terça-feira, 23 de dezembro de 2014

SANTO PAPA JOÃO PAULO II


GUITARRISTA DA BANDA DE METAL KORN DIZ QUE SE CONVERTER FOI "A MELHOR COISA POSSÍVEL"


O guitarrista da banda de metal Korn, Brian “Head” Welch, concedeu uma entrevista a uma emissora de rádio norte-americana e afirmou que se converter foi “a melhor coisa possível”, pois a sua escolha o ajudou a abandonar o vício e permitir uma melhor relação com o Espírito Santo.
O músico se converteu ao Evangelho em 2005, chegou a deixar a banda, mas retornou e agora testemunha sobre sua nova vida.
O músico participou de um documentário intitulado “Holy Ghost”, baseia nas experiências de fé de quem acredita no Espírito Santo e tem como proposta mostrar a ação real na vida dessas pessoas.
Welch, que deixou o Korn em 2005, após se converter ao cristianismo e largar as drogas, foi perguntando como ele sabe que ele tem o “Holy Ghost”. Ele respondeu: “Bem, eu te falo, para uma pessoa que largou as drogas por muitos anos e tem a alma cheia do Espírito Santo, é a melhor coisa possível. É o puro amor de Deus e você realmente pode sentir esse amor. E vai ficando mais forte através dos últimos dez anos. Não sei… Você fica totalmente satisfeito na vida e não quer mais nada. E meu coração está em paz. Eu não teria acreditado se eu não experimentasse. Estou totalmente satisfeito. Não há nada como isso.
Perguntando se o Espirito Santo já nasce em nós ou temos que pedir para recebê-lo, Welch disse:”Esse é um tipo de debate teólogico, talvez, mas eu acredito que Deus dá fôlego para todas as pessoas, mas nós temos que pedir para receber o Espírito Santo, somente para nos dar a revelação de como Deus sustenta a vida e nos dá a vida. Falam sobre sentir o Espírito Santo, e isso acontece quando você começa a pedir por ele e tudo mais. Não é sobre religião, é sobre relacionamentos. É o espírito de Jesus vindo até você e vivendo com você. E isso é tão lindo, cara.”
Welch recentemente falou com a Variety sobre seu envolvimento com o filme “Holy Ghost”, um documentário baseado na fé que tem como objetivo provar que o Espírito Santo é real. Welch, explicou: “‘Holy Ghost’ é sobre pessoas que convidam Deus a entrar em seus corações e vidas e sair pelo mundo, não dizendo para as pessoas ‘se prepararem para o inferno’, mas sim apresentando o real Cristo.””
Welch continuou: “É como se tivessem me mostrado como obter um bilhão de dólares e como se eu pudesse compartilhar o dinheiro com todos os outros. Celebridades são consideradas referências e temos que usar isso para alguma coisa, porque nós todos vamos prestar contas um dia, por isso é importante usar o que temos com sabedoria. “
Source: whiplash.net
Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

JOGADOR ALEMÃO ABANDONA FUTEBOL PROFISSIONAL AOS 24 ANOS PARA SER SACERDOTE


Um atacante alemão resolveu mudar completamente de vida. Aos 24 anos, Sebastian Piotrowski, que estava jogando no Elversberg, da 3ª divisão do país, vai largar o futebol para virar padre.
“Eu queria isso há muito tempo. Por algum tempo eu tentei manter as duas carreiras em paralelo, o estudo de teologia com o futebol, mas isso ficou muito difícil. Tive essa escolha de não perder mais tempo com a bola nos pés e me envolver com o plano de Deus. Acho que é nisso que tenho que focar meu trabalho”, disse Piotrowski, ao Bild.
Segundo reportagem do tabloide alemão, o ex-jogador tem uma rotina bem diferente agora. Ele acorda às 7h40 da manhã, quando faz sua oração, e depois passa o restante do dia estudando a Bíblia e  teologia. Todos os dias também participa de uma missa.
Moritz Zimmer, defensor da ex-equipe de Piotrowski, e que muitas vezes compartilhou o mesmo quarto de hotel com o agora padre nas viagens da equipe, não se mostrou surpreso com a decisão do antigo companheiro.
“Ele era bem mais diferente do que muitos jogadores de futebol. Muito calmo, realmente é um bom rapaz”, disse.
Source: http://www.msn.com/pt-br/esportes/futebol/jogador-alem%C3%A3o-abandona-carreira-aos-24-anos-para-virar-padre/ar-BB9CfOK
Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PADRE CONHECIDO COMO ELVIS ATRAI MAIS DE 1.000 FIÉIS POR MISSA

