todas aquelas decisões que tenham sido tomadas estando contra seus mandamentos e lhes peço sua ajuda para mudar tudo o que nos separa dEle", acrescentou. "Eu, Pedro Pablo Kuczynski, como Presidente da República do Peru, declaro este juramento solene diante de Deus e dos cidadãos do nosso país hoje, 21 de outubro de 2016".

Espera-se que este ato tenha repercussão sobre vários projetos de lei introduzidos pela bancada do partido do governo. Entre as propostas contrárias à moral católica se encontram iniciativas de despenalização do aborto, redefinição da família e difusão da ideologia de gênero nas escolas. (GPE/EPC)

Com informações da ACI.
Fonte: GaudiumPress

terça-feira, 27 de setembro de 2016

DEPOIS DE 41 ANOS DE GOVERNO COMUNISTA, FOI ABERTA UMA UNIVERSIDADE CATÓLICA NO VIETNÃ

Cidade Ho Chi Minh (Vietnã) / Foto: Flickr Bvi4092 (CC-BY-2.0)

Entretanto, depois da queda de Saigon no sul e o fim da guerra entre ambos os países em 1975, Vietnã foi unificado sob o domínio dos comunistas e os católicos perderam muitas das suas liberdades, incluindo a participação na educação.

Na década de 1990, o governo começou a eliminar certas restrições. Algumas religiosas começaram a administrar jardins de infância e as pessoas que tinham mais dinheiro abriram escolas católicas particulares, mas a Igreja católica não era responsável por nenhuma instituição educativa.

Desde 2011, os bispos do Vietnã iniciaram as coordenações a fim de que a Igreja fosse responsável por uma universidade. Para isso, escreveram uma carta ao governo perguntando se permitiriam a existência de escolas católicas.

“Recomenda-se que o Governo abra a porta às pessoas religiosas de boa vontade que desejam participar da educação, a qual é considerada chave para abrir o caminho de um futuro brilhante no país”, disseram os bispos em sua carta.

Em dezembro de 2015, o Arcebispo de Ho Chi Minh, Dom Paul Bui Van Doc, anunciou que havia recebido a permissão do governo para abrir a primeira universidade católica do país em 2016.

“A relação entre o Vaticano e o governo do Vietnã está melhorando cada vez mais, quando lhes perguntamos, eles aceitaram”, expressou Dom Van Doc.

Embora os primeiros 23 alunos da universidade em sua maioria sejam sacerdotes que estudarão teologia, espera-se que a instituição cresça e se diversifique no futuro. “Depois disso, no futuro, talvez muitíssimo”, expressou Dom Van Doc.

Fonte: Acidigital



domingo, 19 de junho de 2016

PRESIDENTE DA ARGENTINA PEDE AJUDA DE DEUS PARA "DEFENDER A VIDA DESDE A CONCEPÇÃO"


O presidente da Argentina, Mauricio Macri, arrancou aplausos diante de milhares de peregrinos que participavam do encerramento do XI Congresso Eucarístico Nacional, ontem (19/06), em Tucumán.

Em uma oração, Macri pediu a Deus poder defender a vida desde a concepção até a morte.  “Precisamos de ti para que promover a fé respeitando as distintas expressões, para defender a vida desde a concepção até a morte, para cuidar da natureza, nossa casa comum, e para conviver em paz com todos os povos da terra”, rezou ele, sendo aplaudido ao mencionar a defesa da vida.

O presidente havia começado a oração dizendo: “Jesus Cristo, Senhor da história, necessitamos de ti para ser uma pátria fraterna e solidária, superar os desencontros e nos unir, caminhando juntos, para construir o futuro com esperança e trabalho, para atuar sempre na verdade, para que a justiça inclua a todos, para vencer as diferentes formas de pobreza e para erradicar a corrupção em todas as suas manifestações”.

