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segunda-feira, 17 de junho de 2019

BRASIL AGORA TEM A MENOR BASÍLICA DO MUNDO E UMA DAS MAIS BELAS

                                                                 Fotografia de Henrique Caetano


Igrejas do Santuário da Serra da Piedade, MG, foram elevadas a basílicas

Com a singela capela do século XVIII repleta de fiéis, no ponto mais alto do Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na grande Belo Horizonte (MG), o arcebispo dom Walmor fez o importante anúncio: as duas Igrejas do complexo do Santuário da Serra da Piedade foram elevadas a basílicas.

O reconhecimento do Vaticano chega no momento em que são celebrados os 250 anos de história do povo peregrinando na fé ao território sagrado dedicado à Padroeira de Minas Gerais.

Agora, a Ermida da Padroeira, que recentemente ganhou nova iluminação externa, passa a se chamar Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais  Nossa Senhora da Piedade, sendo a menor Basílica do mundo. Já a Igreja das Romarias é a Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade  Padroeira de Minas Gerais.

O anúncio do arcebispo ocorreu em data especial, o Dia Mundial dos Pobres, quando o Santuário recebeu peregrinos que viveram nas ruas da Capital Mineira e, hoje, são acompanhados pela Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte.

                                                                       Fotografia de Henrique Caetano

A escolha desse momento para anunciar os títulos concedidos pelo Papa Francisco, segundo o Arcebispo, contribui para que todos reconheçam que as basílicas remetem à realeza de Cristo. “Uma realeza que não significa triunfo, mas serviço aos pobres”, explica dom Walmor, acrescentando: “Anunciar o título de basílica no Dia dos Pobres é um convite para que a sociedade brasileira assuma sempre o dever de lutar para tornar-se melhor, marcada pelo amor de Deus”. Nesse sentido, dom Walmor ressaltou o que diz o Papa Francisco: “Não devemos amar apenas por palavras, mas com gestos concretos, cada pessoa fazendo a diferença”.

A Serra da Piedade é importante ponto de peregrinação. Só em 2016 recebeu 500 mil pessoas. Para 2017, a previsão é de 700 mil peregrinos passem pelo local.

                                                                      Reprodução / Facebook


Beleza natural

O Santuário Nossa Senhora da Piedade,  localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, é um cenário de riquíssima beleza natural, no alto da montanha, a 1746 metros de altitude. Ideal para a reflexão,  oração e o encontro com Deus, o Santuário, que abriga a Padroeira de Minas Gerais, é propício para quem busca a tranquilidade e a beleza da natureza.

Do alto do Santuário, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. São 360 graus de panorama, com mil e uma facetas da beleza que só a mãe natureza oferece de maneira tão generosa, inspirando a conduta humana.Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade descortina-se uma deslumbrante paisagem do verde das matas subindo e descendo montanhas, de onde avista-se também nove cidades: Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Lagoa Santa, Nova União, Raposos, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano.

                                                                           Fotografia de Elvira Nascimento


Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais  Nossa Senhora da Piedade

Em 30 de setembro de 1767, Antônio da Silva Bracarena e Manuel Coelho Santiago receberam licença para erigir  uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Piedade, no alto da então denominada Serra do Caité. Em 1856, o capuchinho Frei Luiz de Ravena retomou as obras, ampliando a capela, julgada pequena para comportar o número de fiéis presentes nas celebrações religiosas.

Na Ermida, agora com o título de Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais  Nossa Senhora da Piedade,  encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais, atribuída a Aleijadinho.

Ladeando a nave única encontram-se dois pequenos corredores, espaços antigamente destinados à pousada dos romeiros. Hoje, estes corredores laterais abrigam a Capela do Sagrado Coração de Jesus e a Capela do Santíssimo Sacramento ou de São José. Nelas, situam-se painéis azulejares com pinturas figurativas datados de 1996, concebidos pela artista plástica Maria Helena Andrés e executados em azulejos por Gianfranco Cavedone Cerri.