          Carismático e com um visual que lembra o rei do rock (Elvis Presley),                 o sacerdote é o novo fenômeno católico da cidade de São Paulo; 

ele acaba de lançar um CD para terminar a 

construção de igreja no Butantã



                                                   A fiel Silvia Lima, que chega com duas horas de antecedência                                                                                                                     à celebração: "Quem se atrasa não consegue entrar"                                                                         (Foto: Mario Rodrigues)


Toda quinta-feira, a empresária Silvia Cristina Souza Lima, de 42 anos, sai de casa, na Freguesia do Ó, pontualmente às 17 horas e percorre 17 quilômetros até o Rio Pequeno, no Butantã. A missa da Paróquia Santíssima Trindade só começa às 20 horas, mas é preciso chegar com bastante antecedência. “Quem se atrasa fica em pé ou nem entra”, explica. Ela frequenta o local desde 2011 e afirma ter sido libertada das dores da alma causadas pela depressão. Nas celebrações na Zona Oeste dedicadas à cura e à libertação, mais de 1 000 pessoas se espremem na igreja, com espaço para 650 fiéis sentados. Muitos ficam de pé nos corredores e há quem acompanhe tudo da rua. O responsável por esse novo sucesso católico de público na capital é Marcos Roberto Pires, de 45 anos, mais conhecido por seu rebanho como o padre “Elvis”. A razão para o apelido é o estilo do religioso, com direito a topete, sem um fio grisalho fora do lugar, costeleta e vozeirão e desenvoltura para cantar louvores dignos do rei do rock.


A paróquia, na Zona Oeste: a nova igreja foi construída para abrigar público do padre

(Foto: Mário Rodrigues)



Quando termina o repertório musical, o padre dá início à liturgia. O momento é sério e Marcos Roberto muda radicalmente o comportamento. Na homilia, aborda temas como os transtornos da vida na grande metrópole, sempre no tom coloquial (há duas semanas, por exemplo, recorreu à palavra “porrada” como sinônimo de provações). Em determinado momento, concentra forças para expulsar dali o Satanás. De semblante fechado, percorre o ambiente com a cruz em mãos. Algumas pessoas passam mal e caem sobre bancos. Uma mulher precisa ser segurada por seis pessoas. Aos domingos, quando reza três missas (às 8h, 10h e 18h30), só que seguindo um padrão mais tradicional, o clima costuma ser mais tranquilo e o público, menor. Ao término da última delas, coloca-se à porta da paróquia para atender os que formam fila no local. Abraça os fiéis e abençoa as fotos levadas por eles. “O papa Francisco diz que o pastor precisa ter o cheiro de suas ovelhas. Também gosto de estar perto do povo”, afirma.


"Cantar é rezar duas vezes", diz o sacerdote Marcos Roberto Pires, chamado 
pelos fieis de padre "Elvis" (Foto: Mario Rodrigues)


Durante aproximadamente duas horas, Marcos Roberto parece uma versão mais agitada do padre Marcelo, referência por aqui na arte de incrementar a missa com músicas e danças agitadas. O sacerdote do Butantã, de microfone na mão, abre os trabalhos apresentando cerca de seis músicas, com a multidão reproduzindo os gestos das suas coreografias. “Se é para louvar, eu fico louco”, diz ele, em um dos hinos. Na frente, um grupo de jovens pula abraçado durante o louvor. A performance do sacerdote é digna da alcunha que recebeu. O “Elvis” de batina não para um minuto. Ergue as mãos ao céu, remexe-se e faz caras e bocas como se encarnasse mesmo uma versão católica do ídolo americano. “Cantar é rezar duas vezes”, justifica o padre, citando Santo Agostinho. Um de seus ajudantes nessa hora é o vendedor Fábio Menegato, de 39 anos. “Ele é acolhedor e revestido do Espírito Santo”, elogia.