“Tudo isso nós pedimos confiando na intercessão da Virgem, tão amada pelo nosso povo e que nos acompanha desde sempre em Tucumán”, continuou Macri, que encerrou a oração com um grito de “Viva a pátria, viva o amor!”, saudando em seguida o cardeal enviado pelo papa Francisco para presidir a celebração, Giovanni Battista Re.

Fonte: semprefamilia.com.br

domingo, 22 de novembro de 2015

PADRE CATÓLICO CEDE IGREJA PARA FIÉIS DA IGREJA BATISTA REALIZAREM CULTO EM MARIANA - MG


Os acontecimentos recentes com a tragédia ocorrida em Mariana, MG com o rompimento das barragens da mineradora Samarco deixou muitas vítimas e um rastro de destruição e tristeza para os moradores.
Diante da tragédia, muitos moradores perderam tudo o que tinha, e precisaram se alocar e iniciar uma nova vida.
A Primeira Igreja Batista de Mariana foi atingida pela lama do desastre, e o templo da igreja foi totalmente destruído com a tragédia. Porém um ato inusitado por parte de um padre de Mariana fez em meio ao caos, pessoas acreditarem que é possível vivermos em um mundo onde o amor e a solidariedade possam falar mais alto do que a divisão da religião.
12274236_988801004491458_8789804559630601143_nO Padre da Igreja Católica disponibilizou uma paróquia para que os irmãos da PIB – Primeira Igreja Batista de Mariana-MG possam cultuar a Deus. 

De acordo com o padre, nesse momento de tristeza e dor, a missão como cristãos e filhos do mesmo Deus, é acolhermos uns aos outros como Cristo fez.
O gesto fez que católicos e evangélicos se unissem no momento de solidariedade, e os cultos tem sido motivo de alegria entre ambos os grupos, e até mesmo o padre tem participado dos cultos Batista, em sua Igreja.
Tem sido uma bênção relata um fiel da Batista, temos sentido verdadeiramente o amor de Deus nos unir nesses últimos dias.