                                                                     Fotografia de Edmar Amaro

A antiga Igreja das Romarias

A antiga Igreja das Romarias, agora Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade  Padroeira de Minas Gerais  foi edificada a partir de 1974, com projeto do arquiteto carioca Alcides da Rocha Miranda. A concepção do edifício insere-se no domínio da arquitetura “moderna”, que se caracterizou pela utilização do concreto puro aparente moldado, articulado com outros materiais. A Igreja revela uma rica simbologia, traduzida não apenas no edifício, mas em sua ornamentação interna, com os murais de cerâmica fosca que revestem as paredes baseados em temas bíblicos, abordados no Evangelho de Lucas, e executados pelo artista plástico Cláudio Pastro, em 1989.

À esquerda do altar, encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade, confeccionada em 1998, pelo artista plástico Léo Santana. A imagem, apesar de suas características particulares, faz referência a Pietá, do Mestre Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que está na Ermida do Santuário.


Fonte: Aleteia
Fotos: Aleteia e Site Conheça Minas


quarta-feira, 12 de junho de 2019

BARCELONA CONCEDE LICENÇA DE CONSTRUÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA DEPOIS DE 137 ANOS



O templo expiatório da Sagrada Família recebeu em 7 de junho de 2019, a licença de construção da prefeitura de Barcelona (Espanha) após 137 anos em construção; isso permite que o conselho de construção continue o projeto de Antoni Gaudí.


O Templo Expiatório da Sagrada Família, também conhecido como a Sagrada Família, é uma basílica projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí. Sua construção começou em 1882 e está prevista para terminar em 2026. É um dos monumentos mais visitados da Espanha e a igreja mais visitada da Europa, depois da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Quando a construção do templo começou no século XIX, a licença correspondente foi solicitada ao município de San Martín de Provensais, que na época era um município independente. No entanto, após a anexação deste município à cidade de Barcelona, ​​nenhuma nova licença foi solicitada.

Em outubro de 2018, a Prefeitura Municipal de Barcelona e o conselho de construção da Sagrada Família chegaram a um acordo para a regulamentação da licença do projeto, que foi finalmente concedida em 7 de junho.

Como parte deste acordo, o Conselho de Construção da Sagrada Família se comprometeu a fazer uma indenização de 36 milhões de euros pelo inconveniente causado pelo turismo no bairro, que será usado para fazer melhorias no entorno e nos transportes. Este pagamento inclui 4,6 milhões de euros como um conceito de Imposto Predial, Instalação e Obras e a taxa de licença de construção.

Em um comunicado emitido pela Basílica da Sagrada Família, especificam que "a regularização da licença de obras é o resultado de um trabalho conjunto entre a Prefeitura Municipal de Barcelona e a Sagrada Família que colaboraram estreitamente nos últimos anos".

No comunicado enviado pela Sagrada Família, explicam que este acordo tem o objetivo de "contribuir economicamente para a urbanização, a mobilidade e a manutenção do entorno".

Esta licença de construção estabelece uma altura máxima de 172 metros e uma superfície construída acima do solo de 41 mil metros quadrados e dois andares de sótão e também prevê que será concluída em 2026.

Esta licença não contempla a construção de uma escadaria de acesso pela fachada da Glória que obrigaria a demolição de alguns edifícios e que tem sido um aspecto controverso há anos.

O interior da Basílica:



Fonte: Acidigital

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO

 

Hoje, 09 de novembro, a Igreja celebra a Dedicação da Basílica de São João de Latrão, cujo Bispo é o próprio Papa.

Sob o Pontificado de Bento XIII, em 1724, houve a criação da Festa que hoje celebramos. Desde então, ela foi estendida a toda a cristandade. Bento reconsagrou a Basílica depois dela ser várias vezes destruída e reconstruída, tendo a sua última atualização nesta data. Na Igreja Latina, essa data é sinal de amor e unidade ao Papa, dia de rezar por ele e fazer memória de sua importância religiosa particular e mundial. Por outro lado, dia de louvor e agradecimento pelo local físico (Igreja, capela, Matriz…), no qual cada um frequenta como patrimônio e fonte de união eclesial.

