terça-feira, 14 de julho de 2015

O PAPEL DA IGREJA NO MUNDO POLÍTICO


“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" , ensinou Nosso Senhor. A separação entre Igreja e Estado é uma das contribuições mais importantes da religião cristã para a história da humanidade. Mas, como promover uma justa laicidade do Estado, sem cair no perigo do “laicismo"? O que se pode esperar politicamente da Igreja, seja qual for o contexto histórico e geográfico em que o mundo se encontre?

Nos últimos anos, de fato, os Papas têm insistido em que a Igreja tem um papel bem específico para dar à política, qual seja – importa que se diga, desde o começo – o de converter os corações a Cristo. Para mostrar de modo bem concreto como isso acontece, é importante resgatar uma história que se passou na Europa, no século XI, à época do grande Papa São Gregório VII.

Nos anos 1000, a Igreja tinha diante de si a difícil questão das investiduras, em que líderes políticos – senhores feudais, reis e príncipes – tomavam para si o encargo de escolher os cargos eclesiásticos. Essa ingerência política, que afetava desde abades e sacerdotes a bispos e Papas, teve como consequência uma grande decadência moral. Pouco preocupados com o bem espiritual dos fiéis, os poderosos deste mundo colocavam à frente da Igreja pastores verdadeiramente indignos do ofício eclesiástico. Nesses tempos difíceis – com razão associados à imagem das “trevas" –, tinha-se o celibato em pouca conta e, de acordo com a veemente denúncia de São Pedro Damião, em seu Liber Gomorrhianus ,era preocupante o número de homossexuais no clero.

Para reformar a Igreja, São Gregório VII, eleito ao sólio pontifício em 1057, tinha de enfrentar Henrique IV, o petulante príncipe do Sacro Império Romano Germânico que mandava e desmandava na Igreja da Alemanha. Após um decreto de 1075, em que se condenava toda a investidura laica, a obstinação de Henrique fez Gregório pronunciar contra ele a sentença de excomunhão e depô-lo do trono imperial: “Proíbo o rei Henrique, que, com um orgulho insensato, se levantou contra a Igreja, de governar o reino da Alemanha e da Itália; desligo todos os cristãos do juramento que lhe tenham prestado e proíbo quem quer que seja de reconhecê-lo como rei" . Roma locuta, causa finita. Para recuperar o poder perdido, o soberano do Império Germânico se dirige, então, a Canossa, onde residia o Papa, com uma pequena escolta e sob o inverno rigoroso dos Alpes, em busca do perdão do sucessor de Pedro. Uma cena pitoresca, sem dúvida: o poderoso imperador da Alemanha deposto por um bispo inerme e sem exército, a quem ele agora acorria, prostrado.

Com efeito, como a Igreja conseguiu isso? Como foi capaz de uma influência política de tal monta?

O segredo está num silencioso mosteiro fundado no interior da França, na cidade de Cluny, em 910. Favorecido pela dispensa da jurisdição dos bispos locais e submissão direta ao Romano Pontífice, o mosteiro de Cluny, ao qual se ligou, rapidamente, uma constelação de outras abadias em toda a Europa, tornou-se, em pouco tempo, uma verdadeira escola de santidade. Enquanto o século X passava por uma dolorosa crise do papado, essa Ordem empreendia uma autêntica renovação espiritual em todo o continente, chegando, no início do século XII – momento da sua máxima expansão –, ao impressionante número de 1200 casas. Esse trabalho foi sem dúvida determinante para o fim de questão das investiduras – e para muitos outros problemas com que se deparava a Igreja medieval.

A primeira grande lição de Cluny é que a Igreja produz padres, monges e bispos mais santos quando estes não são frutos de escolhas políticas, mas são eleitos de acordo com suas virtudes. Em muitos lugares e em diferentes épocas, o poder político tentou – e tenta – infiltrar-se na Igreja, submetendo-a às suas rédeas. Esta, no entanto, só é fiel quando serve ao Senhor e rompe seus “votos de vassalagem" com os senhores do mundo. Foi o que ensinaram os monges de Cluny – não sem muito trabalho e combate, é verdade. Afinal, mesmo durante o período em que o monge Hildebrando – futuro Papa Gregório VII – procurou desvincular a eleição do Papa de influências políticas, Henrique III – pai de Henrique IV, de que já se falou –, descontente com as escolhas dos cardeais, depôs três pontífices, em uma amostra clara de como as ingerências mundanas causavam dano à Igreja.