O que acharam da atitude do padre, deixem suas opiniões!
Fonte: Portal Padom

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

AS ESTATÍSTICAS DE 2015 DA IGREJA CATÓLICA PELO MUNDO


Por ocasião do Dia Mundial das Missões celebrado este domingo, 18 de outubro, a Agência Fides apresentou, como de costume, alguns dados estatísticos escolhidos para traçar um panorama da Igreja do mundo. Os dados foram retirados do último Anuário Estatístico da Igreja e dizem respeito aos membros da Igreja, às suas estruturas pastorais, às atividades no campo da saúde, assistencial e educativo.
População Mundial
De 31 de dezembro de 2013 a população mundial era de cerca 7.093.798.000, com um aumento de 70.421.000 em relação ao ano precedente. O aumento global diz respeito este ano também a todos os continentes: os aumentos mais consistentes foram verificados na Ásia e África, seguidos pela América, Europa e Oceania.
O número de católicos na data de 31 de dezembro de 2013 era cerca de 1.253.926.000, com um aumento de 25.305.000 em relação ao ano precedente. O aumento foi maior na África e América, seguido pela Ásia, Europa. Na Oceania houve uma leve diminuição. O percentual total de católicos aumentou em 0,19%, chegando a 17,68%.
Habitantes e católicos por sacerdote
O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano em 180 novos padres, chegando a um total de 13.752. Os principais aumentos foram verificados na América, Europa e Oceania, com diminuição na África e Ásia.
O número de católicos por sacerdote, por sua vez, aumentou em 54 unidades, chegando ao número de 3.019. Também neste ano foram registrados aumentos na América, Europa e Oceania e diminuição na Ásia e na África.
Circunscrições Eclesiásticas e estações missionárias
As Circunscrições Eclesiásticas são 8 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.989, com novas Circunscrições criadas na África, América, Ásia, Europa e Oceania. As estações missionárias com sacerdote residente são 1.871 e registram aumentos na África, Ásia e Oceania e diminuição na América e Europa. As estações missionárias sem sacerdote residente aumentaram em 3.074 unidades, chegando assim o número de 133.869. Aumentam na África, América, Ásia e Oceania. Única diminuição verificada foi na Europa.
Bispos
Em relação ao ano precedente, a Igreja ganhou 40 novos bispos em todo o mundo, chegando a um total de 5.173. Contrariamente à situação dos últimos anos, em que houve um aumento de Bispos diocesanos e uma diminuição dos religiosos, neste ano houve um aumento nas duas "categorias". Os bispos diocesanos são 3.945, enquanto os Bispos religiosos são 1.228. O aumento dos Bispos diocesanos diz respeito a todos os continentes, com exceção da Oceania. Os Bispos religiosos tiveram um aumento em todos os continentes, à exceção da Oceania onde permaneceu inalterado.
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.035 em relação ao ano precedente, chegando a um total de 415.348. A Europa foi o continente que apresentou a maior diminuição, seguida pela Oceania. África, América e Ásia registraram um aumento no número de padres. Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram em 971, chegando a um total de 280.532, com aumentos na África, América, Ásia e Oceania. A diminuição ocorreu também neste ano na Europa. Os sacerdotes religiosos, por sua vez, tiveram um aumento total de 64 novos padres, chegando a um total de 134.816, consolidando a tendência verificada nos últimos anos, que viu seu crescimento na África e Ásia e diminuição na América, Europa e Oceania.
Diáconos Permanentes
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 1.091 unidades, chegando a um total de 43.195. O aumento mais consistente foi verificado mais uma vez na América e na Europa, seguido pela África, Ásia e Oceania. Os Diáconos permanentes diocesanos são no mundo 42.650, com um aumento total de 1.084. O aumento é verificado em todos os continentes: África, América, Ásia, Europa, Oceania. Os Diáconos permanentes religiosos são 545, aumentados em 7 "unidades" em relação ao ano precedente, com aumentos verificados na África, América e Oceania e diminuição na Ásia e Europa.
Religiosos e religiosas
Os religiosos não sacerdotes diminuíram em 61, em contra tendência em relação aos últimos anos, chegando a um total de 55.253. Os aumentos foram registrados na América, Ásia e Oceania e a diminuição na África e Europa. Também este ano se confirma a tendência à diminuição global das religiosas, com 8.954 a menos, totalizando 693.575. Os aumentos são verificados, novamente, na África e Ásia e as diminuições na América, Europa e Oceania.
Institutos Seculares
Os membros dos Institutos Seculares masculinos são 712, com uma diminuição global de 59. À nível continental, houve um crescimento somente na África, enquanto diminuíram na América, Ásia, Europa, permanecendo inalterada também neste ano na Oceania. Os membros dos Institutos Seculares femininos diminuíram em 747 unidades, chegando a um total de 23.955 membros. Aumentam na África e Ásia, enquanto diminuem na América, Europa e Oceania.
Missionários leigos e catequistas
O número total de missionários leigos no mundo é de cerca 367.679, com um aumento global de 5.191 verificado em todos os continentes, à exceção da Oceania que verificou uma leve diminuição. Os catequistas no mundo diminuíram em 13.075, chegando a um total de 3.157.568. Aumentos significativos foram verificados na África e na Ásia, enquanto as diminuições ocorreram nos outros continentes.
Seminaristas maiores
Os seminaristas maiores, diocesanos e religiosos, diminuíram globalmente em 1.800, totalizando 118.251. Os aumentos foram registrados somente na África, enquanto diminuíram na América, Ásia, Europa e Oceania. Os seminaristas maiores diocesanos são 71.537 e os religiosos 46.714. Para os seminaristas diocesanos os aumentos interessam à África e Ásia, enquanto diminuem na América, Europa e Oceania. Os seminaristas maiores religiosos diminuíram em todos os continentes.
Seminaristas menores
O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, diminuiu de 775, totalizando 101.928. Aumentaram na América, Ásia e Oceania, enquanto diminuíram na África e Europa. Os seminaristas menores diocesanos são 78.556 e os religiosos 23.372. Para os seminaristas diocesanos a diminuição é registrada em todos os continentes à exceção da Ásia. Os seminaristas menores, pelo contrário, estão em crescimento na África, América e Oceania, enquanto diminuem na Ásia e Europa.
Institutos de educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 73.263 escolas maternas frequentadas por 6.963.669 alunos; 96.822 escolas primárias para 32.254.204 alunos; 45.699 Institutos secundários para 19.407.417 alunos. Além disto acompanha 2.309.797 alunos das escolas superiores e 2.727.940 estudantes universitários.
Institutos de saúde, de beneficência e assistência
Os Institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja incluem 5.034 hospitais com as presenças maiores na América e África; 16.627 dispensários, na maior parte na África, América e Ásia; 611 leprosários distribuídos principalmente na Ásia e África; 15.518 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes, na maior parte na Europa  América; 9.770 orfanatrófios na maior parte na Ásia; 12.082 jardins de infância com maior número na Ásia e América; 14.391 consultórios matrimoniais, na maior parte na América e Europa; 3.896  centros de educação e reeducação social e 38.256 instituições de outro tipo.
Circunscrições Eclesiásticas dependentes da Congregação para a evangelização dos Povos
As Circunscrições Eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos em 13 de outubro de 2015 são 1.111, com um aumento de duas circunscrições em relação ao ano precedente. A maior parte das circunscrições eclesiásticas confiadas à Propaganda Fidei se encontra na África e Ásia, seguidas por América e Oceania.
Fonte: ARQRIO