Quando assumiu a Santíssima Trindade, há quatro anos, a paróquia comportava 220 pessoas. Na base da propaganda boca a boca, o público foi crescendo de forma rápida. Logo o espaço se tornou pequeno e acabou sendo desativado. Ao lado, foi erguida a atual igreja, cuja inauguração ocorreu há pouco mais de um ano. Na última quarta (10), o padre lançou no lugar seu primeiro CD. Com o título Eu Vou por Amor, foi gravado de forma independente, com canções católicas clássicas e apenas duas músicas inéditas. O disco começou a ser vendido na igreja por 23 reais, e o dinheiro será usado para finalizar a obra do templo, que ainda carece de acabamento na parte externa e na decoração. No interior, tirando a cruz no altar, não há outras imagens sacras. Ao avisar aos fiéis que o álbum estava quase pronto, Marcos Roberto brincou: “Em um só CD vocês vão levar um misto de Elvis Presley, Fábio Junior e Sidney Magal”. Do meio do público, a aposentada Maria Raimundo, de 60 anos, gritou: “Eu quero um DVD. O senhor tem de ir para a televisão”.


   O carismático padre Marcos Roberto Pires lançou o primeiro CD "Eu vou por Amor" no dia 10 de dezembro. Venda será revertida para terminar construção da igreja (Foto: Fernando Moraes)


Embora não fique muito confortável em ser conhecido dessa forma, padre “Elvis” confessa ter realmente uma queda pelo cantor americano. Sua lembrança mais antiga remonta aos 8 anos de idade, quando ouviu pela TV a notícia da morte do astro, em 16 de agosto de 1977. Ainda na infância, começou a colecionar discos e a ver filmes estrelados pelo rei do rock. Mais tarde, o interesse cresceu ao tomar contato com as gravações gospel do músico. Mas Marcos Roberto diz que a admiração para por aí. “Não sou um imitador dele e não entendo o porquê de tanta comparação”, jura. O cabelo volumoso seria uma graça divina a serviço da evangelização. Não precisa ser penteado estrategicamente para parecer com o do ídolo.
Como os fios são grossos, basta passar a mão para ajeitá-los. Garante que não faz escova nem passa creme. “Deus dá dons para atrair os fiéis. Se minha estética ajuda, que as pessoas venham e encontrem a espiritualidade e a fé. Mas não é um show do Elvis”, avisa. De acordo com os especialistas no assunto, gente como Marcos Roberto ajuda a Igreja Católica a combater a perda de fiéis para os evangélicos e a indiferença religiosa na metrópole. “Ter padres que consigam atrair multidões sem ser celebridades é uma dádiva”, diz o teólogo Jorge Claudio Ribeiro, da PUC-SP.
Filho de um tapeceiro e de uma dona de casa, Marcos Roberto é um paulistano criado no bairro da Vila Santa Maria, na Zona Norte. Aos 22 anos, frequentava o grupo de jovens da igreja da região, mas não pensava em virar padre. “Eu sonhava em transmitir a palavra de Deus, mas como um pai de família”, conta. A vocação religiosa apareceu muito tempo depois. Essa mudança ocorreu em 2001, após romper um relacionamento de cinco anos com uma garota. Ao começar os estudos no seminário, avisou aos superiores que nunca tinha roubado, matado ou usado drogas, mas havia sido muito namorador. “Tive experiência com várias mocinhas. Então sei a questão do afeto, do namoro e das tentações”, confessa.
O desejo de vestir a batina veio justamente quando começou a se preparar para o casamento, ao ficar noivo diante de 40 000 pessoas no palco de um acampamento da comunidade católica da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. A decisão, maturada ao longo de dois anos, foi tomada com a ajuda do padre Alex Hernan Bodero Coelho (morto em 2013) e do monsenhor Vicente Ancona, vigário regional da prelazia do Opus Dei no Brasil. “Eu sabia que não a estava fazendo feliz. Nem eu estava feliz, apesar de gostar muito dela”, lembra Marcos Roberto. Depois disso, ele nunca mais teve contato com a ex.
Para abraçar o sacerdócio, o padre abdicou também da carreira de professor. Antes havia trabalhado como motoboy, office-boy e analista de fotolito. Formado em geografia pelas Faculdades Integradas Teresa Martin e pós-graduado pela PUC-SP, lecionou por sete anos em escolas particulares e públicas da Zona Norte. No Colégio Centenário, na Casa Verde, onde deu aula no fim dos anos 90 para estudantes do ensino médio do período noturno, era respeitado pela turma e pelos colegas. “Ele era bonitão, mas não era uma pessoa que queria chamar atenção”, lembra a diretora da escola Rosina D’Asti Ventura. Ao descobrir, recentemente, que Marcos Roberto havia se tornado sacerdote, ela não ficou surpresa. “Marcos já era muito certinho.” O dom da palavra, no entanto, surpreendeu a mãe do padre, a dona de casa Almerinda de Jesus Quintal Pires, de 67 anos. “Ele era tímido e gago”, revela.