Quando o imperador Constantino deu plena liberdade aos cristãos (ano 313), estes não pouparam esforços para construir templos ao Senhor. Por isso, muitas igrejas foram construídas naquela época. O próprio imperador doou ao Papa Melquíades a antiga propriedade da família Lateranense e nela fez construir a Basílica, o Batistério e a “Patriarquia”, ou seja, a residência do Bispo de Roma, onde os papas habitaram até o período de Avinhão. O Papa Silvestre I dedicou-a ao Santíssimo Salvador (318 ou 324). Só no século VI foram acrescentados os títulos dos santos São João Batista e João Evangelista. Ali, foi construída uma Capela dedicada a São João Batista, que servia de batistério: no século IX, o Papa Sérgio III confirmou a dedicação a João Batista. Por fim, no século XII, Papa Lúcio II também a dedicou a São João Evangelista. Daí a denominação da Basílica Papal do Santíssimo Salvador e dos Santos João Batista e Evangelista de Latrão. A Basílica é considerada pelos cristãos como a principal, “a mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo”.

Bento XVI expressou essa data da seguinte forma: “Queridos amigos, a festa de hoje celebra um Mistério sempre atual, isto é, Deus quer edificar no mundo um templo espiritual, uma comunidade que o adore em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24). Mas esta celebração recorda também a importância dos edifícios materiais, nos quais as comunidades reúnem para celebrar o louvor de Deus. Cada comunidade tem, portanto, o dever de conservar com cuidado os próprios edifícios sagrados, que constituem um preciosos patrimônio religioso e histórico. Invoquemos então a intercessão de Maria Santíssima, para que nos ajude a tornar-nos como ela, ‘casa de Deus’, templo vivo do seu amor”. (Angelus, 9 de novembro de 2008).

Assim, cada um de nós também é a “casa de Deus”, em Jesus ressuscitado, porque o Espírito mora em mim, em cada um de nós (1Cor 3,16). Por um lado, o simples fato de estarmos cientes disso, leva-nos a louvar o Senhor e, por outro, a dizer, às vezes, de modo excessivo: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa…” (Mt 8,8), esquecendo que Ele já está em nós, nos acolhe e nos ama, não como gostaríamos de ser, mas como somos, aqui e agora. As distrações, presentes em nós, tornam desfocada a face do Senhor! Quando aprendermos a manter o nosso olhar fixo em Jesus, autor e aperfeiçoador da nossa fé e da nossa amizade com Ele (Cf. Hb 12,1-4), então o nosso rosto brilhará com a luz, que brota de um coração “unificado”. O equilíbrio exigido não deve ser coisa passageira, mas todo um caminho de vida, um contínuo entrar, em nós mesmos, em vista da “morada do Rei” (Cf. Castelo Interior, Santa Teresa de Ávila).

Referências:
Vatican News 
Martirológio Romano 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SANTUÁRIO BASÍLICA DE SÃO SEBASTIÃO - A MAIS NOVA BASÍLICA DO RIO DE JANEIRO