terça-feira, 13 de outubro de 2015

IGREJA CATÓLICA - A MAIOR INSTITUIÇÃO DE CARIDADE DO MUNDO


A Igreja Católica é a mais antiga instituição da humanidade. Com 1,2 bilhão de fieis, é a maior família religiosa e a maior instituição de caridade do planeta. Segundo revelam os dados do último “Anuário Estatístico da Igreja”, publicado pela Agência Fides por ocasião da Jornada Missionária, a Igreja administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.
Deste número: 
  • 5.167 hospitais (a maior parte na América, 1.493 e 1.298 na África); 
  • 17.322 dispensários, a maioria na África, 5.256, América 5.137 e Ásia 3.760; 
  • 648 leprosários distribuídos principalmente na Ásia (322) e África (229); 
  • 15.699 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes – Europa (8.200) e América (3.815); 
  • 10.124 orfanatrófios, principalmente na Ásia (3.980) e América (2.418); 
  • 11.596 jardins da infância, a maior parte na América (3.661) e Ásia (3.441); 
  • 14.744 consultores matrimoniais, distribuídos no continente americano (5.636) e Europa (6.173); 
  • 3.663 centros de educação e reeducação social, além de 
  • 36.386 instituições de outros tipos.

No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo: 
  • 68.119 escolas maternais, frequentadas por 6.522.320 alunos; 
  • 92.971 escolas primárias onde estudam 30.973.114 alunos; 
  • 42.495 escolas superiores médias com 17.114.737 alunos. Além disso, acompanha 
  • 2.288.258 jovens de escolas superiores e 
  • 3.275.440 estudantes universitários.

Com todas essas instituições, a Igreja Católica é um parceiro fantástico na prestação de serviços de saúde das nações pobres. Ela atua em áreas remotas e em favor das camadas mais pobres da população, permitindo- lhes, assim, aceder a esses serviços que de outro modo estariam além do seu alcance. E esse grande trabalho merece reconhecimento e apoio não só dos governos, mas de todo cidadão.