Antes de abraçar o sacerdócio, Marcos Roberto foi professor 
de geografia por sete anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Apesar do sucesso recente e do lançamento de um CD, Marcos Roberto quer continuar levando sua vida pacata, dividindo-se entre o trabalho na paróquia e as visitas aos doentes no bairro do Butantã. Para conseguir fôlego para as nove celebrações semanais que realiza, ele frequenta a academia quatro vezes por semana; lá, corre e faz musculação. Só não revela onde é. “Até Jesus precisava de um momento sozinho”, desconversa. Nas horas vagas, torce pelo Palmeiras. Queixa-se de que Deus não andou ouvindo suas orações nessa área e sofreu até a última rodada do Campeonato Brasileiro para ver o alviverde escapar do rebaixamento. Mas nunca perdeu a fé. Aos torcedores que andavam aflitos com a situação, costumava dizer, parafraseando Jesus: “Não tenha medo, eu venci o mundo”.
O padre Marcos não é o primeiro padre católico a fazer sucesso na mídia. Existem vários outros padres que estiveram ou ainda estão com grande popularidade, devido aos seus carismas. Eis alguns deles:


Pe. Zezinho. Foi o precursor entre os sacerdotes que fizeram sucesso 
na mídia por suas músicas, muitas das quais cantadas até hoje.
(Foto da Internet)


Pe. Antônio Maria. Também fez sucesso com várias músicas.
(Foto da Internet)


Pe. Marcelo Rossi,de 47 anos, foi um dos precursores do fenômeno dos sacerdotes famosos. 
Ganhou destaque a partir de 1998 em programas de TV. Tem mais de 14 milhões de CDs vendidos.
(Foto: Mario Rodrigues)


Pe. Fábio de Melo, de 43 anos, é cantor, compositor, escritor e apresentador. 
Publicou catorze livros, quatro DVDs e 23 CDs. Apresenta o programa 
Direção Espiritual na TV Canção Nova, faz shows e palestras.
(Foto: Globo/Bob Paulino)


Pe. Reginaldo Manzotti. Grande comunicador, canta, apresenta o programa 
Eangelizashow, faz palestras etc.
(Foto da Internet)


Com pinta de galã sertanejo, Pe. Alessandro Campos, de 32 anos, 
já lançou dois CDs. Às quartas-feiras, realiza uma missa em 
Mogi das Cruzes que atrai mais de 2 000 pessoas. 
De quinta a domingo, faz shows pelo Brasil. 
Ele ainda apresenta um programa na TV Aparecida.
(Foto: Mario Rodrigues)


Com pinta de galã sertanejo, Pe. Alessandro Campos, 
de 32 anos, já lançou dois CDs. Às quartas-feiras, 
realiza uma missa em Mogi das Cruzes que atrai mais
 de 2 000 pessoas. De quinta a domingo, faz shows pelo 
Brasil. Ele ainda apresenta um programa na TV Aparecida.
(Foto: Mario Rodrigues)