Na verdade, São Gregório VII só conseguiu a submissão de Henrique IV depois de convencer os seus “príncipes eleitores" – que sustentavam o seu poder – a ficarem do seu lado. Ou seja, o poder do Papa só foi efetivo porque suas palavras foram acolhidas por alguns indivíduos. Se, no abismo do século X, Deus enviasse à Igreja um Papa santo, isso pouco efeito concreto teria para solucionar o problema das investiduras, porque os apelos pontifícios certamente não seriam obedecidos. Por isso era necessário Cluny, para civilizar as pessoas, ensiná-las a estudar e meditar sobre a Verdade, de modo que, quando um bom Papa se sentasse no trono de Pedro, seus comandos fossem seguidos na Igreja.

O fato é que, após a peregrinação penitencial de Henrique IV, o imperador voltou a mostrar as suas garras, indicando que não se tinha convertido de verdade. Quando Gregório VII o excomungou novamente, os príncipes eleitores se puseram contra o Papa, que morreu exilado, em 1085.

A lição histórica de Cluny, no entanto, permanece. Da Igreja, não se deve esperar que deponha presidentes e monarcas, como fazia na Idade Média; mas sim, que cumpra a sua missão evangelizadora. Hoje, por exemplo, é urgente lembrar que existe, na Criação, uma estrutura da realidade, uma razão à qual todos os homens – não só os católicos – devem submeter-se. Infelizmente, tem-se substituído cada vez mais a noção de direito natural por uma “ditadura do relativismo", já denunciada pelo Papa Bento XVI, na qual nada é reconhecido como certo e tudo pode ser manipulado ao bel-prazer das pessoas.

O fato de o Estado ser laico não impede esse trabalho profético da Igreja. O termo “Estado laico" significa, simplesmente, que quem deve mandar e decidir as coisas na sociedade civil são os cidadãos, não os Papas e bispos. Mesmo os membros da sociedade civil podem ser evangelizados e, uma vez convertidos, oferecer a sua contribuição para o bem comum e para a política.

Referências
Mt 22, 21
São Pedro Damião, Liber Gomorrhianus (PL 145, 191-204).
DANIEL-ROPS, Henri. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. São Paulo: Quadrante, 2011, p. 204.
Cardeal Joseph Ratzinger, Homilia na Missa “pro Eligendo Romano Pontifice" (18 de abril de 2005).



Por: Dom Nelson Ferreira

SÃO CAMILO DE LÉLLIS - SERVIÇO A CRISTO NA PESSOA DO ENFERMO


Hoje, 14 de julho, a Igreja nos apresenta, São Camilo de Léllis. São Camilo nasceu no ano de 1550 na Itália. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés. Recorreu ao hospital de São Tiago em Roma, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes.
Porém, ele deu um ‘sim’ ao pecado, entregando-se ao vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido o seu temperamento. Foi de hospital em hospital para cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos e ali quis trabalhar na obra de Deus.
Com 25 anos começou o seu processo de conversão. No hospital em Roma, Deus suscitou nele a santidade de ver nos doentes a pessoa de Cristo e também o carisma dos ‘Camilianos’. Camilo também viveu uma bela amizade com São Felipe Néri.
Entrou para os estudos, foi ordenado sacerdote, e vendo a realidade dos peregrinos de Roma, que não tinham uma assistência médica digna, foi brotando nele o carisma de servir a Cristo na pessoa do doente, do peregrino. E muitos se juntaram a ele nessa obra. Em cada sofredor está a presença do Crucificado.
São Camilo partiu para o céu em 1614.
São Camilo de Léllis, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

domingo, 12 de julho de 2015

SÃO JOÃO GUALBERTO - TORNOU-SE PAI DOS MONGES E MODELO


Deus o encaminhou à vida religiosa, à vida eremítica e depois à fundação de uma nova Ordem, chamada de Vallombrosa

Com muita alegria nos deparamos hoje, 12 de julho, com a santidade de vida de São João Gualberto, que pertenceu a uma nobre família de Florença, a qual muito bem o educou na cultura, porém, deixou falhas no essencial, ou seja, na vida religiosa. Por isso, facilmente, ele foi se entregando às liberdades perigosas e às vaidades do mundo.