Como a caridade Católica mudou o mundo

No início do século IV, a fome e a doença assolavam exército do imperador Constantino. Pacômio, um soldado pagão, observava com assombro como muitos dos seus compa­nheiros romanos ofereciam comida e assistência aos que precisavam de ajuda, socorrendo-os sem qualquer discriminação. Cheio de curiosidade, quis saber quem eram essas pessoas e descobriu que eram cristãos. Que tipo de religião era aquela, admirou-se, que podia inspirar tais atos de generosidade e humanidade? Começou a instruir-se na fé e, antes de o perceber, já estava no caminho da conversão.(1)

Esse mesmo sentimento de assombro, continuaram a suscitá-lo as obras de caridade catóicas através dos tempos. O próprio Voltaire, talvez o mais prolífico propagandista anti-católico do século XVIII, se mostrou respeitosamente admirado com o heróico espírito de sacrifício que animou tantos dos filhos e filhas da Igreja. “Talvez não haja nada maior na terra – disse ele – que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão a nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma”(2).

Exigiria volumes sem conta elaborar uma lista completa das obras de caridade católicas promovidas ao longo da história por pessoas, paróquias, dioceses, mosteiros, missionários, frades, freiras e organizações leigas. Basta dizer que a caridade católica não tem paralelo com nenhuma outra, em quantidade e variedade de boas obras, nem no alivio prestado ao sofrimento e miséria humanos. Podemos ir mais longe e dizer que foi a Igreja Católica que inventou a caridade tal como a conhecemos no Ocidente.

Tão importante como o puro volume das obras de benemerência é a diferença qualitativa que distinguiu a caridade da Igreja daquela que a havia precedido. Seria tolice negar que os grandes filósofos antigos proclamaram nobres sentimento traduzidos em filantropia; ou que homens de valor fizeram importantes e substanciais contribuições em prol das suas comunidades.

Não obstante, o espírito de caridade no mundo antigo era em certo sentido, deficiente, se compararmos com aquele que foi praticado pela Igreja. A maior parte dos gestos de generosidade nos tempos antigos envolvia um interesse próprio, não eram puramente gratuitos. Os edifícios financiados pelos ricos exibiam ostensivamente os seus nomes. As doações eram feitas de modo a deixar os beneficiários em dívida para com os doadores, ou então atraíam as atenções para as suas pessoas e a sua grande liberalidade. Servir de coração alegre os necessitados e ampara-los sem nenhuma expectativa de recompensa ou reciprocidade, não era certamente o princípio que prevalecia.

Cita-se por vezes o estoicismo – uma antiga escola de pensamento que remonta mais ou menos ao ano 300 a .C. e que permanecia viva nos primeiros séculos da era cristã. Os estóicos ensinavam que homem bom era aquele que, como cidadão do mundo, cultivava o espírito de fraternidade para com seus semelhantes e, por essa razão, parecia ser mensageiro da caridade. Mas também ensinavam que era preciso suprimir os sentimentos e emoções como coisas impróprias de um homem. Rodney Stack diz que a filosofia clássica “considerava a piedade e a compaixão como emoções patológicas, defeitos de caráter que os homens racionais deviam evitar”(3) Assim o filósofo romano Sêneca escreveu:

“O sábio poderá consolar aqueles que choram, mas sem chorar com eles; Não sentirá compaixão. Socorrerá e fará o bem porque nasceu para assistir os seus semelhantes. O seu rosto e sua alma não denunciarão nenhuma emoção quando olhar para o aleijado, o esfarrapado, o encurvado. Só os olhos doentes se umedecem ao verem lagrimas em outros olhos.”(4)

Entre muitos exemplos de estoicismo, ressalta o de Anaxágoras, um homem que, ao ser informado da morte de seu filho, se limitou a observar: “Eu nunca pensei que tivesse gerado um imortal”. Era simplesmente lógico que aqueles homens, tão impermeáveis à realidade do mal, fossem indolentes na hora de aliviar os seus efeitos sobre seus semelhantes: “Homens que se recusam a reconhecer a dor e doença como males – anota um observador – também estavam pouco propensos a aliviá-las aos outros”.(5)

O espírito de caridade na Igreja nasceu da inspiração do próprio ensinamento de Cristo: (Jo 13,34-35; cfr. Ti 4,11). São Paulo afirmou que os cuidados e caridade dos cristãos deviam ser oferecidos mesmo aos que não pertencessem a comunidade dos fiéis, ainda que inimigos da fé: (cfr. Rom 12,14-20; Gal 6,10).