Fonte: Veja São Paulo

PAPA FRANCISCO FALA EM ENTREVISTA RECENTE SOBRE SEUS 21 MESES DE PONTIFICADO



“Deus é bom comigo, me dá uma dose sadia de inconsciência. 
Vou fazendo o que tenho que fazer”. 
“Uma coisa que me disse desde o primeiro momento foi: “Jorge, não mudes. Segue sendo você mesmo, porque mudar nesta idade seria ridículo”.
Essas são algumas frases proferidas pelo Papa Francisco, que cumpre 21 meses de pontificado, na entrevista concedida à jornalista Elisabetta Piqué, publicada pelo jornal argentino La Nación, 07-12-2014. A tradução é do IHU On Line.
Para América Latina é fonte de orgulho ter o primeiro papa não europeu. O que o senhor espera da região?
América Latina está percorrendo um caminho. E isto faz tempo, ou seja, desde a primeira reunião do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, desde a criação do Celam. Dom Larraín, o primeiro presidente do Celam, deu-lhe um grande impulso. Foi a conferência do Rio, depois Medellín, depois Puebla, Santo Domingo e Aparecida.
São marcos que o episcopado latino-americano foi construindo, colegialmente, com metodologias diferentes, primeiramente de modo tímido. Mas este caminho de 50 anos não pode ser ignorado porque é um caminho de tomada de consciência de uma Igreja na América Latina e de maturação na fé. Juntamente com este caminho, se desprendeu também uma grande preocupação em estudar a mensagem guadalupana. A quantidade de estudos sobre a Virgem de Guadalupe, sobre a imagem, sobre a mestiçagem, sobre o NicanMopoua, é impressionante, é uma teologia de fundo. Por isso ao celebrar do Dia da Virgem de Guadalupe, padroeira da América, no dia 12 de dezembro, e os 50 anos da Misa Criolla, estamos comemorando um caminho da Igreja Latino-Americana.
Um recente pesquisa na região (do Pew Research Center) mostra que, apesar do “efeito Francisco”, há católicos que seguem abandonando a Igreja.
Conheço as estatísticas que deram em Aparecida. Este é o único dado que tenho. Evidentemente, há vários fatores que intervêm nisso, externos à Igreja. Por exemplo, a teologia da prosperidade inspira muitas propostas religiosas que atraem as pessoas. Mas logo as pessoas ficam na metade do caminho. Mas deixando de lado os fatores externos, me pergunto: quais são as nossas coisas, dentro da Igreja, que não deixam os fieis satisfeitos? É a falta de proximidade e o clericalismo.
A proximidade é o chamado hoje ao católico, a sair e fazermo-nos próximos das pessoas, dos seus problemas, das suas realidades. O clericalismo, eu disse aos bispos do Celam no Rio de Janeiro, freou a maturidade laical na América Latina. Onde os leigos são mais maduros na América Latina é na expressão da piedade popular. Mas as organizações leigas sempre tiveram problemas com o clericalismo. Eu falei disto na Evangelii Gaudium.
A renovação da Igreja para a qual o senhor aponta também para a busca destas “ovelhas perdidas” e a frear essa sangria de fieis?
Não gosto de usar essa imagem da “sangria” porque é uma imagem muito ligada ao proselitismo. Não gosto de usar termos ligados ao proselitismo porque não é a verdade. Gosto de usar a imagem do hospital de campanha: há pessoas muito feridas que estão esperando que nós curemos as feridas, feridas por mil motivos. E é preciso sair a curar feridas.
Essa é a estratégia, então, para recuperar os que vão embora?
Não gosto da palavra “estratégia”, mas eu chamaria de chamada pastoral do Senhor. Caso contrário, parece uma ONG… É o chamado do Senhor, é o que Ele hoje pede à Igreja, não como estratégia, porque a Igreja não faz proselitismo. A Igreja não quer fazer proselitismo porque a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração, como disse o Papa Bento. A Igreja deve ser um hospital de campanha e sair para curar feridas, como o bom samaritano. Há pessoas feridas por desatenção, por abandono da própria Igreja, pessoas sofrendo horrores…
O senhor é um papa que costuma falar de maneira direta, o que ajuda a deixar claro o rumo do seu pontificado. Por que acha que há setores que estão desorientados, que dizem que ‘o barco está sem timoneiro”, sobretudo depois do sínodo sobre a família?