Aconteceu que, com o assassinato do seu irmão, João Gualberto – como o pai – revoltou-se a ponto de jurar o causador de morte; mas um certo dia, numa estreita estrada, Gualberto encontrou-se com o assassino desarmado, por isso arrancou sua espada para vingar o irmão, quando de repente a súplica: “Por amor de Jesus que neste dia morreu por nós, tem piedade de mim, não me mates!”.

Era uma Sexta-feira Santa, e assim, tocado pela misericórdia de Deus, João Gualberto não só acolheu o malvado com seu perdão, mas também ao entrar numa igreja, recebeu aos pés do Crucificado a graça do perdão e a vida nova.

No processo de conversão de São João Gualberto, Deus o encaminhou à vida religiosa, à vida eremítica e depois à fundação de uma nova Ordem, chamada de Vallombrosa, na qual São João Gualberto tornou-se pai do monges e modelo, já que, antes de entrar na Vida Eterna em 1073, com 73 anos partilhou para os irmãos: “Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado”.

São João Gualberto, rogai por nós!

sábado, 11 de julho de 2015

SÃO BENTO - VIDA DE ORAÇÃO E MEDITAÇÃO


Hoje, 11 de julho, a Igreja nos apresenta, São Bento. Abade vem de “Abbá”, que significa pai, e isto o santo de hoje bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império.
Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino.
A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima “Ora et labora”. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no céu com 67 anos.
São Bento, rogai por nós!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

CATEDRAL DE MONREALE - NOVO PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE


Monreale (RV) – A Catedral de Monreale, na Sicília acaba de entrar para a lista dos patrimônios da humanidade. Ao receber a notícia, o arcebispo deMonreale, Dom Michele Pennisi declarou: “Expresso minha profunda satisfação pelo fato de a Catedral desta cidade ter sido inserida na “World Heritage List”da Unesco como Patrimônio da Humanidade.
“Faço votos, diz ainda o arcebispo, que “neste templo de ouro” se continue a conjugar a atividade de culto com a acolhida dos peregrinos e turistas, em um clima de respeito. Espero que possa haver ainda uma sinergia entre a Arquidiocese, a Paróquia, a Prefeitura de Monreale e as outras instituições, a fim de que este este importante bem cultural possa ser salvaguardado e valorizado”.
Dom Pennisi, conclui a nota, auspicia que a iniciativa da Semana da Musica Sacra de Monreale possa ser retomada, ao entrar em função seu órgão monumental, gravemente danificado durante o último temporal, cujos raios atingiram o pináculo da Catedral”.
A Catedral
A Catedral de Monreale é uma das mais importantes construções sacras da cultura normanda na Itália. A igreja é dedicada a Santa Maria Nova. Sua construção teve início a partir de 1174, por ordem de Guilherme II da Sicília.
A lenda narra que, certo dia, Guilherme adormeceu sob uma árvore no campo e a Virgem Maria lhe apareceu, em sonho, e lhe disse: "Neste lugar onde dormes está escondido o maior tesouro do mundo. Escava-o e com ele constrói um templo em minha homenagem".
Ao acordar, seguindo o mandado de Nossa Senhora, o rei mandou escavar o local e ali encontrou um tesouro de moedas de ouro, que foram empregadas para a construção do santuário.
Para a sua decoração, foram chamados mestres árabes, venezianos e bizantinos, especializados na técnica de mosaico, cobrindo a abside e as paredes com painéis de excepcional valor artístico.
Características
A fachada possui um pórtico renascentista com três grandes arcos, acrescentado, entre 1547 e 1569, por obra de Giovanni Domenico Gagini e Fazio Gagini, que oculta o frontispício primitivo, decorado com mosaicos, relevos e portas de bronze de Bonanno Pisano e Barisano de Trani. Aos lados se erguem duas torres quadradas assimétricas, ladeando o frontão recuado, decorado com arcos entrelaçados em relevo.
O interior
O amplo interior se divide em três naves, seguindo o esquema das basílicas católicas italianas, integrando características da arquitetura ortodoxa em áreas como o coro tripartido. A colunata monolítica no interior é possivelmente originária de construções mais antigas, e suporta uma série de grandes arcos que separam as naves. Os capitéis coríntios datam do período clássico.
O teto tem caibramento aparente em madeira ricamente decorada. Separada da nave por um transepto está a capela-mor, de forma absidal e teto em meia-cúpula, com uma janela única ao centro da parede de fundo e um altar-mor do século XVIII de Luigi Valadier, de refinada construção em metais preciosos.
A característica mais notável da construção é a sua decoração interna em mosaicos policromos e dourados, uma obra-prima da técnica, cobrindo quase em totalidade o interior, com um extraordinário efeito de conjunto, mostrando frisos geométricos, medalhões e diversas imagens de santos e anjos, com inscrições em grego e latim, e ilustram vários episódios da Bíblia.
De todas as cenas se destaca o monumental Cristo Pantocrator na capela-mor, com a Virgem e o Menino, santos e anjos abaixo. O piso também merece atenção pelo refinado trabalho em mosaico de mármore e pórfiro, numa técnica conhecida como “opus alexandrinum”, completado somente no século XVI.
No interior encontra-se o magnífico sarcófago de pórfiro de Guilherme II, da mesma época da catedral, o da sua esposa e seus dois filhos, além de uma urna com as vísceras de São Luís de França.
Nos séculos XVII e XVIII foram acrescentadas duas capelas barrocas, embora mais tarde tenham sido isoladas do corpo da igreja. O coro foi parcialmente destruído por um incêndio em 1811, danificando os mosaicos, os órgãos e o forro, reconstruídos poucos anos após, embora com técnica e gosto bastante inferiores aos originais.
Claustro
Ao lado da Catedral situam-se o Palácio Arquiepiscopal e o Mosteiro Beneditino, rodeados de uma grande muralha e torres. Mais tarde o complexo sofreu profundas remodelações, restando pouco da arquitetura normanda primitiva, salvo alguns torreões e o belo claustro, um dos mais significativos da Itália por suas dimensões e rica decoração de mosaicos e colunas duplas, cujos capitéis são todos diferentes entre si. (MT/agências)
Fotos








 Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 9 de julho de 2015

VIAGEM DO PAPA FRANCISCO À AMÉRICA DO SUL



Acesse o link abaixo para acompanhar mais essa 
maravilhosa viagem do Papa Francisco

http://www.acidigital.com/americadosul2015/

Fonte: Acidigital

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS



Hoje, 09 de julho, a Igreja nos apresenta, Santa Paulina. Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres.

Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.

Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade.

Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor.

Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus.

Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela, para lá rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e Virgínia atuando como enfermeiras.

Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.

A santidade e a vida apostólica de madre Paulina e de suas irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também na pequena indústria da seda para poderem sobreviver.

Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para São Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da "Sagrada Família" para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada à Casa-geral, em São Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens vocações da sua congregação. Nesse período, destacou-se pela oração constante e pela caridosa e contínua assistência às irmãzinhas doentes.

Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.


Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.

Santa Paulina, Rogai por nós !

Fonte: Paulinas

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SANTO EUGÊNIO - ZELOU PELA SALVAÇÃO DAS ALMAS, COM TANTA DEDICAÇÃO, QUE PASSOU POR INÚMEROS SOFRIMENTOS


Santo Eugênio zelou pela salvação das almas, com tanta dedicação, que passou por inúmeros sofrimentos

Hoje, 08 de julho, a Igreja nos apresenta, Santo Eugênio.
Um dado importante é que de cada três Papas, praticamente, um foi oficialmente declarado santo. Assim aconteceu com Santo Eugênio, que se tornou para a Igreja o homem certo para o tempo devido. Eugênio III nasceu no fim do século XI, em Pisa na Itália e, depois de ordenado, consagrou-se a Deus como sacerdote, até que abandonou todas suas funções para viver como monge.

O grande reformador da vida monástica – São Bernardo – o acolheu a fim de ajudá-lo na busca da santidade, assim como no governo da Igreja, pois inesperadamente o simples monge foi eleito para sucessor na Cátedra de Pedro. A Roma da época sofria com a agitação de Arnaldo de Bréscia, que reclamava instituições municipais com eleições diretas dos senadores, talvez por isso chegou a impedir a ordenação e posse de Eugênio, já que tinha sido eleito pelo Espírito Santo numa instituição de origem divina.