De acordo com William Lecky, critico severo da Igreja, “não se pode sustentar nem na pratica nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável aquele que atingiu.

Os pobres e doentes

A prática de oferecer dádivas destinadas aos pobres desenvolveu-se cedo na história da Igreja. Os primeiros cristãos que jejuavam com freqüência, doavam aos pobres o dinheiro que teriam gasto com a comida. São Justino Mártir relata que muitas pessoas que tinham amado as riquezas e as coisas materiais antes de se converterem, agora se sacrificavam de ânimo alegre pelos pobres. Os próprios Padres da Igreja, que legaram um enorme corpo literário e erudito a civilização ocidental, encontraram tempo para se dedicarem pessoalmente ao serviço dos seus semelhantes. São João Crisóstomo fundou uma série de hospitais em Constantinopla. São Cipriano e Santo Efrém empenharam-se em promover obras de assistência em tempos de fome e de epidemias.

A Igreja primitiva institucionalizou a atenção às viúvas e aos órfãos, bem como aos enfermos, especialmente durante as epidemias. No século III, São Cipriano, bispo de Cartago, repreendeu a população pagã porque, em vez de ajudar as vítimas da praga, as saqueava. Esse Padre da Igreja conclamou os cristãos a mobilizar-se para assistir os doentes e enterrar os mortos. No caso de Alexandria, o bispo Dionísio relatou que os pagãos “repeliam os que começassem a ficar doentes, afastavam-se deles, mesmo que se tratasse dos amigos mais queridos”. Em contraste, relatou que muitos cristãos “não fugiam de amparar-se uns aos outros visitavam os doentes sem pensar no perigo que corriam e serviam-nos assiduamente”.

Santo Efrém é lembrado pelo seu heroísmo quando a fome e a peste se abateram sobre Edessa, a cidade em cujos arredores vivia como eremita. Não apenas coordenou a coleta e distribuição de esmolas, mas também fundou hospitais, cuidou dos doentes e dos mortos. Eusébio, o historiador da Igreja do século IV, conta-nos que, como resultado do bom exemplo dos cristãos, muitos pagãos “se interessaram por uma religião cujos discípulos eram capazes de uma dedicação tão desinteressada”. Juliano, o Apóstata, que odiava o cristianismo, lamentou a bondade dos cristãos para com os pagãos: “Esses ímpios galileus não alimentam apenas os seus próprios pobres, mas também os nossos.”

Os primeiros hospitais e os cavaleiros

Discute-se se existiram na Grécia e em Roma instituições semelhantes aos nossos hospitais. Muitos historiadores põem­-no em dúvida, enquanto outros apontam alguma rara exceção aqui e acolá, mas mais para cuidar dos soldados doentes ou fe­ridos do que da população em geral. Parece dever-se a Igreja a fundação das primeiras instituições atendidas por médicos, on­de se faziam diagnósticos, se prescreviam remédios e se contava com um corpo de enfermagem (6).

No século IV, a Igreja começou a patrocinar a fundação de hospitais em larga escala, de tal modo que quase todas as principais cidades acabaram por ter o seu. Na sua origem, esses hospitais tinham por fim hospedar estrangeiros, mas de­pois passaram a cuidar dos doentes, viúvas, órfãos e pobres em geral (7).

Como explica Guenter Risse, os cristãos ultrapassaram “a recíproca hospitalidade que prevalecia na antiga Grécia e as obrigações familiares dos romanos” para cuidarem de atender “grupos sociais marginalizados pela pobreza, doença e idade” (8). No mesmo sentido, o historiador da medicina Fielding Garrison observa que, antes do nascimento de Cristo, “O espírito com que se tratava a doença e o infortúnio não era o de compaixão, e cabe ao cristianismo o crédito pela solicitude em atender o sofrimento humano em larga escala” (9).