Estranho essas expressões. Não me consta que elas tenham sido ditas. Na mídia aparecem como que se tivessem sido ditas. Mas, até que eu pergunte ao interessado: “O senhor disse isto?”, mantenho a dúvida fraternal. Mas, geralmente, é porque não lêem as coisas. Uma vez alguém me disse: “Sim, claro, isto do discernimento é bom que se faça, mas precisamos coisas mais claras”. E eu lhe disse: “Olha, eu escrevi uma encíclica, é verdade, que a quatro mãos, e uma exortação apostólica. Continuamente estou fazendo declarações, fazendo homilias e isso é magistério. Isso que está aí é o que eu penso, não o que a mídia diz é o que eu penso. Vá até aí e vai encontrar e está bem claro; Evangelii Gaudium é muito clara.
Na mída, alguns falaram do ‘fim da lua de mel” pela divisão que veio à luz no sínodo…
Não foi uma divisão tipo ‘estrella’ contra o Papa. Ou seja, não tinham como referência o Papa. Porque aí o Papa procurou abrir o jogo e escutar a todos. O fato de que, no final, meu discurso tenha sido aceito tão entusiasmadamente pelos padres sinodais indica que o problema não era o Papa, mas entre as diferentes posturas pastorais.
Sempre que há uma mudança de status quo, como foi sua chegada ao Vaticano, é normal que haja resistências. Pouco mais de 20 meses, esta resistência, silenciosa no começo, para se tornar mais evidente…
A palavra foi dita pela senhora. As resistências agora se evidenciam, mas para mim é um bom sinal, que elas sejam ventiladas, que não as digam às escondidas, quando alguém não está de acordo. É sadio as coisas sejam ventiladas. É muito sadio.
A resistência tem a ver com a limpeza que o senhor está fazendo, com a reestruturação interna da cúria romana?
Considero as resistências como pontos de vista diferentes, não como coisa suja. Elas tem a ver com decisões que vou tomando. Isto sim. Claro, há decisões que tocam algumas causas econômicas, outras mais pastorais…
Está preocupado?
Não, não estou preocupado. Parece-me tudo normal, porque seria anormal se não existissem pontos divergentes. Seria anormal que não saísse nada.
O trabalho de limpeza terminou ou segue?
Não gosto de falar de “limpeza”.  Trata-se de fazer marchar a cúria na direção que as congregações gerais (as reuniões que antecedem o conclave) pediram. Não, para isto falta ainda muito. Falta, falta. Porque, nas congregações gerais pré-conclave, os cardeais pedimos muitas coisas e é preciso andar avante em tudo isso…
O que precisou limpar foi pior do que esperava?
Em primeiro lugar, eu não esperava nada. Esperava voltar para Buenos Aires (risos). E depois acho que, não sei, Deus nisso é bom para comigo, me dá uma dose sadia de inconsciência. Vou fazendo o que tenho que fazer.
Mas como anda o trabalho em curso?
Bom, é tudo público, se sabe. O IOR (Instituto para as Obras de Religião) está “funcionando fenômeno” e se fez bastante bem isto. No que se refere à economia, está indo bem. E a reforma espiritual é o que neste momento me preocupa mais, a reforma do coração. Estou preparando a alocução de Natal para os membros da cúria; farei duas saudações natalícias. Uma com os prelados da cúria e outra com todo o pessoal do Vaticano, com todos os dependentes, na Aula Paulo VI, com suas famílias, porque eles também levam as coisas para frente. Os exercícios espirituais para prefeitos e secretários são um passo para a frente. É um passo importante que estejamos seis dias fechados, rezando e, como no ano passado, faremos na primeira semana da Quaresma. Na mesma casa.
Na semana que vem reúne-se novamente o G-9 (o grupo de 9 cardeais consultores que ajudam o Papa no processo de reforma da cúria e no governo universal da Igreja). A famosa reforma da cúria estará pronta em 2015?
Não, o processo é lento. Outro dia tivemos uma reunião com os chefes dos dicastérios e foi apresentada a proposta de juntar os dicastérios dos Leigos, Família, Justiça e Paz. Houve a discussão, cada um expressou o que lhe parecia, e agora isto volta para o G-9. Ou seja, a reforma da cúria leva muito tempo, é a parte mais complexa…
Quer dizer que não estará pronta em 2015?
Não, ela vai se fazendo passo a passo.
É certo que um casal poderia estar à frente deste novo dicastério que juntaria os Pontifícios Conselho de Leigos, da Família e de Justiça e Paz?
Pode ser, não sei. Na frente dos dicastérios ou da secretaria estarão as pessoas mais aptas, seja homem, seja mulher, ou um casal…
E não, necessariamente um cardeal ou bispo…