O Papa Eugênio teve muitas dificuldades no governo da Igreja, tanto assim que, teve de sair várias vezes de Roma, mas providencialmente aproveitou para evangelizar em outras locais como Itália e França. Além de promover quatro Concílios e lutar pela restauração dos santos costumes, Santo Eugênio zelou pela salvação das almas, com tanta dedicação, que passou por inúmeros sofrimentos.

Santo Eugênio, rogai por nós!

CONFIRA A MENSAGEM QUE O PAPA FRANCISCO NÃO PÔDE PRONUNCIAR NA CATEDRAL DE QUITO - EQUADOR - TEXTO COMPLETO



QUITO, 07 Jul. 15 - Depois de uma exaustiva jornada na qual viajou de ida e volta à Guayaquil, o Papa Francisco enfrentou uma grande diferença de clima e altitudes, e por isso decidiu não pronunciar o discurso que tinha preparado para sua visita à Catedral de Quito. O Papa apenas dirigiu uma breve alocução aos presentes e rezou com eles a Ave Maria.

Entretanto, o texto foi disponibilizado à imprensa em idioma espanhol.

Confira o texto completo da saudação que o Santo Padre preparou para sua visita à Catedral de Quito:

“Queridos irmãos: Venho a Quito como peregrino, para compartilhar com vocês a alegria de evangelizar. Saí do Vaticano saudando a imagem de Santa Mariana de Jesus que, no exterior da abside da Basílica de São Pedro, vela pelo caminho que o Papa percorre tantas vezes.

Também encomendei a esta Santa o fruto desta viagem, pedindo-lhe que todos nós pudéssemos aprender através do seu exemplo. Seu sacrifício e sua heroica virtude são representadas por uma açucena. Entretanto, na imagem que está em São Pedro, ela carrega um buquê de flores, porque ela oferece ao Senhor, desde o coração da Igreja, todos vocês e todo o Equador.

Os Santos nos convidam imitá-los, querem que sigamos seus passos, como exemplo as equatorianas Santa Narcisa de Jesus e a Beata Mercedes de Jesus Molina, enaltecem aqueles que sofrem ou sofreram a orfandade, quantos tiveram que cuidar de irmãos ainda pequenos e aqueles que se empenham diariamente no cuidado dos enfermos ou idosos; como também o fez Mariana, imitada por Narcisa e Mercedes.

Isso não é difícil, se Deus estiver conosco... Elas não fizeram grandes obras aos olhos do mundo. Somente amaram muito no dia a dia, e chegaram até tocar o sofrimento de Cristo através do povo (cf. Evangelii gaudium 24).

Elas não o fizeram sozinhas, fizeram «junto a» outros; o transporte, a escultura e construção desta catedral foram feitos desta maneira, dos povos originários, a minga; esse trabalho de todos à serviço da comunidade, anônimo, desinteressado e sem buscar aplausos: Queira Deus que assim como as pedras desta catedral ajudemos os outros em suas necessidades, assim, ajudemos também a edificar ou reformar a vida de tantos irmãos que não têm forças para construí-las ou foram derrubados.

Hoje estou aqui com vocês, que me dão de presente o júbilo dos seus corações: «Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a as boas novas» (Isaías 52,7).

É esta a beleza que estamos chamados a difundir, como bom perfume de Cristo: Nossa oração, nossas boas obras, nosso sacrifício pelos mais necessitados. Essa é a alegria de evangelizar e «se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, se as praticardes» (João 13,17). Que Deus vos abençoe”.

Fonte: Acidigital

terça-feira, 7 de julho de 2015

SANTUÁRIO DA DIVINA MISERICÓRDIA - CRACÓVIA - POLÔNIA


O convento da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, onde Santa Faustina Kowalska viveu e morreu, foi fundado em Cracóvia na segunda metade do século 19. Para esta freira foi concedida a grande graça de estar mais próxima de Jesus Cristo. Suas visões místicas descritas em seu Diário continuam a ser o livro polonês mais traduzido. A futura santa passou o seu postulantado e noviciado no convento de Lagiewniki onde também fez o seu primeiro e perpétuos votos de consagração. De 1936 até a sua morte ela permaneceu em Lagiewniki, trabalhando no jardim e no portão do convento. Ela faleceu em 5 de outubro de 1938 e foi enterrada em uma tumba do cemitério do local. A mística foi oficialmente proclamada bem aventurada em 1993 e canonizada em 2000. No mesmo ano, a Festa da Divina Misericórdia foi anunciada. Ambos os atos realizados pelo Papa João Paulo II, que rezava na capela do convento quando ainda jovem a caminho do seu trabalho na região, na fábrica de produtos químicos Solvay.

A capela do convento, dedicada a São José em 1891, é o centro da devoção a Divina Misericórdia. Foi aqui que, em 1943, o confessor de Irmã Faustina consagrou a primeira imagem de Jesus Misericordioso doado para a capela como uma oferta pelo pintor Adolfo Hyla, iniciando assim os serviços solenes na veneração da Divina Misericórdia. No primeiro domingo após a Páscoa de 1944, a segunda imagem de Jesus Misericordioso foi consagrada. Esta imagem logo se tornou famosa por suas graças, como evidenciado por inúmeras oferendas votivas colocadas em vitrines ao redor da capela. Suas cópias e reproduções foram espalhadas por todo o mundo e trouxe o cumprimento das palavras que Jesus proferiu a Irmã Faustina: "Desejo que esta imagem seja venerada, pela primeira vez em sua capela, e [então] em todo o mundo."

Desde a beatificação da Irmã Faustina (1993), suas relíquias têm descansado em um caixão de mármore em um altar lateral sob a imagem milagrosa "Jesus, eu confio em Vós". Na balaustrada sob o altar há um genuflexório com uma parte das relíquias para facilitar a veneração do santo pelos peregrinos.

A parte mais recente do Santuário da Divina Misericórdia consiste em edifícios construídos nos últimos anos. O autor do projeto principal foi Witold Cęckiewicz, um arquiteto de Cracóvia. A basílica foi construída entre 1999 e 2002. É uma estrutura de dois andares elipsoidal que se assemelha a um navio, capaz de acomodar cinco mil pessoas. A ideia do projeto do templo se refere aos raios emitidos a partir do coração de Jesus Misericordioso, cuja imagem está localizada no meio do presbitério. Abaixo da imagem há um tabernáculo de ouro em forma de globo e uma escultura de um arbusto rasgado pelo vento. A Basílica foi consagrada pelo Papa João Paulo II em 17 de agosto de 2002, durante sua última peregrinação à Polônia. Naquela época, o Santo Padre também confiou o mundo à Divina Misericórdia. 

Desde 6 de março de 2003, a igreja teve o título de Basílica Menor. Durante a peregrinação do Papa Bento XVI à Polônia, em 2006, o monumento de João Paulo II foi revelado na torre de observação, que mede 76 metros e é o ponto mais alto (mirante) em Cracóvia. Na parte inferior da basílica, há uma capela central dedicada a Santa Faustina, e quatro capelas laterais. Ao lado da parte superior da basílica, há a Capela da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento. 

Fonte: JMJ 2016 - Cracóvia

SANTO ADRIANO - PERTENCIA À CHEFIA DA GUARDA ROMANA


SOFREU TODAS AS PRESSÕES PARA NEGAR A FÉ EM CRISTO E NA SUA IGREJA
Hoje, 07 de julho, a Igreja nos apresenta, Santo Adriano. Adriano viveu no século IV. Era casado com Natália. Recebia oração e via o testemunho de sua esposa nas pequenas coisas, na fidelidade, no amor a Deus e a ele.
Adriano pertencia à chefia da guarda romana, onde o Imperador Diocleciano perseguia duramente os cristãos. Numa ocasião, foram presos 22 cristãos, que testemunharam Jesus perante os tribunais. O coração de Adriano se decidiu por Cristo naquele momento e quis pertencer ao número daqueles heróis do Senhor. Decidiu-se por Cristo, foi preso, sofreu todas as pressões para negar a fé em Cristo e na Igreja.
Natália acompanhou tudo e orava pela fidelidade de seu esposo a Cristo. Adriano teve uma última chance de declarar seu amor à esposa e foi martirizado, queimado vivo, juntamente com os outros 22 cristãos.
Santo Adriano, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 6 de julho de 2015

IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA PEREGRINA PELOS VICARIATOS DA ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO

Foto: Carlos Moioli

Depois da preparação dos missionários multiplicadores e da missão piloto na comunidade do Cantagalo, chegou o momento do envio da Igreja arquidiocesana para anunciar a esperança cristã: “Cristo é nossa esperança”. É o Ano da Esperança, contemplado pelo 11º Plano de Pastoral de Conjunto, que tem colocado a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro em permanente estado de missão.
Na celebração do envio dos missionários, realizada no último domingo, dia 5 de julho, na Catedral Metropolitana, a presença missionária da esperança – Nossa Senhora Aparecida –, cuja replica está em peregrinação por todas as dioceses do Brasil, em preparação à celebração dos 300 anos do encontro imagem histórica no rio Paraíba, esteve presente como grande intercessora também dos missionários e de todo povo carioca.
A imagem de Nossa Senhora Aparecida – explicou o coordenador de pastoral, monsenhor Joel Portella Amado – fará uma peregrinação por todos os vicariatos cariocas, e passará, principalmente, em locais nos quais a Igreja Católica não está presente de forma satisfatória.
“O que orientamos durante a peregrinação é que a imagem não fique restrita aos locais tradicionais, mas que ela seja a maior e a primeira grande missionária, de modo que passe nos lugares onde não exista a presença da Igreja, e que ela seja um caminho para a abertura de novas formas da presença católica nesses territórios”, disse.
O retorno da réplica ao santuário será na tradicional romaria arquidiocesana à Aparecida, que acontece há mais de cem anos e foi fixada no último sábado do mês de agosto – neste ano será no dia 29. Já nos meses seguintes, de setembro a novembro, acontecerá a missão continental. O conteúdo da Novena de Natal, em dezembro, também abordará a temática do Ano da Esperança, sendo uma oportunidade de dar continuidade à missão, ao anúncio do Evangelho de casa em casa.

“A intimidade da Igreja com Jesus é uma intimidade itinerante e pressupõe sair de si mesmo e caminhar, semeando sempre e até aonde for possível. O Papa Francisco convida todos os batizados a não se fecharem, mas a sair das próprias comunidades e ter a audácia de chegar até as periferias, humanas e sociais, que necessitam da graça de Deus, com a intercessão de Maria, mãe da Igreja”, frisou monsenhor Joel.
CRONOGRAMA DA PEREGRINAÇÃO
Vicariato Santa Cruz – de 6 a 12 de julho
Dia 06 de julho – Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz
Dia 07 de julho – Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Paciência
Dia 08 de julho – Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Guaratiba
Dia 09 de julho – Paróquia Santa Clara, em Guaratiba
Dia 10 de julho – Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Santa Margarida
Dia 11 de julho – 08:30h - Paróquia Nossa Senhora da Conceição e Santo Antonio, em Guandu do Sena, onde às 8h30min será transmitida a Santa Missa do Rio Celebra, ao vivo, pela Rede Vida e WebTV Redentor. Será a Missa de Envio dos Missionários do Vicariato Santa Cruz.

Vicariato Oeste – de
 12 a 19 de julho
Dia 12 de julho, às 19h – Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Padre Miguel
Dia 13 de julho – Paróquia São Judas Tadeu, em Bangu
Dia 14 de julho – Paróquia Menino Jesus de Praga, em Vila Aliança
Dia 15 de julho – Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Realengo
Dia 16 de julho – Paróquia Maria Mãe da Igreja, em Padre Miguel
Dia 17 de julho – Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Coqueiros
Dia 18 de julho – Paróquia Nossa Senhora da Lapa, em Senador Camará
Dia 19 de julho – Paróquia Nossa Senhora Aparecida no Batã, em Realengo
Vicariato Sul – de 09 a 16 de agosto
De 9 a 11 de agosto – Paróquia Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado
De 11 a 13 de agosto – Basílica Imaculada Conceição, em Botafogo
De 13 a 15 de agosto – Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema
De 15 a 17 de agosto – Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana
Fonte: ARQRIO