Foto: Emilton Rocha

O Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos, localizado na Tijuca, foi elevado pelo Papa Francisco ao grau de basílica menor, considerado o mais alto posto que uma igreja pode alcançar. A celebração foi realizada domingo, 1º de novembro, data escolhida em virtude da memória à última missa no Morro do Castelo, que completou 94 anos de sua realização.
No dia 17 de junho deste ano, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos autorizou o decreto que concedeu o título ao santuário. Na ocasião, o presidente do Dicastério, Cardeal Robert Sarah, enviou uma carta ao arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, na qual comunicava a autorização. “A concessão deste título a esta importante Igreja, intensificando o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, quer promover a sua exemplaridade como verdadeiro centro de ação litúrgica e pastoral na diocese”, afirmava o comunicado.
Dom Orani representou o Papa Francisco e presidiu a cerimônia de elevação, que contou com a participação da banda da Guarda Municipal. Também estiveram presentes autoridades religiosas e civis, entre elas: o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Luiz Henrique da Silva Brito; o ministro provincial da Bahia e Sergipe e presidente da Conferência dos Capuchinhos do Brasil (CCB), Frei Liomar Pereira da Silva; o vigário provincial da Província do Maranhão, frei Nilson Leandro; representantes da Ordem dos Capuchinhos e reitores de outras basílicas.
Antes da cerimônia, Cardeal Tempesta entrou pela nave da igreja aspergindo a assembleia, sendo saudado por todos, orando diante do Santíssimo. Em seguida, foi lido o decreto que elevou o santuário ao status de basílica e, após a entrada dos dois símbolos, o Tintinabulo e a Umbela Basilical. O hino oficial do Vaticano foi cantado pelo Coral São Sebastião, enquanto os sinos da igreja tocavam, já oficialmente como basílica, seguido do “Canto do Glória”.
“Com alegria nós participamos desta celebração de elevação do Santuário São Sebastião Frades Capuchinhos à basílica menor nesta solenidade de Todos os Santos. Além da ligação com Roma, da autorização do Santo Padre para que ocorresse essa elevação, nós sabemos que neste ano em que a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro completa seus 450 anos trazemos à tona uma ligação muito importante que sempre existiu e que hoje nós, temos o compromisso de reavivá-la nessa nossa cidade, que quando foi criada já nasceu e foi fundada justamente com a devoção a São Sebastião, sendo marcada desde o início pela ligação com a fé católica. (...) Com a nova basílica, a Igreja Católica do Rio assume uma responsabilidade maior de ajudar a cidade e os habitantes. Não podemos deixar que percam sua essência, aquilo que os tornam fraternos, que leva paz e dá a vida”, afirmou Dom Orani.
Ao final, foi assinada a ata de elevação da igreja à basílica por Cardeal Orani, frei Luiz Carlos Siqueira, Provincial da Ordem dos Capuchinhos do Rio de Janeiro e Espírito Santo, frei Arles de Jesus, atual reitor do Santuário Basílica de São Sebastião, e Marcelo Calero, secretário municipal de Cultura.
O Santuário Basílica de São Sebastião é a primeira basílica de um santo mártir e homem na cidade do Rio de Janeiro. As outras quatro são: Basílica Imaculada Conceição, na Praia de Botafogo; Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel; Basílica de Santa Teresinha do Menino Jesus, na Tijuca; e a Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier.
Fonte: ARQRIO

sexta-feira, 10 de julho de 2015

CATEDRAL DE MONREALE - NOVO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE


Monreale (RV) – A Catedral de Monreale, na Sicília acaba de entrar para a lista dos patrimônios da humanidade. Ao receber a notícia, o arcebispo deMonreale, Dom Michele Pennisi declarou: “Expresso minha profunda satisfação pelo fato de a Catedral desta cidade ter sido inserida na “World Heritage List”da Unesco como Patrimônio da Humanidade.
“Faço votos, diz ainda o arcebispo, que “neste templo de ouro” se continue a conjugar a atividade de culto com a acolhida dos peregrinos e turistas, em um clima de respeito. Espero que possa haver ainda uma sinergia entre a Arquidiocese, a Paróquia, a Prefeitura de Monreale e as outras instituições, a fim de que este este importante bem cultural possa ser salvaguardado e valorizado”.
Dom Pennisi, conclui a nota, auspicia que a iniciativa da Semana da Musica Sacra de Monreale possa ser retomada, ao entrar em função seu órgão monumental, gravemente danificado durante o último temporal, cujos raios atingiram o pináculo da Catedral”.
A Catedral
A Catedral de Monreale é uma das mais importantes construções sacras da cultura normanda na Itália. A igreja é dedicada a Santa Maria Nova. Sua construção teve início a partir de 1174, por ordem de Guilherme II da Sicília.
A lenda narra que, certo dia, Guilherme adormeceu sob uma árvore no campo e a Virgem Maria lhe apareceu, em sonho, e lhe disse: "Neste lugar onde dormes está escondido o maior tesouro do mundo. Escava-o e com ele constrói um templo em minha homenagem".
Ao acordar, seguindo o mandado de Nossa Senhora, o rei mandou escavar o local e ali encontrou um tesouro de moedas de ouro, que foram empregadas para a construção do santuário.
Para a sua decoração, foram chamados mestres árabes, venezianos e bizantinos, especializados na técnica de mosaico, cobrindo a abside e as paredes com painéis de excepcional valor artístico.
Características
A fachada possui um pórtico renascentista com três grandes arcos, acrescentado, entre 1547 e 1569, por obra de Giovanni Domenico Gagini e Fazio Gagini, que oculta o frontispício primitivo, decorado com mosaicos, relevos e portas de bronze de Bonanno Pisano e Barisano de Trani. Aos lados se erguem duas torres quadradas assimétricas, ladeando o frontão recuado, decorado com arcos entrelaçados em relevo.
O interior
O amplo interior se divide em três naves, seguindo o esquema das basílicas católicas italianas, integrando características da arquitetura ortodoxa em áreas como o coro tripartido. A colunata monolítica no interior é possivelmente originária de construções mais antigas, e suporta uma série de grandes arcos que separam as naves. Os capitéis coríntios datam do período clássico.
O teto tem caibramento aparente em madeira ricamente decorada. Separada da nave por um transepto está a capela-mor, de forma absidal e teto em meia-cúpula, com uma janela única ao centro da parede de fundo e um altar-mor do século XVIII de Luigi Valadier, de refinada construção em metais preciosos.
A característica mais notável da construção é a sua decoração interna em mosaicos policromos e dourados, uma obra-prima da técnica, cobrindo quase em totalidade o interior, com um extraordinário efeito de conjunto, mostrando frisos geométricos, medalhões e diversas imagens de santos e anjos, com inscrições em grego e latim, e ilustram vários episódios da Bíblia.
De todas as cenas se destaca o monumental Cristo Pantocrator na capela-mor, com a Virgem e o Menino, santos e anjos abaixo. O piso também merece atenção pelo refinado trabalho em mosaico de mármore e pórfiro, numa técnica conhecida como “opus alexandrinum”, completado somente no século XVI.
No interior encontra-se o magnífico sarcófago de pórfiro de Guilherme II, da mesma época da catedral, o da sua esposa e seus dois filhos, além de uma urna com as vísceras de São Luís de França.
Nos séculos XVII e XVIII foram acrescentadas duas capelas barrocas, embora mais tarde tenham sido isoladas do corpo da igreja. O coro foi parcialmente destruído por um incêndio em 1811, danificando os mosaicos, os órgãos e o forro, reconstruídos poucos anos após, embora com técnica e gosto bastante inferiores aos originais.
Claustro
Ao lado da Catedral situam-se o Palácio Arquiepiscopal e o Mosteiro Beneditino, rodeados de uma grande muralha e torres. Mais tarde o complexo sofreu profundas remodelações, restando pouco da arquitetura normanda primitiva, salvo alguns torreões e o belo claustro, um dos mais significativos da Itália por suas dimensões e rica decoração de mosaicos e colunas duplas, cujos capitéis são todos diferentes entre si. (MT/agências)
Fotos








 Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 7 de julho de 2015

SANTUÁRIO DA DIVINA MISERICÓRDIA - CRACÓVIA - POLÔNIA


O convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde Santa Faustina Kowalska viveu e morreu, foi fundado em Cracóvia na segunda metade do século 19. Para esta freira foi concedida a grande graça de estar mais próxima de Jesus Cristo. Suas visões místicas descritas em seu Diário continuam a ser o livro polonês mais traduzido. A futura santa passou o seu postulantado e noviciado no convento de Lagiewniki onde também fez o seu primeiro e perpétuos votos de consagração. De 1936 até a sua morte ela permaneceu em Lagiewniki, trabalhando no jardim e no portão do convento. Ela faleceu em 5 de outubro de 1938 e foi enterrada em uma tumba do cemitério do local. A mística foi oficialmente proclamada bem aventurada em 1993 e canonizada em 2000. No mesmo ano, a Festa da Divina Misericórdia foi anunciada. Ambos os atos realizados pelo Papa João Paulo II, que rezava na capela do convento quando ainda jovem a caminho do seu trabalho na região, na fábrica de produtos químicos Solvay.