Em cima, num dicastério como a Congregação para a Doutrina da Fé, da Liturgia ou no novo que juntará Leigos, Família e Justiça e Paz, sempre estará na frente um cardeal. Convém que seja assim pela proximidade com o Papa como colaborador neste setor. Mas os secretários de discastério não precisam ser bispos, porque um problema que temos aqui surge quando precisamos mudar um secretário-bispo. Onde o mandamos? É preciso encontrar uma diocese, mas às vezes eles não são aptos para uma diocese, mas sim para o trabalho que fazem como secretários. Somente nomeei dois bispos secretário: o secretário do Governatório do Vaticano, para nomeá-lo pároco de tudo isto, e o secretário do sínodo dos bispos, pelo que significa a episcopalidade ali.
Foi um ano intenso: muitas viagens importantes, o sínodo extraordinário, a oração pela paz no Oriente Médio nos jardins do Vaticano… Qual foi o melhor momento e qual o pior?
Não sei dizê-lo. Todos os momentos têm algo de bom e algo que não é tão bom, não? (silêncio). Por exemplo, o encontro com as avós, com os anciãos, foi de uma beleza impressionante.
Também estava o Papa Bento…
Gostei muito desse encontro, mas não foi o melhor porque todos são lindos. Não sei, mas me vem isto. Nunca pensei nisso.
E de ser Papa, o que gosta mais e o que mais lhe desgosta?
Uma coisa, e isto é verdade e isto quero dizer: antes de vir para cá, eu estava me retirando. Ou seja, quando voltasse para Buenos Aires, combinara com o núncio de fazer a terna para que no final desse ano (2013), assumisse o novo arcebispo. Tinha a cabeça focada nos confessionários das igrejas onde iria trabalhar. Inclusive estava no projeto de passar dois ou três dias em Luján e o resto em Buenos Aires, porque Luján para mim me diz muito, e as confissões em Luján são uma graça. Quando vim para cá, tive que começar tudo de novo. E uma coisa eu me disse desde o primeiro momento: “Jorge não mudes, segue sendo você mesmo, porque mudar nesta tua idade te tornaria ridículo”. Por isso tenho mantido o que fazia em Buenos Aires. Com os erros que isto pode ter. Mas prefiro andar assim como sou. Evidentemente, isto produziu algumas mudanças nos protocolos, não nos oficiais porque estes eu observo bem. Mas meu modo de ser mesmo nos protocolos é o mesmo que em Buenos Aires, ou seja, esse “não mudes” enquadrou bem a minha vida.
Na volta da Coreia do Sul, respondendo a uma pergunta o senhor disse que em dois ou três anos esperava “ir à casa do Pai” e muitas pessoas ficaram preocupadas com o seu estado de saúde, pensando que estava doente ou algo parecido. Como o senhor está? Como se sente? Eu o vejo muito bem…
Tenho os meus achaques e nesta idade se sentem os achaques. Mas estou nas mãos de Deus, até agora consigo levar um ritmo de trabalho mais ou menos bom.
Um setor conservador nos EUA acha que o senhor tirou o cardeal tradicionalista norte-americano Raymond Leo Burke do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica por ser o líder de um grupo de resistência a qualquer tipo de mudança no sínodo dos bispos… É verdade?
Um dia o cardeal Burke me perguntou o que iria fazer, já que eu não o confirmara no cargo, na parte jurídica, estava com a fórmula donec alitur provideatur (“até que se disponha outra coisa”). E lhe disse: “Dê-me um pouco de tempo porque no G-9 se está pensando na reestrugução jurídica”, e lhe expliquei que ainda não havia nada feito e que se estava pensando. E depois surgiu a questão da Ordem de Malta e aí tinha a necessidade de um americano vivo, que pudesse se mover neste âmbito e me ocorreu o nome dele para esse cargo. Eu lhe propus isto muito antes do sínodo. E lhe disse: “Isto vai ser depois do sínodo porque quero que o senhor participe do sínodo como chefe de dicastério” porque como capelão de Malta não podia. E bem, me agradeceu muito, em bons termos e aceitou. Até gostou, me parece. Porque ele é um homem de mover-se muito, de viajar e ai vai ter trabalho. Ou seja, não é certo que o tirei pela maneira como se comportou no sínodo.
O senhor tem planos para o seu 78º aniversário, no dia 17 de dezembro? Vai festejar com os barboni (sem teto) como no ano passado?
Não convidei os barboni. Quem os trouxe foi o esmoleiro. E foi um gesto bom. Aí se construiu o mito de que eu tomara o café da manhã com os barboni. Mas eu tomei o café da manhã com todas as pessoas da casa e estavam aí barboni. São essas coisas folclóricas que se criam de mim… Como o aniversário cai num dia em que não tenho missa na capela, porque é quarta-feira e tem a audiência geral, vamos almoçar juntos com todos os empregados da casa. Para mim, vai ser um dia totalmente normal. como todos os outros dias.
Fonte: Site da Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