Em um ato de penitência cristã, uma mulher chamada Fabíola fundou o primeiro grande hospital público em Roma; percorria as ruas em busca de homens e mulheres pobres e enfermos necessitados de cuidados (2110).

São Basílio Magno, conhecido pelos seus contemporâneos como o Apóstolo das Esmolas, fundou um hospital em Cesárea, no século IV. Era co­nhecido por abraçar os leprosos miseráveis que ali buscavam alívio. Não é de surpreender que os mosteiros também desempenhassem um papel importante no cuidado dos doentes (11). De acordo com o mais completo estudo da história dos hospitais:

“Após a queda do Império Romano, os mosteiros torna­ram-se gradualmente provedores de serviços médicos organizados, dos quais não se dispôs por vários séculos em nenhum lugar da Europa. Para prestar esses cuidados práticos, os mosteiros tornaram-se também lugares de ensino medico entre os séculos V e X” (12).

As ordens militares, fundadas durante as Cruzadas, administravam hospitais por toda a Europa. Uma dessas ordens, a dos Cavaleiros de São João (também conhecidos como hospitalários). Fundou um hospital em Jerusalém no qual atendia pobres e peregrinos. Segundo um sacerdote alemão “A casa alimentava tantas pessoas, de fora e de dentro, e dava tão grande quantidade de esmola aos pobres.” Teodorico de Wurzburg, maravilhou-se de que “andando pelas dependências do hospital, não conseguíamos de modo algum avaliar o número de pessoas que lá jaziam, pois eram milhares as camas que víamos. Nenhum rei ou tirano teria poder suficiente para manter o grande número de pessoas alimentadas diariamente naquela casa”(13).

Diz Gunter Risse: “A existência de uma ordem religiosa que manifestava com tanto ardor a sua lealdade aos doentes inspirou a criação de uma rede de instituições similares, especialmente nos portos da Itália e do sul da França…”

As obras de caridade cató1icas foram tão impressionantes que ate os próprios inimigos da Igreja, muito a contragosto, tiveram de reconhecê-lo. O escritor pagão Luciano (130-200) observou com espanto: “E inacreditável a determinação com que as pessoas dessa religião se ajudam umas as outras nas suas necessidades. Não se poupam em nada, o seu primeiro legislador meteu-lhes na cabeça que eles eram todos irmãos!”[14]

Juliano, o Apóstata, o imperador romano que, nos anos 360, fez a violenta, mas frustrada, tentativa de fazer o Império retornar ao seu primitivo paganismo, admitiu que os cristãos se avantajavam aos pagãos no seu devotamento às obras de caridade. “Enquanto os sacerdotes pagãos negligenciam os pobres – escreveu -, os odiados galileus [isto é, os cristãos] devotam-se às obras de caridade e, em um alarde de falsa compaixão, introduzem com eficácia os seus perniciosos erros. Vede os seus banquetes de amor e as suas mesas preparadas para os indigentes. Tal prática é habitual entre eles e provoca desprezo pelos nossos deuses”[15].

Martinho Lutero, o mais inveterado inimigo da Igreja Católica até o fim da vida, viu-se obrigado admitir: “Sob o Papado, o povo era ao menos caridoso e não havia necessidade de recorrer à força para obter esmolas. Hoje sob o reinado do Evangelho (com isso, referia-se ao protestantismo), em vez de dar, as pessoas roubam-se umas as outras, parece que ninguém julga possuir alguma coisa enquanto não se apropria dos bens do vizinho”[16].

O economista do século XX Simon Patten observou a propósito da ação da Igreja: “Na Idade Media, era muito comum dar comida e abrigo aos trabalhadores, tratar com caridade os desafortunados e aliviá-los das doenças, das pragas e da fome. Quando vemos o número de hospitais e enfermarias, a magna­nimidade dos monges e o sacrifício pessoal das freiras, não po­demos duvidar de que os marginalizados daqueles tempos eram pelo menos tão bem assistidos como os de agora”[17].

Fre­derick Hurter, um biógrafo do papa Inocêncio III no século XIX, chegou a declarar: “Todas as instituições de beneficência que a raça humana possui hoje em dia para minorar a sorte dos desafortunados, tudo o que tem sido feito para socorrer os indigentes e os aflitos nas vicissitudes das suas vidas e em qualquer tipo de sofrimento, procede direta ou indiretamente da Igreja de Roma. Ela deu o exemplo, perseverou na sua tare­fa e, com freqüência, proporcionou os meios necessários para leva-la a cabo”[18].

A extensão das atividades caritativas da Igreja aprecia-se às vezes com mais clareza quando deixam de existir. Na Inglater­ra do século XVI, por exemplo, o rei Henrique VIII (separou da Igreja Católica) suprimiu os mosteiros e confiscou-lhes as propriedades, distribuindo-as a preço de banana entre os homens influentes do seu reino. O pretexto para essa medida foi que os mosteiros se haviam tor­nado fonte de escândalo e imoralidade, embora restem poucas dívidas de que tais acusações fantasiosas não faziam mais do que dissimular a cobiça real. As consequências sociais da dis­solução dos mosteiros devem ter sido muito significativas. Os Levantes do Norte de 1536, uma rebelião popular também co­nhecida como a Peregrinação da Graça, tiveram muito a ver com a ira popular causada pelo desaparecimento da caridade monástica. Em uma petição dirigida ao rei dois anos mais tar­de, observava-se:

“A experiência que tivemos com a supressão dessas ca­sas mostra-nos claramente que se provocou e continuará a provocar-se neste reino de Vossa Majestade um grande mal e uma grande deterioração, assim como um grande empobrecimento de muitos dos vossos humildes súditos.”

Referências

(1) Alvin J. Schmiclt, Under the Influence: How Christianitv Transformed Civilization, Zonclcrvan, Grancl Rapids, Michigan, 200 I, pag .. J 30.
(2) Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendee, Rill nant Press, St. Paul, Minnesota, 1997, pag. 13.
(3) Vicent Carroll e David Shiflett, Christianity on Trial, Encounter Books, San Francisco, 2001, pág. 142.
(4) William Edward Hartpole Lecky, History of European Morals from Augustus to Charlemagne, vol. 1, D. Appleton and Co., New York, 1870, págs. 199-200.
(5) Ibid., pág. 202.
(6) Alvin J. Schmidt, Under the Influence, págs. 153-5.
(7) John A. Ryan, “Charity and Charities”, em Catholic Enciclopedia; Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls: A History of Hospitals, Oxford University Press, New York, 1999, págs. 79 e segs.
(8) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 73.
(9) Fielding H. Garrison, An Introduction of the History of Medicine, W.B.
Saunders, Philadelphia, 1914, pág. 118; citado em Alvin J. Schmidt, Under the Influence, pág. 131.
(10) William E.H. Lecky, History of European Morals from Augustus to Charlemagne, vol. I, pág. 85.
(11) Roberto Margotta, The History of Medicine, Paul Lewis, cd., Smith­mark, New York, 1996, pág. 52.
(12) Guenter B. Risse, Mending Bodies, Saving Souls, pág. 95.
(13) Ibid., pág. 138.
[14] Vincent Carroll e David ShiOett, Christianity on Trial, pag. 143.
[15] Cajctan BaluFri, The Charity or the Church, pag. 16.
[16] Ibid., rag. 185.
[17] Citado em John A. Ryan, “Chal’ity and Charities”, em Catholic Ency­clopedia.
[18] Cajetan Baluffi, The Charity or the Church, pag. 257.