A capela do convento, dedicada a São José em 1891, é o centro da devoção a Divina Misericórdia. Foi aqui que, em 1943, o confessor de Irmã Faustina consagrou a primeira imagem de Jesus Misericordioso doado para a capela como uma oferta pelo pintor Adolfo Hyla, iniciando assim os serviços solenes na veneração da Divina Misericórdia. No primeiro domingo após a Páscoa de 1944, a segunda imagem de Jesus Misericordioso foi consagrada. Esta imagem logo se tornou famosa por suas graças, como evidenciado por inúmeras oferendas votivas colocadas em vitrines ao redor da capela. Suas cópias e reproduções foram espalhadas por todo o mundo e trouxe o cumprimento das palavras que Jesus proferiu a Irmã Faustina: "Desejo que esta imagem seja venerada, pela primeira vez em sua capela, e [então] em todo o mundo."

Desde a beatificação da Irmã Faustina (1993), suas relíquias têm descansado em um caixão de mármore em um altar lateral sob a imagem milagrosa "Jesus, eu confio em Vós". Na balaustrada sob o altar há um genuflexório com uma parte das relíquias para facilitar a veneração do santo pelos peregrinos.

A parte mais recente do Santuário da Divina Misericórdia consiste em edifícios construídos nos últimos anos. O autor do projeto principal foi Witold Cęckiewicz, um arquiteto de Cracóvia. A basílica foi construída entre 1999 e 2002. É uma estrutura de dois andares elipsoidal que se assemelha a um navio, capaz de acomodar cinco mil pessoas. A ideia do projeto do templo se refere aos raios emitidos a partir do coração de Jesus Misericordioso, cuja imagem está localizada no meio do presbitério. Abaixo da imagem há um tabernáculo de ouro em forma de globo e uma escultura de um arbusto rasgado pelo vento. A Basílica foi consagrada pelo Papa João Paulo II em 17 de agosto de 2002, durante sua última peregrinação à Polônia. Naquela época, o Santo Padre também confiou o mundo à Divina Misericórdia. 

Desde 6 de março de 2003, a igreja teve o título de Basílica Menor. Durante a peregrinação do Papa Bento XVI à Polônia, em 2006, o monumento de João Paulo II foi revelado na torre de observação, que mede 76 metros e é o ponto mais alto (mirante) em Cracóvia. Na parte inferior da basílica, há uma capela central dedicada a Santa Faustina, e quatro capelas laterais. Ao lado da parte superior da basílica, há a Capela da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento. 

Fonte: JMJ 2016 - Cracóvia

terça-feira, 16 de junho de 2015

A MAIOR IGREJA CATÓLICA DO MUNDO


Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro, na Costa do Marfim, é uma igreja católica apostólica romana
Começou a ser construída no dia 10 de Agosto de 1985 e suas obras duraram até mais ou menos 1989. Foi consagrada pelo Papa João Paulo II em 10 de setembro de 1990.
No Guinness World Records, é considerada a maior igreja do mundo, ultrapassando a basílica de São Pedro.







Fonte: Catholicus

terça-feira, 7 de abril de 2015

ARTE E FÉ - SETE IGREJAS MAGNÍFICAS E POUCO CONHECIDAS


Uma breve visita virtual de contemplação

Da China à Bolívia, contemple estas sete homenagens de arte sacra a Deus, que é também a Beleza Perfeita!



1. Igreja da Transfiguração, Cracóvia, Polônia:



2. Igreja do Sagrado Nome, Mumbai, Índia:



3. Catedral de Cristo Nosso Rei, Joanesburgo, 
África do Sul:



4. Igreja de Santo Inácio, Xangai, China:



5. Igreja de Santo Agostinho, Viena, Áustria:



6. Catedral São Francisco, La Paz, Bolívia:



7. Igreja de la Merced, Havana, Cuba:


Fonte: Catoliscopio
Via: Aleteia