SANTO URBANO V - O PAPA HUMANISTA


Hoje, 19 de dezembro, a Igreja nos apresenta, Santo Urbano V. Nascido em 1310, no castelo de Grisac, nas Cevenas, França, Guilherme de Grimoard, filho do cavaleiro do mesmo nome e de Anfelisa de Montferrand, mostrou-se desde a infância hostil a toda frivolidade. Vendo-o fugir dos jogos próprios da sua idade e recolher-se à capela, sua mãe dizia: “Eu não o compreendo; mas, enfim, basta que Deus o compreenda”. Entrou na abadia beneditina de Chirac, perto de Mende; proferiu os votos no convento de S. Vítor de Marselha e, a seguir, entrou na Congregação de Cluny. Formou-se em Direito Canônico em outubro de 1342; ensinou nas Universidades de Toulouse, Montpellier, Paris e Avignon; exerceu as funções de Vigário Geral em Clermon e Uzés; foi nomeado Abade de S. Germano de Auxerre em 13 de fevereiro de 1352 e, no dia 26 de julho do mesmo ano, Clemente VI nomeou-o Legado Pontifício na Lombardia. Mais tarde, sendo Abade de S. Vítor de Marselha, foi encarregado da mesma missão no reino de Nápoles, por Inocêncio VI.
Os Papas residiam em Avignon (Avinhão), mas já pensavam em voltar para Roma; para preparar esse regresso, Guilherme desenvolvia grande atividade diplomática na Itália. Nos fins de 1362, sucedeu a Inocêncio VI, com o nome de Urbano V, sendo um dos sete Papas que, de 1309 a 1377, residiram em Avignon. O seu Pontificado assinalou-se pelo envio de missionários para as Índias, a China e a Lituânia; pela pregação de uma nova cruzada; pelo apoio que deu aos estudos eclesiásticos, e por diversas reformas que levou a efeito na administração da Igreja. Depois de renovar a excomunhão pronunciada por Inocêncio VI contra Pedro IV, rei de Castela, assassino de sua mulher e polígamo, autorizou Henrique de Trastâmara, seu irmão, a destroná-lo. Convidou ao mesmo tempo Du Guesclin e as suas “companhias brancas” a prestar-lhe auxílio, assegurando assim o êxito dessa revolução dinástica.
Em 1367, Urbano V entendeu que tinha chegado o momento de regressar a Roma. No dia 19 de maio, embarcou em Marselha, acompanhado de vinte e quatro galeras; no dia 3 de junho, desembarcou em Corneto e em 16 de outubro fez a entrada triunfal na Cidade Eterna. Não conseguiu, porém, manter-se, apesar dos protestos de Santa Brígida, que lhe previu morte próxima se voltasse. Mas voltou no dia 26 de setembro de 1370, regressando a Avignon, onde morreu em 19 de dezembro seguinte, revestido do hábito beneditino. Tempos antes, tinha-se mudado para casa de seu irmão, por não desejar acabar a vida num palácio. Por sua ordem, as portas dessa casa mantinham-se abertas, a fim de que todos pudessem entrar livremente e ver “como morre um Papa”.
Urbano V é considerado o primeiro papa humanista na história da Igreja.
Santo Urbano V, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova